<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217</id><updated>2012-02-16T02:54:15.068-08:00</updated><category term='u'/><title type='text'>Recanto das Sombras</title><subtitle type='html'>&lt;center&gt;Literatura Sombria&lt;/center&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>176</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-810219336657936285</id><published>2011-10-07T19:11:00.000-07:00</published><updated>2011-10-07T19:29:06.647-07:00</updated><title type='text'>A Irmandade</title><content type='html'>E olha quem volta da tumba!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem faz muito tempo que não posto nada aqui no blog, que não escrevo uma linha sequer e que nem leio direito um conto de terror. Na prática estou aposentado, vivendo uma vida bem diferente daquela de 2004 quando comecei a escrever na net.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então você me pergunta porque você volta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, do começo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2006 foi fundada por mim e por Rogério Silvério uma confraria literária chamada Irmandade das Sombras que talvez você já tenha ouvido falar. Pois bem essa confraria veio a ter seu fim depois de um tempo (não sei quando pois nem me lembro bem meu nome direito), por digamos desentendimentos (grande parte mea culpa - bato no peito e não tenho vergonha de assumir) e logo após foi fundada uma outra confraria (um forum na verdade) pelo infelizmente falecido Henry Evaristo (Saudoso Mestre com o qual infelizmente tive muito atrito e me arrependo muito por isso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem delongas: A pouco bisbilhotando esses velhos colegas escritores (que infelizmente acabei perdendo o direito de chama-los amigos), do Forum da Camara fundaram um site chamado A Irmandade, um site com um visual excelente e uma proposta pra lá de foda (com o perdão da expressão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto aqui essa novidade afim de fazer um merchãzinho aos meus colegas e espero que quem passe por aqui (e ainda passam não sei como) visitem, pois garanto que não vão perder seu tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim meus parabéns ao grupo, desejo tudo de bom a galera e que o site renda bons frutos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Linx&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.airmandade.net/index.php"&gt;Clique Aqui e Visite&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="www.airmandade.net/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-810219336657936285?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/810219336657936285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2011/10/irmandade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/810219336657936285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/810219336657936285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2011/10/irmandade.html' title='A Irmandade'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-7563358616912011928</id><published>2011-01-11T12:04:00.000-08:00</published><updated>2011-01-11T12:09:30.522-08:00</updated><title type='text'>Selando a Casa - Novamente e por tempo Inderteminado</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Bem novamente eu venho dizer que estou deixando de postar no blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez não por estar descontente com alguma coisa (apesar de eu ter um ódio mortal a essas panelinhas infelizes de escritores de literatura fantástica que fecham o mercado a eles e mal deixam os que estão de fora respirar um livro no mercado), mas porque esse ano me dedicarei a outras coisas e a literatura sombria não está entre elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que o material contido no blog ainda entretenha aos leitores que por aqui passam e que um dia a mente pequena desses escritores se abra e que parem com discursos velhos de vamos integrar a todos, quando se referem apenas aos seus amigos (acredite eu tenho fé que isso vai mudar, mesmo não vendo nem fagulha disso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços a todos e até um dia quem sabe&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Linx&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-7563358616912011928?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/7563358616912011928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2011/01/selando-casa-novamente-e-por-tempo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/7563358616912011928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/7563358616912011928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2011/01/selando-casa-novamente-e-por-tempo.html' title='Selando a Casa - Novamente e por tempo Inderteminado'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-7382685771183669016</id><published>2010-12-29T16:13:00.000-08:00</published><updated>2010-12-29T16:20:07.397-08:00</updated><title type='text'>Ano Novo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TRvPw-t2s5I/AAAAAAAAAMc/xRrlAORY2ZE/s1600/s3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556263005667636114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 213px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TRvPw-t2s5I/AAAAAAAAAMc/xRrlAORY2ZE/s320/s3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Meu Conto Especial de Ano Novo!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Linx&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lá estava eu com ela novamente, a coisa mais bela que já pisou nessa terra maldita. Era nosso segundo ano novo juntos e como sempre meu coração gritava de alegria e meus olhos se enchiam de lágrimas em vê-la ali, por mais um ano comigo, me agüentando. Meu Deus como pode! Uma mulher tão linda assim ao meu lado! Aquele branco em sua pele, seus lindos olhos negros mantinham aquele mesmo semblante sempre... Tivemos muitas brigas esse ano, pois, admito, meu ciúme é meio doentio, mas claro tinha que ser, pois quem não teria ciúme de uma mulher tão linda! É algo tão normal ter medo de perder um anjo em sua vida! Mas lá estava ela! Seu corpo divinal, seus seios, colo, pernas, tudo era perfeito e nada a estragava e com seu &lt;em&gt;rigor mortis &lt;/em&gt;já se esvaindo seu corpo começava a amolecer novamente e nós teríamos nossa noite! Na nossa cama, ainda suja de sangue, nós tivemos uma noite mágica e junto às moscas e uns pequenos vermes que brotavam de seu corpo, nós éramos perfeito e ao abrir a janela e deixar a luz da lua cobrir seu corpo o buraco da bala em sua testa brilhava marcando enfim nossa noite e selando de vez nós unidos para sempre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Feliz 2011!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;PS: Uma foto de uma modelo do site Suicide Girls para alegrar o fim de ano!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-7382685771183669016?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/7382685771183669016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/12/ano-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/7382685771183669016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/7382685771183669016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/12/ano-novo.html' title='Ano Novo'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TRvPw-t2s5I/AAAAAAAAAMc/xRrlAORY2ZE/s72-c/s3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-1159512698089852628</id><published>2010-12-24T11:47:00.000-08:00</published><updated>2010-12-24T11:51:27.925-08:00</updated><title type='text'>Feliz Natal</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;UM FELIZ NATAL A TODOS&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;NUNCA DESISTA DOS SEUS SONHOS, PERSISTA E FAÇA O QUE TE FAZ FELIZ&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;ABRAÇOS&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;LINX&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-1159512698089852628?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/1159512698089852628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/12/feliz-natal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/1159512698089852628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/1159512698089852628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/12/feliz-natal.html' title='Feliz Natal'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-7144349096727031394</id><published>2010-11-28T14:15:00.000-08:00</published><updated>2010-11-28T14:17:49.687-08:00</updated><title type='text'>Necrofélia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TPLU3evrevI/AAAAAAAAAMQ/Up-L-59QlPU/s1600/DarkWoman.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544728140857441010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TPLU3evrevI/AAAAAAAAAMQ/Up-L-59QlPU/s320/DarkWoman.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Lord Edu&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barlock, o vampiro rei, conjurou a densa bruma acima das covas obscuras do cemitério.Além disso o céu cinzento parecia iníquo.Parecia querer passar para um tom vermelho rubro. Barlock clama os inferiores seres para ver a tua morbidez que mata e transborda o teu deleite. Uma moça havia sido a espreita do vampiro por um longo tempo Barlock a queria de qualquer maneira, mas não em buaca de seu sangue.Porém a garota morreu de peste bubônica. Assim foi até mais fácil. Ela foi enterrada neste fim de tarde sob o crepúsculo para violar a pouca bondade e moralidade dos humanos. Quando o último raio de sol se extinguiu da cidade de Além Barlock saiu de sua cripta à procura do túmulo da cândida moça. Achado o túmulo ele pára e contempla a lápide de mármore recém colocada decoradas com rosas brancas e tulipas amarelas, já com os odorores miasmáticos, com os dizeres gravados em baixo-relevo : "Ofélia Lima, Amada filha e irmã, 1832-1849. Então o súcubo vampiro exumou o delicado caixão da sepultura e o abriu. A garota estava pálida e esguia em seu vestido branco, mas ainda possuía uma genuína feição angelical da qual Barlock se encantou. Queria a virgem. Voluptosidade da virgem. Lasciva, excitante, delirante virgem. E teve a virgem. Violou a virgem. Estava realmente obsecado por ela.Queria tê-la viba nos braços para amá-la de verdade. Não era só um capricho de prazer agora era um sentimento incontrolável. Barlock sabia que teria de ir ao necromante abutre Zatorotath que acorda e decifra os mortos. Barlock pega o cadáver no colo e segue para a caverna do necromante na Colina Curwen. O vampiro marchava lentamente em companhia da mulher que amava.Deu um, vento azíago como se fosse a desaprovação de um deus. Quando chegou ao topo da Colina Curwen encontrou Zatorotath ensinando seus dois aprendizes as artes da magia negra.Ao ver Barlock com o corpo perguntou: - O que o traz áté mim criatura bestial? -O amor- respondeu Barlock- de vida a este corpo celestial que sofreu com a ceifa da morte. - Não foi só isso que ela sofreu.Houve uma profanação, os defuntos devem dormir em paz - bradou o feiticeiro da morte. - Faça o que eu mando - Barlock conjurou a sua corja de vampiros ameaçadores para matar o mago se ele não fizesse o serviço imposto - e não me diga em profanação de corpos porque esta é a tua arte.Agora faça. - Teu desejo será feito, mas esta mulher que tu violaste será tão perversa quanto a tua devassidão para com ela.E esta será a tua ruína - previniu o necromante . - Faça logo. O ritual foi feito na Pedra do Sacrifício sobre o cume da Colina.De fato as nuvens cinzas agora estavam escarlates quando Zatorotath recitava as palavras mágicas. Uma mulher renascia, não era mais aquela moça pura e ingênua. Sua inocência fôra perdida quando Barlock a estuprou, atormentando-a em seu sono eterno. Barlock estava encantado com a mulher , estava amando e não deu ouvidos as sábias palavras de Zatorotath , pois o amor o deixou cego. A sedutora mulher largou Barlock e o jogou nas cinzas.O fez em cinzas.Pois o vampiro em sua grande decepção amorosa se matou à luz do sol, porque sua amada mulher preferia saborear a carne dos homens.Doce, quente, vigorosa e efêmera. Vulgar morta-viva imortal Ofélia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Visite a Página do Autor no Recanto das Letras&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=8569"&gt;http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=8569&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-7144349096727031394?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/7144349096727031394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/11/necrofelia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/7144349096727031394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/7144349096727031394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/11/necrofelia.html' title='Necrofélia'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TPLU3evrevI/AAAAAAAAAMQ/Up-L-59QlPU/s72-c/DarkWoman.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-5410064411379509912</id><published>2010-11-28T14:10:00.000-08:00</published><updated>2010-11-28T14:14:17.211-08:00</updated><title type='text'>A Arvore Negra</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TPLUGgX784I/AAAAAAAAAMI/goqo4VVV4Ng/s1600/15_01_33---Tree-Black-and-White_web.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544727299481138050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TPLUGgX784I/AAAAAAAAAMI/goqo4VVV4Ng/s320/15_01_33---Tree-Black-and-White_web.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Lord Edu&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro,Tiago e Hugo se embrenharam no Pântano da Salamandra para caçar sapos, rãs e pererecas.Apenas para a distração de suas mentes infantis.Apesar das placas,cercas e das lendas inexoráveis que avisava para ficarem longe, os meninos entraram no misterioso lugar lamacento naquele dia.Entre sorrisos e zombarias os garotos animados com suas bolsas repletas de sapos, iam se aprofundando cada vez mais para o interior do brejo.Ultrapassando assim os limites imposto pelo sobrenatural também.Já tinham quase enchido as mochilas com sapos quando viram algo majestoso, sombrio e horripilante: uma imponente árvore morta no centro de uma lagoa de lama.A árvore tinha a casca negra como o corvo, de altura era pequena, mas o tronco era absurdamente grosso e os galhos esculturais jaziam monstruosos à vista deles.Aquela árvore tinha algo de positivamente detestável, mais do que aparentava. Havia alguma deformidade que afligia as nossas concisas persepções. Uma coisa que incomoda profundamente. No fundo de seus corações os garotos temiam a verdade mortal: a de que a árvore apesar de estar seca tinha uma alma maléfica e um coração atormentante dentro dela.Pequenas vibrações sonorizavam em seus próprios corações uma ressonância absurda e indiscritível dos batimentos da árvore que estava voraz pelas doces carnes perfumadas com sangue.Eles observaram a planta morta por todos os ângulos procurando algo de mais errado além dessa intuição que comprimia seus corações no auge de uma aflição e de um medo inexplicáveis.Tiago, de repente, pára absorto, pálido e aterrorizado vendo algo na árvore, uma deformção.Pedro e Hugo perguntam mais assustados ainda o que havia acontecido, ao ver o esgar de assombro do colega.Tiago apenas apontou o dedo macilento para as raízes da árvore que ficavam expostas em formas dementes.Como se aquele emaranhado guardasse algo até as profundezas movediças daquela areia azíaga.Os outros dois garotos também viram e ficaram enjoados, aturdidos e enojados além do peculiar assombro.havia uma mão de dimensões abstratas, cadavérica que estava entre as raízes turvas ,como as aranhas em suas tocas à espreita...Era bestial e alucinógeno aquela mão deturpada , ante a anormalidade do contraste branco da mão e do negro da árvore.Bem como as formas da árvore e da mão, pois parecia uma aranha escondida esperando pelo sangue de sua vítima.Os batimentos cardíacos de medo de seus corações se perdiam e davam lugar aos pulsos eufóricos da árvore.Mas Tiago e Hugo imóveise mais cheios de sensações híbridas de medo, deixaram seus sapos fugirem.E seus corpos foram tomados de pequenos espasmos. Pareciam ter levado um suave choque em seus cérebros que os dopou de horror, pois aquela mão pálida e morta se mexia.Sobre o lamaçal os sapos bailavam estranhamente como se a árvore afetasse seua corações também. E sobre a lama eles não afundavam.Loucura.Tiago viu que não afundavam, correu em cima da lama em direção á árvore.Hugo abriu a boca para mandá-lo parar , mas para seu estremo espanto o amigo não afundou.Pedro pasmado correu atrás do amigo e não sabia o motivo dessa barbaridade.Hahahaha.E Hugo , por sua vez , seguiu Pedro.Mas Hugo tinha pouca fé e afundou sendo puxado por outra mão igualmente funesta à outra.Vagarosamente.E as sensações eram como orgasmos de desgraça.Apavorados, os outros dois garotos , se agarraram á árvore vendo as muitas outras mãos subindo pelo amigo num frenesi que a desgraça era digna de estrema piedade, pois estavam rasgando-o de dor.Eb ele gritava.Logo o corpo foi imerso pela lama e um borrão de sangue, que borvulhava, ficou malditop naquele lugar onde o corpo foi sugado.A mão na raiz!Se lembraram dela e não tinham para onde fugir.Se ouvia apenas as suas respirações e o bater do coração da árvore negra.Desesperados e calados por saber seus destinos.Gotas de sangue escorriam do alto da árvore banhando os meninos de um imensurável pavor.A mão que o hipnotizou ,naquele emaranhado, o puxou para as raízes.Apenas se ouviu o último sibilo selvagem de cólera, ele estava implorando pela vida quando deu aquele murmúrio.Enfim ficou preso na teia que é a mão e será devorado pela aranha que é a iníqua árvore.Mais um coração e uma alma para a árvore.Restou Pedro, híbrido de terror, com sua sorte e seu infortúnio.Pois sua vida foi poupada pela árvore, mas o tempo, implácavel, o matou.Em todo esse tempo ouvindo os pulsos negligentes da árvore que o assusava, o enlouquecia, mas não matava.Expirou e os urubus vieram e fizeram seu trabalho.Somente os urubus, seres do mal e violadores da morte, não ouviam os batimentos mesméricos do caração negro da árvore.A enfeitavam com mais demência aqueles galhos sinistros que pendiam malignos aos ventos dos céus abertos sob o lúgubre crepúsculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visite a Página do Autor no Recanto das Letras&lt;br /&gt;&lt;a href="http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=8569"&gt;http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=8569&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-5410064411379509912?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/5410064411379509912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/11/arvore-negra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/5410064411379509912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/5410064411379509912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/11/arvore-negra.html' title='A Arvore Negra'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TPLUGgX784I/AAAAAAAAAMI/goqo4VVV4Ng/s72-c/15_01_33---Tree-Black-and-White_web.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-983154381246952765</id><published>2010-11-25T15:39:00.001-08:00</published><updated>2010-11-25T15:45:14.414-08:00</updated><title type='text'>Juliana</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TO703Zsw0YI/AAAAAAAAAMA/cBl8lYj_Yns/s1600/bolsa_sangue.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543637423968276866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 180px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TO703Zsw0YI/AAAAAAAAAMA/cBl8lYj_Yns/s320/bolsa_sangue.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ensaio que fiz escrevendo que me vinha a mente até cansar. A idéia me veio ontem a noite depois de muito rum e vinho, na hora os versos tomaram minha cabeça e agora pouco voltaram e comecei a coloca-los em algum lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, eles não são versos sombrios, são de amor e um pouco de tormento, amor a uma pessoa que amei com tal intensidade, que, numa volta da vida, ela volta com tanta força que me faz escrever e escrever...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque vou posta-lo aqui... Me perdoem mas não tenho outro lugar para jogar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mais profundo amago de um escritor de contos Gore extremos (os brutam amam e sofrem tanto que choram...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os versos agora tecidos&lt;br /&gt;Não são de total originalidade&lt;br /&gt;São apenas lembranças&lt;br /&gt;Da noite passada&lt;br /&gt;Escritos assim do nada&lt;br /&gt;Sem preocupações, boto no papel as primeiras palavras&lt;br /&gt;Quem vem a cabeça&lt;br /&gt;Agora já sem álcool&lt;br /&gt;Sóbrio, tedioso, a espera de inspiração&lt;br /&gt;Mas nada virá&lt;br /&gt;Como na noite passada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me apenas que pensei em você&lt;br /&gt;E da forma mais pura você me veio a mente&lt;br /&gt;E digo isso de bom grado&lt;br /&gt;Pois mesmo falando que era ti&lt;br /&gt;Nada me veio além da idéia do amor que desprendi&lt;br /&gt;A você por tanto tempo&lt;br /&gt;E que nutriu meus sonhos, pesadelos, alucinações, torpores&lt;br /&gt;E seu corpo&lt;br /&gt;Seu rosto que tanto olhava&lt;br /&gt;Buscado imprimi-lo em minha retira de lá nunca mais tira-la&lt;br /&gt;Não lembro&lt;br /&gt;Apenas vejo fulgores e sombras&lt;br /&gt;Opacas como minha visão astigmática&lt;br /&gt;Nada&lt;br /&gt;Lembro-me apenas dos traços&lt;br /&gt;De como te conheci&lt;br /&gt;Dos presentes que dei a ti&lt;br /&gt;As palavras que não saíram&lt;br /&gt;A dor que comia meu peito&lt;br /&gt;A loucura que você me levou&lt;br /&gt;E de quão feliz eu era somente pela sua existência tão longe de mim&lt;br /&gt;Mas somente isso&lt;br /&gt;Sua imagem hoje já é algo que borra&lt;br /&gt;E busco por ai uma foto sua, mas nada acho, somente um vácuo&lt;br /&gt;E o que resta senão sonhar contigo&lt;br /&gt;Inventar-te torna agora pior meu amor&lt;br /&gt;Pois não me lembro de suas imperfeições&lt;br /&gt;Apenas que você brilhava ao sol&lt;br /&gt;E que sua voz era mais linda que os cantos de todos os sabiás&lt;br /&gt;E que meu coração pulava (e ainda pula) ao te ver&lt;br /&gt;E tudo que pode ser perfeito em um amor sincero e puro cujo nunca mais senti (e vai ver meu sonho por isso, essa falta de amar, sentir meu coração furar, sangrar e adoecer)&lt;br /&gt;Meu Deus, como gosto de sofrer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas verso e verso e não conto meus pensamentos a ti&lt;br /&gt;E não os conto porque nada eram&lt;br /&gt;Senão um resto&lt;br /&gt;Que busco de ti em minha vida&lt;br /&gt;E cadê a coragem&lt;br /&gt;Para lhe contar&lt;br /&gt;Que não te vejo a tanto tempo&lt;br /&gt;Esqueço teu corpo, rosto e sorriso&lt;br /&gt;Mas lembro de tua voz e perfume&lt;br /&gt;E quero tanto voltar a te ver&lt;br /&gt;Ao menos ver suas palavras&lt;br /&gt;Mas e a coragem?&lt;br /&gt;Se nem quando você aparece no meio virtual&lt;br /&gt;Ouso-me em deixar-te um simples comentário&lt;br /&gt;Ou ao menos de dar um oi&lt;br /&gt;Pois sei&lt;br /&gt;Que após duas palavras&lt;br /&gt;E uma resposta sua&lt;br /&gt;Direi&lt;br /&gt;Eu te amo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora digito&lt;br /&gt;Louco&lt;br /&gt;Busco os versos de ontem para aqui por&lt;br /&gt;Mas eles não vem&lt;br /&gt;Somente vem você&lt;br /&gt;Novamente em meu coração&lt;br /&gt;Deus porque&lt;br /&gt;Só ouço de lá de cima&lt;br /&gt;“Você gosta de sofrer”&lt;br /&gt;Ai, ai, ai, disse mesmo ao uns versos atrás&lt;br /&gt;E agora colo minha sina&lt;br /&gt;Repetindo e voltando a mesma coisa&lt;br /&gt;Pois lançar as palavras no monitor é tão pacificador&lt;br /&gt;Que a cada palavra sua imagem volta&lt;br /&gt;Sua voz retorna&lt;br /&gt;Sinto-te minha antiga amada&lt;br /&gt;Mais próxima&lt;br /&gt;E quem sabe depois de alguns goles tenha coragem&lt;br /&gt;De enfim te mostrar&lt;br /&gt;Esse monte de versos que escrevo sem parar&lt;br /&gt;E quem sabe não os coloco&lt;br /&gt;Na rede, jogo ao mundo virtual&lt;br /&gt;E rezo&lt;br /&gt;Para que você leia e não saiba quem sou&lt;br /&gt;E que, apesar de já ter o titulado em seu nome&lt;br /&gt;Você pense: É outra&lt;br /&gt;Mas rezo mais ainda&lt;br /&gt;Para que goste&lt;br /&gt;Mas não me fale&lt;br /&gt;Pois não saberia que dizer&lt;br /&gt;Diante de você&lt;br /&gt;Em realidade existindo&lt;br /&gt;E não dentro de minha cabeça&lt;br /&gt;Esse amor me consumindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá meu rapaz coragem&lt;br /&gt;Diga a ela&lt;br /&gt;Mas de cara limpa&lt;br /&gt;Pois o álcool somente reforça&lt;br /&gt;O que você não tem coragem&lt;br /&gt;E some no outro dia em meio a ressaca&lt;br /&gt;Não deixa nem um pingo do que te deu&lt;br /&gt;Pior leva aquilo que pode&lt;br /&gt;E novamente vou ficar louco&lt;br /&gt;Sumirei&lt;br /&gt;Não saberei&lt;br /&gt;Enfiarei meu corpo na lama e lá ficarei até sufocar&lt;br /&gt;E quando voltar vou estar&lt;br /&gt;Esperando que esqueças&lt;br /&gt;Tudo isso&lt;br /&gt;Que se alonga&lt;br /&gt;E não quer terminar&lt;br /&gt;Pois&lt;br /&gt;Não há fim no amor que nem começou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surge-me a coragem&lt;br /&gt;Não de te contar&lt;br /&gt;Mas de terminar&lt;br /&gt;A epopéia dos meus sonhos&lt;br /&gt;Digito sem saber onde por&lt;br /&gt;Todas essas linhas&lt;br /&gt;Pois o escritor apenas escreve&lt;br /&gt;Para que os outros leiam&lt;br /&gt;Mas como lerem, se o poema tem endereço&lt;br /&gt;Mas ainda falta a coragem de endereçar&lt;br /&gt;Então por favor vamos terminar&lt;br /&gt;E acabar com o martírio&lt;br /&gt;Que agora fica pior&lt;br /&gt;Pois lembro de tudo e tudo volta&lt;br /&gt;Oh meu amor, me ame eu grito&lt;br /&gt;Mas por favor vá embora... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;PS: To meio ultraromantico hoje me perdoem rs &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;LINX&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-983154381246952765?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/983154381246952765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/11/juliana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/983154381246952765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/983154381246952765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/11/juliana.html' title='Juliana'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TO703Zsw0YI/AAAAAAAAAMA/cBl8lYj_Yns/s72-c/bolsa_sangue.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-8284451872291651241</id><published>2010-11-25T15:05:00.000-08:00</published><updated>2010-11-25T15:10:07.635-08:00</updated><title type='text'>Zatorotath</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TO7smneCiRI/AAAAAAAAAL4/gf39bRy5_YU/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543628339513821458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 312px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TO7smneCiRI/AAAAAAAAAL4/gf39bRy5_YU/s320/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Lord Edu&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zatorotath, o necromante, agora tem os cinco espectros humanos para criar seu guardião.As almas do necrófilo, do assassino, do estuprador, do pedófilo e do político serão a base concreta para dar forma ao novo ser idealizado pelo necromante amante da magia negra. Zatorotath mandou os esqueletos malditos(que ele evocou da tumba para se encarregarem de capturar os cinco homens pervertidos), para a sepultura e começou o seu trabalho de maldição. Todos os cinco homens estavam dormindo sob o domínio mental do poderoso mago.Mas seus espíritos estavam perturbados com a influência persuasiva em seus corpos. O necromante colocou os homens sobre a Pedra do Sacrifício e tudo o que é normal estava horrendamente perturbado e agitado aos redores do feiticeiro Zatorotath.Um vento hediondo vindo do sul propagava uma névoa negra e densa de poeira;as nuvens se agrupavam demasiado rápido no céu espalhando um som metálico; e as criaturas inferiores se agrupavam para ver o espetáculo da criação nefanda. Zatorotath deu início à evocação esconjurando palavras primordiais de um povo que gozava de total bel-prazer, sem se preocupar com moralidade ou com a presença de um Criador oniciente, onipresente e onipotente. O mormaço se dissipou quando Zatorotath começou essa espécie de ritual.O tempo´pareceu parar, pois o vento cessou e a poeira permaneceu no mesmo lugar pendendo, como se não houvesse gravidade.As nuvens se mesclavam sonicamente nos céus, tomando algum tipo de forma titânica acima da Colina Cwruen. Assim como as criaturas inferiores, que com medo, fugiam da penumbra da perversidade. Um frio enregelante impregnou o lugar que pareceu estar habitado por destroços fantasmagóricos imprecando essas práticas execráveis. Esse ritual exigia que as palavras mágicas fossem ditas em um tom de ferocidade.Por isso a voz cavernosa e retumbante de Zatorotath pareciam trovões que ecoavam abomináveis. As nuvens, alaranjadas, estavam com a forma de uma espiral, se parecendo com uma linda galáxia cujo epicentro seria a Pedra do Sacrifício.Isso porque o centro da espiral era verticalmente na direção dos cinco homens sobre a pedra. Após recitar veementemente as palavras antigas( que terminavam com um "Shhhyyyahhh" enervante, tanto para Zatorotath quanto para todo o sistema natural), um raio caiu do epicentro das nuvens e caiu nos corpos , que tentavam lutar para fugir dessa repulsiva mutação. Ao atingir os cinco homens dissolutos impuros, o raio violeta tomou uma diversidade de cores fluorescentes que irradiavam uma imensidade de sensações abstratas que enfraquecem o Universo. Os corpos se contorciam se juntando.Ossos, carnes, sangue e imoralidade.Entre aquelas cores tambem se via as almas se mesclando em movimentos caóticos e blasfemos completando essa malevol}encia herética. O raiko parou de cair e já podia-se ver que não haviam mais cinco corpos sobre a Pedra, mas apenas um , envolto numa fumaça densa de um odor acre e profano que ia sumindo aos poucos revelando um novo Ser. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Visite a Página do Autor no Recanto das Letras&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=8569"&gt;http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=8569&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-8284451872291651241?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/8284451872291651241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/11/zatorotath.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/8284451872291651241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/8284451872291651241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/11/zatorotath.html' title='Zatorotath'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TO7smneCiRI/AAAAAAAAAL4/gf39bRy5_YU/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-7169391945727181198</id><published>2010-11-25T15:00:00.000-08:00</published><updated>2010-11-25T15:04:25.805-08:00</updated><title type='text'>A Noite em que Vieste</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TO7rNL7KhDI/AAAAAAAAALw/l_BFzMiU-zw/s1600/sata_sentado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543626803111429170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 219px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TO7rNL7KhDI/AAAAAAAAALw/l_BFzMiU-zw/s320/sata_sentado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Henry Evaristo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite em que vieste estava fria como nunca antes. Meus olhos marejados te avistaram através da janela caminhando na direção da casa em meio à neve e às trevas como se combalido e furioso; mas nunca perdido, visto que bem sabias onde tinhas chegado. De pronto te abri minha porta e não te fiz perguntas desnecessárias fingindo espanto em ver-te. Ambos sabíamos que fora eu aquele que te trouxera ali e nossas palavras eram, então, articulações infrutíferas. Deixei-te a vontade para olhar por todos os cantos de minha humilde moradia e não te interrompi nem um minuto sequer; nem mesmo quando, incontinenti, invadiste minha alcova onde descansava o corpo de minha esposa. Como me ordenastes em sonhos, sacrifiquei-a em teu nome para que ela, ao partir deste mundo pelas minhas mãos, pudesse contribuir com sua paixão para a minha glória final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhei-te depois ao porão onde encontraste os símbolos mágicos necessários para a tua invocação, aqueles que tu mesmo bem ensinastes aos magos na idade das trevas. Usei-os com a maestria resultante de vinte anos de estudos árduos movidos pela curiosidade, mas, sobretudo, pela necessidade de abandonar este mundo pequeno e atingir outras esferas; pela chama que ardia em meu peito e que dizia "Tens que ser um homem rico e com poderes sobre as vontades alheias!". Vi o brilho louco em teus olhos quanto constataste que tudo estava certo e que podias terminar o que eu começara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a borda negra de um abismo insondável, mestre, tu te voltaste para mim e teus olhos em chamas encheram meu corpo de esperanças. Lança-me, oh, homem negro, nas profundezas de teu abraço inflamado que eu mergulharei nos caminhos da tua maldade infinita e da tua liberdade absoluta que é pecaminosa aos olhos dos homens, mas benfazeja aos meus. Me investe da palavra de teu reino para a tua glória! Toma agora minha alma e me dá o mundo! &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conheça o blog que Pertenceu ao Autor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://camaradostormentos.blogspot.com/"&gt;http://camaradostormentos.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-7169391945727181198?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/7169391945727181198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/11/noite-em-que-vieste.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/7169391945727181198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/7169391945727181198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/11/noite-em-que-vieste.html' title='A Noite em que Vieste'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TO7rNL7KhDI/AAAAAAAAALw/l_BFzMiU-zw/s72-c/sata_sentado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-2424515406739033779</id><published>2010-10-26T16:14:00.000-07:00</published><updated>2010-10-26T16:23:20.925-07:00</updated><title type='text'>A Irmandade</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TMdi3HuLuuI/AAAAAAAAALo/RA1BJ-7Pe5s/s1600/tavola.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532499366353025762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TMdi3HuLuuI/AAAAAAAAALo/RA1BJ-7Pe5s/s320/tavola.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há uns três anos escrevi esse texto em homenagem a Irmandade das Sombras, o publicado no site em agosto de 2007 e o posto hoje em memória as velhos tempos de IS!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Por Linx&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Incrível...Era a palavra, a única capaz de descrever o que a Irmandade das Sombras virará. Olhando eu essas paredes coberta de tapeçarias antigas, o piso de mármore negro, os tetos com lustres do mais nobre cristal, tudo cheirando a novo, saído a pouco das caixas. Minha mente parecia as vezes não crer que aquilo tudo era real.Aconteceu quase que de repente; deixamos de ser um monte de pessoas distantes trocando palavras pela internet e agora caminhávamos para ser uma grande sociedade literária mundial. E não era um sonho, ou mais uma das minhas alucinações, era tudo real, tudo ali palpável.&lt;br /&gt;— Linx?&lt;br /&gt;— Oi maninha...&lt;br /&gt;— O que está fazendo ai parado? Disse ela me dando um sorriso&lt;br /&gt;— Admirando...&lt;br /&gt;— É as vezes me paro também a olhar toda essa grandeza&lt;br /&gt;— Tudo tão irreal, tão...&lt;br /&gt;— Perfeito. Disse ela pegando minha mão&lt;br /&gt;— Sim. Olhei nos seus olhos e sorri. Perfeito&lt;br /&gt;Acho que nunca senti o que eu sentia quando abraçava a Celly, esse bem estar que toma conta de todo meu corpo, como que se meu coração só batesse quando ela estivesse ao meu lado. As vezes queria ficar assim, abraço sozinho a ela nesse silencio, para a eternidade.&lt;br /&gt;— Vamos não é. Disse ela me parecendo desconcertada saindo dos meus braços&lt;br /&gt;— Sim vamos. Disse eu lhe tomando uma das mãos entre a minha&lt;br /&gt;Lentamente corremos o corredor até chegar nas grandes escadas, talhadas do mesmo marfim que o piso, rica em detalhes barrocos e ao mesmo tempo modernos. No fim delas, no salão principal nos esperavam Rogério, Henry, Paulo e Hellena&lt;br /&gt;— Demorou o casalzinho. Disse Hellena no seu tom mais irônico&lt;br /&gt;— Odeio esse seu tom&lt;br /&gt;— Eu sei, por isso adoro usa-lo. Disse ela passando a mão pelo meu queixo&lt;br /&gt;— Bem vamos. Disse Paulo interrompendo o flerte&lt;br /&gt;— Sim claro.&lt;br /&gt;Hellena! (que sempre preferiu que chamássemos de Hell, mas eu dificilmente conseguia me dirigir a ela por esse nome. Em minha mente sempre foi Hellena) Realmente uma das mais sensuais criaturas que já tive o prazer de por meus olhos. Não havia homem que a olhasse naquele seus vestidos curtos, colados em suas belas curvas que não fosse tomado, mesmo que por um simples instante, por uma libido incontrolável. E hoje com certeza ela estava mais bela que nunca, que diga meu velho amigo Paulo que não conseguia esconder seu desejo pela jovem garota e mal piscava admirando meio que de suas sombras a jovem menina&lt;br /&gt;Era um dia especial, mas senti lá no fundo que aquele dia mudaria muito nossas vidas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Cale o boca! Disse eu lhe dando um tapa no rosto, fazendo ela cair esticada no sofá&lt;br /&gt;— Seu maldito! Gritou ela caída no sofá&lt;br /&gt;— Bando de traidores! Como puderam?&lt;br /&gt;— Você está louco Linx!&lt;br /&gt;— Não me chame de louco! Eu estou vendo! Não podem esconder de mim!&lt;br /&gt;— Você está louco. Ela se levantou se protegendo, correndo em seguida até a porta e a fechando atrás dela&lt;br /&gt;— Volte aqui! Disse eu correndo atrasado, dando com a porta fechada&lt;br /&gt;Bando de maldito! Traidores! Desgraçados! Como fui idiota! Mas também como esperar isso de meus companheiros? Não esperaria isso nem de meus inimigos. Mas eles não vão conseguir. Não vão! Lutei muito para criar a Irmandade. Se ela é o que é hoje foi graças a mim e agora eles querem me tirar isso tudo? Querem me tirar tudo que construí? Querem me matar! Desgraçados, queimarão no fogo do inferno&lt;br /&gt;Corri até minha escrivaninha e peguei uma arma que eu escondia no fundo falso de uma das gavetas, carreguei com todas as balas que cabiam no pente e botei o resto no bolso. Em passos curtos me dirigi até a porta e a abri lentamente. No fim do corredor pude ver meus dois amigos, Paulo e Henry parados conversando com “ela”. Maldita, a pior de todas! Fingiu que me amava, que me adorava. O que ela faria? Dormiria comigo e no meu momento de descanso me mataria?Sai detrás da porta e atirei acertando ela no ombro. Os dois me olharam e tentaram se aproximar lentamente&lt;br /&gt;— Linx, pare com isso, por favor pare0. Disse Paulo num tom baixo e temeroso&lt;br /&gt;— Porque? Porque atirei na vadiazinha que você deseja em segredo?&lt;br /&gt;— Linx pare, você está dizendo loucuras. Disse Henry dando uns passos a frente&lt;br /&gt;— Fique onde está! Gritei com toda fúria. E loucuras? Acham que sou louco? Eu era quando coloquei vocês aqui dentro. E você seu filho de uma puta, não venha me falar nada, pois sei que essa idéia foi sua e do Roger que nunca aceitaram eu como líder da Irmandade.&lt;br /&gt;— Linx ouça o que você está dizendo. Disse Paulo em um tom mais nervoso&lt;br /&gt;— E você cale essa sua boca imunda também. Pervertido desgraçado. Acha que não vejo seus olhares maliciosos a essa ai. Disse eu apontando minha arma a Hellena caída no chão cheia de lagrimas nos olhos, soluçando sem parar. Que você deseja possui-la mais que tudo? Que olha escondido ela trocar de roupa?&lt;br /&gt;— Cale a boca! Cale a boca!Paulo correu de onde estava e agarrou minha mão, me dando um soco com a outra. A pancada me fez cair no chão e num reflexo atirei acertando em sua testa&lt;br /&gt;— Paulo! Gritou Hellena no chão. O que você fez?&lt;br /&gt;— O que devia ter feito a muito tempo... e só estou começando&lt;br /&gt;Com um movimente rápido me pus de pé atirando em seguida em Henry que se preparava para me atacar.&lt;br /&gt;— Corre Hell! Gritou ele antes de cair desfalecido&lt;br /&gt;— Henry... balbuciou ela antes de se levantar e correr até as escadas&lt;br /&gt;— Volte aqui! Disse eu me pondo a correr atrás dela&lt;br /&gt;— Deixe-a!Uma voz masculina atrás de mim me fez parar e voltar meus olhos para trás. Era Roger parado atrás de mim segurando num braço a jovem Amaya e ao seu lado Luciano que já tinha nas mãos uma arma. Os dois soltaram ela e correram até mim. Disparei alguns tiros, um deles acertando Roger no peito e outro Amaya na cabeça. O sangue que espirou de sua cabeça me fez parar, dando chance para Luciano me agarrar.&lt;br /&gt;— Veja o que vocês me fizeram fazer! Gritei eu me livrando dele, o derrubando no chão.Mais três tiros, mas dessa vez minha mão soltou a arma e minha fúria começava a passar e meus olhos agora viam tudo a minha frente. Senti meu coração se encher de amargura e lagrimas quentes correrem meus olhos. Voltei meus olhos para trás e vi o corpo delicado da jovem Amaya no chão. Seus doces olhos agora estava fechados e seu rosto delicado, já pálido e sem vida. Tudo culpa dela! Por causa de sua ganância, eu matei uma inocente.Tomei novamente a arma do chão e corri até a escada, onde a encontrei sentada&lt;br /&gt;— Por sua culpa! Por sua culpa!&lt;br /&gt;— Veja direito Linx, veja de quem é a culpa. Disse ela calmamente&lt;br /&gt;— Cale a boca maldita!&lt;br /&gt;— Veja de quem é a culpa&lt;br /&gt;— Queime no inferno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Linx!Meus olhos se abriram de repente.Não estava mais naquela cenário de horror, estava eu novamente naquele dia antes do grande discurso. Meus amigos ali parados me olhando, os portões abertos. Do lado de fora um grupo grande, conseguia ver Amaya, Luciano, Leonardo. Eu havia visto o que iria acontecer. Vi a Irmandade crescer mais do que nunca, vi o dinheiro nos tornando loucos, eu o mais louco de todos. Vi todos aqueles ali na minha frente se tornarem os maiores escritores do mundo e vi eu matando muitos deles&lt;br /&gt;— Linx vamos. Disse minha jovem irmão sorridente&lt;br /&gt;— Não posso...— O que você está falando? Perguntou Roger. Cara hoje é o nosso dia&lt;br /&gt;— Hoje é o começo do fim&lt;br /&gt;— Linx o que você está falando. Disse Hellena se aproximando&lt;br /&gt;Não podia deixar aquilo acontecer. Eu vi o futuro, cabe a mim muda-lo.Num movimento rápido me virei de costas de sacando uma arma que eu guardava num bolso para dar sorte dei um tiro na minha têmpora&lt;br /&gt;Ainda inconsciente vi meus amigos se aproximarem e gelei ao ver seus rosto sorridentes&lt;br /&gt;— Se divirta no inferno... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-2424515406739033779?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/2424515406739033779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/10/irmandade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/2424515406739033779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/2424515406739033779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/10/irmandade.html' title='A Irmandade'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TMdi3HuLuuI/AAAAAAAAALo/RA1BJ-7Pe5s/s72-c/tavola.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-3646106524662688112</id><published>2010-10-26T15:19:00.000-07:00</published><updated>2010-10-26T15:30:40.592-07:00</updated><title type='text'>E o Velho Blog Continua!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TMdWgk2-b4I/AAAAAAAAALg/2SDflDns7Gk/s1600/bolo_aniversario2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532485784898006914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 297px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TMdWgk2-b4I/AAAAAAAAALg/2SDflDns7Gk/s320/bolo_aniversario2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há um mês atrás o blog completou quatro anos de existência e que existência!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um começo belo, uma realização de um sonho, pioneirismo na postagem livre de material, que aos poucos perde força e chega a ficar abandonado. Volta discretamente, para novamente e logo após retorna e começa a republicar os textos que já enfeitaram esse blog e que agora é novamente postado aos novos visitantes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas ele está ai, segue firme e forte, mesmo que quase não se veja os visitantes pois são poucos os que deixam um comentário ou mensagem no nosso humilde livro de visitantes (alias ainda por inaugurar).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sobrevive sim, em nome dos velhos tempos e quem sabe de um novo tempo quando esse pequeno espaço, quem sabe, volte aos seus dias de glória!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Enfim deixo um abraço a todos os visitantes e aos seguidores e peço que os que passarem por aqui deixem sua marca para que esse espaço não morra e que seja lembrado como o espaço que um dia abrigou o grupo literário lendário; A Irmandade das Sombras!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Linx&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-3646106524662688112?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/3646106524662688112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/10/e-o-velho-blog-continua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/3646106524662688112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/3646106524662688112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/10/e-o-velho-blog-continua.html' title='E o Velho Blog Continua!'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TMdWgk2-b4I/AAAAAAAAALg/2SDflDns7Gk/s72-c/bolo_aniversario2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-7032167183490168292</id><published>2010-10-26T15:12:00.000-07:00</published><updated>2010-10-26T15:18:00.717-07:00</updated><title type='text'>A Lenda da Louca Estéril</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TMdTYE_fU-I/AAAAAAAAALY/seWGyUBo5ME/s1600/224_530-mulher%2520de%2520branco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532482340369945570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 317px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TMdTYE_fU-I/AAAAAAAAALY/seWGyUBo5ME/s320/224_530-mulher%2520de%2520branco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TMdTGcmXRiI/AAAAAAAAALQ/dQeZtPFrnxg/s1600/FemaleGhost150.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Linx&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é mais uma daquelas lendas dos povos interioranos. Um mito passado de geração em geração, contando a luz de fogueiras pelos mais velhos a seus filhos e netos.Ela reza que antigamente, numa vila isolada de tudo e todos, existia uma mulher, muito linda e prendada, que prometida a um homem simples e trabalhador, casou-se nova com um sonho de ter com ele uma linda família.Apesar de no começo não o ama-lo, logo devota de criação e de caráter, começou a lhe dedicar um carinho especial, algo que ela podia até chamar de amor. Afinal era casada com um homem digno, respeitado por todos, trabalhador e muito amoroso com ela Os anos se passaram e seu sonho foi ficando cada vez mais distante. O lindo casamento começou a ficar vulnerável. Por mais que eles tentassem ela não conseguia engravidar. Seu marido, homem de honra, não podia aceitar que sua mulher não gerasse um filho dele. Não agüentava mais os olhares nas ruas, os comentários em voz baixa, as risadinhas discretas .As brigas começaram a surgir e seu marido cada dia mais violento, vitima agora da bebida e do ópio. Por muitas vezes a deixou roxa, sangrando , estendida no chão, e não era raro a molestar depois de tudo.Mas no seu coração, bem no fundo, o sonho de uma família feliz ainda permanecia, aquele sonho ainda vivia forte em seu interior. Sabia que tudo aquilo era apenas pela falta de um filho, sabia que se ela pudesse dar um filho ao seu amado, o tão sonhado filho que eles tanto tentaram ter e que agora era motivo de discórdia entre eles.Em uma de suas raras saídas pelas ruas, passou por entre os amontoados de pobres coitados, marginais, esguios da sociedade. Mas agora eles não eram mais uma ameaça, nem sequer tinha medo de se esgueirar por aqueles guetos sujos, pois ali ninguém lhe olharia piedosamente, ninguém comentaria seus olhos roxos e nem o ferimento de sua boca, ali ela era só mais uma pobre infeliz.Mas seus passos foram diminuindo, parando seus pés um do lado do outro, ficando de frente a uma pobre mulher segurando uma menina. A garota devia ter seus cinco anos, usava uns farrapos, mas mesmo assim lhe chamou muita a atenção, principalmente seus olhos, azuis claros como o céu. Ficou ali vendo aquela menina um longo tempo até ver a senhora olhando a ele o que fez ela correr daliOs dias passaram, mas aquela menina não saia de sua cabeça. Aquela cena, aquela menina jogada naquela imundice, aquela menina tão linda, tão perfeita, podia ser até sua filha.Os dias continuaram a passar e ela agora ia quase todos os dias ver a pequena menina nos guetos imundos. Ficava ali por horas as vezes, indo e voltando, vendo de longe a menina e cada vez era mais forte a idéia de que ali estava sua filha, a filha que Deus nunca tinha lhe posto no frente, mas que agora ela a havia encontrado.As surras continuaram e as humilhações se tornaram mais freqüentes. Ela tinha que salvar seu casamento, tinha que realizar seu sonho.Numa noite em que seu marido não voltou a casa, ela tomou em suas mãos uma faca e a colocou em um dos panos de seu vestido, pôs seu véu e antes de sair pegou uma das lamparinas e a acendeu seguindo até o gueto onde iria encontrar sua filha perdida.Foram cerca de oito golpes até conseguir tirar a vida da jovem, golpes cuidadosos afim de manter a pobre menina livre de tal cena, golpes que ela deu com uma força e destreza que nem ela sabia que possuía. Recolheu então a criança e fugiu dali o mais rápido que podia. Suas pernas tremiam agora que dera conta do que havia feito, mas tudo havia sido por uma boa causa, pois agora ela tinha uma filha, a filha que ela sempre sonhou, a filha que faltava na vida dela e de seu maridoAo chegar em casa, ainda um pouco tonto por causa do vinho, viu no sofá sua mulher toda suja de sangue e uma menina que dormia ao seu lado em um sono profundo. Um desespero tomou conta dele, enquanto ela lhe dizia que agora tudo seria diferente, pois ali estava a filha que tanto sonharam. Ele desesperado correu da casa, deixando sua esposa parada em frente a porta em prantos.Mas as coisas não duraram por muito tempo, e naquela noite mesmo já se sabia da barbaria que a jovem havia praticado, pois seu marido em desespero saiu gritando pelas ruas que sua esposa era uma assassina e junto com algumas pessoas que viram a jovem sair do gueto com a criança. As tochas foram acesas e o amontoado de aldeões enfurecidos se dirigiam a casa onde estaria a jovem assassina.Os aldeões enfurecidos arrombaram a porta e lincharam a mulher. Enquanto agonizava ela olhou nos olhos do marido e disse que voltaria com a filha que ele tanto desejou e eles seriam enfim uma família feliz.Desde então o marido se pôs a peregrinar afim de fugir do espírito de sua mulher que lhe perseguia onde ia, até morrer de sede no meio de um deserto em meio a uma visão de sua mulherMuitos dizem que ela ainda busca a sua filha e que em noites sem lua ela corre as regiões próximas em busca de uma criança de olhos azuis, de cinco anos, para que seu espírito consiga enfim a paz... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 10/06&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-7032167183490168292?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/7032167183490168292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/10/lenda-da-louca-esteril.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/7032167183490168292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/7032167183490168292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/10/lenda-da-louca-esteril.html' title='A Lenda da Louca Estéril'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TMdTYE_fU-I/AAAAAAAAALY/seWGyUBo5ME/s72-c/224_530-mulher%2520de%2520branco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-9126021738315116160</id><published>2010-10-26T15:08:00.000-07:00</published><updated>2010-10-26T15:11:53.761-07:00</updated><title type='text'>O Vampiro do Castelo de Bran</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TMdSHCG3siI/AAAAAAAAALI/HvGlmYLoi0o/s1600/romenia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532480948026192418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 211px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TMdSHCG3siI/AAAAAAAAALI/HvGlmYLoi0o/s320/romenia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Paulo Soriano&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;O peso opressivo do luar, incidindo sobre os meus longos cabelos negros, escorria, num fluxo impiedoso, caudaloso, sobre os meus ombros, impelindo-me para frente, como se eu estivesse tocada pelo vento que precede às mais violentas tempestades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu caminhava sozinha – descalça e andrajosa – por uma estrada milenar, aberta pelos eslavos, mas pavimentada pelos romanos, que ladeia os vales relvosos, salpicados de árvores agulhosas. Sobre esses extensos vales, as montanhas escarpadas deitam, eternamente, as suas sombras melancólicas, que azulam e amolecem ao luar. Eu saíra de Vesta Verde quando anoitecera, já corroída pela fome e pelo cansaço. A fria madrugada grassava e eu precisava buscar um refúgio para um merecido descanso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu devia ter, de alguma forma, errado o caminho. Porque, sob os meus pés descalços, a estrada ganhara uma aspereza incomum, serpenteando para cima, galgando as encostas de uma montanha cuja imponência a sombra da noite não deixava margem à imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O luzeiro que vi adiante me animou. Assim, redobrei a intensidade de meus passos e em breve alcancei o passadiço que conduzia aos portões de um castelo milenar, uma estrutura negra, pesada, sulcada por estrias ancestrais, onde as sombras e as heras adensavam e buscavam o lúgubre mergulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O luzeiro era, na verdade, uma simples lanterna, que um homem idoso empunhava em riste, em uma das torres da construção secular. Decerto que ele me viu, porque não foi necessário que eu tangesse as cordas que faziam girar os sinos da campainha. Por uma abertura em arco, ao sopé da torre, o homem saiu ao meu encontro, tomando-me pelas mãos. Eram mãos pálidas, incrivelmente frias, extremadas por longas e amoladas unhas. Quando o homem ergueu a lanterna para subir as úmidas escadas de pedra, pude constatar que a sua fisionomia era assustadora. Naquele rosto exangue, encimado por um crânio completamente nu, dois olhos negros, duros, ornados de grossas sobrancelhas, bailavam sobre olheiras violáceas, que caíam, desfalecidas, em dobras pesadas, sobre os ossos salientes dos maxilares. O nariz era finíssimo, recurvo como um gancho e, dos seus lábios, eu nada pude ver, porque, naquela rachadura, insinuava-se apenas a brancura dos dentes pontiagudos, quase mergulhados sobre a curva suave que lhe compunha o queixo. E como eram asquerosos aqueles negros tufos de pêlos desgrenhados, que se esgueiravam a partir do poço escuro das orelhas pontudas, repuxadas como as de um demônio helênico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É tarde – disse-me ele. – Já não tenho como te alimentar, pobre criaturinha bela e suja. Mas te darei um quarto para dormir, onde te envolverás nos flácidos vincos de teu roto vestido. Fica a cela no cume da torre e logo lá chegaremos. Lá há água, se tiveres sede. E há um catre pouco confortável. Desculpa-me a franqueza, mas não costumo hospedar gente desconhecida. Nem mesmo os nobres, como eu, gozam de minha hospitalidade, se não tenho como me certificar de sua verdadeira origem e intenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao dizer isso, logrou girar a chave no caixilho, fazendo-me menção para que entrasse. Foi o que eu fiz. Imediatamente, a porta se encerrou atrás de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chamo-me Dragoş Valicescu, sou o Terceiro Conde de Bran, e vivo completamente só – disse, enquanto descia vagarosamente as escadas. – E não me espere pela manhã, porque sou notívago e odeio a luz do Sol – concluiu, com um quê de sensualidade malévola em sua voz de animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava quase amanhecendo quando fechei o único postigo do quarto da torre e procurei descansar no desconforto daquele catre infeliz, onde a escuridão cairia sobre mim como uma negra mortalha, pegajosa e fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando despertei, já anoitecera. O postigo da torre achava-se escancarado e sobre o parapeito ardia um enorme círio, cuja ereta chama não se movia. A porta do quarto jazia aberta, e a silhueta longelínea de Dragoş, o Conde de Bran, desenhava-se como uma sombra nefasta, a enturvar os umbrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu deves estar faminta – disse-me ele. – Aproxima-te de mim, linda e desolada jovem, que eu te trouxe algo para comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, eu estava faminta. Extremamente faminta. Certamente, em toda Romênia, não haveria um ser mais faminto do que eu. Tomei a bandeja de carnes e frutas que ele trazia e a depositei sobre a cama. Mas não me debrucei sobre a iguaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dá-me um beijo em agradecimento – ele exigiu, em tom feroz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Conde avançou, tomou-me pelas mãos, e mergulhou o arremedo de lábios em minha boca, sorvendo a minha saliva com uma fúria bestial. Seus dentes longos tremiam como resultado de uma convulsão atroz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contato com a língua daquele homem decrépito, a minha fome recrudesceu. Sim, recrudesceu assustadoramente. Quase tremi, assaltada por uma ansiedade ensandecida, por uma compulsão tão premente que somente os animais mais ferozes podem experimentar. E, num frêmito, os meus dentes caninos, até então retraídos, deslizaram celeremente, conformando-se em presas amoladas, próprias para perfurar e dilacerar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do beijo, veio o peso opressivo do luar, que se infiltrava pelo postigo aberto. Incidindo sobre os meus longos cabelos negros, o luar escorria, num refluxo impiedoso, caudaloso, sobre os meus ombros, impelindo-me para frente, para a garganta do Terceiro Conde de Bran, onde minhas presas aguçadas afundaram profundamente e de onde eu extraí a seiva morna, densa, repleta de delícias, que saciou a minha fome infinita. E pouco me custará a encontrar a cripta do castelo, que doravante será minha; lá, regenerada, dormirei profundamente, por vários dias, o meu tranqüilo sono de morte.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota do autor: qualquer semelhança com Stoker e Murnau não é mera coincidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 10/06&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visite o atual site do autor&lt;br /&gt;www.contosgrotescos.com.br&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-9126021738315116160?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/9126021738315116160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/10/o-vampiro-do-castelo-de-bran.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/9126021738315116160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/9126021738315116160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/10/o-vampiro-do-castelo-de-bran.html' title='O Vampiro do Castelo de Bran'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TMdSHCG3siI/AAAAAAAAALI/HvGlmYLoi0o/s72-c/romenia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-8299694285663993161</id><published>2010-10-23T15:37:00.000-07:00</published><updated>2010-10-23T15:42:22.791-07:00</updated><title type='text'>Mulheres e Machados</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TMNkZQmrKDI/AAAAAAAAALA/6nFNSrerx20/s1600/machado%2520sangue.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531375152457787442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 189px; CURSOR: hand; HEIGHT: 252px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TMNkZQmrKDI/AAAAAAAAALA/6nFNSrerx20/s320/machado%2520sangue.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Conto com linguagem Gore, Fetichista e Obcena. Forte, leia por sua conta e risco!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conto Novo e Inédito!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Linx&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Morra, morra, morra minha querida&lt;br /&gt;Não pronuncie uma única palavra&lt;br /&gt;Morra, morra, morra minha querida&lt;br /&gt;Cale sua linda boca”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Já era noite e como sempre lá estava eu. Era tradicional me ver pelas ruas, mas, aos olhos humanos eu sou apenas uma sombra, que passa e corre, enquanto os pobres mortais, apenas ficam encucados, pensando se viram algo ou não viram.&lt;br /&gt;Passeava pelas vielas, olhando a todos e vendo quem brilharia. Você pode não entender, mas todos brilhamos, uns mais, outros menos, mas todos brilhamos. Bem digo todos, mas tenho que me excluir, pois como sombra eu não brilho, apenas deixo transpassar a luz por mim e reflito a escuridão e lógico, por isso, procuro o brilho.&lt;br /&gt;Passam um, dois três, uma centena, mas todos brilham ao natural, ninguem excede e encanta meus olhos frios e a essa altura da noite já começo a me cansar. Não cansaço físico lógico, mas aquele cansaço mental, principalmente causado pelo forçar de olhos e pelas ilusões que os brilhos criam juntos, quando muitos se agrupam.&lt;br /&gt;Mas a noite é sempre assim, e como sempre, quando em beiras de desistir aparece ela. Meu deus mas que brilho! Como era linda!&lt;br /&gt;Foquei meus olhos nela, vendo aquela luz pulsar em torno de sua pele. Paro e fico sentindo aquilo, imaginando como será e como farei para ter seu brilho. Fico nisso enquanto, sentanda ela conversa com outras de brilho tão fútil, que diante dela, parecem carcaças podres ao sol, com as visceras secas e os urubos a comerem os pedaços de carne que cobrem os ossos velhos.&lt;br /&gt;O tempo passa e quando começo a imaginar sua vagina molhada, escorrendo um pouco pela virilha, vejo que ela começa a sair junto com as outras. Fico parado, agora concentrado no trabalho, aquele antes de chegar em sua pele ou como chamo “preliminares”.&lt;br /&gt;Ela se despede de suas amigas e vai de encontro a um táxi, enquanto eu entro em meu velho carro, coloco os cintos de segurança e preparo para segui-la.&lt;br /&gt;Ah a velha arte de seguir sua presa! A parte mais excitante das preliminares. Segui-la, sem ninguem notar o fato, me esgueirando, desviando e com um misto de calma e tesão, em meio ao pulsar dos vasos do meu pênis e minha concentração na perseguição perfeita, sinto o gozo correr minha uretra e manchar minha roupa quando finalmente vejo que consegui!&lt;br /&gt;Ela sai do carro branco e dá, com suas mãos nuas, um tanto de dinheiro ao homem que dirige, enquanto eu me escondo e como sombra que sou, vejo-a de longe entrar em seu lar.&lt;br /&gt;Novamente entro no meu mundo interno e deixo minha imaginação fluir, moldando dentro dela como farei, no momento certo, a captura de seu brilho. Ah, como vocês não podem nem imaginar! Suas mentes pequenas não podem imaginar o prazer que é ter um brilho raro nas mãos! O prazer de ser sombra é raro e muito dificil de achar, mas quando achado, supera em tudo os prazeres da vida carnal humana... mas por hora ela deve dormir...&lt;br /&gt;Passam-se algumas horas e logo meu instinto diz que é a hora certa.&lt;br /&gt;Saio de meu esconderijo e me esgueiro pela escuridão até sua janela. Com maestria corto um pedaço circular do vidro e passo meu braço por ele, puxando o trinco da janela. Olho em volta e vendo que nenhuma alma brilha por perto, entro em sua casa.&lt;br /&gt;Caio dentro de uma sala pequena, com decoração meio morta, algo comum entre os brilhos raros (acho que preferem assim, pois querem sempre reinar absolutos, tornando seu brilho mais forte), e caminho até a escada, subindo até o andar de cima. Mal chego lá e já vejo o seu forte beilho cobrir todo o lugar. Avanço mais e vejo que o brilho escapa por entre a porta que fecha um quarto um pouco a direita, mas antes preciso me preparar. De longe localizo onde deve ser o banheiro para deixar minha marca.&lt;br /&gt;Entro dentro e sinto aquele cheiro horrendo de pinho que quase me deixa sem ar, mas enfim algo que já me acostumei. Com força vou até o meio dele, abaixo minhas calças e deixo minhas fezes cobrirem o chão. O cheiro do escremento é algo que a maioria não sabe aproveitar. Passam mal ao ouvir histórias de coprofilia e condenam um ato tão puro quando o prazer de sentir as fezes, defecam e mal olham para aquele pedaço de si tão vivo e tão mágico!&lt;br /&gt;Mas eu não! Aprecio os prazeres da vida!&lt;br /&gt;Encho a mão e fezes e passo pelo banheiro, espalhando aquele pedaço de mim pelas paredes. O cheiro entra nas minhas narinas e quase que penetram em meu sangue e cerebro, enchendo-me de um prazer sem igual, somente comparado a minha captura que virá.&lt;br /&gt;Cobertas de fezes, começo a “limpar” as paredes de urina, misturando meu líquido precioso aqueles pedaços de mim, deixando o chão úmido daquele lodo suave que se forma.&lt;br /&gt;Meu pênis novamente entra em ereção e me masturbo com veemencia, até sentir jorrar o esperma no lodo do chão. Contenho o grito de prazer e o faço mentalmente, caindo de joelhos no chão.&lt;br /&gt;Delicia! Bem hora de preparar meus machados!&lt;br /&gt;Me levanto devagar e retiro meu sobretudo, jogando-o no chão. Abro-o bem e vislumbro meus três machados. Me ajoelho e cubro o primeiro de beijos, sentindo de leve o gosto de minha urina e fezes. Afasto o mesmo de mim e o vislumbro a luz do banheiro. Me levanto e respiro fundo me preparando para o próximo passo.&lt;br /&gt;Volto ao corredor e avisto o quarto onde minha bela luz repousa. Caminho lentamente até ele e com aquela maestria que somente eu possuo abro o quarto silenciosamente e entro fechando a porta atrás de mim.&lt;br /&gt;Passo a passo chego próximo a minha vítima, vendo a luz ficar mais forte e quase embaçar minha vista. Afasto-me novamente e me preparo para por a luz onde ela deveria estar.&lt;br /&gt;Miro o machado no meio de sua fronte e me concentro para desferir o golpe perfeito e por a luz dentro de s eu corpo. Ultimo respiro e o golpe... em cheio! Seus olhos e boca abrem e aquele grito que parece ser engolido entra em sua boca novamente e ouço os esgasgos de sua garganta comporerm a sinfonia da morte. A luz então começa a penetrar em sua pele e entrar em seu corpo, enquanto o sangue escorre por entre os ossos e pele da fronte e o aço perfeito do machado. A luz começa a penetrar mais rápido, até quase não ve-la mais, deixando apenas uma fina camada dela em cima da pele. Puxo seu corpo da cama com cuidado pelo machado que ainda repousa sobre sua fronte. É algo delicado, pois o corpo deve cair no chão, mas o machado deve continuar onde está e claro consigo como sempre (bem nem sempre, pois no começo uma vez ou outra o machado saiu e o sangue correu rápido, levando com ele a luz).&lt;br /&gt;Arrasto-a até o banheiro, deixando o caminho de sangue para trás. Puxo ela devagar e a lateralizo ao lado do meu sobretudo, deixando machado repousar no chão sem sair do lugar onde está encravado. Pulo então o corpo para alçançar o segundo machado. O pequeno cortador, como lhe chamo é o simbolo do momento solene e delicado que começa.&lt;br /&gt;A luz, como lhes disse, entra no corpo, mas há um segredo: ela cria seu elo com o corpo no abdome, mas especificamente nas fezes restantes do sigmóide, por onde ela deve ser sugada com calma e para isso meu machadinho deve ser preciso.&lt;br /&gt;Localizo a posição anatomica do sigmóide e corto na regiao suavemente, expondo o peritonio. Com pequenos golpes vou abrindo o peritonio e logo vejo os intestinos. Enfio minha mão e com cuidado para a luz não sair pelos poros das visceras e trago um pouco para fora o sigmóide. Aperto um pouco ele e sinto o pouco de fezes dentro dele. Com a outra mão dou pequenos golpes com o machadinho abrindo ele só um pouco. Um pouco de fezes pula para fora e rapidamente tapo o buraco com a boca. Começo então a sugar...&lt;br /&gt;A luz vai entrando pela minha boca e vou sugandop cada vez mais forte, primeiro as fezes, depois o muco e os sucos intestinais pós morten por onde a luz flui. Meu corpo vai se enchendo de luz, minha pele começa a brilhar e por um momento não sou mais sombra... eu sou a própria luz! Meu pensamento e alma se fundem a essa luz tão forte e logo transpasso a vida miserável humana. Sinto-me entrando num vortex branco que gira devagar e massageia minha alma, deixando-me em um extase profundo. Meus fluidos corporais escorrem pelas paredes do vortex e posso sentir minhas fezes, urina, sangue e semen encher minha enorme boca que tudo come.&lt;br /&gt;A sensação parece ser infinita mas logo tudo começa a se esvair e o pretume começa a surgir novamente. Em menos de um minuto sou sombra de novo.&lt;br /&gt;Sento no chão molhado de lodo e sangue e fecho os olhos tentando sentir aquele restinho do extase que sobrou. Acabou...&lt;br /&gt;Lágrimas escorrem pelo meu rosto só de sentir o frio que é voltar ao estado humano, que, mesmo eu que estou num nível superior, sinto que é insuportável. Mas enfim essa a depressão pos fundição com a luz e logo ela passa e volto ao meu estado normal. Deixo meus olhos se encherem com aquela cena, me deixando um pouco mais alegre de ver minha obra e então sinto a fome comum desse momento.&lt;br /&gt;Levanto, pego o terceiro machado, um cutelo pra ser mais exato e corpo, pelos pulsos, as mãos. Passo-a no chão a temperando com o lodo de fezes, urina e sangue, e como o meu pedaço do corpo favorita, a carne que cobre os dedos. Jogo fora o resto da mão, pois a carne apesar de agradável me enche e não me permite apreciar os outros pedaços sabororoso e corto a cabeça no começo do pescoço, seprando ele com um golpe do tronco. Esse sem o lodo, pois seu gosto deve ser apreciado com calma. Primeiro a carne que envolve a traqueia, depois a tireóide, que confesso, tem um gosto peculiar, mas agradável.&lt;br /&gt;Sentindo ainda fome passo para as partes mais musculares, que, temperadas com lodo são saborosas e saciam.&lt;br /&gt;Quando me farto, sento um pouco e sinto meu estomago cheio. Deito, rolo de um lado ao outro no lodo, até me sentir impregnado com seu cheiro, parando um pouco antes do grand finale!&lt;br /&gt;Retiro então toda a roupa, afasto suas pernas com algumas mordidas e penetro sua vagina ainda molhada (quando bem feito e no tempo certo ainda resta lubrificação para o grand finale) e começo o sexo cadavérico.&lt;br /&gt;Enfio com força, apertando o corpo com mais força ainda, sentido a carne abrir entre meus dedos. Mais rápido, mais rápido, mais rápido... e ejaculada final. Caio sentado, como os pedaços de carne que ficaram em minha mão e puxo meu cutelo, cortando o corpo com golpes cheios de força e fúria, aliviando-me de vez.&lt;br /&gt;Exaurido e quase sem forças saio lentamente do banheir vendo seu corpo em pedaços me meio a seus fluidos e meu resto de lodo.&lt;br /&gt;Essa hora é dificil, mas também e parte do ritual; se desligar daquele corpo sem nada a oferecer, fechar a porta do banheiro e seguir para fora da casa. Não leve nada, não veja mais nada, se desligue!&lt;br /&gt;Já no carro, relaxo no banco antes de sair do local.&lt;br /&gt;No volante fico lembrando da minha ultima fusão com a luz e sinto seu calor, mesmo no frio, esquentando meu exaurido corpo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-8299694285663993161?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/8299694285663993161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/10/mulheres-e-machados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/8299694285663993161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/8299694285663993161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/10/mulheres-e-machados.html' title='Mulheres e Machados'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TMNkZQmrKDI/AAAAAAAAALA/6nFNSrerx20/s72-c/machado%2520sangue.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-7465103218838737423</id><published>2010-09-05T15:54:00.000-07:00</published><updated>2010-09-05T15:57:12.269-07:00</updated><title type='text'>O Abrigo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TIQgO6RDDiI/AAAAAAAAAK4/0EjwFXX1GSo/s1600/46f66177-def3-4ddd-8f53-6822ee3a448a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513567284339346978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 247px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TIQgO6RDDiI/AAAAAAAAAK4/0EjwFXX1GSo/s320/46f66177-def3-4ddd-8f53-6822ee3a448a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Roberto A. Brandão&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós já estávamos lá há alguns dias. Nossos suprimentos estavam praticamente esgotados. Um único garrafão de 20l de água era o que tínhamos . Comida? Não mais que 20 pães, uma barra de queijo e 2 pacotes de biscoitos. Dormíamos mal em nosso esconderijo, sempre nos revezando em turnos de 2 horas para cada. Afinal, devíamos estar atentos a única porta de entrada e saída daquele porão frio e escuro em que nos encontrávamos. Porta esta que foi cuidadosamente reforçada com tábuas e pregos encontrados no próprio porão. Lá fora ouvia- se apenas os passos... e inconstâncias sonoras; como que lamentos vindos de gargantas sem cordas vocais. Às vezes nos parecia familiar certos fonemas... palavras. Como podia isso estar acontecendo?! Como aquelas coisas surgiram? Porque surgiram?&lt;br /&gt;Éramos em quatro; presos em nosso próprio abrigo. Eu, considerado líder pelos outros. Meu primo Lucas, excelente pessoa; formado em Jornalismo; dado a bebedeiras, surf e belas mulheres. Meu outro primo, Cláudio; era um cara mais sério que Lucas, porém não menos excelente. Formado em Física, já cursando um Doutorado, talvez fosse o mais inteligente de nós. Por último, meu irmão Miro, o qual não palavras para descrever tamanho pessimismo e ironia que habita aquela mente perturbada . Somente por causa dele ainda estávamos no abrigo, pois toda vez que planejávamos uma fuga ele nos aconselhava do contrário. De qualquer modo nos dávamos muito bem.&lt;br /&gt;-- Temos que sair daqui! Em pouco tempo não teremos o que beber ou comer—disse Lucas com uma certa firmeza em sua voz.&lt;br /&gt;-- Concordo—retruquei. Ou saímos agora ou eles darão um jeito de entrar.&lt;br /&gt;-- É? E como vamos fazer isso? Ao que me recordo não aprendi a desaparecer e aparecer em outro canto—ironizou meu irmão com um sorriso sarcástico. Vamos ficar por aqui. Uma hora essas coisas vão embora. Aí a gente sai—completou ele, voltando para os papelões onde dormíamos.&lt;br /&gt;-- Deixa de ser burro, Miro! Eles têm todo o tempo do mundo. Nós, não!—ao falar isso os 3 me fitaram apreensivos.&lt;br /&gt;-- Beto está certo, Miro—disse Cláudio após alguns minutos. Nós teremos alguma chance de sobreviver se sairmos daqui.&lt;br /&gt;--- Vamos ao plano—falou Lucas decididamente.&lt;br /&gt;Eu tinha uma pistola cal. 380 como 12 tiros, a qual havia comprado há algum tempo, sendo- me de grande valia naquela ocasião. Meu irmão estava com um revólver cal. 38, que pertenceu ao nosso falecido pai. Tinha, apenas, 8 munições. No canto esquerdo do porão, próximo à porta, havia uma caixa de ferramentas da qual Lucas tirou um facão um pouco enferrujado. Quanto a Cláudio coube- se a incumbência de retirar, cautelosamente, as tábuas da porta. Pois bem. O plano era o seguinte: deixar adentrar a primeira criatura para que nós a eliminássemos, ao passo que Cláudio verificaria se outros viriam ou não. Tentaríamos não disparar um único tiro a fim de não atrair a atenção dos demais. Se isto ocorresse estaríamos perdidos.&lt;br /&gt;Cláudio pôs- se a retirar as tábuas, lenta e cuidadosamente. Ao término da tarefa ele conseguiu abrir a porta; apenas alguns centímetros. Foi o suficiente para observar o exterior que, com grande ansiedade, almejávamos. Lá fora ele observou um dos seres que tanto nos atormentava. Era um morto! Sim! Um morto- vivo! Figura sórdida e desalmada que, agora, perambulava pelas ruas do planeta. Mas não só um! Eram milhões... e milhões, devorando as carnes de nossos semelhantes numa fome insana!&lt;br /&gt;A coisa voltou- se para Cláudio e, num ímpeto bestial, o agarrou pelo braço, puxando- o para fora do porão. Ao tentarmos ajudá- lo ouvimos sua última ordem: -- Fujam seus tolos! Os outros estão vindo!&lt;br /&gt;Saímos correndo feitos loucos pela casa, que um dia foi bela e cheia de alegria, enquanto ouvíamos os gritos de Cláudio e identificávamos palavras como “ cérebro, carne” , proferidas por aquelas aberrações.&lt;br /&gt;Outros mortos postaram- se à nossa frente, o que foi necessário fazer uso de nossas armas. Explodi a cabeça de um deles como um tiro certeiro. Lucas decapitou outro com a precisão de uma guilhotina. Já meu irmão não teve a mesma sorte que nós. Apesar de também acertar um tiro em uma das várias criaturas, que agora chegavam, foi mordido por outro monstro que aproximou- se sorrateiramente. Com isso ele gritou: -- Porra! Eu disse que não ia dar certo! Quanto a isto só pude lamentar tamanha desgraça!&lt;br /&gt;-- Vão vocês! Eu ficarei aqui para segurar essas bestas imundas! Já estou morto, mesmo!&lt;br /&gt;O que fazer diante de tal situação? Ser solidário e ficar para morrer como meu irmão? Ou ser covarde e fugir feito um louco ensandecido, procurando salvar a própria vida? A segunda opção me pareceu melhor.&lt;br /&gt;Fugimos eu e Lucas, ouvindo meu irmão esbravejar em meio aos disparos do revólver; até que estes cessaram.&lt;br /&gt;À nossa frente ainda restava um imenso corredor do antigo casarão e logo após o hall de entrada. Depois disto estaríamos livres. Ou não?&lt;br /&gt;No corredor, passamos a caminhar cautelosamente, haja vista, haver muitas portas de cômodos, aparentemente fechadas.&lt;br /&gt;-- Não estou gostando disso, Beto! Está muito quieto aqui! – disse Lucas, um tanto apreensivo. Balancei a cabeça positivamente enquanto me esgueirava pela parede suja de sangue e tripas. Há poucos metros de uma porta podíamos ouvir aquelas coisas; sempre mastigando; sempre com fome. Pelo canto da porta, sem ser visto, constatei a presença de 3 zumbis devorando os restos de uma pessoa que não consegui reconhecer, tal era o estado desfigurado de sua face e corpo. Continuamos prosseguindo, passando, como muito medo, pelas portas dos outros cômodos vazios, até chegarmos no hall de entrada da mansão. Lá pude perceber a gravidade de nossa situação!&lt;br /&gt;Trêmulo, contabilizei 13 mortos- vivos em um espaço de 8 metros quadrados; era o hall. Quando voltei- me para meu primo este me perguntou qual o motivo de meu espanto.&lt;br /&gt;-- Olhe você mesmo! – sussurrei com um ar de surpresa e desolação.&lt;br /&gt;-- Como vamos passar por ali?! – perguntou- me embasbacado.&lt;br /&gt;-- Não sei, cara!&lt;br /&gt;Arriscamo- nos um pouco ao ficarmos parados, no corredor, em frente a porta, sem saber qual decisão tomar.&lt;br /&gt;-- Tive uma idéia, Lucas!&lt;br /&gt;-- Qual?&lt;br /&gt;-- Vamos pegar um cadáver qualquer e jogar para eles. Se funcionar, será uma distração e nós fugiremos.&lt;br /&gt;-- Tudo bem. Mas teremos que voltar o corredor até sabe- se lá onde!&lt;br /&gt;Voltamos o corredor, tendo cuidado para não interromper a funesta refeição, chegando ao local onde meu irmão havia perecido. Seu cadáver jazia inerte e esquartejado no chão frio que o acolhia. Senti grande amargura e desespero, mas, era a nossa única salvação. Pegamos os poucos restos mortais, embrulhados nas roupas dele mesmo e retornamos pelo corredor até o hall. Lucas também pegou o revólver. Apenas um cartucho intacto, disse ele.&lt;br /&gt;Da porta joguei os restos de Miro na direção de algumas aberrações. Deu certo! Com a fome que eles estavam aquilo era o melhor banquete e nossa presença já não mais importava. Começamos a travessia pelo hall, muito apreensivos. Já havíamos combinado que se algo desse errado, quem escapasse deveria correr como um louco, fugindo daquela insanidade, sem olhar para trás!&lt;br /&gt;Ah! Se meu irmão estivesse aqui... diria que o plano não iria dar certo.&lt;br /&gt;Uma daquelas bestas apocalípticas, não satisfeita como a refeição que lhe dera, agarrou Lucas pela perna, derrubando- o ao chão. Isso atraiu os outros, lógico! Tratava- se de carne fresca! Eles o agarraram, esquecendo- se de mim por completo, dilacerando- lhe o tórax. Nesse momento percebi Lucas puxar, com suas últimas forças, o gatilho do revólver, dando cabo da própria vida! Já restava mais nada a fazer naquele local dos infernos. Fugi aos prantos, daquele local nefasto, pela rua, esquivando- me de alguns mortos que caminhavam; tentavam me agarrar. Encontrei um carro aberto com a chave no banco e monte de carne humana espalhada pelo banco e pelo chão. Dava para ver uns tufos de cabelo, um olho e muito sangue. Não pensei mais! Entrei no carro, limpando as vísceras que ali estavam, dei a partida e saí em disparada, atropelando mais daquelas coisas que estavam por toda a cidade.&lt;br /&gt;Até hoje não consigo dormir direito. Estou em outro abrigo, agora. Tenho como única companhia minha pistola cal. 380. Tenho, também, mais água e comida do que o outro abrigo de 3 semanas atrás. Também tenho a certeza de que minhas provisões irão acabar.&lt;br /&gt;Oh! Eles já batem à porta; e murmuram fonemas desconexos... aquele cheiro putrefato invade o abrigo. Só posso esperar!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 10/06&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-7465103218838737423?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/7465103218838737423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/09/o-abrigo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/7465103218838737423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/7465103218838737423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/09/o-abrigo.html' title='O Abrigo'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TIQgO6RDDiI/AAAAAAAAAK4/0EjwFXX1GSo/s72-c/46f66177-def3-4ddd-8f53-6822ee3a448a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-757763010897562018</id><published>2010-09-05T15:49:00.000-07:00</published><updated>2010-09-05T15:52:52.618-07:00</updated><title type='text'>Liberdade para os Mortos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TIQfMvbStuI/AAAAAAAAAKw/dQnHCOBZmyE/s1600/zombie-tutorial-02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513566147558160098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 316px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TIQfMvbStuI/AAAAAAAAAKw/dQnHCOBZmyE/s320/zombie-tutorial-02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Roberto Brandão&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele tentou... um século contemplando o teto, desejando bocejar sem que a mandíbula caísse... e tentou... uma década contando as unhas repetidas vezes, outra, estudando o crescimento de um único fungo... e tentou... gerações após gerações de besouros passaram diante de seus olhos sem pálpebras... mas não adiantou. Ele não conseguiu dormir!Acima do solo castigado pelo sol, ele sentiu o ar da noite... abaixo, sua existência revia amargos anos, recordando- se das respirações desperdiçadas que ele não saboreou, supondo que fossem eternas... e por fim, não pôde mais suportar.Frustrado, esquecido... sua memória era um fragmento enterrado, obsoleto, morto.Ansiando por ser uma semente, ter possibilidades outra vez... ele se levantou!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 10/06&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-757763010897562018?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/757763010897562018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/09/liberdade-para-os-mortos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/757763010897562018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/757763010897562018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/09/liberdade-para-os-mortos.html' title='Liberdade para os Mortos'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TIQfMvbStuI/AAAAAAAAAKw/dQnHCOBZmyE/s72-c/zombie-tutorial-02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-7760992359492731475</id><published>2010-08-11T13:39:00.000-07:00</published><updated>2010-08-11T13:43:18.145-07:00</updated><title type='text'>O Jantar</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TGMLWd41EMI/AAAAAAAAAKg/hCT-3HTjMrc/s1600/cranio2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504255650184892610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 314px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TGMLWd41EMI/AAAAAAAAAKg/hCT-3HTjMrc/s320/cranio2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Hell&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mãe,eu to com fome! – Disse o garotinho loiro largando o livro de colorir.&lt;br /&gt;- Fique calmo Allan,o entregador já vai chegar... – Disse a mulher também muito loira,passando a mão nos cabelos do menino.&lt;br /&gt;Sentados no sofá,com a tv ligada mesmo sem estarem vendo eles formavam uma família bonita mesmo que algo estranho fosse obvio nos olhos dos dois.&lt;br /&gt;A campainha toca,a mulher levanta,conversa com o entregador e colocando a pizza em cima da mesa ela pergunta se ele pode olhar o garotinho enquanto ela preenche um cheque no quarto.&lt;br /&gt;Mesmo pouco a vontade com o quieto e estranho garotinho ele concorda olhando o belo corpo da mãe.Vendo o estranho garotinho colorir seu livro ele pensa o quanto o dia foi cansativo,pensa nas noites que ficou sem dormir por causa dos dois empregos.Seus pensamentos são interrompidos pelo ruído da porta sendo fechada.Ele vira ainda em tempo de ver o estranho garotinho trancando a porta.Pensando que se trata apenas de uma travessura de criança ele diz.&lt;br /&gt;- Ei garoto!Eu não vou ficar não...Por que você não chama a sua mãe,pra que ela abra a porta e eu possa ir?&lt;br /&gt;- Porque você não vai... – Disse o garotinho fixando os olhos agora vermelhos no entregador.&lt;br /&gt;Achando tudo aquilo tudo estranho o entregador sentiu uma vontade enorme de sair daquele apartamento.Ao tentar se aproximar da porta ele sente uma mão tocar seu ombro.A voz sussurrante da mãe parece se espalhar pelo apartamento todo.&lt;br /&gt;- Acho que você não ouviu meu filho...&lt;br /&gt;Ao olhar para a mulher ele viu que ela tinha um facão nas mãos.No primeiro golpe o entregador gritou,mas ela sabia que ele faria isso,era o que todos faziam.Por isso tinha reforçado a porta e as janelas.Os gritos dele jamais sairiam do apartamento...Enquanto o encostava na porta e fatiava-o abaixo das costelas a mulher ouvia os gritos de seu filho que dizia.&lt;br /&gt;- Eu também quero fatiar!Eu também quero fatiar!&lt;br /&gt;- Cale-se Arthur!Sente-se no sofá,o jantar está quase pronto! – Gritou a mulher jogando um pedaço de carne recém arrancada para o menino.&lt;br /&gt;O entregador estava a beira de um desmaio,o ultimo de sua vida,mas com um fio de consciência e em meio a enorme dor ele ouviu o som do telefone.Aquela seria sua ultima chance de ser salvo,se ele pelo menos tivesse forças para gritar por socorro.&lt;br /&gt;Jogando o homem no balcão da cozinha a mulher foi atender o telefone,suas mãos cobertas de sangue ainda escorregaram um pouco no botão de ligar,mas logo ela ouviu a voz do outro lado que dizia.&lt;br /&gt;- Marion!Nossa,finalmente consigo falar com você.O chefe está uma fera e ...Marion?O que são esses gritos ai?&lt;br /&gt;- Ah,desculpe Carlos,eu estou jantando com meu filho,está vendo um filme de terror...Sabe como são as crianças... – Falando isso Marion disse ao filho.&lt;br /&gt;- Arthur,dê um jeito nessa TV!Mamãe não consegue ouvir nada...&lt;br /&gt;Aproximando-se do entregador o menino lhe corta a língua fazendo os gritos cessarem.Marion continua sua conversa no telefone.&lt;br /&gt;- Olha Carlos,eu ligo pra você daqui a alguns minutos...É que a hora da refeição é sagrada...&lt;br /&gt;Quando ela desligou o entregador viu que estava perdido,a partir de então seria só dor.Ele se entregou a seu destino fechando os olhos pela ultima vez...&lt;br /&gt;Algum tempo depois Marion recolhia os ossos e restos de carne do balcão jogando-os num saco escuro.Deitado no sofá o garotinho reclamava.&lt;br /&gt;- Mamãe...Os garotos do colégio continuam me perseguindo...&lt;br /&gt;Sem desviar os olhos do que estava fazendo e visivelmente chateada ela respondeu.&lt;br /&gt;- Malditos garotos...Mas,não se preocupe Arthur...Mamãe vai convidá-los para jantar na semana que vem...Mamãe vai ensinar a eles o que é uma perseguição de verdade...&lt;br /&gt;Aproximando-se da mão e jogando mais um osso dentro do saco o garotinho disse.&lt;br /&gt;- Mamãe eu amo você mas não gosto de pizza...&lt;br /&gt;- Eu também não meu filho,amanhã eu vou ligar para o restaurante mexicano...Dizem que esse povo tem sangue forte... – Respondeu Marion fechando o saco e jogando na lixeira cuidadosamente.&lt;br /&gt;Novamente sentados no sofá a mãe e o filho formavam uma família bonita.Ela lia historias que ele pacientemente ouvia...Uma bela família.Mesmo que o sangue em suas roupas e o brilho de seus olhos fosse obviamente estranho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 10/06&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visite o atual blog da autora&lt;br /&gt;http://folhetim.blogfatal.com/&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-7760992359492731475?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/7760992359492731475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/08/o-jantar.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/7760992359492731475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/7760992359492731475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/08/o-jantar.html' title='O Jantar'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TGMLWd41EMI/AAAAAAAAAKg/hCT-3HTjMrc/s72-c/cranio2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-8065976862509188069</id><published>2010-08-11T13:36:00.000-07:00</published><updated>2010-08-11T13:38:28.413-07:00</updated><title type='text'>Lamentações de um Prometeu</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TGMKGrYKX7I/AAAAAAAAAKY/uAbn8cDGcbU/s1600/Prometheus.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504254279416438706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 259px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TGMKGrYKX7I/AAAAAAAAAKY/uAbn8cDGcbU/s320/Prometheus.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Lady Catherine Gordon Of Gight&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caminhei pela colina enegrecida&lt;br /&gt;Senti o Bóreas soprando no coração que finda&lt;br /&gt;Nas entranhas o frio, o quedo, o horror que mina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elevei me nas encostas fúnebres&lt;br /&gt;Pés deslizando na lama podre em demasia,&lt;br /&gt;Sorrindo, a fitar as figuras lúgubres,&lt;br /&gt;Em devaneios, em sua introspecção doentia,&lt;br /&gt;Nas alcovas flutuantes de divãs de veludo&lt;br /&gt;Estáticos no escapar do ultimo suspiro de luz&lt;br /&gt;Nos corredores obscuros no fim do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O luto em seus olhos seus trajes, seus mantos,&lt;br /&gt;Anjos de lamúria, carpideiras de um negro pranto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Triunfante suportando este penar,&lt;br /&gt;No cume desta subida impura,&lt;br /&gt;Observo tal ser, presença sinistra,&lt;br /&gt;A face da treva pura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, edifico minha eterna morada,&lt;br /&gt;Chorar sobre este punhal, afeto intruso,&lt;br /&gt;Cravo em mim esta força atordoada!&lt;br /&gt;Prisioneira que sou desta treva amada,&lt;br /&gt;Peço te abutre, meu algoz!&lt;br /&gt;Retorna, Sinistro Eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tua pedra encontro me acorrentada,&lt;br /&gt;Em tua carne encontro-me rendida,&lt;br /&gt;MINHAS VÍSCERAS POR UM BEIJO TEU!!! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 10/06&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-8065976862509188069?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/8065976862509188069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/08/lamentacoes-de-um-prometeu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/8065976862509188069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/8065976862509188069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/08/lamentacoes-de-um-prometeu.html' title='Lamentações de um Prometeu'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TGMKGrYKX7I/AAAAAAAAAKY/uAbn8cDGcbU/s72-c/Prometheus.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-9193028461898561712</id><published>2010-08-11T13:33:00.000-07:00</published><updated>2010-08-11T13:35:46.938-07:00</updated><title type='text'>Noite da Matança</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TGMJlYIAUAI/AAAAAAAAAKQ/1-MGyQOMvdY/s1600/taca-de-vinho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504253707312713730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TGMJlYIAUAI/AAAAAAAAAKQ/1-MGyQOMvdY/s320/taca-de-vinho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Linx&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Era a primeira vez que L., um grande empresário do mundo da moda daria uma festa ou melhor era a primeira vez que ele apareceria para mais de três pessoas. Muitos diziam que ele não gostava de aparecer em publico por causa de uma cicatriz que tinha desde o pescoço até o lábio inferior que tinha ganhado quando brincava com fogo ainda criança e os que o conheciam diziam que seu comportamento era estranho, meio psicótico e que tinha medo de grandes multidões, mas hoje isso só despertava mais a curiosidade de todos, de ver sua reações, ver como ele era de verdade. Os convidados, todos do mundo da moda e da grande mídia, somavam mais de duzentos, o que exaltava claramente o porte gigantesco dessa festa. Diziam que foram convidadas apenas as modelos mais lindas do mundo da alta costura e os homens mais influentes do mesmo.&lt;br /&gt;Já era noite e tudo estava para começar. Repórteres lutavam para obter um canto e um furo sobre a festa, mas o máximo que conseguiam era chegar a uns trezentos metros da entrada, pois a segurança era uma das mais reforçadas que já foi vista. Os primeiros convidados começaram a chegar, iam passando depois de rigorosa conferencia dos seguranças. Entravam e viam que L. não havia economizado nem sequer um centavo para sua comemoração ser inesquecível; comida farta que daria para alimentar muito bem umas quinhentas pessoas, vinhos e espumantes das melhores safras, decoração das mais empresas que haviam, tudo a disposição do seleto que grupo que não parava de chegar. O hall estava já quase todo preenchido e a festa, melhor impossível, pois logo a musica começou a tocar e todos começaram a dançar.&lt;br /&gt;— Que festa show cara! Exclamava uma modelo a outra&lt;br /&gt;— Nem fala. A melhor que já fui&lt;br /&gt;— L. não economizou em nada! Dizia um dos empresários&lt;br /&gt;— Isso é verdade.&lt;br /&gt;Comentários eram os melhores possíveis, as noticias já chegavam na parte de fora e as televisões já falavam do sucesso que a festa estava fazendo e na repercussão que causaria no mundo da moda, principalmente a parte em que L. estava envolvido. Já passavam mais de duas horas de festa e por mais estranho que parecesse não se tinha nem mesmo um sinal de vida de L., em nenhum momento algum convidado viu ele na festa. O comentário virou algo geral, como o anfitrião não apareceria na festa? Onde ele estava? As perguntas ficavam no ar sem resposta, mas a festa não parava e todos se divertiam e comiam o banquete, logo ele apareceria, afinal ele não era acostumado muito com gente.&lt;br /&gt;A hora foi passando e L. não aparecia e todos já falavam que ele tinha desistido de sua grande aparição e que tinha recuado sobre a idéia de aparecer em publico. Era bem provável que ele tivesse ficado assustado com o porte de sua própria festa e tenha se escondido, diziam alguns.&lt;br /&gt;— Olha! Disse uma das modelos apontando ao topo da escada principal&lt;br /&gt;Lá estava L., com um copo na mão e sorrindo, olhando para eles. O som abaixou e um microfone foi dado a L. As portas se fecharam e os seguranças foram todos para fora, formando uma barreira humana ao redor de todo perímetro da casa.&lt;br /&gt;— Boa noite senhores. Disse ele em um tom um tanto sarcástico. Espero que estejam gostando de tudo na festa.&lt;br /&gt;— Você devia dar mais dessas. Disse um empresário, acompanhado de uma salva de palmas e risos dos presentes&lt;br /&gt;— Será um prazer. Mas agora gostaria de dividir com vocês um pouca da minha história.&lt;br /&gt;O publico ficou em silencio, apesar da maioria nem querer saber de nada.&lt;br /&gt;— Eu fui criado em um bairro pobre, cresci nas ruas e desde muito cedo me acostumei com o fato de ser um excluído. Mas um dia decidi que iria mudar tudo e que me tornaria alguém importante, que faria fortuna. Parece até brincadeira do destino eu ter feito minha fortuna em cima do mundo da beleza, coisa que perdi muito cedo – leva a mão no rosto – mas tudo passou e hoje sou alguém sou importante. Disse a mim mesmo que se um dia chegasse a algum lugar, eu faria o que estou fazendo hoje.&lt;br /&gt;O publico grita e aplaude seu anfitrião.&lt;br /&gt;— O que foi? Uma modelo grita no meio da multidão e se afasta, mostrando sua amiga vomitando uma gosma escura&lt;br /&gt;— Ah! Um outro grito e outro vomito, a mesma gosma escura.&lt;br /&gt;Todos começam a passar mal, como se seus estômagos quisessem sair pelas suas bocas. Vômitos por todos os lados e gritos de dor&lt;br /&gt;— O que ta acontecendo... diz um deles quando consegue tomar um ar e voltar a vomitar&lt;br /&gt;— Ah!&lt;br /&gt;Uma modelo cai no chão e sua pele começa a descamar, soltando-se de seu corpo em placas, deixando um rastro de um liquido amarelado, meio purulento. O desespero é geral, os gritos também. Os que conseguem ainda correm, mas as portas estão fechadas. Do lado de fora nada se sabe, todos acham que a festa continua, pois os vidros são a prova de som e as portas estão impenetráveis. Logo o chão do salão se enche daquela gosma preta e de sangue das pessoas que descamavam sem parar&lt;br /&gt;— Gostaram da comida. Eu envenenei tudo. Eu fui humilhado durante toda minha vida por pessoas como vocês; bonitos, ricos, vivendo suas vidinhas, pisando na minha. Um leve sorriso apontou nos lábios de L., admirando aquela cena.&lt;br /&gt;Muitos já estavam mortos e outros ainda lutavam para continuar vivos, agonizando no chão. L. esperou até o ultimo parar de respirar, afogado no próprio vomito, para tomar seu copo. Sentiu seu corpo todo doer e sua visão ficar embaçada e caiu no chão também morto. As portas se abriram depois de um tempo, os seguranças entraram no local, mas apenas encontraram todos aqueles corpos banhadas em vomito e sangue. Nem mesmo a mais forte das criaturas conseguia ver aquilo sem passar mal.&lt;br /&gt;A policia logo chegou e a noticia foi capa de todos os jornais do mundo durante muito tempo. Tudo tinha sido planejado nos mínimos detalhes, até mesmo o veneno, especial, vindo de um contrabando na Colômbia, fabricado com uma receita desenvolvida pelos nazistas durante a segunda guerra, nunca usado em grande escala e encomendado por uma grande quantia por L. a uns três meses. Muitos consideram L. como o homem mais cruel que já pisou na face da terra, sendo comparado a Adolf Hitler e Charles Mason, outro o veneram como um deus. Já foram descobertos mais de cinqüenta planos iguais inspirados nele pelo mundo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 10/06&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-9193028461898561712?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/9193028461898561712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/08/noite-da-matanca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/9193028461898561712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/9193028461898561712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/08/noite-da-matanca.html' title='Noite da Matança'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TGMJlYIAUAI/AAAAAAAAAKQ/1-MGyQOMvdY/s72-c/taca-de-vinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-8429656452568309920</id><published>2010-08-07T19:20:00.000-07:00</published><updated>2010-08-07T19:24:38.816-07:00</updated><title type='text'>A Libertação do Deghammon</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TF4VSi7GdiI/AAAAAAAAAKI/g73Y7dw9_dY/s1600/lobisomem%2520kileuth.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502859203049846306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 234px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TF4VSi7GdiI/AAAAAAAAAKI/g73Y7dw9_dY/s320/lobisomem%2520kileuth.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Rogério Silvério&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se de fato existirem deuses que regem nossos destinos sombrios, que eles se apiedem de nossas almas miseráveis neste vale das sombras da morte que é a Terra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou velho, agora, acabado e numa cadeira de rodas, mas minha mente continua lúcida e minha memória perfeita. Minha insônia crônica só é diminuída quando tomo o Nembutal, o Gardenal e outros barbitúricos. Assim, sedado, consigo algumas poucas horas de sono, tendo ao meu lado o fiel pastor alemão Átila, um cão que é o meu único e melhor amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei uma boa parte de minha vida num presídio, pagando por crimes que dizem que cometi. Mas o que fiz foi apenas me defender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, livre depois de pagar por tudo aquilo que dizem que eu cometi, só me restam as lembranças sombrias e aterrorizantes de um passado metuendo e tenebroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou contar minha história, vou contar a verdade. Tudo será escrito nesta folha de papel e guardado na gaveta de minha escrivaninha como uma missiva reveladora a posteridade. Por favor, não me chamem de louco!Não sejam levianos e preconceituosos! Existem mistérios diabólicos aqui mesmo neste planeta amaldiçoado, segredos arcaicos de um mundo sobrenatural, invisível aos olhos das pessoas comuns. É todo um universo invisível que existe ao mesmo tempo que o nosso. Um mundo onde vagam estranhas e malditas criaturas, mortas ou não-humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso com toda a sinceridade de minha alma que não fui eu quem matou meus amigos Linx, Paulo Soriano, Henry Evaristo, Celly e Well. Eu juro, não fui eu quem os matou! Que suas pobres almas repousem em paz nos mundos edênicos do Além! Mas, repito, não fui eu quem os matei naquelas férias de verão nas regiões sombrias da Mata Atlântica, em Santa Catarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou numa manhã de Fevereiro. Tínhamos combinado pescar naquela floresta sombria na encosta da Colina dos Ventos Sussurrantes. Saímos, cada qual com sua mochila às costas, pela trilha que iniciava na descida de uma grande duna nas terras sáfaras da restinga adjacente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que Paulo tinha nos alertado sobre o fato de que a névoa insólita e esbranquiçada como uma alma penada estava por demais densa e cintilante naquela manhã sombria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well comentava com Celly de que parecíamos estar atravessando os portais que levam a uma outra dimensão.&lt;br /&gt;Irônico, Linx, com os caniços com molinetes sobre o ombro, frisou que se estivéssemos deixando o mundo dos vivos através de algum mecanismo desconhecido da natureza por um caminho hiperespacial telúrico, seria um alívio, diante das desgraças que assolam o plano terrestre, com suas guerras, matanças e egoísmo desenfreado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well achou que o ambiente estava enevoado demais para a época. Logo a noite chegou e uma luminosidade débil parecia vir da lua. Paulo era o único que levava a lanterna, iluminando também precariamente o caminho a frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei a Henry onde ficava o lago do bosque onde, segundo ele nos havia dito, estariam os peixes suculentos à espera de nossos anzóis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de uma picada estreita em meio a um oceano de folhas e arbustos, caminhamos durante mais de uma hora, sempre com aquela névoa pegajosa a nos envolver com seus afagos gélidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo e a bela Well foram os primeiros a notarem a mudança no ambiente. Houve uma lufada quente de vento que turbilhonou as névoas, dispersando-as como revoadas de espectros na danação do Inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celly indagou a Linx se estávamos perdidos naquele bosque com fama de assombrado. Linx meneou a cabeça, sombrio, enquanto parava para beber a água de seu cantil, enxugando os lábios com o dorso da mão. Foi ele também o primeiro a sentir que algo nos observava, algo terrível, invisível, grotesco, malévolo. Uma coisa inominável oriunda, não de nosso Cosmo, mas dos reinos demoníacos do caos de ultra-mundos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indaguei a Linx o motivo de sua apreensão. Disse-me que tinha a sensação de estarmos sendo espreitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente Paulo confirmou o que Linx suspeitava, chamando-nos a atenção para um cheiro nauseabundo pairando no ar como um perfume maldito da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enxofre!, gritei. Parece enxofre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linx disse que conhecia certos elementos químicos e substâncias. Não era enxofre, disso ele tinha certeza. Era um aroma bizarro, disse ele, um aroma animalesco, bestial, talvez não do mundo dos vivos, mas de um ser de lugares além de onde os mortos peregrinam na tribulação cíclica do purgatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celly entrou em pânico e começou a chorar quando ouvimos aquele rosnar medonho em algum ponto entre as sombras do bosque maldito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bela Well ajudou Celly, amparando-a e dizendo que talvez fosse algum animal herbívoro da floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Henry assentiu, retirando de sua mochila uma arma, um revólver calibre 38.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei-lhe, nervoso, por que diabos trouxera aquilo, no que ele me retrucou, dizendo que numa floresta como aquela poderia haver alguma fera, por exemplo uma sussuarana faminta vagando por ali, então, antes de vir, achara melhor se prevenir, trazendo a arma consigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse momento que notei o olhar estranho de Henry. Há muito eu suspeitava de seus estudos estranhos, de seus gostos por livros medonhos e proibidos, particularmente grimórios e formulários de magia negra. Certa vez eu o vira estudando as páginas mofadas daquele tenebroso Necronomicon, o que me causara um arrepio na espinha, pois eu sabia os conhecimentos malignos que aquele livro maldito encerrava!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Soriano, perspicaz, notara algo também. Ele sabia do envolvimento de Henry Evaristo com rituais necromânticos e esotéricos, evocações proibidas, no passado recente. Henry, com sua sede de conhecimento de coisas do Ocultimo o levara a caminhos do fanatismo, fazendo com que fosse expulso de seitas místicas da selva amazônica, onde um templo piramidal estaria sendo construído para atrair forças energéticas de uma entidade interdimensional malévola que alguns chamavam de Deghammon, o devorador de almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia da pescaria naquela região distante tinha sido de Henry. Mas agora, de algum modo eu sabia que ele nos usara o tempo todo, ele tinha segundas intenções naquela pescaria, eu já desconfiava ligeiramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo urro bestial fez-se ouvir no silêncio críptico do bosque das assombrações metuendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celly abraçou-se a Linx, apavorada diante daquele som grotesco e demoníaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bela Well gritou para Henry, pediu-lhe que atirasse para o alto ou para as moitas que se agitavam nas proximidades, para assustar a besta, quem sabe. Atire, ela gritou, atire para espantar esse bicho, fera ou demônio do inferno! Atire, vamos! Atire, Henry!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento foi que eu e Paulo vimos o cintilar da loucura nos olhos sombrios de Henry. Olhando-nos de um jeito perverso e zombeteiro, Henry mirou em direção a Well com o revólver e soltou uma gargalhada diabólica, uma gargalhada insana, cruel, maquiavélica. Vi quando o gatilho foi pressionado e a bala alojou-se na testa da bela Well, que caiu sobre um pequeno arbusto, morta, os olhos esgazeados pelo terror ao contemplar a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celly soltou um grito de pavor em meio a choros convulsos de desespero. Linx tentava acalmá-la, afagando-lhe os belos cabelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e Paulo gritamos a Henry, dissemos que ele estava enlouquecido, clamamos para que abaixasse a arma.&lt;br /&gt;Tarde demais, seus tolos!, disse-nos com um brilho insano nos olhos sombrios. Vocês foram a isca perfeita para atrair o todo-poderoso Dhegammon, aprisionado na quarta dimensão por magos da Magia Branca! Agora, através de meus rituais secretos, consegui atrair vocês todos, os sacrifícios humanos necessários para que Dhegammon retorne ao mundo dos mortais, e mais uma vez estabeleça seu reinado de terror e carnificina, num império apoteótico de violência e força! Não estamos mais numa simples floresta, meus amigos, pois ao atravessarmos os portões das névoas místicas, adentramos uma região sub-etérica do espaço tempo, estamos num limbo interdimensional, num mundo maldito onde a matéria existe ao mesmo tempo que o espiritual! E agora, em louvor ao todo-poderoso Dhegammon, vocês todos serão mortos como animais que são, servindo de oferendas ao Comedor de Corpos e Almas, ele , o Dhegammon, aquele que foi e sempre será, aquele que atravessa os ciclos negros da vida telúrica, os abismos gélidos do iliáster protoplasmático onde as forças místicas são geradas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo indagou-lhe, num grito: E que você receberá em troca disso? Libertar uma força inumana em troca de que, Henry? Acorde, não deixe a loucura dominar sua mente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tolo!, disse Henry, apontando a arma para Paulo. Eu terei a vida eterna aqui mesmo NO PLANO FÍSÍCO! A imortalidade do corpo, Paulo, foi o que Dhegammon, senhor dos abismos tenebrosos dos espaços negros interdimensionais prometeu-me em sonhos se eu o libertasse dos grilhões mágicos que o prendem!... Cinco vítimas são necessárias para que o ritual de libertação do Dhegammon seja concretizado. A bela Well foi a primeira, seja você, Paulo, a segunda vítima! Ah, ah, ah!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tiro disparado tirou a vida de Paulo como um raio da morte. Estirado ao chão, seu cadáver era como um troféu conquistado pela loucura de Henry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irado, Linx avançou tentando tirar a arma de Henry, mas este se esquivou, dando-lhe uma coronhada na cabeça de seu adversário, que caiu desfalecido. Celly gritou de terror ao ver que Henry executou Linx, caído ao chão, com um tiro na nuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato contínuo, Henry apertou novamente o gatilho e atirou nas costas de Celly, que fugia apavorada no matagal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora resta você, Roger! Há uma bala reservada para o seu coração sonhador, meu bom amigo! Ah, ah, ah! Vou matá-lo, Roger! E então o ritual místico de sacrifícios humanos ao Dhegammon estará concluído!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que tremi quando ele puxou o gatilho da alma que apontava para mim, entre gargalhadas diabólicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que Linx, nas vascas da agonia, conseguira forças derradeiras para apanhar seu canivete, e próximo das pernas de Henry como estava, enfiou a lâmina na panturrilha do enlouquecido, fazendo-o curvar-se de dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de morrer, Linx gritou: Pegue ele Roger, mate-o e evite o ritual de sacrifícios ao Dhegammon!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim tentei fazer. Travamos uma luta corporal. Desferi-lhe socos e murros violentos. Mas Henry estava enlouquecido, e a loucura proporciona forças de ódio àquele que a aninha em sua alma. Ele me deu uma joelhada no ventre, projetando-me ao chão. Mesmo assim, peguei uma pequena pedra coberta de musgo que havia nas proximidades e lancei-o num dos olhos de Henry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maldito! Você me cegou de um olho!, berrou Henry, curvado de dor. Avancei e consegui derrubá-lo. Deus tenha piedade de minha alma. Consegui arrancar sua arma e o atingi mortalmente. Descarreguei o tambor em seu corpo. Antes de morrer ele curvou seus lábios num sorriso insano e murmurou: Tolo Roger, mataste a vítima que faltava...era pra ser tu, Roger, mas que seja eu,então...Agora ele, o Dhegammon está livre mais uma vez...Ah, ah,ah!...Adeus, Roger!... Ó deusa morte, abre os portais do teu palácio e acolhe minha alma!Acode a alma do mistagogo da Ordem dos Adoradores do Dhegammon...Aaaaaarrrggghhhh!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um urro aterrador se fez ouvir no bosque. Era ele, eu sabia. Era o Dhegammon se materializando por completo!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para o cadáver de Henry, os olhos revirados como que contemplando infinitos reinos do Além. Estava morto! Morto, vagando nas terras do purgatório ou nas sombras do inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi um novo urro bestial, era o Dhegammon se aproximando, se materializando pouco a pouco no mundo dos&lt;br /&gt;homens!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com todas as forças de meu ser, gritei enlouquecido de medo e corri, corri como um louco pela mata, atravessando o portão das névoas e voltando às dunas da restinga de onde iniciamos o passeio. Os primeiros clarões da aurora iluminavam meu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rodovia sinalizei para o primeiro carro que passava, felizmente - ou infelizmente - um carro da polícia rodoviária. Eu estava encrencado. Trêmulo, pálido, com um revólver na mão, vomitando de tanto pavor, os policiais me algemaram. Outras viaturas vieram e os corpos de meus amigos foram identificados na mata. Estavam, de fato, mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei aos policiais se eles tinham visto o Dhegammon. Eles menearam a cabeça, silenciosos, um brilho de piedade nos olhos, como que me achando um louco assassino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei muito tempo preso. Agora estou velho e liberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando anoitece, em minha casa fecho portas e janelas. Pego o rifle que comprei. Não estou paranóico. Apenas tento me proteger daquela coisa, daquela coisa blasfema chamada Dhegammon, que por certo tenta me encontrar. Estarei preparado, venha maldito Dhegammon, eu meterei uma bala em seus olhos cor das chamas do Inferno! Oh, Átila, meu cão, põe-se a latir estranhamente...como se me avisasse de que a coisa medonha me encontrou, finalmente, após longos anos...A porta da casa começa a ser arrombada, é ele, é ele! O terrível, o bestial, o demoníaco Dhegammon!...&lt;br /&gt;FIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOTA DO AUTOR:&lt;/strong&gt; O personagem “Dhegammon” é criação do imortal escritor Henry Evaristo. Os outros personagens são homenagens que fiz a alguns desses fantásticos autores da Irmandade das Sombras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 10/06&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Visite o atual blog do autor&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.rogsildefar.blogspot.com/"&gt;http://www.rogsildefar.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-8429656452568309920?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/8429656452568309920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/08/libertacao-do-deghammon.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/8429656452568309920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/8429656452568309920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/08/libertacao-do-deghammon.html' title='A Libertação do Deghammon'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TF4VSi7GdiI/AAAAAAAAAKI/g73Y7dw9_dY/s72-c/lobisomem%2520kileuth.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-8292746890921370138</id><published>2010-08-07T19:12:00.000-07:00</published><updated>2010-08-07T19:19:38.962-07:00</updated><title type='text'>O Deghammon - Parte 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TF4UA-WKhiI/AAAAAAAAAKA/vbQOuS7N6sY/s1600/lobisomem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502857801661842978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 282px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TF4UA-WKhiI/AAAAAAAAAKA/vbQOuS7N6sY/s320/lobisomem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Por Henry Evaristo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Esta é a continuação de "O Deghammon", um ser infernal que está para começar um período de trevas em uma localidade do interior de um país imaginário. Contudo, olhando agora, passado algum tempo de sua publicação original no site "Recanto das Letras", percebo que o nível criativo e literário que lhe foi aplicado não faz justiça à primeira parte. Não sou capaz de definir os motivos que levaram a este fato mas também não posso negar uma obra que existe, e já foi avaliada como está, sem alterações, tendo recebido elogios positivos apesar de tudo.&lt;br /&gt;Tudo o que criamos é para nós muito importante e nos desperta amor incondicional. Assim ocorre com este texto. Porém, em famílias onde nascem muitos rebentos sempre pode ocorrer de vir ao menos um defeituoso.&lt;br /&gt;Henry Evaristo&lt;br /&gt;18-10-2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;CAPÍTULO UM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Através da escuridão de florestas sombrias uma entidade selvagem e brutal se esgueirou. Solitária e furiosa, mantivera-se incógnita nas sombras dos bosques avançando sempre até atingir seu objetivo. Apesar de seus longos anos de inércia todo o seu corpo encontrava-se num tal estado de efetividade como se jamais, em nenhum momento, houvesse entrado em descanso ou, invés disso, tivesse descansado tanto que recuperara todas as energias gastas em séculos e séculos de existência. Por entre as brumas das madrugadas solitárias de lugares que assustam os homens ela vogara avistando, aqui e ali, fazendas distantes e isoladas em campos imensos. Podia até mesmo divisar as pequenas janelas de vidro das casas cintilando no escuro e, em muitas ocasiões, aproximara-se para dar uma espiada no interior onde, inocentemente desprecavidos, seus habitantes dormiam. Seu imenso corpo ondulava com extrema facilidade enquanto corria pelos caminhos das vastidões frias por onde passava. Uma vez ou outra suspeitara ter sido flagrada por algum andarilho incauto que, com um calafrio, houvesse fitado os campos longínquos por onde sua sombra corria banhada pela metálica luz do luar, mas isso nunca fora algo que a detivesse em seu caminho. Ansiara tão ardentemente por localidades mais habitadas que, às vezes, arriscara-se a vagar pelas estradas em busca de indícios de alguma movimentação mas sempre deparara-se, ao contrário, com o mais completo isolamento nas regiões que cruzara. Atingira agora uma que lhe agradava. Após caminhar secretamente cerca de mil quilômetros a entidade alcançara o que lhe parecia ser a zona rural de uma cidade de médio porte; A primeira que vira desde que saltara para fora de seu esconderijo secular em bosques já distantes. Mergulhando na floresta, mas de forma a nunca perder de vista as casinhas brancas do bairro mais próximo, aquietou-se novamente a esperar. Em silêncio rondou por muitos meses aquela localidade sentindo cada vez mais dificuldades para controlar a fome crescente. Seus instintos estavam cada vez mais aguçados e a cada minuto passado sentia aproximar-se mais a sua hora; O momento em que reiniciaria o trabalho pelo qual fora solto no mundo. Para aliviar a ansiedade, primeiro passou a atacar ferozmente os caules das grandes árvores para depois, inconformado, avançar sobre todo e qualquer animal que lhe cruzasse o caminho. Em sua mente bestial não via mal algum em dispor de alguns itens daquele pequeno universo, e se assim não fosse, sentia-se vigoroso e faminto o bastante para desafiar até mesmo as potências as quais devia submissão. Assim, pois, foi como começou a se expor e a dar origem à especulações humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPÍTULO DOIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande e milenar floresta de Malgred extendia-se ao norte do estado de Elton e parecia envolver com tentáculos de um polvo gigantesco a cidade de Zalees, no ponto mais extremo da região já próxima à fronteira com as cordilheiras de Házdan. No inverno o frio intenso obrigava os moradores da cidade a se recolherem mais cedo de forma que as ruas, avenidas e becos escuros dos bairros residenciais e do centro ficavam abandonados e desertos até o dia amanhecer. Sempre que podiam os habitantes de Zalees se reuniam nas residências uns dos outros e confraternizavam com bolos e bebidas de fabricação própria. Eram, em sua maioria, descendentes de povos árabes dados a cerimônias pouco usuais no mundo ocidental.&lt;br /&gt;Em 25 de Dezembro de 2001, por volta das duas da manhã, um homem alto e gorducho saltou para fora de uma das casinhas brancas tão comuns na cidade e caminhou apressadamente em direção aonde se iniciava a linha da floresta, pelo lado de trás da habitação. Parou a poucos metros de distância no ponto onde julgou mais improvável que fosse surpreendido por algum dos convidados da festa enquanto eliminava da bexiga parte do vinho alemão, do qual abusara durante a ceia de natal, em meio à neve que caia. Podia ouvir os ruídos da agitação no interior iluminado com velas e cheirando a incenso e, mesmo sob a gemedeira do vento cortante urrando por entre as árvores próximas, ainda conseguia ouvir os gritinhos das "meninas" da cidade e imaginar seus torpes movimentos. Com mãos trêmulas e semi-dormentes, já recobertas por uma fina camada de pequenos flocos de neve, desabotoou as calças e começou o que viera fazer; a torrente quente formando uma pequena cortina de vapor ao chocar-se com a temperatura congelante do exterior de seu corpo.&lt;br /&gt;Primeiro foi a movimentação que atraiu a fera para próximo da casinha branca ainda cedo naquela noite. Depois veio a irritação por causa dos ruídos de risadas, gritos e música alta. Ela passara a rondar pelas matas ao redor da residência e observara cada um dos convidados chegando e saindo. Há alguns dias vinha recebendo impressões não-usuais do meio ao seu redor; impressões bem semelhantes às que já sentira antes, quando era chegada a hora de iniciar uma nova batalha; soubera então que era novamente tempo de guerra. Sabia-o agora também... e estava mais que disposta. Em meio a neve e a escuridão seus olhos faiscaram ao captarem a imagem de um homem solitário parado próximo do ponto onde se escondera quase à margem da floresta. A porta da frente da casinha branca se abriu de repente e por ela saiu uma garota loura de no máximo 20 anos. Com as mãos sobre o cenho franzido parou no limite da varanda e começou a gritar para o homem na neve mesmo sem poder vê-lo na parte de trás. "Dank, meu amor, Por que demora tanto? Estamos te esperando!!! Dank!!!". Mas o homem ainda não terminara o que fora fazer e virou-se para responder esforçando-se para se fazer entender em meio a algazarra do vento. "Já estou indo, meu bem!!! é que..." Mas não terminou a frase. Pelo canto do olho direito pensou ter visto um brilho estranho na escuridão pétrea da mata a sua frente mas no mesmo instante o perdeu de vista. Com as mãos sem tato tentou fechar o zíper da calça mas a operação lhe pareceu terrivelmente difícil. Como o brilho de duas lanternas que estivessem lado a lado dirigindo o facho de luz para ele de um ponto diretamente à sua frente no negrume da floresta surgiram, agora bem definidos, dois pontos brilhantes prateados. O homem parou de tentar fechar as calças e observou o estranho efeito que supôs tratar-se de algum reflexo da neve nas folhas enregeladas de alguma árvore bem próxima. Não podia divisar nada mais claramente devido ao mau tempo e ao ardor que lhe causava nos olhos. Também o excesso de bebida embotava sua mente e sua capacidade de raciocínio. Se estivesse sóbrio com certeza se lembraria das conversas que andara ouvindo pela cidade sobre algum tipo de animal que andava atacando a caça da região nos últimos meses mas, naquele momento de embriaguez, só o que conseguiu pensar foi em como era divertida aquela visão ou como eram engraçados aqueles dois vaga-lumes enormes entre as árvores.&lt;br /&gt;Da parte da frente da casa a voz feminina chamou novamente. Era doce e compassada como a voz de quem tem dificuldades com as palavras." Dank? Por que está demorando tanto?" Mas ele já não estava mais lá; Num daqueles rompantes de coragem inconseqüente, que só o estado etílico propicia, havia avançado para dentro da escuridão da floresta em ordem de averiguar mais de perto aqueles dois pontos de luz exóticos. Dank, como gritara mais de uma vez a moça da varanda, não era natural daquela cidade. Estava ali residindo a apenas um ano e, em lugares como aquele, um forasteiro continuava nesta condição mesmo após trinta anos de convivência. Por isso ele não sabia de certas coisas sobre o local; Peculiaridades vitais para todo aquele que pretendia se meter com os bosques à noite. O povo jamais lhe diria qualquer coisa; se não por outro motivo, por pura vergonha. O que Dank não sabia era que não se podia entrar na sombria floresta de Malgred depois do anoitecer. Não era um lugar sadio nem mesmo à luz do dia e, à noite, como toda certeza, por alí vagavam animais estranhos. Mesmo antes da chegada deste antigo inimigo do homem nas cercanias, o que ainda não era sequer imaginado por ninguem mais além dos velhos mexeriqueiros das tabernas imundas do centro da cidade, toda a porção gigantesca da velha floresta era considerada perigosa e responsável por pelo menos uma dezena de desaparecimentos misteriosos. Agora, habitada secretamente por uma criatura hedionda, Malgred se tornara de fato numa espécie de inferno na terra e passara a legitimar o horror que já suscitava na população.&lt;br /&gt;O homem avançou para dentro da escuridão com os olhos fixos nos pontos de luz à sua frente. Cada vez mais se assemelhavam a enormes vaga-lumes devido à força de seu brilho e, em seu torpor alcoólico, nem mesmo lhe foi possível imaginar como poderiam estar tão completamente imóveis em se tratando de seres vivos. Também lhe passou ao largo o fato de que enquanto se aproximava, aqueles dois focos prateados voltaram-se diretamente para ele. Estavam parados próximo ao tronco de uma grande árvore tão imersa nas sombras do bosque que não lhe foi possível sequer suspeitar sua espécie. De onde estava o homem pôde observar que os dois pontos de luz estavam na realidade bem mais altos do que ele imaginara ao avistá-los do ponto inicial na margem da floresta. Parecia, em verdade, mais do que insetos, dois fachos de luz metálica paralelos ocupando o lugar que seria da própria copa da árvore em que se escondiam. Em determinado momento, pouco antes do fim, o homem chegou a pensar que, se houvessem ursos naquelas matas, o volume negro representado pelo tronco da árvore poderia muito bem ser o corpo de um em cuja cabeça reluziam dois olhos brilhantes. Afastou o pensamento rapidamente com um sorriso nervoso e recomeçou a andar. No entanto, mal havia dado o terceiro passo quando viu, diante de seus olhos bêbados, toda a massa negra do que julgara um tronco de árvore se mover para o lado direito de sua visão enquanto os dois brilhos no alto se tornavam de prateado em vermelho-sangue. Na escuridão da mata gélida o homem tremeu e dali em diante seus pés não mais se moveram pois todo o seu corpo parecia subitamente congelado de pavor.&lt;br /&gt;O movimento final veio rápido. O homem ergueu sua cabeça para olhar para os olhos malévolos à sua frente. Não mais podia imaginar que não se tratasse de algum animal agressivo e, tampouco, crer que sua vida não estava em extremo perigo. Abaixo dos dois pontos de luz abriu-se então uma fenda avermelhada pontilhada por estruturas pontiagudas e um fedor putrefato se espalhou pela floresta. "Óh, meu Deus!" Pensou o homem que se chamava Dank "É um urso!". Tentou dar as costas àquele ser mas não pode. Alguma coisa de extremo peso e violência desceu sobre ele atirando-o ao chão e enterrando seu rosto na lama e na neve. Depois, um golpe violento dilacerou a carne de sua garganta e de suas costas indo até a coluna vertebral arrancando partes dela de uma vez. O homem tentou erguer o rosto do chão para gritar mas já estava morto e seus últimos movimentos foram tão somente reflexos involuntários de seu sistema motor.&lt;br /&gt;Outro convidado havia saído do interior da casa e juntara-se a moça loura a gritar por Dank da varanda. Em dado momento, mais ou menos dois ou três minutos depois do ataque que ocorrera, os dois julgaram ter notado uma movimentação estranha nas matas ao redor seguida de um ruído semelhante a um relinchar de cavalo." O que este maldito bêbado está aprontando desta vez?" Perguntou o outro convidado. A loura se virou para ele. " Cansei de gritar! Está muito frio aqui e não gosto dessa mata horrenda. Vamos entrar, querido. Ele que se dane!!!". O outro convidado limitou-se a assentir afinal, sem Dank por perto poderia ter uma chance com aquela bela mulher antes que a noite findasse. De braços dados voltaram novamente para a festa no interior da casa. A mata ficou novamente quieta. O cadáver de Dank só seria encontrado dois dias depois congelado e semi-devorado por alguma criatura selvagem. Muitos caçadores formulariam suas teses e as velhas supersticiosas começariam a dizer que suas idéias se confirmavam. Para Zalees, às margens da escura floresta de Malgred, o horror estava apenas começando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Infelizmente Henry Evaristo faleceu sem nos brindar com a terceira parte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 10/06&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visite o blog quer pertenceu ao autor&lt;br /&gt;http://camaradostormentos.blogspot.com/&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-8292746890921370138?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/8292746890921370138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/08/o-deghammon-parte-2.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/8292746890921370138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/8292746890921370138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/08/o-deghammon-parte-2.html' title='O Deghammon - Parte 2'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TF4UA-WKhiI/AAAAAAAAAKA/vbQOuS7N6sY/s72-c/lobisomem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-4553200586223059224</id><published>2010-08-07T19:06:00.000-07:00</published><updated>2010-08-07T19:11:03.123-07:00</updated><title type='text'>O Deghammon - Parte 1</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TF4SDf-MIEI/AAAAAAAAAJ4/8hsISs9Le-g/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502855646024572994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 312px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TF4SDf-MIEI/AAAAAAAAAJ4/8hsISs9Le-g/s320/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Henry Evaristo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma região isolada do mundo, onde a presença do homem ainda hoje é inusitada e efêmera, há uma estrada que leva aos pés de uma montanha íngreme e gelada; Lá, pára abruptamente como se impedida de avançar por alguma força avassaladora que a transforma radicalmente em um pequeno caminho incrustado na pedra que vai subindo até se perder na altura imensurável.&lt;br /&gt;Ao redor desta montanha estende-se, como um mar verde misterioso e inescrutável, um profundo bosque de pinheiros cujas copas estão constantemente recobertas por uma espessa camada de neve. Uma e outra, montanha e estrada, dormem solitárias em seu mundo gelado e não recebem nem gostam de receber visitas. O bosque silencioso e escuro é sua única companhia e o ballet das folhas e dos galhos dos pinheiros, açoitados pelo vento cortante, é o único movimento aceitável. Chuvas constantes mantêm a atmosfera húmida, mas a lama que se forma está sempre imaculada por que não há nenhuma vida animal que lhe possa imprimir marcas. Em silêncio e mantendo-se escondida, no entanto, há ali uma força indescritível e malévola.&lt;br /&gt;Homens estranhos, vindos de algum lugar para além da montanha e dados à uma cultura de sortilégios e outras práticas mágicas, construíram a estrada há milênios pois precisavam dela para transitar com suas mercadorias escusas. Mas a mudança das eras e a chegada de um inimigo terrível os fizeram desaparecer da região para sempre a deixando abandonada e só pelos séculos vindouros. Antes, porém, um terrível conflito se deu neste lugar e o sangue jorrou abundante pelas matas e colinas alcantiladas emprestando a tudo um odor de mal-agouro; um presságio de eras malditas banhado nos fluidos de antigos conjuradores. Não houve sequer uma alma para se salvar da violência daqueles dias e, exauridas as vontades e as vidas, com o declínio do bem, o bosque mergulhou no mais profundo esquecimento. O inimigo, vencedor incólume, descansou e esqueceu-se de si mesmo perdendo-se depois no tempo tal qual o urso pardo que ali hibernava em outras épocas quando o sol ainda não se tornara tão cinzento.E o oponente devorador ficou tão quieto que o próprio mundo se esqueceu dele.&lt;br /&gt;Então a floresta se calou, e assim também a estrada e a montanha; e o silêncio, tão comum e repetitivo, passados mil anos, tornou-se a única verdade conhecida.&lt;br /&gt;No entanto, na noite do primeiro milênio, a consciência coletiva do bosque, da estrada, dos pinheiros e da montanha percebeu uma alteração em suas verdades. Uma outra inteligência, conhecida de velhas eras, começou a se esgueirar pelos ermos, escondendo-se por trás das árvores na neblina, errando aqui e ali, perscrutando o ambiente. Uma força irresistível emanava daquela nova presença e toda a existência da região se abalou.&lt;br /&gt;Diante da ameaça, a consciência do bosque, da estrada, dos pinheiros e da montanha sentiu-se impelida a reagir. De tudo tentou para dominar a vontade alienígena, mas estava impotente frente ao poder indescritível; aturdida com tão grande afronta a sua soberania. Ventanias vieram; nevascas, tremores de terra, mas nada foi capaz de afugentar a entidade obscura que tentava se apossar de tudo.&lt;br /&gt;O tempo passou. Impotente, a consciência do bosque, da floresta, da estrada e da montanha aceitou a autoridade de um poder maior que o seu e um silêncio angustiado se fez onde antes havia uma calma milenar. O inimigo dos homens de outrora estava de volta.&lt;br /&gt;Na primeira madrugada do século XXI todo o existir daquele lugar antigo encolheu-se e resignou-se a dar passagem a uma aberração que estava solta no mundo e os moradores da cidade mais próxima, a mil quilômetros de distância, inquietaram-se com os gritos pavorosos emitidos pelos animais da região. No momento em que o horror saltou dos confins do bosque para o meio da estrada escura todos os cães uivaram num lamento que congelou o sangue nas veias de quem ouviu. Os ânimos se acirraram e antigas contendas, há muito sufocadas, vieram à tona e foram às vias de fato. Ataques violentos tomaram conta da noite da cidade e, nos hospitais, doentes terminais e depressivos levaram a cabo a própria eutanásia. À polícia, impotente e despreparada, coube a tarefa de tentar conter as ondas de ódio súbito que congestionavam a linha de chamadas de emergências enquanto, nos hospícios, lunáticos dilaceravam, à dentadas, as veias dos próprios pulsos.&lt;br /&gt;No meio da estrada solitária dois olhos de um vermelho-sangue prateado reluziram nas trevas enquanto um corpo imenso e negro erguia-se nas patas traseiras e começava a caminhar lentamente em direção à cidade. Seu intuito era alcançar regiões um pouco mais movimentadas pois, definitivamente, seu período de ócio terminara. Ainda que para um alívio há muito tempo ansiado o hóspede que foram obrigados a aceitar os estivesse abandonando, o bosque, os pinheiros, a montanha e a própria estrada sentiram uma imensa tristeza por saber que ele estava agora indo novamente espalhar maldades entre os homens.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 10/06&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Visite o blog que pertenceu ao autor&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://camaradostormentos.blogspot.com/"&gt;http://camaradostormentos.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-4553200586223059224?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/4553200586223059224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/08/o-deghammon-parte-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/4553200586223059224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/4553200586223059224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/08/o-deghammon-parte-1.html' title='O Deghammon - Parte 1'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TF4SDf-MIEI/AAAAAAAAAJ4/8hsISs9Le-g/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-4341151736284673581</id><published>2010-08-03T17:08:00.000-07:00</published><updated>2010-08-03T17:13:35.924-07:00</updated><title type='text'>Carta de uma Vitima</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFiwpVjjNlI/AAAAAAAAAJQ/yb3JkPbXwnE/s1600/vampire-eyes-sm.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501341169040438866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFiwpVjjNlI/AAAAAAAAAJQ/yb3JkPbXwnE/s320/vampire-eyes-sm.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Celly Borges&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns corredores eram largos, outros mais estreitos, mas nada impedia que eu corresse cada vez mais, mesmo esgotada de cansaço, eu continuava. E mais, e mais, e mais...&lt;br /&gt;Já não tinha mais fôlego e queria parar. Por um minuto hesitei, mas acabei parando. Olhei para todos os lados, para me certificar de que adquirira uma boa distância daquele lugar maldito.&lt;br /&gt;Com uma ação involuntária, encostei-me na parede, mas logo percebi que não deveria ser muito normal aquela textura. Era gosmenta. Logo que meu cérebro recebeu esta informação, tirei minhas mãos de lá.&lt;br /&gt;Liguei minha lanterna, que guardara para alguma ocasião como se mostrava aquela, e apontei para a parede.&lt;br /&gt;Só consegui gritar, mas logo cortei o grito, pois poderia ser descoberta. Tentando ficar longe daquela parede, de com as costas na outra, apontei também a lanterna ali, e era a mesma visão: as paredes todas estavam cobertas de musgo, muito musgo, mas o que mais me deixou horrorizada, é que havia sangue escorrendo em meio aquele verde escuro.&lt;br /&gt;E eu já estava sem fôlego. Tentei correr outra vez, mas não me era possível.&lt;br /&gt;E eu sabia que havia alguma coisa correndo em minha direção, mas o que eu poderia fazer, além de tentar outra vez, em vão, corre? Era agonizante esta sensação, desesperadora! Que cruel destino me mantinha presa àquela criatura que nem ao menos a mim pertencia? Eu era apenas uma curiosa, uma idiota, penso agora, desafiada a entrar naquele lugar abandonado para provar que a lenda era apenas lenda, e agora tornara-se real, com a minha vida ganhara a realidade, este mundo que eu tanto criticara todo o tempo por ser tão cruel, e agora eu fazia parte dessa crueldade, pois querendo ou não, agora a criatura era parte de mim e eu dela! Mas então do que eu fugia? De mim mesma! Voltei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos por aquela construção abandonada, e um de meus amigos disse que havia algo estranho, que uma lenda contava que um monstro vivia naquele lugar, mas ninguém ao menos sabia que tipo de monstro havia realmente. Meus “amigos” me desafiaram, pois sabiam que eu não acreditava no sobrenatural, que tola fui eu naquele momento em que aceitei o desafio! A bem da verdade, nem eles acreditavam no monstro, mas queriam me ver desafiada e entrar naquele lugar para que eles fugissem e me deixassem só, o que realmente fizeram, por sorte deles mesmos, pois quando saímos daquele lugar estávamos famintos, e necessitávamos de sangue!, e com certeza eles seriam meu primeiro banquete neste novo mundo em que agora vivo!&lt;br /&gt;Mas é claro que mesmo não estando lá meus amigos, os encontrei alguns dias mais tarde e pude banquetear neles, e posso dizer que o gosto da vingança é sensacional, ainda mais quando nossas vítimas imploram tanto que acabam exaustas e posso, sem nenhum esforço, saboreá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém agora sou minha vítima, ou melhor, vítima de minha curiosidade e ignorância por aceitar aquele desafio, mas hoje posso ser livre e ser como eu quero, mesmo antes já o sendo. Sou uma criatura da noite e sem nenhum receio da maldade que antes estava armazenada em mim e não podia usa-la, agora sou livre. Minha maldade está livre! E isso é maravilhoso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando entrei naquela construção abandonada, acreditava que nada poderia me faze mal, mas estava enganada, andei até o final daquele enorme corredor, mesmo sem enxergar praticamente nada, pois já começara a escurecer havia algum tempo, entrei em um aposento pouco iluminado, e, como não podia saber o que acontecia naquela sala, fui caminhando com a mão esticada caso encontrasse algum objeto à minha frente, mas não foi objeto que eu encontrei, foi meu mestre, foi o Vampiro Hadrian, a quem agora eu devo tudo o que sou e o que serei eternamente, e estarei a seu lado e ele ao meu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da minha transformação, saí correndo, mas pensei direito, e não poderia jamais viver sem meu mestre, tinha muito a aprender, voltei para Hadrian, saímos juntos para nossa primeira caçada juntos, pois logo já sentia sede. Ah, como posso me lembrar perfeitamente daquele dia, como se fosse ontem, mas já se passou um século, e ainda sinto aquela mesma sede, mas se me permitem, paro aqui esta carta, pois estas recordações me fazem sentir ainda mais sede, e vou agora procurar meu jantar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hannah Leah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 10/06&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visite o atual blog da autora&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundodefantas.blogspot.com/"&gt;http://www.mundodefantas.blogspot.com/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-4341151736284673581?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/4341151736284673581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/08/carta-de-uma-vitima.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/4341151736284673581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/4341151736284673581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/08/carta-de-uma-vitima.html' title='Carta de uma Vitima'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFiwpVjjNlI/AAAAAAAAAJQ/yb3JkPbXwnE/s72-c/vampire-eyes-sm.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-2217491781910057592</id><published>2010-08-03T17:04:00.000-07:00</published><updated>2010-08-03T17:07:09.314-07:00</updated><title type='text'>O Doce Veneno de Charlise</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFivAOU0NQI/AAAAAAAAAJI/5pPPiGEX5RI/s1600/gothic%2520person.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501339363213325570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 257px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFivAOU0NQI/AAAAAAAAAJI/5pPPiGEX5RI/s320/gothic%2520person.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Charlise de Orleans&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui estou eu novamente... Tentando explicar a todos como sou. Em vão compreendem aqueles que só imaginam o que se passa pela minha mente, em vão é procurar o motivo. Nada pode ser explicado quando se sofre,quando se está feliz, eu estou feliz agora, porque finalmente eles pagaram... Os meus escolhidos finalmente tiveram seu castigo. Porque quando eu sofria não existia motivo, agora há. A minha vingança. Cada vez que sinto a respiração ofegante e um pedido de socorro. É aí que me realizo, tudo acontece quando se faz pagar um crime...Todos devem estar se perguntando porque não termino o que começo,porque o fim é muito simplório..A pessoa tem que se lembrar pra sempre que ela não deve fazer mal aos outros,a sua maior inimiga é a sua consciência..É ela que não te deixa em paz, que te atormenta, que te faz lembrar todos os dias uma mentira contada, um segredo escondido é ela que te faz ter medo do que ao conheces...E a mim ninguém conhece e jamais conhecerá......Sou muito complexa e muito absorvida em meus rancores e pesadelos..jamais semeie algo que não quer pra você...porque eu te farei lembrar todos os dias do mal que tenhas feito a alguém...Nunca diga o que não queres que aconteça..porque eu posso te provar que as palavras têm poder...Até o próximo encontro,e a próxima conversa...Só digo uma coisa: Cuidado!!!! Posso estar aí ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 10/06&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-2217491781910057592?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/2217491781910057592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/08/o-doce-veneno-de-charlise.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/2217491781910057592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/2217491781910057592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/08/o-doce-veneno-de-charlise.html' title='O Doce Veneno de Charlise'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFivAOU0NQI/AAAAAAAAAJI/5pPPiGEX5RI/s72-c/gothic%2520person.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-2386476382569731317</id><published>2010-07-31T10:59:00.000-07:00</published><updated>2010-07-31T11:04:12.987-07:00</updated><title type='text'>A Maldição de Aklathenohm</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFRlBr4UMEI/AAAAAAAAAJA/1p-G9p5C5zY/s1600/S23em+t%C3%ADtulo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500132124559421506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 231px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFRlBr4UMEI/AAAAAAAAAJA/1p-G9p5C5zY/s320/S23em+t%C3%ADtulo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Rogério Silvério&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na misteriosa e remota infância do mundo, quando o homem era apenas um sonho incipiente dos deuses esboçado em carne, sangue e fúria, havia uma grande terra, chamada Druzuxkulhulpion, constituída de um único e gigantesco continente sobre as águas de um oceano turbulento e de águas quentes e revoltosas, onde a vida subaquática ainda era escassa e jovem. Os sábios do futuro chamariam esse oceano de Pantalassa, e essa terra de Pangéia, mas seus nomes verdadeiros eram Garith e Druzuxkulhupion, respectivamente. Na grande cidade-estado de Lmnir, também capital de Druzuxkulhulpion, onde habitava o estranho povo-lagarto, grotescos humanóides, meio homens e meio répteis, com seus palácios de ouro e prata e suas espadas de djiryuwn (uma espécie de aço negro e cintilante de então, tirado e forjado de um grande meteorito em forma de caveira humana que caíra no vale de Zizar), vivia e mandava o malvado e opressor rei do povo-lagarto, Aklathenohm, que mandara construir uma torre gigantesca de ouro maciço, maravilha do continente único de Druzuxkulhulpion. Aklathenohm, com seu orgulho titânico, resolvera construir aquela torre colossal que, segundo ele, tocaria o céu e faria cócegas no ventre rotundo dos deuses antigos das estrelas distantes. A rainha, sua esposa Arktília, de índole perversa também, concordara em tudo, submissa, lasciva, entregue a concupiscências pecaminosas. Em Lmnir, eram cultuados os sete deuses maiores druzuxkulhupionitas: Zantrah, Tarabachibuch,Vlig, o branco Milac, Zorthiay, Guh, o folião do pandemônio e também o terrível e negro Bed. Todavia, o rei de Lmnir adorava o deus menor, malévolo e antigo chamado Sharthak, também conhecido como deus-lagarto da discórdia e do ódio; Aklathenohm e seus sacerdotes e fiéis adoravam Sharthak como se fosse um deus único. Mas o orgulho de Aklathenohm era mais satânico do que o povo pensara. Entre o povo-lagarto, havia uma casta menor de druzuxkulhupionitas, mestiços, híbridos de primatas e répteis humanóides, considerados párias. Eram os Hadanos, que futuramente dariam origem aos australopithecus e pithecanthropus, numa evolução alucinante esboçada pelos deuses da Criação. Os hadanos eram como um esboço dos homens feito pelas mãos dos deuses antigos e esquecidos no tapete da existência terrena, e quem tenha ouvidos que não sejam moucos, ouçam estas minhas palavras e esta minha história, pois fui o cronista desta era de sombras perdida na grande noite dos séculos. A maioria dos hadanos servia como escravos, gladiadores ou serviçais, mas também havia uma parte de hadanos livres e nômades, de uma outra casta de mestiços, e alguns desses eram xamãs , guerreiros e até mercenários bárbaros. Um dia, Aklathenohm mandou exterminar todos os hadanos da face de Druzuxkulhulpion. Ele queria a supremacia e a pureza total da raça dos homens-lagarto druzuxkulhupionitas. Nenhum maldito mestiço seria poupado, segundo seu louco pensar. Todos os hadanos, livres ou escravos, de todas as castas, seriam presos e sacrificados em honra ao maldito deus Sharthak (“Sharthak” na língua dos druzuxkulpionitas queria dizer “aquele que chafurda nas cloacas imundas do inferno do caos” ou “o que rastejou das sombras dos lamaçais do inferno caótico para matar os viventes”). Hadanos escravos ou hadanos livres seriam queimados vivos em grandes fornos em forma de caveiras nas misteriosas montanhas de Zlor, ao sul do continente único de Druzuxkulhupion, maravilha única do mundo antigo. Trancados nos sinistros fornos nos cumes das montanhas zlorianas, os hadanos foram sendo dizimados pouco a pouco, dia após dia, noite após noite, num genocídio lento e horrível. Os gritos medonhos de horror e morte foram ouvidos durante anos pelos homens-lagarto de Lmnir, sem nenhuma piedade. O insano Aklathenohm costumava dizer sarcasticamente a Arkitília, quando ouvia os gritos de agonia:”Estou ouvindo a minha música favorita, minha querida: a música da morte violenta dos seres inferiores, os hadanos!’’. E ambos gargalhavam em meio a uma esdrúxula luxúria pecaminosa. No dia em que queimaram vivo o filósofo, profeta e xamã hadano de nome Merugiteth, da aldeia livre de Kzor, ouviu-se uma maldição negra ser vomitada da garganta desse mago hadano antes de sua morte, uma maldição do velho sábio hadano versado em conhecimentos místicos proibidos de esferas ou reinos astrais e etéricos invisíveis ao olho comum. A maldição do mago tido como louco pelo rei do povo-lagarto ecoou por todo o reino de Lmnir, chegando aos ouvidos de Aklathenohm como um hino de vingança macabra. Aklathenohm, postado paranoicamente em seu trono, lá no alto de sua torre colossal feita de ouro maciço, parecia estar atravessando os portais da loucura e do remorso. Sem dúvida, Merugiteth evocara entes demoníacos da natureza e da face oculta da lua para atormentar a consciência de Aklathenohm que pesara tal qual uma montanha de granito. Em seu trono de ágata e lápis-lazúli, Aklathenohm ouviu em sua mente a maldição negra de Merugiteth, lançada ao rei durante noites e noites inteiras de delírio e febre alucinantes. Eis, em síntese, a maldição proferida pelo feiticeiro Merugiteth: “Amaldiçoada seja o reino de Lmnir e toda a corrupta Druzuxkulhulpion, maravilha pecaminosa do continente único! Eu a amaldiçôo com todas as forças negras de meu coração hadano apodrecido e carcomido pelo ódio e pelo desejo de vingança! Haverá um dia em que este reinado de ódio contra o povo hadano perecerá para sempre. Virão muitas chuvas, trovões, terremotos, maremotos, cataclismos criados pelos deuses invisíveis da natureza e pelos demônios verdes que dançam silenciosamente na face escura da lua, e tudo será destruído, tudo será purificado, desenhando-se, assim, um novo mundo com uma nova geografia, um mundo que não mais se chamará Druzuxkulhulpion, mas sim...Lemúria!... Que fique o maldito rei Aklathenohm, com seu orgulho anormal e satânico sabendo que os hadanos não irão morrer nunca!...&lt;br /&gt;“Conseguimos ocultar um jovem casal nas montanhas de Saphyr, nos bosques e jardins ao norte das montanhas de Éthen, que servirá como sementeira para uma nova raça. O hadano macho chama-se Hadan e a fêmea chama-se Revah. Revah dará a luz em breve, perpetuando e evoluindo a raça hadana para a raça humana, no ciclo inteminável de nascimento e morte da vida neste mundo. E, após as pestes e os cataclismos, a maldição perpétua cairá implacável sobre o último dos homens-lagarto, o reio Aklathenohm! E então o tirano perecerá em dores e solidão atrozes e eternas!” Quando por fim vieram os cataclismos profetizados, vieram também os terremotos e os maremotos, vieram pragas e doenças terríveis que mataram todos os homens-lagarto, até que restou apenas um, aquele em sua torre gigantesca de ouro, perto do céu, perto das estrelas distantes e desconhecidas, perto da lua cheia maldita, o tirânico e louco rei Aklathenohm, sozinho com sua arrogância, sua luxúria e sua empáfia, com seu egoísmo diabólico, com seu louco e abominável deus Sharthak, que o abandonara para sempre. E com sua terrível doença que o tornara um autêntico morto-vivo! A mesma coisa aconteceu com a rainha Aktília, completamente vencida pela insanidade nascida da voluptuosidade malsã, teve sua pele e carne apodrecidas em vida. Aklathenohm gritou de horror e loucura em sua torre dourada, que inexplicavelmente não fora destruída pelos cataclismos e pela Era Glacial que se seguiu. O rei, atônito, viu ruir seu império e sua nação. Segundo os Pergaminhos Negros de Saahrhayrtrung, encontrados ainda nas ruínas dos templos de Saphyr, escritos pelos próprios Hadan e Revah, que então começaram um novo mundo, o rei Aklathenohm, no auge do seu desespero e horror, juntamente com a rainha, teriam visto uma estranha e luminosa nuvem verde de aspecto discoidal e fantasmagórico descer da lua numa noite fria e agourenta, envolvendo o topo da torre e levando o rei tirano e sua rainha inteiramente vivos, porém enlouquecidos, para muito além das estrelas do firmamento negro.&lt;br /&gt;O tempo passaria por anos e séculos antes dos demônios cosmonautas que viajavam na estranha nuvem luminosa e espectral oriunda do lado negro da lua trouxessem de volta ao então mundo da Lemúria o rei Aklathenohm e a libidinosa rainha Arkitília, que involuíram de tal modo, que se tornaram tiranossauros (foi assim que surgiram esses monstros colossais do passado remoto da terra!), e que, no decorrer das eras, involuiriam ainda mais, passando de dinossauros até tornarem-se aquilo que os homens do futuro chamariam... lagartos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 10/06&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Visite o atual blog do autor&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;a href="http://www.rogsildefar.blogspot.com/"&gt;http://www.rogsildefar.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-2386476382569731317?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/2386476382569731317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/maldicao-de-aklathenohm.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/2386476382569731317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/2386476382569731317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/maldicao-de-aklathenohm.html' title='A Maldição de Aklathenohm'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFRlBr4UMEI/AAAAAAAAAJA/1p-G9p5C5zY/s72-c/S23em+t%C3%ADtulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-2161165941766053310</id><published>2010-07-31T10:53:00.000-07:00</published><updated>2010-07-31T11:05:21.231-07:00</updated><title type='text'>Ao Destruidor dos Meus Sonhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFRjuHdTaaI/AAAAAAAAAI4/jqlmyTIxKn0/s1600/Gothic_Girl_by_Radical_Jonny.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500130688853305762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 263px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFRjuHdTaaI/AAAAAAAAAI4/jqlmyTIxKn0/s320/Gothic_Girl_by_Radical_Jonny.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Charlise de Orleans&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como poderei agradecer-te por tãos bons momentos...Esses os quais jamais sairão da minha memória... Seu jeito de tocar, seu jeito de beijar..Com você me sinto uma diva...Uma deusa..Amada e respeitada..e como meu Deus? Como pode tudo acabar? Porque você destruiu todos os meus sonhos... Tantos momentos de desejo, tantas loucuras que fizemos juntos. Eu sempre dizia que era louca e apaixonada. Hoje sou triste e melancólica. Triste porque você não está mais aqui..você acabou com meus sonhos...Porque fizes-te isso? Como pode acabar com algo tão precioso? Por uma simples desconfiança, um ciúme sem sentido... Uma dor toma conta do meu coração. Porque você fez isso comigo? Eu estava tão apaixonada... Não tinha olhos pra mais ninguém... E até meus olhos você os rancou.... Olho ao meu redor,só vejo sofrimento..pessoas que como sofrem por um amor perdido..Lembra-se o que fizes-te comigo? Mesmo aqui onde estou... meu corpo ainda têm as marcas que deixas-te com aquele facão... Lembro-me quando dizias... tens um corpo lindo e ele é fruto do pecado... cobiça de muitos homens... algo jamais sonhado pelos fracos homens... e então você levantou o facão para o céu e começou a minha desgraça... acho q a única coisa inteira que restou foi o meu cabelo... algo que o você não podia ferir... e muito mais q isso... MINHA ALMA.... nela não tocaste... e nunca tocarás... espero te encontrar um dia... porque pagarás pelo que me fez.... e muito mais sofrido que possa imaginar... muito mais doloroso e lento... pode apostar... hahahaha... cuide-se... a dor chegará... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 10/06&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-2161165941766053310?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/2161165941766053310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/ao-destruidor-dos-meus-sonhos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/2161165941766053310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/2161165941766053310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/ao-destruidor-dos-meus-sonhos.html' title='Ao Destruidor dos Meus Sonhos'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFRjuHdTaaI/AAAAAAAAAI4/jqlmyTIxKn0/s72-c/Gothic_Girl_by_Radical_Jonny.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-3089832599903431180</id><published>2010-07-27T18:14:00.000-07:00</published><updated>2010-07-27T18:27:48.209-07:00</updated><title type='text'>A Criatura do Mar</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TE-HTymdbcI/AAAAAAAAAIw/AEBQXkuue2U/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498762444113014210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 251px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TE-HTymdbcI/AAAAAAAAAIw/AEBQXkuue2U/s320/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Paulo Soriano&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como sobrevivi. Se é que sobrevivi verdadeiramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Urano, um galeão de bandeira grega, saíra do porto de Roterdã com destino às Antilhas, com escalas em Lisboa e nos Açores, mas foi surpreendido por uma tempestade, a poucas milhas do arquipélago. O dia estava claro e o ar diáfano. Respirava-se uma atmosfera luminosa e pura. Mas, de repente, do nada veio uma neblina fria, pegajosa em seus múltiplos tentáculos, que engolfou o galeão como a mão de um deus inclemente. E depois veio a chuva, uma chuva áspera, pesada, e contínua, encontradiça apenas nas regiões mais agrestes e desoladas dos trópicos. Então ribombaram trovões. Os raios retalharam a neblina como finíssimas garras nervosas. Sentimos todo o casco estremecer, perfurado pelos gumes afiados dos arrecifes angulosos. O casco rompeu-se docilmente, como se a sua substância fosse tênue como o invólucro de um ovo. A água jorrou por todos os lados e eu fui violentamente arremessado ao mar. Embora fosse dia, a névoa densa convolava tudo em treva, e foi com muita sorte que consegui segurar-me a um barril de vinho em que um velho companheiro já havia buscado refúgio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tempestade amainou, mas o ar continuava saturado pela neblina fria. O mar estava incrivelmente calmo, mas não nos era admitida a projeção de um olhar capaz de perfurar a espessura de toda aquela névoa. Nada mais se enxergava. Mas, de longe – muito longe, supúnhamos –, o vento trazia uma canção melodiosa, cuja origem nos parecia um mistério tão espesso quanto o eram as brumas circunstantes. Quando, finalmente, a treva se dissipou, tão inesperadamente quanto viera, eu e meu companheiro constatamos que não estávamos sós. Com horror, verificamos, aos poucos, que muitos corpos flutuavam no espelho d’água, bem próximos de nós. Eram marinheiros do Urano e todos eles traziam, singularmente, as cabeças decepadas. Os corpos desolados exibiam os pescoços cruelmente dilacerados. E não nos e era possível estimar a dimensão das mandíbulas que produziram tamanha aberração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anoitecia. Oh, como era linda a moça que vinha ao nosso encontro, em seu bote gracioso, para nos salvar! Com que elegância e delicadeza nos estendeu os braços brancos e majestosos! Com que cuidado deu-nos água, vinho e pão! Era ela diáfana como o orvalho da primavera e longos eram os seus negros cabelos, que a brisa enfunava com uma meiguice sem fim. Vestia uma túnica branca, como de deusa grega, que descia do colo e lhe escondia completamente os pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a noite veio, repleta de luar, a nossa salvadora acendeu o lume e nos cantou maviosamente, como nos cantaria uma sereia. Quando meu companheiro adormeceu, a musa chamou-me a si e me selou com um beijo calmo e profundo. A princípio doce, saboroso, seivoso... Mas a seiva azedou, ganhou uma consistência de uma gosma, repugnante como o sabor de ostras apodrecidas. Nauseado, o meu companheiro despertou. Fora a intensidade do cheiro pútrido, de criaturas marinhas decompostas, que a mulher exalava, que o fizera acordar-se. A verdade é que eu queria me desvencilhar da criatura, mas não podia. Estava preso a ela como ostras incrustadas nos cascos de navios avoengos. Então a coisa me repeliu. Avançou para o meu amigo, engendrando um bote assustadoramente rápido e eficaz. Seus olhos, que agora eram dois imensos globos de azeviche, refletiram o grito inerme do meu companheiro. E da fralda de sua túnica escapuliu, pesadamente, a cauda de peixe, a mesma cauda que ela tão bem escondera de nós, mas que agora, em sua excitação, pôs-se a abanar num ritmo frenético. Percebi, na luninescência que o candeeiro irradiava, que a pele da coisa se rompia, rasgava-se em tiras, desnudando malhas de escamas sobrepostas, fortemente unidas entre si, mas maleáveis, escuras e fétidas. Seu rosto se fazia bojudo, opaco, guarnecido de fortes e salientes mandíbulas, encrespadas por dentes anavalhados. Então aquilo distendeu assustadoramente os maxilares, de onde escorria uma gosma fétida, e, num assalto voraz, lacerou a cabeça de meu amigo. Com horror, vi que a coisa se punha a mastigar e a engolir ruidosamente, com uma voracidade somente comparável ao deleite que o triturar do crânio lhe produzia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, a coisa atirou-se ao mar. E, enquanto lentamente se afastava, a Lua me permitia ver que a sereia retomava, aos poucos, do púbis para cima, a bela forma de mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente anoitece. A brumas vieram e agora se dissipam. Estou trancafiado num catre de um pequeno barco pesqueiro. O mesmo que me recolheu, há dois dias. Julgam-me louco. Não me ouvem. Mas, como eu gostaria de gritar aos homens do bote salva-vidas – que consigo divisar da escotilha esfumada desta cela imunda – para que não se aproximem aquela mulher. “Oh! – eu diria – Não socorram aquela coisa de túnicas brancas e cabelos negros! Oh, não socorram o demônio cruel que, como um anjo indefeso, clama por socorro em um bote à deriva!”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 10/06&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Visite o atual site do autor&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.contosdeterror.com.br/"&gt;http://www.contosdeterror.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-3089832599903431180?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/3089832599903431180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/criatura-do-mar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/3089832599903431180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/3089832599903431180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/criatura-do-mar.html' title='A Criatura do Mar'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TE-HTymdbcI/AAAAAAAAAIw/AEBQXkuue2U/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-2054137036885321898</id><published>2010-07-27T18:03:00.000-07:00</published><updated>2010-07-27T18:06:21.315-07:00</updated><title type='text'>G.O.R.E.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TE-CbutL_QI/AAAAAAAAAIo/dyieyaTWmUw/s1600/3D_EMBOSSED_MEDICAL_HUMAN_BODY_ANATOMY_CHART_POSTER.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498757082948304130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 281px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TE-CbutL_QI/AAAAAAAAAIo/dyieyaTWmUw/s320/3D_EMBOSSED_MEDICAL_HUMAN_BODY_ANATOMY_CHART_POSTER.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nova Poesia! De volta ao bom e velho GORE!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Linx&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bela língua de escarlatina&lt;br /&gt;Tremo a febre da bacteremia&lt;br /&gt;Meus músculos estão aos pedaços&lt;br /&gt;Espalhados pelo quarto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carcinoma domina meus ossos&lt;br /&gt;Sinto-me perto dos mortos&lt;br /&gt;Cheirando a podridão&lt;br /&gt;Meu sangue escorre pelo chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meus olhos a catarata&lt;br /&gt;Em minha vida a desgraça&lt;br /&gt;Rompe meu peritônio&lt;br /&gt;Deixando-te com nojo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento, mas não posso chorar&lt;br /&gt;A desidratação me faz secar&lt;br /&gt;Sinto minhas vísceras abertas&lt;br /&gt;E a sodomia é certa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corto meus tendões&lt;br /&gt;Arranco meus pulmões&lt;br /&gt;Triture tudo logo&lt;br /&gt;E jogue aos porcos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha pele enrugada&lt;br /&gt;Arrancada da carcaça&lt;br /&gt;Vira couro da capa&lt;br /&gt;Da minha alma amaldiçoada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto, em minha garganta cinza&lt;br /&gt;O muco podre da difteria&lt;br /&gt;E tudo parece pútrido&lt;br /&gt;Nesse mundo absurdo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caia de vez no chão&lt;br /&gt;O pericárdio do meu coração&lt;br /&gt;Deixo tudo vermelho&lt;br /&gt;E torne pior o pesadelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim anatômico&lt;br /&gt;Dos sonhos mnemônicos&lt;br /&gt;É ver tudo derreter&lt;br /&gt;E logo começar a apodrecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou uma massa fétida&lt;br /&gt;Podre e esquelética&lt;br /&gt;De carniça residual&lt;br /&gt;Desse juízo final&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus pés já não existem&lt;br /&gt;Não que eu precise&lt;br /&gt;Pois minha massa podre&lt;br /&gt;Ficará até o poente de hoje&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã somente terra existira&lt;br /&gt;Pois a bactérias comera&lt;br /&gt;O que um dia teve vida&lt;br /&gt;Que não passou de um infame agonia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-2054137036885321898?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/2054137036885321898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/gore.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/2054137036885321898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/2054137036885321898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/gore.html' title='G.O.R.E.'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TE-CbutL_QI/AAAAAAAAAIo/dyieyaTWmUw/s72-c/3D_EMBOSSED_MEDICAL_HUMAN_BODY_ANATOMY_CHART_POSTER.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-5117845832385529292</id><published>2010-07-27T17:24:00.000-07:00</published><updated>2010-07-27T17:27:44.997-07:00</updated><title type='text'>Submissão</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TE95dWE0wEI/AAAAAAAAAIg/JByBNPjmg9w/s1600/Gothic56.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 260px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TE95dWE0wEI/AAAAAAAAAIg/JByBNPjmg9w/s320/Gothic56.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498747215091646530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Lady Catherine Gordon of Gigth&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lasciva que sou,&lt;br /&gt;Lascivo que és,&lt;br /&gt;Das virtudes desfeita, em meus delírios sorvendo sangue de vossos pés!&lt;br /&gt;Serva perversa em desespero impassível&lt;br /&gt;O lamento em meus lábios,&lt;br /&gt;Amaldiçôo, pobre de mim, minha sorte, meu revés,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da laje que te cobre, ainda posso ver-te&lt;br /&gt;Do solo fétido, da nevoa de vermes e do gramado verde,&lt;br /&gt;O riso de escárnio breve, gentil verdugo,&lt;br /&gt;Estás na podridão e eu embriagada, sob o teu jugo!&lt;br /&gt;Até o mais vil humano se apiedaria,&lt;br /&gt;Os olhos a revirar no êxtase dos lábios teus!&lt;br /&gt;Meus lábios a venerar da tez de Mármore a glória&lt;br /&gt;Teu aroma em minha carne, teus olhos doces na memória!&lt;br /&gt;Das profundezas meu sangue clama&lt;br /&gt;Meu verdugo, Impiedoso,&lt;br /&gt;Teu olhar malévolo, capuz infame,&lt;br /&gt;O machado sanguinário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imploro-te, sê o meu sudário!Retorna!&lt;br /&gt;Eis o clamor que regurgito!&lt;br /&gt;Atravessa o cal, quebra o mármore&lt;br /&gt;Irrompe do tumulo, maldito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 10/06&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-5117845832385529292?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/5117845832385529292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/submissao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/5117845832385529292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/5117845832385529292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/submissao.html' title='Submissão'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TE95dWE0wEI/AAAAAAAAAIg/JByBNPjmg9w/s72-c/Gothic56.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-4587308508981944405</id><published>2010-07-27T17:20:00.000-07:00</published><updated>2010-07-27T17:23:33.405-07:00</updated><title type='text'>Velorio Dantesco</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TE94IbQbGkI/AAAAAAAAAIY/ChRCTBrahL8/s1600/caixao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498745756193593922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 223px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TE94IbQbGkI/AAAAAAAAAIY/ChRCTBrahL8/s320/caixao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Claudio Soriano e Roberto Brandão&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Havia, numa sala jamais iluminada pela felicidade, um móvel escuro, sombrio, pessoal. Tão pessoal que sempre o usamos uma inédita e única vez na vida ... ou na morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um corpo jazia frio e inerte, sem observar — porque não podia — as pessoas que em prantos ali estavam. Elas tocavam o esquife dolorosamente. Muitas adjacentes ao caixão permaneciam. Choviam gotículas garoentas naquela fúnebre cerimônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos sustentavam a idéia de que ele estivesse realmente morto — porém, não! A catalepsia vem para este infeliz de maneira trágica; a anomalia estréia de forma decisiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cataléptico, jazido ali, em sua geométrica caixa fúnebre, num velório dantesco, não podia ver ninguém, mas ouvia com uma perfeição lupina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apavorado com a terrível situação, sabendo de um provável sepultamento, desespera-se com a macabra oportunidade: ao término do prazo de enumação, quando desenterrado for, estará horrendamente revirado, como quem não goste de descansar na tradicional fúnebre posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenta mover um músculo que sugerisse aos parentes alguma referência de sua existência como vivo, mas não obtém êxito... já não adianta mais! Alguns homens já trazem a tampa do caixão: o selo da morte!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 10/06&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-4587308508981944405?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/4587308508981944405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/velorio-dantesco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/4587308508981944405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/4587308508981944405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/velorio-dantesco.html' title='Velorio Dantesco'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TE94IbQbGkI/AAAAAAAAAIY/ChRCTBrahL8/s72-c/caixao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-8130828120324660056</id><published>2010-07-27T17:15:00.000-07:00</published><updated>2010-07-27T17:23:06.229-07:00</updated><title type='text'>Ossadas Esquecidas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TE93fAwV5yI/AAAAAAAAAIQ/FZSbeF-gTw0/s1600/gotico20.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498745044705077026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 275px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TE93fAwV5yI/AAAAAAAAAIQ/FZSbeF-gTw0/s320/gotico20.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Claudio Soriano&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sob a efígie do monumental deus da morte, Tanatos, estabelece- se a sepultura da criatura humana; a vala que a todos enterra com extremíssima simplicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estátua marmórea observa atentamente o processo da putrefação. Antes, vivo e alegre a respirar, o homem; agora, crânio e túmulo, ossadas esquecidas, entregues ao tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, Tanatos mais uma vez profetiza: “ O que se ergue do pó, que deste se surge, a ele retorna; engulo todos os homens, inclusive aqueles que não me temem!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros sepulcros coexistem de maneira secundária, formando uma extensa necrópole. Contudo, seja Tanatos o rei dessa temida vastidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, tentando fugir do implacável destino que vos aguarda, caro leitor, não podeis entregar os vossos restos ao esquecimento eterno; algumas ervas daninhas da vida ainda podem ser regadas, pois!&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 10/06&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-8130828120324660056?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/8130828120324660056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/ossadas-esquecidas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/8130828120324660056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/8130828120324660056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/ossadas-esquecidas.html' title='Ossadas Esquecidas'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TE93fAwV5yI/AAAAAAAAAIQ/FZSbeF-gTw0/s72-c/gotico20.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-6600546226384299835</id><published>2010-07-21T14:11:00.000-07:00</published><updated>2010-07-21T14:15:23.369-07:00</updated><title type='text'>Pesadelo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TEdjYm3eMaI/AAAAAAAAAII/as3VsPxNlwI/s1600/ovni.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496471144630202786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TEdjYm3eMaI/AAAAAAAAAII/as3VsPxNlwI/s320/ovni.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Henry Evaristo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Noite passada sonhei com uma invasão de alienígenas. Vi milhões de naves, pequeninas e gigantescas, avançando por sobre os prédios de uma grande cidade adormecida. De algum ponto de uma região rural em que me encontrava, sentia-me impossibilitado de auxiliar quem quer que fosse, meus entes queridos, meus amigos, meus inimigos. Tudo para mim agora se acabava na visão daquelas luzes multicores oscilando por sobre os campos longínquos abaixo de um céu revolto de tempestade. Uma tristeza tão profunda se apossara de mim que o peso em meu peito quase chegava a ser ainda maior que o medo da violência que parecia se avizinhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com lágrimas em meus olhos corri por uma estrada deserta que cortava extensa e sombria região de fazendas antigas e silentes e, à falta de qualquer avistamento de alguma criatura humana, meu corpo tremeu como o de uma criança perdida no escuro de seu quarto quando lá fora o vento açoita os galhos de alguma árvore ancestral que lança sombras como diabos dançantes nas vidraças. Do horizonte chegava aos meus ouvidos como que o zumbido de algum engenho demoníaco misturado aos lamentos dos primeiros homens e mulheres massacrados pelas intenções que se apoderavam da terra. Senti o frio da madrugada ardendo em meus pulmões enquanto continuava avançando por tamanha escuridão solitária, e então me chegou às narinas o hediondo odor adocicado de algum tipo de carne escusa que queimavam ao longe. Junto a tudo, como que para piorar ainda mais meu horror, havia a fina chuva que caia e que tornava o mundo ainda mais soturno e terrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrada parecia não ter fim e minha exposição naquele lugar aberto colocava cada vez mais minha vida em risco. Eu, porém, apenas conseguia pensar naqueles que me eram caros e que, misteriosamente, naquele momento, se encontravam longe de mim. Meus pensamentos me faziam avançar cada vez mais rápido a despeito das possibilidades de meu corpo que já começavam a me abandonar. Em minha mente via aqueles veículos alados, discos voadores prateados e cinzas, atacando impiedosamente os lugares que me eram caros pelos quais pareciam ter uma nefanda predileção; e contra tudo o que eu mais amava eles incidiam com fúria titânica. Era como uma perseguição cósmica; como se aqueles inimigos houvessem saltado de seu porão no universo para liquidarem especificamente comigo e, em meus loucos devaneios, até mesmo suas caras repuxadas se assemelhavam à minha enquanto apontavam suas estranhas armas para os meus familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alucinado corri e corri por aquela estrada escura e as cinzas dos mortos da terra me cobriam as vestes ensopadas. Por todos os lugares via agora os executores dos homens. Podia enxergá-los saindo de detrás das árvores que margeavam meu caminho. Soube então, agora mais do que nunca, que finalmente estava só no mundo e a mortificação desta vez me dominou por completo fazendo-me dobrar os joelhos e desabar sobre o asfalto úmido embaixo de meus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prostrado fiquei no meio daquele caminho que era antes um solitário corredor de campos, fazendas e matas longínquas, mas que agora fervilhava com a presença ominosa de seres metade pássaro, metade peixe. Dominado por um medo mortal, curvei minha cabeça num desesperado sinal de submissão pelo qual talvez tivesse minha vida poupada. Depois de alguns minutos uma daquelas coisas "peixe-pássaro" se aproximou de mim flutuando num uniforme translúcido que deixava a vista sua pele flácida e asquerosa. Ela me olhou e tocou-me com uma de suas mãos... Ou... Patas. Depois falou qualquer coisa com os outros que nos rodeavam e então, ó agonia minha, todas aquelas bestas começaram a rir de mim e apontar-me com suas garras encarquilhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento seguinte, todos, de uma só vez, desapareceram. E todo o som e toda a cinza se escoaram junto de forma que tudo voltou a estar imerso em silêncio e calma como estivera antes, em seus dias comuns. Como se nada daquilo houvesse existido, me encontrei só novamente no meio da estrada. Mas um sentimento esmagador de inquietação começava a me dominar para além de tudo o que eu já experimentara até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calado e atento avancei para a cidade e, por onde passei, mesmo depois do amanhecer, jamais avistei outra presença que não fosse a da minha própria sombra se arrastando atrás de mim. Não restara mais ninguém em todos os lugares que visitei e, nos anos seguintes, em minha triste solidão, me aventurei por todos os recantos que me eram humanamente possíveis sem o auxílio de um automóvel; visto que todas as máquinas estavam paradas, queimadas, mortas como o resto do mundo. Porém, suas carcaças continuavam intactas brilhando ao sol como vi em uma enorme rodovia abandonada ao sul: milhares de carros, vans, caminhões; Inertes como se tocados pela morte que toca o homem; E aquilo servia apenas para demonstrar para meus nervos abalados que o poder que viera com os estranhos ainda estava presente de alguma forma e que, algum dia, era provável, seus proprietários voltariam para reivindicá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estabeleci-me bem alto em um edifício de luxo quando entendí que agora tudo me pertencia. Com o passar do tempo meu organismo acostumou-se a ingerir e processar os mais diversos tipos de alimentos não comuns ao homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda noite ia até a janela e observava a escuridão lá fora. Jamais avistei sequer o brilho de alguma ínfima luz no horizonte e as silhuetas dos prédios imersos nas trevas se assemelhavam a terríveis animais gigantes me espreitando do escuro. Do alto, as estrelas com seus fantasmagóricos brilhos bruxuleantes eram as únicas testemunhas de minha agonia; elas e as caras repuxadas que se esgueiravam por trás. Esperava avistá-las, a qualquer momento, olhando de volta para mim em meio às trevas do mundo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim foi o meu sonho... Meu pesadelo. Não sei até que ponto ele faz sentido a não ser como testemunho de nossa solidão eterna em meio à vastidão opressora de um universo mal-intencionado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 10/06&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Visite o blog que pertenceu ao autor&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://camaradostormentos.blogspot.com/"&gt;http://camaradostormentos.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-6600546226384299835?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/6600546226384299835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/pesadelo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/6600546226384299835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/6600546226384299835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/pesadelo.html' title='Pesadelo'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TEdjYm3eMaI/AAAAAAAAAII/as3VsPxNlwI/s72-c/ovni.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-958015660939334553</id><published>2010-07-19T13:04:00.000-07:00</published><updated>2010-07-19T13:09:42.948-07:00</updated><title type='text'>Os Ventos do Urrador</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TESwRTdetnI/AAAAAAAAAIA/QEfs7E01294/s1600/vento1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495711256627033714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TESwRTdetnI/AAAAAAAAAIA/QEfs7E01294/s320/vento1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;O Autor, militante da literatura fantástica, já não se encontra mais entre nós. Posto esse conto, antes já postado nesse blog no começo de sua existencia, como uma forma de manter sua imagem sempre presente e sua obra ao acesso do público.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Henry Evaristo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tarde em que os primeiros ventos gélidos do inverno sopraram das cordilheiras de Haszdan caminhei com meu velho pai pelos campos e morros de nossa ancestral propriedade. O cinzento do dia e a fina camada de água que nos atingia, umedecendo nossos rostos alvos e nossas vestes negras, nos impeliam a falar de fantasmas e monstros. Como era agradável estar de volta àquele lugar na companhia de uma figura tão majestosa como a daquele ancião encurvado e encarquilhado, ouvindo as velhas estórias que um dia acarinharam e embalaram as noites dos meus tempos de criança! No entanto, agora, os lábios ressecados e encolhidos deste senhor não traziam mais palavras imbuídas da mesma segurança aconchegante de outrora quando o fogo ardendo na lareira, de onde chegava o suave crepitar da madeira em combustão, ou as pesadas portas de carvalho com tramelas, nos separavam das coisas negras do mundo. Antes de tudo, suas frases emanavam no ar sensações macabras; sentenças de medo sobrenatural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De seres malditos falou meu pai em meio a tarde invernal. Criaturas monstruosas habitantes dos poços e bosques que nos rodeavam; comedores de carnes e almas humanas que se arrastavam e se espojavam encobertos pelas trevas e brumas dos pântanos longínquos. Coisas negras, amortalhadas e flácidas que saltavam de suas tocas, fossas e abismos para avançarem sobre os cadáveres decompostos dos cemitérios da região no esquecimento da noite, na escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai de mim! Jamais poderei esquecer aquela tarde em que o frio parecia me envolver como o abraço da morte que vai penetrando a pele e, esmigalhando ossos e órgãos, avança como um verme dos lamaçais pútridos do Tártaro*.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Menino!" Disse o velho quando atingimos o cume de uma elevação cujos limites chocavam-se abruptamente com uma lúgubre floresta de árvores negras retorcidas. “Quero hoje, agora que já me encontro no fim desta existência terrena, que você conheça um pouco dos mistérios do lugar em que nasceu". Dito isso, olhou ao redor parecendo então concentrar as vistas em algum ponto perdido no horizonte. Depois, agarrando meu braço com suas débeis mãos, fez sinais para que sentássemos no chão. Enquanto um sol pálido e encoberto começava a rumar para o firmamento enregelado e uma neblina espessa surgia vindo, quem sabe, dos confins dos bosques, ele suspirou e começou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Neste lugar, ao qual chamam floresta Malgred, habitam, desde tempos imemoriais, forças que estão além da compreensão e da aceitação humanas. São seres malévolos, visíveis ou não, que se esgueiram livremente por entre as árvores e no fundo das cavernas mais profundas. Alguns estão aqui por opção e se mantém reclusos e quietos, porque em exílio ou retiro, mas outros, os que foram trazidos à força de suas insondáveis vastidões infernais, estes não têm e não querem paz. São os diabólicos resultados dos feitiços e das conjurações deste povo oriental que aqui se estabeleceu quando estas matas escuras ainda dominavam toda a região. Estes, sim, são malévolos! Coisas demoníacas que se escondem dos vivos e a estes odeiam tanto que desenvolveram, ao longo dos séculos, um apetite voraz por suas carnes. Você mesmo ouviu em sua infância as inúmeras estórias sobre os diabos dos bosques de Zalees; esta nossa famigerada cidade que foi criada sob as cinzas das maldições da santa inquisição. Pois eu lhe asseguro, agora que já não tenho muito mais pelo que esperar e o fardo deste maldito conhecimento me fustiga as costas como nunca: Estas abominações são todas reais e estão aqui, agora, nos rodeando e nos espreitando como um leão faminto nas savanas da África. E nós somos suas presas, todos nós, os humanos, pois seu poder quer emanar daquí para o mundo e, para isso, espera apenas o tempo correto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ouça!" Disse meu pai voltando-se novamente para as negras matas distantes que desciam das cordilheiras enevoadas, de onde brotava agora uma estranha ventania. Continuou, então, num tom desolador. " Estes ventos são para nós. Sopram das más intenções destes lugares esquecidos. São os ventos do urrador que chegam a açoitar nossos cabelos. E só isso basta para que nos tornemos parte de sua maldade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente vi estender-se no céu uma terrível mancha escura e como que uma pressão absurda atacou meus ouvidos. Do lado oriental de toda aquela imensidão fria vinha, agora, trazida pelo ar, uma espécie de voz lamurienta; como se fossem milhares de criaturas em terrível agonia que se auto-comiseravam em uníssono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei apavorado para o velho e ele estava, ao mesmo tempo, sorrindo e chorando. E de seu lábios ressecados pelo tempo e pelo horror pareciam saltar curtas palavras que para mim soavam desconexas e sem sentido ao passo que para ele pareciam ensejar uma espécie de rito ou oração visto que, ao pronunciá-las, fazia sinais mágicos com as mãos em riste. Eu, atônito, começava a sentir toda a minha racionalidade explodindo diante do impossível enquanto que do céu medonho parecia baixar sobre nossas cabeças o presságio de mil caretas de demônios escondidas por entre as nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem saber o que fazer, dobrei os joelhos e juntei-me ao ancião, quase caindo sobre sua figura magra e abatida. Porém, ao procurar aproximar meus ouvidos de seus lábios, a fim de tentar entender o que ele apenas balbuciava seu hálito atingiu em cheio meu rosto provocando uma inevitável onda de náuseas junto com uma constatação terrível que me destruiu por completo. Uma baforada fétida, de coisas hediondas em decomposição, era o que brotava da fenda escura que se tornara sua boca, e seus lábios, antes apenas pálidos, estavam agora roxos e intumescidos, com um aspecto flácido merecedor do mal-cheiro que exalava. Não era mais meu pai, aquela coisa que diante de mim se prostrava. E vi quando de suas costas saltou um bando asqueroso de vermes que pareciam brotar como uma praga das bordas de sua camisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela criatura limitou-se a lançar-me um olhar malicioso; uma expressão tão horrenda de sarcasmo e malevolência se estampara em seu semblante que mal pude manter-me encarando-a. Foi quando me voltei para o lugar de árvores retorcidas e avistei, parada, ao longe, uma figura de pesadelo. Envolta em neblinas que desciam de cordilheiras distantes e espectrais, parecendo, ela mesma, tão terrível quanto tudo o que eu já ouvira naquela tarde, estava uma sombra imensa, parada na borda da floresta como alguma divindade que saltasse de bosques oníricos para assaltar o mundo dos mortais. No mesmo instante tive plena certeza de que era dela que brotava o lamurio vindo com o vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subitamente senti um puxão em minhas roupas e o apertar de mãos vacilantes se fechando em torno de meu braço. Virei-me e lá estava de volta meu velho pai, caído ao chão e tentando sofregamente buscar ar em seus pulmões combalidos. Atirei-me sobre ele tentando desesperadamente ajudá-lo a respirar, mas tudo o que fiz restou em vão, pois sua vida não mais a este mundo pertencia. Sua hora chegara ali, naquele lugar condenado e esquecido, onde coisas execráveis faziam suas tocas e esperavam pacientes a hora certa para imporem suas vontades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um animal assustado meu pai olhou-me nos olhos e até hoje suas últimas palavras retumbam em meus ouvidos deixando-me com os nervos abalados em noites em que o vento sopra e assobia nos cantos escuros e carcomidos das paredes da nossa antiga propriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Agora sois quem guarda o segredo destas matas. É tua a obrigação de guardá-lo bem e transferi-lo aos teus para que nunca se aventurem pelos bosques remotos. Quando as coisas vierem, no meio da madrugada nevoenta, elas procurarão primeiro o portador deste conhecimento maldito e, sejas tu ou teu filho ou teu neto, deve estar pronto a servi-las como está predito, por força de maldição, no inferno. Este é o desígnio que te passo, ó filho meu, com pavor e por obrigação, pois te digo, agora que o oblívio já me alcança, que aqueles velhos feiticeiros orientais que abriram as portas deste mundo às potências do inferno eram também meus ancestrais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, se foi o homem e restei eu, agora único sobre esta terra a sustentar o abominável fardo. Mesmo passados trinta anos daquela tarde invernal, por trás de meus olhos cansados ainda se esgueira a imagem da terrível aparição; A sombra horrenda que sorriu para mim de seu recanto na floresta e depois me deu as costas para voltar ao interior escuro dos bosques deixando atras de si um rastro de árvores retorcidas. Ainda me doi a cabeça ao lembrar de sua careta diabólica reproduzida nas faces mortiças de meu ente mais querido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estou velho e meu neto brinca inocentemente nos jardins cinzentos. Em breve terei de partir, mas antes devo levá-lo até as colinas e confiar-lhe o que um dia me foi confiado passando-lhe assim a maldição que se abate sobre nossa miserável família. Às vezes avisto sombras correndo por onde ele corre e figuras malignas saltando por onde ele salta. Estará se aproximando a hora fatídica dos homens do mundo? Estará chegando o dia da divisão desta terra com as entidades imundas? Em breve serão entre nós as legiões do urrador das matas e poços; As coisas negras das missas sacrílegas. Ainda estaremos aqui quando vierem e, por certo, não teremos para onde fugir. Nos subjugarão e apavorarão. E comerão nossas almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*- Tártaro: inferno mitológico grego&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 10/06&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Blog que pertenceu ao Autor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://camaradostormentos.blogspot.com/"&gt;http://camaradostormentos.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-958015660939334553?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/958015660939334553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/os-ventos-do-urrador.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/958015660939334553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/958015660939334553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/os-ventos-do-urrador.html' title='Os Ventos do Urrador'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TESwRTdetnI/AAAAAAAAAIA/QEfs7E01294/s72-c/vento1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-7823236644353812155</id><published>2010-07-19T12:59:00.000-07:00</published><updated>2010-07-19T13:03:44.753-07:00</updated><title type='text'>O Sétimo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TESvlGERnaI/AAAAAAAAAH4/x6Gq6o-iNcQ/s1600/olho_vermelho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495710497117412770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TESvlGERnaI/AAAAAAAAAH4/x6Gq6o-iNcQ/s320/olho_vermelho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Celly Borges&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa noite muito quente, Ronald derretia de suor em baixo daquela túnica e do capuz. Queria levanta-lo para enxugar o rosto, mas Joana, sua esposa, o impedia segurando-o pelo braço a cada movimento involuntário de leva-lo à face.&lt;br /&gt;Agora era tarde, pensaram simultaneamente, enquanto olhavam em volta, estavam reunidos em um círculo em uma clareira no meio da floresta densa, com outras cinco pessoas cada uma segurava uma vela. Formavam a união das Sombras. No centro deste círculo, uma fogueira, que iluminava mal e tornava tudo muito sinistro.&lt;br /&gt;– Irmã Joana, chegou o momento, ao lado da fogueira, dois membros da seita estenderam um colchonete, para aproveitarem aquela luz.&lt;br /&gt;Joana olhou para Ronald, que segurou as mãos dela, e a levou até o colchonete. Ela apertou a mão do marido, muito forte. Já não tinha mais certeza se ainda queria aquilo.&lt;br /&gt;Ronald deu um beijo na testa, por sobre o capuz da esposa.&lt;br /&gt;– Irmão, disse o homem que parecia ser o sacerdote da seita, agora nascerá o filho das trevas, o sétimo filho desta família, que aceitou o mais desafio de suas vidas: seguir o verdadeiro Mestre. O Mestre das Sombras!&lt;br /&gt;Joana voltou a sentir fortes contrações, tão fortes quanto as que sentira à tarde, pouco antes de ligarem para o sacerdote avisando do ocorrido, confirmando a reunião para aquele local e horário.&lt;br /&gt;Deitaram-na no colchonete. Ela, ainda com o capuz, chorava desesperada, de tanta dor. Doara todos os seus outros seis filhos, mas estranhamente, lá no fundo, apesar de ser muito fria de bons sentimentos, sentia amor por esta criança.&lt;br /&gt;Depois de algumas horas, a criança nasceu, era um menino. E com o sangue da mãe e o fogo, fizeram o pacto das trevas.&lt;br /&gt;Se algum dia os pais temeram o poder do fogo, agora era tarde, e tudo se transformara em verdade. Logo depois do batismo das trevas, a criança já sabia qual o seu destino: destruir essa bobagem do bem!&lt;br /&gt;Agora o caminho deve ser seguido. Ele é o sétimo, o escolhido! E ele sente. A criança nasceu e vive. Vive para o mal. Pertence ao mal e é o mal!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 10/06&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Visite o blog da autora&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.mundodefantas.blogspot.com/"&gt;http://www.mundodefantas.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-7823236644353812155?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/7823236644353812155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/o-setimo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/7823236644353812155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/7823236644353812155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/o-setimo.html' title='O Sétimo'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TESvlGERnaI/AAAAAAAAAH4/x6Gq6o-iNcQ/s72-c/olho_vermelho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-2441758660108090945</id><published>2010-07-15T16:57:00.000-07:00</published><updated>2010-07-15T17:00:29.227-07:00</updated><title type='text'>Seu Link!</title><content type='html'>Estou dando uma atualizada no Recomendados do blog e durante minha caça aos endereços sombrios dessa rede virtual vou esquecendo de alguns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você tiver um link seu ou algum outro link que não esteja no recomendados e pertença ao universo sombrio, por favor me mande para eu poder manter o Recomendados atualizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços a todos os visitantes e em especial aos seguidores do blog!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-2441758660108090945?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/2441758660108090945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/seu-link.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/2441758660108090945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/2441758660108090945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/seu-link.html' title='Seu Link!'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-5186264787536879214</id><published>2010-07-15T12:44:00.000-07:00</published><updated>2010-07-15T12:47:21.919-07:00</updated><title type='text'>Bet Ka-Ah Vüir</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TD9lwv7ZyUI/AAAAAAAAAHw/r909FAZ2ZZ0/s1600/confus%25C3%25A3o,%2Bessa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494221958589040962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 319px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TD9lwv7ZyUI/AAAAAAAAAHw/r909FAZ2ZZ0/s320/confus%25C3%25A3o,%2Bessa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Devo Advertir que é um dos Meus contos mais Confusos, ou seja leiam por sua conta e risco!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Linx&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;“Cada um tem o inferno que merece!”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Era uma sexta-feira daquelas, com uma pilha de papel como minha companheira e uma casa vazia a minha espera e claro, eu, ali no meio daquela que era minha vida. Como cheguei a isso? Por vivo sozinho? O que houve?&lt;br /&gt;Claro as perguntas são retóricas porque sei como tudo acabou e, inclusive, tal tem até nome: Paranóia.&lt;br /&gt;Foi ela que me levou a essa vida de solidão e desprazer, onde tenho esse inferno particular como companheiro.&lt;br /&gt;Deixei então a pilha de lado e passei a caminha rumo minha solidão, aquele reduto frio e escuro. “Lar doce lar”. Peguei minhas coisas, deixei a pilha para trás com aquele sentimento desconfortável de que aquilo logo voltaria para mim e eu teria de encará-la novamente. Desci lentamente as escadas e cheguei ao meu carro (ah lógico esqueci de adicionar na minha vida meu carro – um celta azul velho e mais arrebentado que minha alma). Dei a partida e enfim parti ao meu segundo reduto de existência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Droga! Confesso que falei baixo, pois minha coragem de gritar a um estranho&lt;br /&gt;Meu carro estava pior que antes e do infeliz, que vinha a alta velocidade cruzou um farol vermelho e bateu na minha lateral, estava quase intacto.&lt;br /&gt;Bati algumas vezes no volante e sai, deixando escapar meu droga. Fiquei ali parado vendo o carro nem sequer dar um movimento, enquanto o frio me cobria com seu véu de espinhos dolorosos a pele.&lt;br /&gt;Tinha que fazer algo, mas tinha muito medo de morrer e por isso esperei parado até o vidro do carro abrir e dele sair uma mão que segurava um bilhete. Fiquei parado mais um tempo tentando entender o que estava acontecendo.&lt;br /&gt;Pegue. Disse a voz grossa de dentro do carro.&lt;br /&gt;Hesitei por um tempo, enquanto a mão ficava ali parada com meu bilhete. Pensei em tudo que o bilhete poderia ter e minha cabeça ficou confusa com tantos pensamentos dentro dela.&lt;br /&gt;A mão balançou num gesto que demonstrava impaciência e não sei como, corri apanhei o bilhete. A mão então entrou dentro do carro e vi aquele veiculo preto sair quase voando dali.&lt;br /&gt;Droga! Agora sim um grito!&lt;br /&gt;Não acredito que não fiz nada e fiquei feito idiota parado vendo o homem partir e me deixar com aquele lixo quebrado e um bilhete nas mãos.&lt;br /&gt;Por um momento a raiva tomou conta de mim e eu chutei e soquei o ar em fúria, arremessando o bilhete longe e gritando todos os palavrões que conhecia.&lt;br /&gt;Aos poucos fui dominado pela tristeza e, como uma criança, me pus a chorar, sentando na calçada.&lt;br /&gt;Porque essas coisas acontecem sempre comigo? Por quê?&lt;br /&gt;O que eu fiz? Não, eu não estava apelando a Deus. Não acredito nele, acho que sua existência é tola num mundo horrendo como o nosso. Não vamos a lugar algum, apenas a sete palmos abaixo da terra virar comida dos vermes.&lt;br /&gt;Crer em Deus com a vida que vivo? Não!&lt;br /&gt;Fiquei ali um tempo refletindo, até dar-me conta que aquilo não adiantaria em nada e que precisava fazer algo (só não sabia bem o que).&lt;br /&gt;Levantei e bati a poeira, esticando o corpo e deixando minha parte saudável tomar as rédeas da situação. Rodei a cabeça de um lado e do outro... O bilhete!&lt;br /&gt;Vi-o na segunda rotação, deixado perto de onde eu estava, parado e ainda fechado. Andei até ele, apanhando-o do chão e o abrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cada um tem o inferno que merece!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei ali parado por um tempo digerindo aquelas palavras frias, como se fossem uma bala direcionada a minha cabeça.&lt;br /&gt;O maldito bilhete parecia ter piorado a situação e me deixado mais fraco que nunca.&lt;br /&gt;Cada um tem o inferno que merece! Esse é o inferno que mereço? Aquele estranho tinha lá idéia do impacto que essas palavras significavam? Sim com certeza o desgraçado tinha! Fez aquilo tudo de para acabar comigo de vez.&lt;br /&gt;Se eu tinha o inferno que merecia conheci agora o diabo!&lt;br /&gt;Esmaguei o bilhete nas mãos e olhei para aquele maldito pedaço de papel vendo algo que não havia notado. Desembrulhei o papel e vi que havia mais um coisa escrita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Senha: Bet Ka-Ah Vüir”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li e reli aquilo, mas aquele jogo de letras era tão estranho que nem sabia como pronunciar aquilo. Bet Ka-Ah Vüir...&lt;br /&gt;A palavra não entendi, mas aquilo ecoava na minha cabeça, quase fazendo ela explodir.&lt;br /&gt;Bet Ka-Ah Vüir, Bet Ka-Ah Vüir, Bet Ka-Ah Vüir!&lt;br /&gt;Chega!&lt;br /&gt;Mas não chegava! Minha boca não sabia como dizer e minha língua parecia pesada ao tentar articular a palavra, mas dentro da minha cabeça ela parecia se encaixar perfeitamente e sua pronuncia era fácil, mas era só...&lt;br /&gt;Dobrei o bilhete e o coloquei no bolso. Fiquei um tempo parado tentado fazer aquela palavra sair de minha mente, saquei o celular e liguei para o seguro. Mas ela não queria ir embora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assim não?&lt;br /&gt;Era só o que faltava para completar meu inferno (o inferno que mereço). A minha companhia de seguro não querer cobrir meu acidente.&lt;br /&gt;Desculpe não podemos fazer nada disse a voz feminina do outro lado.&lt;br /&gt;Tentei falar, implorar e suplicar por ajuda, mas a voz era irredutível.&lt;br /&gt;Por favor... Não!&lt;br /&gt;Mas... Não!&lt;br /&gt;Bet Ka-Ah Vüir!&lt;br /&gt;Como uma bala a palavra saiu da minha boca e pareceu que por um tempo tudo ficou em silencio. Fiquei ali parado tentando entender aquela falta de estimulo auditivo, até ser interrompido pela voz feminina.&lt;br /&gt;Estamos indo...&lt;br /&gt;A voz agora era frágil e servil. Tentei articular algo, mas do outro lado a pessoa desligou.&lt;br /&gt;Mas o que houve? Era meu pensamento diante daquela situação.&lt;br /&gt;Estamos indo... Será que entendi direito?&lt;br /&gt;Fiquei um tempo parado reconstituindo tudo que havia acontecido. Estamos indo, tenho certeza que ela disse, mas o que eu disse que a levou deixar sua voz imponente e sensual negativa a uma voz frágil?&lt;br /&gt;Bet Ka-Ah Vüir!&lt;br /&gt;Eu disse! Foi o que eu disse a ela.&lt;br /&gt;A palavra que não conseguia articular, de repente, saiu. Não foi algo simples, foi mais como uma bala, mas ela saiu!&lt;br /&gt;Aquele grito parecia ter aliviado minha mente da perturbação daquela palavra e feito aquele mulher ceder!&lt;br /&gt;Esbocei um sorriso que não pude conter e olhei para os lados, vendo ao longe um par de luzes vindo a minha direção.&lt;br /&gt;Por essas bandas quase não se passa carros... Mas logo notei que não era um simples carro, mas um guincho!&lt;br /&gt;Fiquei tonto ao ver aquele guincho, guiado por um motorista taciturno e seguido por um carro que parecia ser zero.&lt;br /&gt;Os dois pararam e o homem do carro (engravatado e sem uma macula sequer um sua imagem) desceu e sem sequer esboçar um boa noite estendeu a mim uma chave.&lt;br /&gt;Leve, é seu... Disse ele num tom baixo&lt;br /&gt;Como assim...&lt;br /&gt;É sua agora! Como não entende droga! O grito do homem me apavorou, mas logo o mesmo pediu desculpas e estendeu as chaves. Por favor pegue logo! Disse ele parecendo apavorado.&lt;br /&gt;Sua quase súplica me fez pegar as chaves. O homem então virou as costas e me deixou, entrando dentro do guincho que já havia pego meu carro.&lt;br /&gt;Cada um tem o inferno que merece! Gritou ele um tanto de longe com a cabeça para fora.&lt;br /&gt;Bet Ka-Ah Vüir....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em casa sem problemas. O carro que o homem havia me dado era muito bom e parecia que pilotava um jato! Por algumas vezes acelerei rindo a toa na estrada vazia, vendo o carro cortar o vendo e deixar poeira para trás.&lt;br /&gt;Sentei no meu sofá, peguei o controle e liguei a TV, deixando no canal de esportes. Adormeci logo após, mas fui acordado de sopetão pelo telefone.&lt;br /&gt;Tirei o mesmo do gancho, mas antes de atender a voz do outro lado foi falando sem cerimônias.&lt;br /&gt;Usou a senha?&lt;br /&gt;Por um momento não entendi, estava com sono e com a cabeça doendo. Que senha? Perguntei&lt;br /&gt;Você sabe, não seja idiota!&lt;br /&gt;Amigo não sei do que está falando...&lt;br /&gt;De um lugar que não sabia dos meus íntimos pensamentos veio a mim o nome escrito naquele papel&lt;br /&gt;Bet Ka-Ah Vüir (dessa vez saiu fácil e natural)&lt;br /&gt;Cada um tem o inferno que merece! Disse a voz antes de desligar.&lt;br /&gt;Tentei entender aquilo, mas logo adormeci de novo acordando novamente pela manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um sonho!&lt;br /&gt;Esse pensamento logo me veio à mente quando abri os olhos e aqueles acontecimentos me vieram a mente.&lt;br /&gt;Eu com uma pilha de papel, um carro velho e uma morte num acidente de carro!&lt;br /&gt;Que sonho!&lt;br /&gt;Confesso que me assustou um pouco, mas logo me recuperei tomei meu café da manhã e parti para a empresa (havia muito trabalho pela frente!)&lt;br /&gt;No caminho o sonho ainda me perturbava (ainda mais dentro de um carro!). Não, ainda faltava muito para morrer e não seria desse jeito meu fim! Não é um fim aceitável a um herdeiro de um dos maiores empresários do país. Quando morresse seria nos braços de várias mulheres após noites de sexo selvagem, fazendo meu velho coração parar calmamente.&lt;br /&gt;Liguei o rádio e me envolvi pela música, mas logo me vi na frente da empresa.&lt;br /&gt;Meu doce inferno!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá! Disse eu a o homem por detrás daquela papelada. Já acabou? (adorava desprezar os mais humildes). É to vendo que não... Bem, rápido! Disse antes de virar as costas e partir para minha sala.&lt;br /&gt;Não se esqueça...&lt;br /&gt;Olhei para trás, vendo que a frase só podia ter sido proferida do homem as minhas costas.&lt;br /&gt;O que disse?&lt;br /&gt;Somente que não esqueça, hoje sou eu, amanhã é você...&lt;br /&gt;Bet Ka-Ah Vüir! A palavra me veio a cabeça junto com tudo!&lt;br /&gt;Amanhã é o dia do meu inferno!&lt;br /&gt;Corri até minha sala e peguei minha arma na gaveta dando um tiro rápido na boca.&lt;br /&gt;Como é fácil confundir a mente humana, disse o homem saindo por detrás de sua mesa e indo até o corpo morto do homem.&lt;br /&gt;Pobre diabo... Mas enfim é o que dizem, cada um tem o inferno que merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bet Ka-Ah Vüir!&lt;br /&gt;Acordei no meio da noite assustado.&lt;br /&gt;Palpei meu corpo e logo vi que nada o havia atingido.&lt;br /&gt;Mais um sonho!&lt;br /&gt;Virei do lado e voltei a dormir. Precisava acordar muito cedo, pois havia uma pilha de papel me esperando na empresa e um chefe nojento em sua sala impondo sua imponência nos mais fracos.&lt;br /&gt;Sem carro, sem amigos, sem vida... é como dizem cada um tem o inferno que merece...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-5186264787536879214?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/5186264787536879214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/bet-ka-ah-vuir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/5186264787536879214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/5186264787536879214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/bet-ka-ah-vuir.html' title='Bet Ka-Ah Vüir'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TD9lwv7ZyUI/AAAAAAAAAHw/r909FAZ2ZZ0/s72-c/confus%25C3%25A3o,%2Bessa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-2504737626687091484</id><published>2010-07-15T12:42:00.000-07:00</published><updated>2010-07-15T12:44:51.497-07:00</updated><title type='text'>Quando os Anjos Dizem Amém</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TD9lIMpICrI/AAAAAAAAAHo/UlpbYTQp91I/s1600/anjo_deprimido.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494221261922372274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TD9lIMpICrI/AAAAAAAAAHo/UlpbYTQp91I/s320/anjo_deprimido.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Linx&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando os anjos dizem amém e lá estava ela; morta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de comum, somente mais um dia pacato numa cidade hospitaleira, com um povo simples e humilde. Eu, da cidade grande, como se costuma falar por aqui, a pouco me mudara e sinceramente ainda estava me adaptando a esse novo estilo de vida (quando digo que me mudei a pouco tempo leia-se cinco meses).&lt;br /&gt;Mas sim houve algo de incomum; eu sai de casa e andei mais do que para buscar algo para casa. Sim eu nunca havia saído de casa antes sem ser para buscar algo que não seja para a casa ou meu próprio sustento, mas hoje, não sei por que eu sai de casa e se pudesse voltar no tempo não o teria feito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os anjos dizem amém e lá estava ela; morta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá, foi o que ela disse. Oi, foi o que eu respondi meio sem jeito (a muito não9 falava com uma mulher atraente e sinceramente minha libido não suportava mais que eu mesmo proporcionasse meus próprios orgasmos). Sabe, nunca te vi por essas bandas, disse ela sorrindo (alias que belo sorriso). É que, bem (sim eu gaguejava), eu a... me mudei a pouco, foi isso, por isso não me conhece (percebe-se lógico que não tenho jeito com as mulheres). E ai gostando? Bem estou me adaptando (falei bem pois ensaiei na minha cabeça essa fase várias vezes), mas, acho que vou gostar (não podia dizer que queria mandar essa porra de cidade a merda). Sabe você se acostuma; com as pessoas, com as ruas, as casas, o clima, enfim um dia tudo vira parte de sua vida. Então quer dizer que você também veio de outro lugar? Sim, vim da “cidade grande”, sabe? (é a mesma cidade que a minha, mas não vou citá-la por agora) Sei, disse sorrindo, a velha cidade grande. É isso mesmo... Novamente sorriu e dessa vez pareceu demonstrar intimidade e com certeza demonstrou, pois não levaram dois dias e lá estávamos, na cama, suados, com aquele cheiro de sexo no ar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os anjos dizem amém e lá estava ela; morta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como começou o caso terminou e logo a vi pelas ruelas com outro, aos beijos e por relance acho que pude vê-la lhe masturbando. Havia sido ela que acabara com tudo (ferido do meu orgulho masculino, mas fora ela sim). Nada havia de diferente aquele dia; jantamos, fomos ver um filme (que por sinal era péssimo), fizemos amor e quando lhe abracei ela simplesmente me disse quero dar um tempo... por alguns segundos pareciam que aquelas palavras não faziam sentido, mas logo entendi, ela havia terminado comigo (e logo após o sexo!). Não entendi disse eu em meio ao mesmo desalento. Olha eu gosto de você, mas quero conhecer outras pessoas, você entende? Não! Eu não entendo! Levantei da cama e lhe encarei; diz pra mim é alguma brincadeira? Não... Desculpe, disse ela se levantando e recolhendo suas roupas. Mas e nós? Querido, nunca existiu nós....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os anjos dizem amém e lá estava ela; morta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desolado, arrasado e completamente bêbado, foi quando lhe conheci. Andava eu a noite pelo centro (se é que se pode chamar aquele pedaço de terra com uma igreja no meio de centro). Andava em meio à garoa e mal sentia o frio, somente uma vontade de que aquela garrafa de cachaça durasse para sempre. Sou um corno! Sou um bêbado! Alguém faça um favor e me mate!&lt;br /&gt;As pessoas na rua olhavam assustadas e eu apenas continuava a gritar, até começar a me sentir tonto e ir caindo, sentando com força no chão molhado. Ali fiquei, por mais de uma hora chorando até ele aparecer. Olá! Disse ele com uma voz grossa e num tom imperativo tão forte que eu tive que descobrir a cabeça e lhe encarar nos olhos. Era um homem alto, caucasiano, de olhos azuis e cabelos loiros encaracolados como de um bebê. Usava um terno que por cima devia custar uns 3000 dólares, além de uma gravata preta (combinando com o terno e a camisa) e sapatos lustrosos.&lt;br /&gt;Por uns momentos ficamos nos fitando sem ninguém dizer nada, até ele, com sua voz imponente me perguntar se eu queria algo. Olhei para ele sem entender. Como assim algo? Não há nada que queira? Sim claro que há, mas não estou entendendo nada. Pois bem, disse ele apontando ao céu. Feche os olhos, disse ele (sua voz tinha algo de tão convincente que podia convencer você a lhe deixar transar com sua esposa). Com um pouco de medo cerrei os olhos. Abra-os. Aquilo na hora não fazia o menor sentido, nem mesmo com toda imaginação, pois no lugar de sentando naquela sarjeta imunda, com aquela chuva fria e com um homem vestindo um terno preto, lá estava eu, limpo, arrumado, sentando num dos bares da cidade com um copo de suco de uva e um bilhete. “Deseje e eu lhe digo amém”. Por um longo tempo vaguei confuso pelas ruas, até chegar em casa, sentar no sofá e reler o bilhete. Que confusão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os anjos dizem amém e lá estava ela; morta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá estava eu, no sofá, diante do bilhete e pensando no que havia acontecido. Lembro-me de estar bêbado e logo após um homem me perguntando o que queria e de repente acordo e isso? Um bilhete! “Deseje e lhe digo amém”, que porra de bilhete é esse? Quer dizer que se eu quiser que eu vire um magnata você me diz amém é? A puta que te pariu!&lt;br /&gt;Pois bem! Vou me levantar agora (nem sinal de ressaca) e vou desejar alguma coisa e vamos ver oh senhor da voz grossa e rosto angelical (era estranho mas me lembrava muito bem dele – alias só dele, do resto é só borrão).&lt;br /&gt;Aquele gato! Ah lá estava ele! Aquele gato filho de uma puta que me atormenta com seus miados a noite. Lá está o maldito, bem na minha janela. Porra de gato! Vamos lá: Quero que o gato maldito morra!&lt;br /&gt;Sei que pode parecer estranho o que vou dizer, mas aconteceu, sem sombra de duvidas eu vi! Sei que vim de uma bebedeira, mas aquilo... Não aquilo foi real!&lt;br /&gt;Sou um cético acima de tudo e nada me abalava a não ser aquilo. Ver aquela cena me fez vomitar. Não pela bebida, não pela ressaca, mas pelo asco de ver aquele gato, do nada, começar a se abrir, aos poucos, sem qualquer miado, deixando cair suas vísceras, até que o corte lhe chega ao pescoço e vejo ele cair. Olho pela janela lá embaixo (devia ser umas 10 da manhã) e lá está o gato, estatelado e um monte de crianças a sua volta assustados.&lt;br /&gt;Volto e me sento. “Deseje e eu lhe digo amém”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os anjos dizem amém e lá estava ela; morta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corro, feito um lunático! Não, não, não! Aquilo não aconteceu! Eu não fiz! Ele não fez! Como ele pode? Deus aonde você está?! Aqui!&lt;br /&gt;Era ele! O maldito! Me diz o que você fez? Eu fiz? Como assim eu fiz? Eu não fiz nada! Você fez! Você! Pede e depois se arrepende, é típico!&lt;br /&gt;Eu não queria aquilo! Você pediu não pediu? Eu...&lt;br /&gt;O longo silencio por minha parte perdurou um bom tempo. Aquilo era muito para mim. Ver aquele ser, aquele demônio diante de mim e dizendo que a culpa daquela monstruosidade era minha me deixava com a cabeça girando. Sim eu desejei, quando lhe vi pela rua, logo após o gato ter morrido, eu desejei que ela morresse também, quando lhe vi, com outro homem, a lhe masturbar do mesmo jeito. Eu desejei sua morte... e você disse amém? Ah agora estamos nos entendendo. Concordamos que a culpa é sua? Eu não queria dizer, não, aquilo não era minha culpa: Não! Eu não fiz nada!&lt;br /&gt;Meu grito ecoou e logo, comecei a me sentir mal e logo tinha apagado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os anjos dizem amém e lá estava ela; morta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nome? Antenor, Idade? 40 anos, Resumo do caso?, Bem seu Antenor era um homem comum, simples até no seu jeito de ser conforme alguns contaram a policia, mas logo foi perdendo esse jeito de ser. Passou a ser ríspido e arisco, sempre falando que sua mulher devia o estar traindo. A mulher então não agüentou e largou dele, o que fez seu comportamento piorar. Passou a fazer uso de bebidas e drogas, sair gritando pelas ruas impropérios e a ameaçar a todos. A população ficava meio assustada, mas sabe como é cidade do interior né? Logo tudo vira sarro! Sei, sei, continue. Bem, disse o pobre residente meio desconcertado. Um dia então testemunhas dizem que ele andava pela rua quando foi até um beco e, por lá, ficou cerca de uma hora até sair andando como uma pessoa normal, coisa que ninguém via faz tempo. Um ou outro, dizem, tentou mexer com ele, mas ele nem sequer olhava, dizem que parecia um zumbi. Pelo relato da pericia ele chegou em casa, tomou banho e vestiu sua melhor roupa, foi até seu guarda-roupas e pegou uma faca, faca essa que seria a arma do crime. Antes, porém, dizem os investigadores, ele veio a matar um gato de rua e a atira-lo de sua janela, coisa que muitos viram, mas, no momento, não viram quem fora. Continue... Então, de acordo com a pericia ele saiu as ruas e viu a mulher. Pelo relato de poucas testemunhas que estavam no local ele simplesmente a atacou, outras dizem que ele falava sozinho antes do crime, mas o que todos concordam é a violência com que ele agiu... É desculpa, o doutor deseja detalhes? Sim por favor! Foram cerca de vinte facadas, sendo a ultima golpeada na região hipogástrica, fazendo a evisceração do conteúdo abdominal. Logo após, segundo relatos, ele saiu correndo feito louco, gritando que não havia feito nada. E as testemunhas? Ninguém tentou impedir? Bem, eles relatam que o mesmo parecia “possuído pelo demônio” e que ficaram com medo, tanto que até demoraram para chamar a policia e a mesma o encontrou estranhamente parado e falando sozinho. Com medo, um dos policiais chegou sem ele perceber e lhe golpeou a cabeça, fazendo o mesmo desmaiar. O mesmo foi interrogado e trazido até nós para investigação. Bem, bem, me diga meu jovem psiquiatra, o que você acha que o mesmo tem como diagnóstico? Bem eu suspeito de esquizofrenia paranóide, mas é difícil pois o mesmo não fala...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os anjos dizem amém e lá estava ela; morta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vem eles de novo, malditos! Olá, dizem eles, com seus mesmos rostos angelicais e suas vozes graves. Não, não, eu não direi nada, penso enquanto um deles se aproxima. Me diga rapaz, como você está. Malditos! Desgraçados! Viu doutor, ele não coopera em nada! Bem vamos ver...&lt;br /&gt;O que eles estão falando? Cooperar, doutor? Estão tentando me deixar louco me podo nesse quarto estranho e a falar sandices.&lt;br /&gt;Senhor Antenor me diga o que aconteceu?&lt;br /&gt;Não, eu não agüentava mais falar... Eu estava ficando louco e era tudo que me restava, a minha sanidade. Monstros porque fazem isso? Porque me querem.&lt;br /&gt;Antenor? Um deles veio até mim, recuei, e o mesmo parou.&lt;br /&gt;Não eu não agüento!&lt;br /&gt;Enchi os pulmões de ar e gritei a todos que pudessem ouvir e me resgatar daquele pesadelo&lt;br /&gt;Quando os anjos dizem amém e lá estava ela; morta!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-2504737626687091484?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/2504737626687091484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/quando-os-anjos-dizem-amem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/2504737626687091484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/2504737626687091484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/quando-os-anjos-dizem-amem.html' title='Quando os Anjos Dizem Amém'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TD9lIMpICrI/AAAAAAAAAHo/UlpbYTQp91I/s72-c/anjo_deprimido.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-3481261506282444448</id><published>2010-07-15T12:37:00.000-07:00</published><updated>2010-07-15T12:42:00.246-07:00</updated><title type='text'>Haberath</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TD9kLSIV2hI/AAAAAAAAAHg/f88IIWtAH_I/s1600/vertigo-still-161.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494220215423457810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 256px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TD9kLSIV2hI/AAAAAAAAAHg/f88IIWtAH_I/s320/vertigo-still-161.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Um conto mais insólito... Mas enfim o novo RS é um espaço livre a todo literatura sombria.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Linx&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Ninguém sabe o que é, mas é tão temida que mal ouve-se sua pronuncia por essas terras”. Essa frase enigmática foi-me dita por um homem que, encostado numa cadeira ao pé de sua porta me disse quando lhe perguntei sobre Haberath e sim eu já esperava tal resposta.&lt;br /&gt;Haberath, não consigo esquecer esse vocábulo. Seus fonemas ecoam em minha mente e suas letras parecem cravadas em meu cérebro. O que seria Haberath?&lt;br /&gt;Lembro-me, como ontem, quando escutei pela primeira vez essa palavra, proferida pela boca de um jovem aluno meu, que, com seu olhar de dúvida me encarava em busca de alguma solução para aquele dilema.&lt;br /&gt;— Mas onde você ouviu essa palavra? Perguntei-lhe&lt;br /&gt;— Ela foi-me dita quando criança por um colega de turma. Disse-me que seus pais gritaram essa palavra em meio a uma briga e que ele a achava legal. Mas sabe professor, essa maldita palavra nunca me saiu da cabeça e a sua lembrança é tão vivida, que ainda vejo, com todos os detalhes o rosto daquela criança de 12 anos me falando encantada aquela palavra.&lt;br /&gt;— Bem eu nunca havia ouvido tal palavra e nem sei de qual dialeto ela pode ter vindo.&lt;br /&gt;— Mas o mais interessante está por vir. Após as aulas, fomos, como sempre, juntos para casa e na rua proferi a tal palavra e, pode parecer absurdo, um homem na rua me deu uma bofetada. Fiquei ali estagnado enquanto o homem me dizia, “não repita tal palavra”.&lt;br /&gt;— Na certa deve ser algo de baixo calão, mas se bem que a atitude desse homem é, no mínimo, curiosa.&lt;br /&gt;— Quando cheguei em casa fui contar a minha mãe, esperando que ela fizesse algo contra o tal homem, mas antes que pudesse descrever suas feições, ela puxou um cinto da cômoda e me bateu por tanto tempo, que quase cheguei ao desmaio.&lt;br /&gt;— Nossa meu jovem, isso é deveras curioso mesmo!&lt;br /&gt;— Nunca descobri o que é a tal palavra, mas ela nunca saiu da minha cabeça.&lt;br /&gt;E foi assim, ouvindo a obsessão de um aluno que aquilo virou minha obsessão.&lt;br /&gt;Folhei livros e livros, pesquisei em sites de todas as línguas, mas nada, nem sequer uma pista sobre o que seria Haberath.&lt;br /&gt;Fui aos meus colegas, mas nem mesmo o doutor em filologia dono da cadeira da disciplina em uma das mais respeitadas universidades do mundo sabia me dizer o que era Haberath.&lt;br /&gt;A cada decepção parecia que eu ficava mais obcecado e parecia que aquela palavra criava raízes mais profundas em minha mente.&lt;br /&gt;Passaram-se dias, semanas, meses, anos, e eu não conseguia esquecer. Gastava mais tempo em buscas insanas que com minha família. Onde quer que houvesse algo que de longe me lembrasse da palavra eu ia atrás, até o dia, em meio a uma conversa qualquer com um jovem professor de literatura, que, meio que sem querer, proferi a palavra, ele se afastou assustado.&lt;br /&gt;— Onde ouviu isso? Disse-me em todo seu espanto&lt;br /&gt;— Um aluno a uns 3 anos me disse. Falou que ouviu quando criança e que nunca esqueceu e veio a mim perguntar se eu saberia dizer do que se tratava e lógico eu não sabia. Mas, o mais estranho que a palavra virou-me uma obsessão, assim como ao garoto. Já procurei em todo canto, mas não consigo descobrir nada.&lt;br /&gt;— E nem ira... Disse-me. Mas escute, antes de tudo onde esse garoto morava?&lt;br /&gt;— York, mas já fui lá e ninguém sabe do que se trata&lt;br /&gt;— York, como chegou longe essa palavra...&lt;br /&gt;— Do que falas meu caro?&lt;br /&gt;— Eu nasci no interior da escócia, uma cidade pequena. Lá, quando pequeno e mais algumas vezes, bem poucas, ouvi essa palavra. Era algo muito temido, todos se arrepiavam quando ouviam e poucos, quase ninguém, ousava mencioná-la.&lt;br /&gt;— Então você sabe o que é Haberath?&lt;br /&gt;— Não...&lt;br /&gt;— Mas, como assim?&lt;br /&gt;— Ninguém sabe o que é Haberath...&lt;br /&gt;— Mas, como não?&lt;br /&gt;— Não sei lhe dizer. A qualquer um que pergunte ou ele vai lhe ser cortes e lhe dizer que ninguém sabe o que é ou vão lhe chamar de todos os nomes sujos que um homem pode proferir.&lt;br /&gt;— Tudo bem, entendi, mas me diga onde fica esse vilarejo, quero ir lá.&lt;br /&gt;E ele me disse. Falava baixo e me advertia que não deveria procurar nada, pois aquilo não devia ser algo que se queira descobrir, mas eu não estava ouvindo suas ameaças, apenas ouvia-o relatar sobre aquele pedaço de chão no meio do nada.&lt;br /&gt;Parti no mesmo dia, fazendo minha mala as pressas e resgatando todo o dinheiro que tinha em busca de Haberath, fosse o que fosse...&lt;br /&gt;Antes de encontrar o senhor na porta, fui xingado e posto pra fora de diversos lugares, empecilhos que estava preparado para enfrentar, afinal, apesar de não ter prestado atenção nas advertências do jovem professor, consegui pegar alguma parte de seu discurso sobre a forma nada hospitaleira de como são tratados os que proferem essa palavra.&lt;br /&gt;Mas, logo, encontrei aquele senhor, no pé de sua porta balançando com sua cadeira.&lt;br /&gt;Era um homem já de idade, com cabelos brancos e confiando em sua idade decidi lhe perguntar (e claro ele não me tinha feições de quem iria me xingar).&lt;br /&gt;— Mas, meu senhor, eu preciso saber o que é!&lt;br /&gt;— Sei que precisa você não é o primeiro a vir por causa dessa palavra. Sabe nós dos povoados dessa região parecemos sermos, de certa forma, imunes a ela, nos causa um pequeno incomodo ouvi-la só isso. Mas, parece que o pessoal de fora fica meio impressionado com ela de alguma forma.&lt;br /&gt;— Como assim?&lt;br /&gt;— Ficam, como eu posso dizer, obcecados.&lt;br /&gt;Então eu não era o primeiro obcecado por descobri o que era Haberath. A cada momento, durante minha nova empreitada, Haberath parecia ganhar uma certa força mágica e parecia que a muito tempo não me sentia tão bem e tão vivo. Iria descobri o que era Haberath custasse o que custasse! Além do que estava mais perto do que nunca.&lt;br /&gt;— Mas o senhor não sabe nada a respeito?&lt;br /&gt;— Bem, olha, vou lhe dizer algo que nunca disse a ninguém, sabe não sei porque, você me pareceu um bom homem e talvez esteja na hora de alguém descobrir do que se trata Haberath.&lt;br /&gt;— Me diga e será muito bem recompensado&lt;br /&gt;— Não amigo, não tem essa necessidade. Olha a única coisa que já ouvi sobre Haberath foi dita por meu pai depois de eu insistir muito. Sabe, eu era uma criança bem teimosa e muito curiosa e, não que eu fosse obcecado, mas sabe, curiosidade infantil. Meu pai então me disse que seu avô disse-lhe que alguém havia escrito Haberath...&lt;br /&gt;— Sim e o que mais?&lt;br /&gt;— Meu rapaz desculpe, mas é somente o que sei&lt;br /&gt;Minha vontade foi de matar aquele desgraçado, mas me contive, inclusive o que pensava em lhe dizer.&lt;br /&gt;— Espero que ajude! Disse o homem, tão animado que quase voltei atrás na idéia de lhe amassar a cabeça com uma pedra.&lt;br /&gt;— Tudo bem, sendo assim obrigado&lt;br /&gt;— Não seja por isso amigo!&lt;br /&gt;Sai de lá antes de perder a paciência e caminhei a passos largos tentando meu acalmar. Era tudo que eu tinha e precisava analisar melhor aquelas palavras.&lt;br /&gt;Alguém havia escrito Haberath... Claro! Um livro! Só podia ser um livro!&lt;br /&gt;Corri pela cidade feito louco procurando algo que me levasse a livros, mas nada encontrei.&lt;br /&gt;Fiquei parado por uns instantes sem saber o que fazer. Não podia voltar, pois já tinha buscado em todas as bibliotecas do mundo algo que mencionasse nem que numa nota de rodapé algo sobre Haberath, mas nada havia encontrado. Não ele tinha que estar por aqui! Tem que haver um motivo para essas pessoas ficarem tão abaladas com essa palavra, tem que haver algo que me escondem!&lt;br /&gt;Corri de volta ao homem, mas ele não estava lá, apenas sua cadeira.&lt;br /&gt;Recuei por uns instantes, mas não podia sair de lá assim.&lt;br /&gt;Corri até sua porta e forcei a abertura, que demorou a ceder, mas com um pouco mais de força e tempo acabou cedendo.&lt;br /&gt;A casa era simples, nada demais e era tão pequena que se podia vasculhar com facilidade.&lt;br /&gt;Busquei em todos os cantos algo, mas não encontrava nada. A cada móvel revirado, a cada falta de pistas eu ficava mais irritado, até perder o controle de vez e começar a quebrar tudo.&lt;br /&gt;Gritava e proferia aquela palavra tão alto que estranhei, quando me recobrei, ninguém ter vindo até aqui, afinal apesar de meio afastada, a casa do velho homem parecia ter vizinhos.&lt;br /&gt;Sentei no meio da sala e fiquei ali por um tempo&lt;br /&gt;— Vocês não desistem mesmo né?&lt;br /&gt;Olhei para cima, desviando um pouco a cabeça do chão e vi o velho homem parado, me encarando.&lt;br /&gt;— Desculpe, olha eu vou pagar não se preocupe.&lt;br /&gt;— Bem espero que sim, pois você fez um baita estrago! É impressão minha ou o homem estava de bom humor?&lt;br /&gt;Parei e fixei os olhos naquele homem. Seu rosto esboçava um estranho sorriso, algo muito confuso, pois não parecia a cara de alguém que teve a casa destruída.&lt;br /&gt;— Levante-se, venha ver Haberath.&lt;br /&gt;Será que eu estava louco? Aquele homem me convidou a ver Haberath. Não devo ter perdido a sanidade.&lt;br /&gt;— Mas, desculpe, eu...&lt;br /&gt;— Não quer ver não amigo?&lt;br /&gt;— Mas o senhor, a cidade, ninguém sabe o que é!&lt;br /&gt;— E ninguém sabe mesmo, nem eu&lt;br /&gt;— Que droga você está falando?&lt;br /&gt;— Vem, se acalma, levanta e me segue.&lt;br /&gt;Mesmo sem entender bem o que acontecia levantei-me e o segui. Cruzamos sua porta. Andamos por um longo tempo, tão longo que pensei que iria desmaiar a qualquer momento, mas quando pensei em desistir o homem parou e me apontou uma casa ao longe.&lt;br /&gt;— Vá lá e veja você mesmo.&lt;br /&gt;Com o pouco de forças que ainda tinha caminhei até a casa.&lt;br /&gt;Não sabia o que pensar, nem mesmo conseguia refletir sobre o que estava acontecendo e pareceu que tudo piorou quando cheguei de frente à porta.&lt;br /&gt;De longe não parecia, mas era tão alta, que tinha que esforçar para ver seu fim. A empurrei e minha força pareceu desnecessária quando aquela porta se abriu.&lt;br /&gt;Entrei sem qualquer cautela e me deparei com um cômodo vazio, sem portas ou qualquer ventilação.&lt;br /&gt;Comecei a tatear aquelas paredes tentando entender o que era aquilo, mas não entendia nada.&lt;br /&gt;Aos poucos fui perdendo a forças e logo tudo se apagou. Eu havia desmaiado.&lt;br /&gt;Acordei após um tempo. Vi-me um uma casa simples, sem qualquer luxo.&lt;br /&gt;— Oi amor! Disse minha esposa com certo entusiasmo ao me ver.&lt;br /&gt;— Oi querida, acordou cedo?&lt;br /&gt;— Sim e fiz o café da manhã, venha as crianças estão esperando.&lt;br /&gt;Levantei-me e tudo pareceu normal, como se estivesse preocupado com alguma coisa antes, mas que não conseguia me lembrar, mas, enfim não devia ser nada demais. Tenho uma boa casa, moro num povoado pacato e limpo da boa e velha Escócia, tenho mulher e filhos com saúde, trabalho na minha própria horta, enfim o que mais pode querer um homem?&lt;br /&gt;— E então crianças como vão?&lt;br /&gt;— Pai?&lt;br /&gt;— Fale filho!&lt;br /&gt;— O que é Haberath?&lt;br /&gt;— Não repita mais isso moleque! Disse-lhe dando a bofetada que merecia&lt;br /&gt;Essa palavra horrível! Porque as pessoas ainda a repetem? Só de pensar nela tenho um arrepio na espinha...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-3481261506282444448?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/3481261506282444448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/haberath.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/3481261506282444448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/3481261506282444448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/haberath.html' title='Haberath'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TD9kLSIV2hI/AAAAAAAAAHg/f88IIWtAH_I/s72-c/vertigo-still-161.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-9097398688861942022</id><published>2010-07-15T12:36:00.001-07:00</published><updated>2010-07-15T12:53:00.017-07:00</updated><title type='text'>Três Novos Contos!</title><content type='html'>Dei, por hoje, um tempo da repostagem dos antigos contos para postar três contos atuais de minha produção literária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem já conhece minha produção sabe que não se trata de nada expetacular, mas sim produções simples e despretenciosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo também o recado para os visitantes: Estamos recebendo contos para postagem! (além do conto ainda posto um merchã do seu site ou blog rs)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que gostem dos contos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Aos antigos membros: Esse blog era de todos e só estou postando nele por ele estar parado e eu ter uma vontade de reviver esse endereço. Caso se sinta ofendido me informe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços a todos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linx&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-9097398688861942022?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/9097398688861942022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/tres-novos-contos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/9097398688861942022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/9097398688861942022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/tres-novos-contos.html' title='Três Novos Contos!'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-6500609775957324020</id><published>2010-07-15T10:56:00.000-07:00</published><updated>2010-07-15T11:02:30.009-07:00</updated><title type='text'>Morte Absoluta</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TD9MhJk1RSI/AAAAAAAAAHY/PKUTCRdM63g/s1600/morte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494194202805093666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 272px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TD9MhJk1RSI/AAAAAAAAAHY/PKUTCRdM63g/s320/morte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Paulo Soriano&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Daqui, onde estou, consigo divisar os muros da cidadela. Eles se elevam rudemente a partir de uma grande rocha, que, incrustada no cerne de uma áspera colina, mergulha subitamente num abismo profundo e desolador. Lá embaixo, lançando-se furiosamente contra os rochedos pontiagudos, as águas cálidas e espumantes de um mar sombrio enroscam-se nas fraldas da falésia com o cingir viscoso de uma víbora ondulante e traiçoeira; e, do alto do pináculo, que domina a grande praça, posso ouvir o seu monótono burburinho.&lt;br /&gt;Vejo, perfeitamente, com o único olho que me resta – o outro está irremediavelmente fechado –, o pórtico de entrada, que agora se encontra completamente aberto. Em uma das colunas jônicas, que sustentam o portentoso teto de pedra de cantaria, o meu companheiro de gatunagem encontra-se preso em uma gaiola. Sei que ele ainda está vivo, porque o vejo, vez por outra, deixar cair uma das pernas por entre as grades da pequena jaula oblonga. E ele balança aquela perna esquálida, aquele punhado de osso revestido de pele flácida, como se estivesse a agitar a sede imensa. A sede a que fora condenado a padecer até que a morte adviesse. Mas eu o invejo no seu destino. Gostaria imensamente de estar cumprindo aquela pena infamante, de estar dependurado numa daquelas gaiolas mal-cheirosas que servem de macabro ornato à entrada decrépita da cidadela. Sei que, vez por outras, algumas beatas dão-lhe furtivamente um punhado de água e atiram-lhe poucas migalhas de bolachas duras e mofadas.&lt;br /&gt;De quando em quando, alguém passa por mim e me esbraveja alguns escárnios. Cuspiria em minha face se me pudesse alvejar. Daqui de cima, com o meu único olho disponível, não enxergo o seu semblante iracundo; mas os meus ouvidos ainda estão apurados o suficiente para escutar e discernir a natureza dos impropérios que a mim se elevam. Estou em exibição, não sei há quantos dias, justamente para isso.&lt;br /&gt;As moscas não me incomodam mais. Acostumei-me a elas. Temo apenas que uma beata piedosa escale a escada corrediça, e, por compaixão, feche-me o outro olho. Não gostaria de cair de vez na escuridão.&lt;br /&gt;Mas eis que o verdugo vem subindo o cadafalso. Ele me olha e faz justamente o que eu mais temia. Não por piedade, mas por dever de ofício. Um ofício que ele cumpre muito bem. Ninguém melhor do que eu para saber disso. Agora eu não vejo mais nada. Apenas sinto que ele me suspende pelos cabelos desgrenhados, eleva-me à altura dos seus olhos, e me lança uma merecida escarrada na testa. Depois, atira-me sobre os ombros com indiferença, e leva-me consigo com a praticidade de quem conduz um simples bornal de caçador. Não sei para onde ele vai me conduzir. Eu agora sou um pingente lúgubre em suas mãos de carrasco. O que resta de meu destino – e isto nem um pouco me apavora – está nas mesmas hábeis mãos que empunharam a foice sobre o meu pescoço. Não sei se ele me enterrará. Ou se me lançará falésia abaixo, ao encontro do mar borbulhante. Para mim, tudo isso é indiferente. O meu pavor é outro. Aos poucos, sinto-me privado dos sentidos, mas não da consciência. Em breve serei apenas consciência atirada num fosso escuro e perpétuo, num precipício de silêncio e imobilidade absolutos, onde o tempo recusa-se a fluir. Até quando permanecerei assim? Até quando estarei prisioneiro de meu crânio, escravo de meus próprios pensamentos? Queira Deus que a morte exista. Queira Deus que me sobrevenha a morte absoluta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 09/06&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Visite o atual site do autor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.contosdeterror.com.br/"&gt;www.contosdeterror.com.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-6500609775957324020?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/6500609775957324020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/morte-absoluta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/6500609775957324020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/6500609775957324020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/morte-absoluta.html' title='Morte Absoluta'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TD9MhJk1RSI/AAAAAAAAAHY/PKUTCRdM63g/s72-c/morte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-865721062799424474</id><published>2010-07-13T12:54:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T13:02:05.237-07:00</updated><title type='text'>Zadatoth-Rá</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TDzFXUyjhVI/AAAAAAAAAHQ/U75f9ShWNoE/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493482649993577810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TDzFXUyjhVI/AAAAAAAAAHQ/U75f9ShWNoE/s320/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Rogerio Silverio&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zadatoth-Rá, o horror nefando e blasfemo que rastejou das sombras movediças das estrelas tenebrosas, lá dos confins de um planeta proibido, de um lugar estranho e distante, muito além, nas profundezas imemoriais do cosmo infinito, a criatura horrenda e violenta de carnes violáceas e putrefatas que, em tempos remotos, assumindo uma forma semi-humana, mutilou toda a vida e toda a infantil esperança na mente e nos corações dos tolos mortais em sua primeira peregrinação pelo nosso velho e amaldiçoado mundo.&lt;br /&gt;Agora que certas estrelas tinham se posicionado novamente, e astros errantes haviam perambulado a certa distância das fímbrias de nossa galáxia, ele estava livre novamente, após a magia da ressurreição infernal das esferas cloacais, dos esgotos virulentos das câmaras de um inferno maldito, vivo outra vez no fútil e patético mundo dos homens para uma vez mais destruir, devastar, matar e invadir os pueris sonhos humanos, levando seus corpos físicos e consciências para a morte ou para além dos jardins negros da loucura, e suas almas para as profundezas do mais negro dos infernos, além da vida e do túmulo.&lt;br /&gt;Como tudo ocorreu, não lembro muito bem. Estou velho e minha memória começa a fraquejar. É tudo muito vago. É tudo como se fosse lembrança de um pesadelo maldito e infernal. Agradeço a Deus por não ter sucumbido nas trevas da loucura, embora há quem duvide disso.&lt;br /&gt;Era o frio de Abril. O frio do sul. O frio da noite sinistra. E num instante seria o tenebroso frio da morte e o frio da loucura a nos envolver como mortalhas gélidas de horror indescritível, inominável.&lt;br /&gt;Era um passeio na floresta, o bosque enevoado e fantasmagórico perto das colinas verdejantes de Porto dos Duendes, meu provinciano torrão natal. O bosque maldito onde no passado remoto seitas sinistras realizavam rituais macabros em sabás terríveis, sacrifícios humanos sangrentos de virgens seqüestradas, imoladas em holocausto a uma entidade malfazeja.&lt;br /&gt;Ao todo éramos cinco. Eu e meus companheiros. Tínhamos ido a busca de aventura. Éramos jovens aventureiros de fim de semana. Era eu, mais o Sérgio Morcego (um vadio e trapaceiro), Juninho (meu sobrinho músico e dado a bebedeiras), Pedro Gambá (um gatuno amigo nosso) e o soturno, esquelético e pessimista Abadias, o mais velho, desempregado há doze anos, corvo sorumbático e macambúzio e poeta nas horas mortas. Todos fracassados da sociedade de consumo, todos derrotados na vida, quase enterrados vivos nas tumbas escuras além da mediocridade cotidiana.&lt;br /&gt;Sim, era o frio de Abril em Porto dos Duendes, a cidade onde a politicagem era a grande geradora de empregos, mormente para os militantes do partido vencedor das eleições, cujos prêmios eram umas belas sinecuras, mamatas maravilhosas em funções públicas inúteis. Mas mesmo assim decidíramos passar o fim de semana fazendo o que mais sabíamos fazer: coisa nenhuma. Sim, o ócio total e irrestrito era a nossa droga predileta, além do LSD e dos chás de cogumelos alucinógenos que conseguíamos a muito custo em certos campos úmidos próximos ao cemitério. Aventuras psicodélicas, desafios à morte simplesmente vivendo as horas que se passam entre o berço e o túmulo, entre esporádicas jornadas alucinantes, desafiando o deus morto dos fanáticos, elevando nossos gritos eloqüentes aos anjos inoportunos que infestam todo sonho malogrado dos inúteis. E rindo-se de nós, em delírio, o lobo astral numa cova qualquer da lua...&lt;br /&gt;Sim, era o frio de Abril. Éramos todos jovens rebeldes e inconseqüentes, e, portanto, dane-se tudo e todos, amém, e que o inferno da mediocridade e da loucura sem sentido acolha a todos, independente de credo, cor, raça e posição social.&lt;br /&gt;Jamais podíamos acreditar que os portais seriam abertos naquela floresta aziaga, e que uma criatura terrível atravessaria o tempo e o espaço num piscar de olhos. Chaves mentais de alguma forma foram usadas por nós, dando acesso a um túnel hiperespacial, se é que me compreendem. O que eu quero dizer é que conseguimos, de algum modo, estabelecer contato direto com Zadatoth-Rá, e assim selamos nosso fadário, pois ele voltaria ao nosso plano de existência para nos matar a todos, numa orgia de sangue e morte.&lt;br /&gt;Depois de usarmos o LSD e os chás de cogumelos retirados de bostas de bois e cavalos como catalisadores mentais e espirituais perigosos, depois de viajarmos por mundos alucinantes de outras dimensões, aqui mesmo na terra, abrimos o portal interdimensional, assumimos nossos destinos, os destinos negros daqueles que ousam ver coisas que não deveriam jamais ser vistas por olhos sãos.&lt;br /&gt;A criatura atravessou os vácuos siderais, a quarta dimensão, e veio para a Terra, foragida de um mundo distante chamado Margziaumbar. Disse seu nome e sua intenção. Matou Sérgio Morcego, devorando-lhe a cabeça como se fosse uma goiaba cuja polpa era formada de seus miolos e de seus sonhos fracassados.&lt;br /&gt;Juninho passou a pintar quadros de um mau gosto terrível, grotesco, e depois virou um ermitão e sumiu e nunca mais foi encontrado. Pedro Gambá e Abadias enlouqueceram. Quanto a mim, fui preso, acusado de assassinar o Sérgio Morcego.&lt;br /&gt;Hoje estou na prisão, aguardando a sentença de uma juíza que pensa ser uma deusa da terra. Meu advogado está lutando para me tirar das grades. Desconfio que seja um rábula inútil e traidor, pois é época de eleição novamente, e a situação precisa de um bode-expiatório para que a demagogia se faça presente outra vez em Porto dos Duendes.&lt;br /&gt;E o maldito Zadatoth-Rá continua lá, na floresta maldita, sempre a espera de novos jovens aventureiros de fim de semana...Até quando, não sei. Só sei que dentro em breve ele destruirá toda a raça humana; ele espera, como se quisesse nos torturar com o medo, a expectativa de morte.&lt;br /&gt;Compreendam-me. Estou dizendo a verdade. E não sou louco! Não sou louco, ouviram, seus néscios!...&lt;br /&gt;Por que não vão até lá, ver com seus próprios olhos que um dia os vermes devorarão, para ver que eu estou dizendo é pura verdade? Por que não enfrentam os horrores da floresta onde mora, agora, a maligna, a feroz, a imbecil besta-fera das sombras de uma galáxia desconhecida, muito além do sonho e das negras esferas da loucura humana, uma criatura maldita e perversa chamada Zadatoth-Rá?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 09/06&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Visite o atual blog do autor&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.rogsildefar.blogspot.com/"&gt;http://www.rogsildefar.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-865721062799424474?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/865721062799424474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/zadatoth-ra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/865721062799424474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/865721062799424474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/zadatoth-ra.html' title='Zadatoth-Rá'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TDzFXUyjhVI/AAAAAAAAAHQ/U75f9ShWNoE/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-4724694651298659685</id><published>2010-07-11T11:54:00.000-07:00</published><updated>2010-07-11T12:02:15.313-07:00</updated><title type='text'>O Espelho Obóveo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TDoUI7iQnUI/AAAAAAAAAHI/z2iDTHtEBjU/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492724839184637250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 260px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TDoUI7iQnUI/AAAAAAAAAHI/z2iDTHtEBjU/s320/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Paulo Soriano&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Vi mais longe do que era permitido”&lt;br /&gt;Friedrich Nietzsche&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não sou cego de nascença – disse ele, provavelmente afagando as barbas que, supunha eu, a partir do exame de seu caráter, deveriam ser medonhas. – Queres saber como perdi a visão?&lt;br /&gt;Ora, eu não havia perguntado nada e não tinha a mínima curiosidade de sabê-lo. Mesmo assim, ele continuou:&lt;br /&gt;- De certa forma, foi um “suicídio da visão”.&lt;br /&gt;Eu nunca havia ouvido tanta parvoíce em minha vida. Mesmo assim prestei atenção.&lt;br /&gt;- Quem era eu? Um ocultista muito pouco famoso. E, decerto, o mais fiel discípulo de Narciso. Porque, além de alfarrábios cabalísticos, colecionava espelhos tal qual um filatelista renomado disputa selos raros. Em uma viagem a Roterdam, fiquei sabendo da existência de uma relíquia milenar. Era um pequeno espelho oboval que, segundo um respeitadíssimo e honesto antiquário, seria assírio e havia pertencido a Milton e a John Dee. Tratava-se de um pequeno objeto metálico, emoldurado em cedro, de superfície côncava e opaca. Em nada se assemelhava a um espelho. Mirei-me nele, mas o objeto não refletia a minha imagem. “Definitivamente – disse eu ao vendedor –, isto está longe de ser um espelho.” Então ele me confidenciou: “É uma justa constatação. Mas é preciso que saiba o senhor que este espelho não reage à luz. Reage à alma.” Eu era, então – e literalmente –, um homem desalmado, porque nada pude vislumbrar naquela superfície turva. E foi isso o que eu disse ao vendedor. Kelley – assim ele, ironicamente, se dizia chamar – me sugeriu que levasse a preço vão o “raro” objeto (mas que a mim me parecia simplesmente “lançadiço”) e que o observasse em plena escuridão noturna. Foi o que eu fiz.&lt;br /&gt;- Antes de recolher-me – prosseguiu meu singular interlocutor –, apaguei todos os lumes. Nem um bico de gás, nem uma vela me escapou a uma atenta e minuciosa vistoria. Fiquei, portanto, na mais completa escuridão. Olhei para o espelho obovalado e, então, contemplei monstruosidades. Sim, do fundo do objeto veio uma luz tão incisiva, tão extraordinariamente cintilante, que, a um impacto ofuscante, me causou um desequilíbrio d’alma, seguido de uma confusão mental de difícil restabelecimento. O objeto prendeu-se à minha mão como um ímã. E de sua superfície airosa vieram, aos poucos, depois que a luminosidade estonteante arrefeceu, as imagens que o espelho sugava de minha alma, e as recompunha em conformidade com a minha real e íntima aparência. Ah! O choque foi tão profundo que perdi de imediato os sentidos. E, quando despertei, verifiquei, para o meu horror, que o ser hediondo – o ente abominável refletido naquela superfície espectral – congelara-se nas minhas retinas e mergulhara definitivamente em meu cérebro. Não, não peças que eu descreva tamanha monstruosidade e abjeção! Até hoje não enxergo outra coisa senão a terrível imagem, a representação disforme, infame – porém fiel –, de minha desgraçada alma!&lt;br /&gt;Não sei se o homem era louco. Sei apenas que ele se ergueu e, com o tato de sua bengala, percorreu o longo corredor que dava acesso aos livros escritos em Braile. Mas virou-se para mim por um instante e concluiu:&lt;br /&gt;- Tenho inveja da escuridão eterna dos teus olhos. Aqueles meus eu já os arranquei, inutilmente, com os gumes destas unhas. Porque é a minha alma que se reflete e enxerga-se a si própria, como um estigma perpétuo e indelével, e que nem os sonhos logram esvair. Vi mais longe do que era permitido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Postegem de 09/06&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visite o atual site do autor&lt;br /&gt;www.contosdeterror.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-4724694651298659685?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/4724694651298659685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/o-espelho-oboveo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/4724694651298659685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/4724694651298659685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/o-espelho-oboveo.html' title='O Espelho Obóveo'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TDoUI7iQnUI/AAAAAAAAAHI/z2iDTHtEBjU/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-8991252521595159998</id><published>2010-07-11T11:44:00.000-07:00</published><updated>2010-07-11T12:01:33.568-07:00</updated><title type='text'>O Lamento da Carne</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TDoRryvDsAI/AAAAAAAAAHA/fWhvyzOTXHE/s1600/Death__Come_Near_Me_by_FuocoGotico.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492722139582935042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 285px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TDoRryvDsAI/AAAAAAAAAHA/fWhvyzOTXHE/s320/Death__Come_Near_Me_by_FuocoGotico.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Celly Borges&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na noite em que a mente implorava o eterno descanso, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;minha única visão do imundo se fechou, cedendo o curso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ao verme que se desenvolve, propaga-se&lt;/div&gt;&lt;div&gt;na matéria orgânica em decomposição que sou. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A imagem negra me transmite suas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;maledicências alterando profundamente a imagem,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;recheando-me depois de saborear-me &lt;/div&gt;&lt;div&gt;entregou-me a escuridão como única vitória!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 09/06&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Visite o atual blog da autora&lt;br /&gt;http://www.mundodefantas.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-8991252521595159998?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/8991252521595159998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/o-lamento-da-carne.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/8991252521595159998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/8991252521595159998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/o-lamento-da-carne.html' title='O Lamento da Carne'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TDoRryvDsAI/AAAAAAAAAHA/fWhvyzOTXHE/s72-c/Death__Come_Near_Me_by_FuocoGotico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-648144423925415819</id><published>2010-07-11T11:37:00.000-07:00</published><updated>2010-07-11T11:50:25.672-07:00</updated><title type='text'>Chacina na Escola Leite de Barros</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TDoQk0SSAeI/AAAAAAAAAG4/w1QtUJBqv7Q/s1600/2542285915_9dcae4009e.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492720920228397538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TDoQk0SSAeI/AAAAAAAAAG4/w1QtUJBqv7Q/s320/2542285915_9dcae4009e.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Linx&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele estava cheio, não agüentava mais tudo aquilo. Por que aquilo tinha que acontecer com ele? Bem ele não sabia, mas tinha que dar um basta, mas não sabia como. J. era um garoto, que como muitos sofria com o bullyng, ou seja era um excluído pelos colegas. Começou tudo na sua infância, quando entrou na escola, onde depois de um tempo, já era o motivo de piada de todos. Claro que no começo era tudo leve, brincadeira de crianças, mas tudo foi piorando e logo vieram as verdadeiras humilhações, as meninas magoando seus sentimentos, as surras, teve que enfrentar todo tipo de brincadeiras e engolir tudo seco, ele sabia muito bem que não podia fazer nada. Nem em casa encontrava a paz que procurava, pois seus pais tinham um casamento ruim e viviam brigando e por muitas vezes sobrava para ele e por muitas vezes teve que ouvir ofensas dos seus pais que ele não esperava ouvir nem do seu pior inimigo. Mas ele não agüentava mais aquilo e tudo o que vinha a sua mente agora era sair e fugir de tudo. Era mais um dia das férias e ele olhava a janela de seu quarto. Estava aliviado que seus pias não tinham brigado mais uma vez e que tudo estava em paz, pelo menos momentaneamente na casa. Olhava tudo e pensava em sua vida, mas só o que vinham eram lembranças tristes, desilusões, mas ele sempre pensava que tudo iria melhorar, que tudo passaria e um dia seria feliz. Ele tinha projetos, grandes projetos e sabia que conseguiria, afinal era muito inteligente, mas projetos são futuros e agora ele queria algo para o presente. Olhou então a floresta, na verdade um monte de arvores e mato que ficava a uns três quilômetros da sua cãs e que se via dali como se fosse uma mancha verde no meio de todo aquele asfalto. Porque não ir lá? Lá não tem ninguém, pensava ele, ninguém via fazer nada comigo lá, é vou até lá. Pegou sua mochila, saiu de seu quarto e desceu as escadas, pegou algo para comer no armário e guardou na mochila, disse a sua mão que sairia, ela estranhou um pouco, mas disse que se cuidasse e que podia ir sim, estava incrivelmente feliz hoje, quer dizer para seu estado natural aquilo era um incrivelmente feliz. Saiu de sua casa e sentiu o vento batendo no seu rosto, era a sensação de liberdade que tanto queria. Ele sabia por onde ir, para não encontrar ninguém, tinha seu atalho, que na verdade não era bem um atalho, pois deixava tudo mais longe, mas pelo menos não iria lhe acontecer nada no meio do caminho. Depois de uns trinta minutos de caminhada, onde quase acabou esbarrando em um grupo de estudantes, cujo no meio deles estava um de seus velhos amigos, que com certeza não perderia a chance de lhe cumprimentar, chegou na floresta. Era tudo quieto ali, e também um tanto sujo, mas para ele era o lugar mais confortável que já estivera e também o mais seguro. Começou então a andar pelo meio dela; era um lugar não muito grande e se você seguisse reto chegaria ao outro lado em menos de uma hora de caminhada(o que também evitava que qualquer um se perdesse), mas dando umas paradas e desviando um pouco para um lado e para o outro ele caminhou ali quase a tarde inteira, até decidir que infelizmente era hora de voltar e naquela hora parecia ir para a forca, pois ali por uns instantes sentia algo próximo da verdadeira paz de espírito, mas tinha que voltar, senão levaria bronca da mãe e ele sabia o quanto isso era ruim. Sentou-se então em uma pedra antes de ir, e ficou olhando em volta, o chão, o céu, as arvores, até que algo lhe chamou a atenção entre as folhas no chão. Revirou um pouco elas e descobriu que era velhos papéis, nada de importante pensou ele. Levou perto dos olhos e leu um pouco e ao contrario do que pensou, era sim algo muito interessante. Nos papéis descrevia-se um ritual, uma espécie de feitiço, provavelmente satanista, pois os matérias, um pentagrama, velas roxas entre outras coisas, e as palavras de conjuração, em latim, mas que ele entendi muito bem, graças a um curso que ele fez na igreja, que no fundo eram invocações de seres das trevas. No final havia também uma anotação que dizia que aquele feitiço, quando conjurado por alguém, dava a aquela pessoa poderes sobre-humanos. Seus pensamentos foram então aos dias de suas humilhações e as lembranças de todas as vezes que teve vontade de se vingar e nas suas mãos tinha algo que podia lhe dar sua vingança. Não, ele pensou, jogando aqueles papeis no chão, como ele poderia fazer alguma coisa daquele tipo. Ele podia não ter religião, mas acreditava em Deus e em um céu. Mas o que Deus tinha lhe dado até aquela hora?, pensava ele, o que, humilhações? Aquilo não tinha aparecido a toa, deveria ter um motivo. Vou pegar, mas não vou fazer nada, vou apenas pegar e guardar na minha mochila, só isso, não vou fazer nada. Caminhou mais um pouco e chegou exatamente onde saiu, parou um pouco olhou aquela floresta e se virou indo embora. Estava quase chegando em casa e graças a Deus não estava muito tarde, na verdade não eram nem cinco horas da tarde, mas ao virar para ver algo e voltar deu de cara com T. um dos garotos que mais gostavam de humilhar ele com mais dois amigos e duas meninas, uma delas sua namorada. Tentou até correr no outro sentido, mas eles o alcançaram sem muito esforço.&lt;br /&gt;— E ai J., onde vai? — Pra casa, porque algum problema?&lt;br /&gt;— Não cara, calma. Eu só queria conversar um pouco&lt;br /&gt;— Mas eu to com presa. Disse ele tentando passar, mas impedido por eles&lt;br /&gt;— Calminha vamos conversar. Disse T. com a mão em seu ombro.&lt;br /&gt;— Fala então&lt;br /&gt;— Sabe o que é, a gente não tem dinheiro e queremos sair, então eu pensei, será que o J. não pode me emprestar?&lt;br /&gt;— Eu não tenho&lt;br /&gt;— Não mente cara. Disse um outro garoto, segurando J. pela camisa. Dá a grana!&lt;br /&gt;— Já disse que não tenho! Gritou J. se soltando&lt;br /&gt;— Ah é. Disse T. se aproximando. Então quero ver da aqui sua mochila&lt;br /&gt;— Não!&lt;br /&gt;— Me dá logo. Disse T. puxando ela&lt;br /&gt;— Não! Gritou J. tirando da mão de T. sua mochila.&lt;br /&gt;— Me dá logo! Gritou T. dando um soco no rosto de J., fazendo ele cair no chão&lt;br /&gt;— Deixa eu ver. Disse o outro garoto, tirando a mochila de J., que até tentou reagir, mas acabou levando um chute de T. não tem nada. Disse o garoto jogando a mochila no chão&lt;br /&gt;— Deixa ele. Disse uma das garotas olhando ele com cara de desprezo. Ele é um perdedor, não percam tempo com isso vamos logo.&lt;br /&gt;— É isso ai, vamos embora.&lt;br /&gt;T. ainda deu um chute nele antes de se virar rindo e sair dali com os outros. J. ficou um tempo caído, mas logo se levantou. Quase nem sentia seu corpo doer, estava com muito ódio e não conseguia pensar em outra coisa se não se vingar, matar todos que o humilhavam a tanto tempo, mas dessa vez não era como antes que ele não sabia como fazer sua vingança, dessa vez ele tinha o meio, ele tinha o ritual. Chegou em casa e subiu para o seu quarto sem falar com ninguém, foi até um esconderijo onde guardava suas economias (que no começo ele economizava para comprar uma arma) e viu que tinha o suficiente para comprar o que ele queria, pensou então como faria sua vingança enquanto olhava seu dinheiro. Amanhã ele compraria tudo e daria tempo suficiente para ele fazer o ritual antes de começar os dias de aula. Naquela noite ele dormiu muito bem apesar de seu corpo doer muito e seus pais terem brigado a noite inteira. Ele acordou um tanto tarde no outro dia, já passava provavelmente das onze. Estava mais calmo, não tinha mais aquela fúria que o dominou ontem, nem mesmo vontade de se vingar de ninguém. Levantou da cama calçou seus chinelos, sentiu até seu corpo doer, mas não se irritou, foi até o banheiro lavar seu rosto e escovar seus dentes. Desceu as escadas de casa e foi até a cozinha comer algo, pois ele queria sair rápido e não tinha vontade nenhuma de almoçar aquele dia. Ele queria voltar a floresta para refletir um pouco como ontem, mas antes queria comer. Sua mãe estava sentada na mesa escolhendo o feijão. Ela não tinha reparado ontem como ele tinha chegado, mas agora via a marca em seu rosto.&lt;br /&gt;— Apanhou de novo? Disse ela, já demonstrando que não estava com o bom humor de ontem.&lt;br /&gt;— Sim, mas não foi nada. Disse ele passando a mão no rosto&lt;br /&gt;— Sei. E o que você fez?&lt;br /&gt;— Nada, o que eu iria fazer, eram três&lt;br /&gt;— Nem se fosse só um né J.&lt;br /&gt;— É.&lt;br /&gt;— Você é mesmo um inútil. Todo mundo te bate e você não faz porra nenhuma&lt;br /&gt;— Cala a boca. Disse J. baixo se levantando&lt;br /&gt;— E não me manda calar a boca! Gritou sua mãe, lhe dando um tapa no rosto&lt;br /&gt;J. não fez nada, apenas se virou e subiu para seu quarto ouvindo os gritos de sua mãe. Aquela fúria de ontem tinha novamente o dominado e a idéia de fazer o ritual havia voltado a sua mente. Foi até seu quarto e ficou sentado no chão tapando os ouvidos, até sua mãe parar de gritar lá de baixo para ele. Pegou então o dinheiro, colocou em sua mochila, junto com os papéis do ritual. Desceu correndo as escadas, sua mãe até ia começar a falar, mas ele saiu correndo batendo a porta atrás.&lt;br /&gt;— J. aonde você vai? Gritou sua mãe ao abrir a porta e ver J. já na asfastando-se&lt;br /&gt;— Lugar nenhum.&lt;br /&gt;— Espera então você voltar de lugar nenhum que a gente vai conversar.&lt;br /&gt;— Você nem sabe o quanto eu quero essa conversa. Disse J. baixo o suficiente para sua mãe não ouvir&lt;br /&gt;Caminhou mais rápido, até não conseguir ver sua casa, acalmou o passo e seguiu. Cortando caminho por vários lugares (um dia não vou ter que fazer isso, pensava ele), chegou em uma loja onde ele sabia que se vendiam coisas esotéricas, de bruxaria, e outras coisas mais, sabia que ali teria o necessário ao ritual. Entrou na loja e pediu tudo o que queria. A vendedora, uma gótica um tanto sensual, estranhou um pouco mas pegou tudo. J. ainda pediu um punhal, desses prateados, além de tudo aquilo. Pagou tudo, guardou as compras na mochila e foi embora. A caminhada para a floresta dali era grande, ainda mais evitando alguns lugares, mas logo ele chegou. Se embrenhou um pouco mais adentro até chegar num lugar onde havia espaço e limpeza suficiente no chão para se executar o ritual. Sentou-se no chão mesmo e retirou os materias, mais as folhas. Entendeu o pano no chão, colocou o pentagrama em cima do pano, voltando duas pontas para cima e uma vela na frente de cada ponta do pentagrama. Colocou o anel, de prata, no centro do pentagrama, então ascendeu as velas com um isqueiro. Levantou-se e começou a pronunciar as palavras de conjuração. Um vento forte começou a soprar, e os animais da região foram ficando agitados. Conforme ele pronunciava aquelas palavras em latim, o vento aumentava. Pronunciou a ultima palavra, os ventos então cessaram, os animais pararam e as velas então se apagaram. Sua visão ficou escura por um tempo, mas logo voltou. Ele estava meio cansado, como se tivesse corrido um bom caminho e teve vontade de sentar. Olhou então para o feitiço no chão; o pano havia virado cinzas, como se tivesse pego fogo, apesar de ele não ter percebido o pano ter se incendiado em, nenhum momento. O pentagrama estava retorcido, com as pontas voltadas para o centro, formando uma espécie de gaiola ao redor do anel. O anel que antes era prateado, agora era preto, um preto brilhante e muito bonito. J. então pegou o anel, que estava quente, mas não insuportável. Olhou um pouco para ele, se levantando ao mesmo tempo, então o colocou. Algo invadiu seus pensamentos e seu corpo, algo quente, como se ele estivesse pegando fogo. Vinham na sua mente momentos de humilhações, muitos momentos, enquanto seu corpo esquentava mais. Começou a sentir uma dor, que começou a ficar cada vez mais forte, até se tornar insuportável. Ele deu um grito, que ecoou por toda floresta, caindo no chão. A dor então passou, ele se levantou, mas já não era mais o mesmo. Seus pensamentos eram rápidos, e só o que tinha na mente era ódio e vontade de matar. Seu corpo agora era forte e rápido. Começou então a correr pela floresta. Ele se sentia o ser mais poderoso do mundo, podia fazer o que quisesse, gritava então aquilo para os ventos. Corria mais rápido que qualquer ser humano normal e depois de uns vinte minutos sem perder o ritmo, nem ao menos tinha se cansado. Saiu então da floresta e foi correndo até em casa. Não usou atalhos dessa vez, mas não encontrou ninguém pelo caminho, por mais que quisesse. Ao ver a porta de sua casa já estava até escuro, devia ser umas sete horas e sua mãe e seu pai provavelmente o esperavam para falar com ele. Se aproximou da porta pegou sua mochila das costas e tirou dela aquele punhal, segurou pelas costas e abriu a porta.&lt;br /&gt;Ao abrir a porta deparou-se com seus pais na sala, sentados no sofá e provavelmente brigando. Ele entrou e ficou parado diante da entrada da sala, olhando os dois, até eles perceberem que ele estava lá. Os dois olharam ele com desprezo e raiva, enquanto J. guardava o punhal atrás de sua camisa, por dentro de sua calça.&lt;br /&gt;— Onde você estava. Disse sua mãe.&lt;br /&gt;— É moleque, como você sai e não diz onde vai? Acha que manda em alguma coisa?&lt;br /&gt;— E você acha que é alguma coisa? Disse J. com um meio sorriso.&lt;br /&gt;— O que você disse? Disse o pai de J. já se levantando&lt;br /&gt;— O que ouviu, ou também ta surdo?&lt;br /&gt;— Filho da puta!&lt;br /&gt;O pai então se levantou completamente, caminhou até J. e lhe deu um tapa, tapa que nem chegou a tocar no rosto de J. que aparou a mão do pai e a apertou com tanta força que se pode ouvir o som dos ossos quebrando. O pai de J. gritou, enquanto J. apenas ria. O pai tentava se soltar, mas foi arremessado contra a parede antes de conseguir se soltar. Ele bateu nela quebrando costelas e um dos braços, ficando estendido no lugar onde caiu da parede. A mãe tentou se afastar dali, estava com muito medo do filho. J. percebeu a fuga da mãe e correu em sua direção. Ela tentou corre, mas logo ele estava na sua frente. Colocou a mãe contra uma das paredes, com uma mão de cada lado dela.&lt;br /&gt;— Vai a algum lugar mamãe?&lt;br /&gt;— Filho, porque ta fazendo isso? Perguntou a mãe chorosa&lt;br /&gt;— Porque eu te odeio. Você e todo mundo que me humilhou toda vida. Agora é minha vez, chegou a minha vez&lt;br /&gt;— Não filho, por favor! Gritava a mãe, tentado sair dali.&lt;br /&gt;J. tirou o punhal das costas, enquanto sua mãe tentava fugir desesperada. Ele levantou o punhal ante sua mãe e lhe golpeou no ombro, encravando todo o punhal dentro dela. Ela gritou alto enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto. J. tirou o punhal dela e lhe golpeou novamente, dessa vez em um dos olhos. Ela gritava muito e pedia para que J. parasse, mas ele não era mais o mesmo, aquele não era mais o J., havia ali apenas uma parte de sua alma, a parte maligna, cujo o único objetivo era se vingar e matar todos que lhe feriram um dia. Sua mãe desfaleceu com tamanha dor, J. então a jogou no chão.colocou sua mochila em um canto e levou os pais a cozinha. Amarrou os dois em cadeiras, uma com o encosto voltada para a outra. Esperou então que os dois acordassem para continuar.&lt;br /&gt;— Acorda! Gritou J. levantando o cabelo do pai&lt;br /&gt;— Filho, porque tudo isso? Perguntou o pai com uma vez carregada de medo&lt;br /&gt;— Já disse! Eu odeio todo mundo! Eu quero matar todos! É a hora da minha vingança! Gritou ele com toda força e golpeou o pai com o punhal na altura do estomago&lt;br /&gt;— Não! O pai conseguiu proferir esse último grito, mas não demorou muito e estava morto.&lt;br /&gt;— Filho por favor para com isso! Gritou sua mãe em meio ao seu choro desesperado.&lt;br /&gt;— Parar por que? Eu to me divertindo muito, se você quer saber.&lt;br /&gt;— Filho...&lt;br /&gt;— Mamãe...&lt;br /&gt;J. beijou o rosto de sua mãe e lhe golpeou no coração. Ela gritou e seu grito foi interrompido pela mão de J. em sua boca. Ele segurou ela por um tempo, até sentir que ela havia morrido também. J. então apreciou aquilo tudo durante um lapso de tempo, colocou o punhal em cima da mesa e foi até a sala, onde se sentou e esperou o dia clarear para ir a escola e terminar sua vingança. Os vizinhos até ouviram os gritos, mas nenhum chamou socorro, pensaram que era mais uma briga e por experiências passadas sabiam que o socorro não adiantaria, muito pelo contrario, apenas pioraria a situação. J. permaneceu acordado a noite inteira. Na sua mente só pensava em como mataria cada um de seus colegas, nada mais pertencia aos pensamentos de J., apenas aquela vingança doentia. O dia estava clareando e J. subiu até seu quarto para trocar sua roupa, pois a que usava estava suja com sangue, o sangue da vingança, pensava ele. Desceu rapidamente, e saiu tão depressa quanto, antes passou na cozinha e pegou o punhal que havia deixado em cima da mesa, pegou a mochila que havia deixado no sofá e partiu para terminar sua vingança. Correu até a escola, sem encontrar ninguém pelo caminho. Saiu tarde o suficiente para chegar lá quando já tivessem chegados todos e não houvesse ainda começado aula.&lt;br /&gt;J. chegou a escola e o portão estava quase se fechando, mas conseguiu entrar. Um grupo, aquele mesmo mas um pouco aumentado foi um dos primeiros a ver J. apontando no corredor que dava ao pátio central da escola, onde os alunos ficavam reunidos antes de começar as aulas. Um riu para o outro.&lt;br /&gt;— Olha lá o J. disse T.&lt;br /&gt;— É que tal darmos as boas vindas, o que vocês acham?&lt;br /&gt;— Eu acho uma boa. Coitadinho precisa de apoio. Disse uma das meninas com um meio sorriso, despertando uma risada coletiva.&lt;br /&gt;— Vamos lá galera. Disse T. caminhando na direção de J., que agora estava sentado em uma mureta. Seus amigos foram atrás, queriam participar ou pelo menos apreciar o espetáculo&lt;br /&gt;Chegaram perto de J. Dois se sentaram ao lado dele, T. ficou em pé na sua frente e os outros cercando ele. Algumas pessoas repararam o movimento e chegaram perto também; iria ter show, diziam entre elas.&lt;br /&gt;— E ai J. Disse T. com seu tom de sarcasmo natural ao se referir a J.&lt;br /&gt;— E ai T. Disse J. com uma voz um tanto diferente, mais grave e rouca, e uma atitude um tanto anormal a que T. e a maioria vê J. tendo com as pessoas&lt;br /&gt;— E ai T.? O que deu em você hoje, perdeu o respeito. Disse ele se virando para trás e rindo para seus amigos&lt;br /&gt;— Respeito com um lixo como você e esses seus amigos retardados que te seguem? Deixa de ser idiota.&lt;br /&gt;— O que disse? Disse T. agarrando J. pelo colarinho&lt;br /&gt;— Me solta seu lixo! Gritou J.&lt;br /&gt;— Se eu não soltar vai fazer o que seu porra.&lt;br /&gt;— Isso. Disse J. apertando os punhos de T., fazendo os ossos dele se quebrarem com toda facilidade, como quando alguém quebra uma vareta.&lt;br /&gt;— Desgraçado! Gritou T. abaixando as mãos. O que você fez?&lt;br /&gt;— Nada, porque T. doeu? Disse J. com um meio sorriso, que agora o acompanhava.&lt;br /&gt;— Seu filho da puta!&lt;br /&gt;— Concordo. Aquela vaca é mesmo uma puta&lt;br /&gt;— Ai machucou o cara, vai se ver com a gente&lt;br /&gt;— To pagando pra ver&lt;br /&gt;Um deles se aproximou, tentando lhe dar um soco, mas J. desviou e lhe acertou um soco no estomago, que fez ele cair, se retorcendo de dor. J. ainda lhe deu um chute no rosto que fez sangue da boca dele sujar todo o chão, lhe quebrando quase todos os dentes e vários ossos da face. Alguns agora se afastaram, a não ser alguns mais amigos de T., que tentaram partir para cima dele. J. então tirou o punhal das costas novamente e golpeou no estomago um, passou por ele e acertou na cabeça de outro, encravando punhal todo em sua tempora. Retirou o punhal dele, enquanto a gritaria começou a se instalar. Pessoas corriam de um lado para o outro, incluindo os amigos de T. J. então olhou para T. que estava parado, perplexo na sua frente.&lt;br /&gt;— Então T., ta gostando da festinha?&lt;br /&gt;— Cara para com isso&lt;br /&gt;— Eu não, ta tão divertido, todas essas pessoas correndo.&lt;br /&gt;— Você é louco cara.&lt;br /&gt;— Louco? Disse J. jogando T. no chão e lhe colocando o punhal no pescoço. Acha que eu sou louco, se tivesse sofrido o que sofri não acharia isso&lt;br /&gt;— Não me mata cara.&lt;br /&gt;— Tudo bem, vou te deixar vivo. Disse J. lhe tirando o punhal do pescoço. Pensando bem...&lt;br /&gt;J. então afastou o punhal e com um golpe violentou lhe enterrou no pescoço, fazendo o sangue jorrar em seu rosto. J. limpou o rosto e se levantou. Viu então uma das meninas sentada, como que em choque, perto da cena, tentando se esconder com as mãos no rosto. J. então se aproximou e agarrou sua mão. Disse no se ouvido que iriam dar um passeio. Ela tentava gritar por socorro, mas ninguém ouvia. J. a arrastava com força, força que ela não podia. Ela começara a chorar e J. não dizia nada, apenas a arrastava enquanto olhava aquela correria e mantinha aquele meio sorriso diabólico em seu rosto. J. a levou para fora da escola, e a arrastou mais uns metros até um velho galpão abandonado. Estava trancado com um cadeado enferrujado que com muita facilidade J. arrancou. Entrou com ela lá dentro e a jogou em um monte de sacos de terra. Deitou-se por cima dela enquanto guardava o punhal nas costas.&lt;br /&gt;— Você era a que T. comia, não era?&lt;br /&gt;— Por favor não faça nada comigo. Dizia ela em prantos&lt;br /&gt;— Não fazer nada. Acho que não. Disse J. lhe tirando a calcinha&lt;br /&gt;— Para por favor.&lt;br /&gt;— Vou parar, assim que eu acabar&lt;br /&gt;J. se afastou um pouco e retirou as calças, voltou a se deitar em cima dela. Ela gritava e chorava para que ele parasse e ele apenas continuava, cada vez com mais força e apenas rindo daquilo tudo. J. então levou sua mão até as costas e pegou o punhal, levantou a garota e lhe deu um golpe nas costas. Ela gritou e ele com toda força continuava a lhe penetrar. Desferiu mais um golpe e mais outro e mais outro..., mas esse havia sido fatal, não só para como para ele também. O golpe havia atravessado ela e atingido ele no coração. Ele a jogou nos sacos de terra e olhou seu peito que agora sangrava muito. Sentiu sua vista ficando escura e seu corpo pesado, caiu no chão e depois de um tempo de agonia, morreu, junto com a garota. A policia encontrou os corpos dos pais de J. no mesmo dia ao ir procura-los para lhe contar sobre seu filho e lhe fazerem perguntas, o corpo de J. e da garota foram encontrados no outro dia. Para todos os investigadores havia sido um crime motivado pelas brincadeiras dos colegas para com ele. Nunca foi encontrado nenhum sinal do ritual e o anel no dedo de J. havia sumido quando seu corpo foi encontrado. Os papéis do ritual foram esquecidos por J. após o ritual na floresta, e lá está até hoje esperando alguém o encontrar, esperando... &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Postagem de 09/06&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-648144423925415819?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/648144423925415819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/chacina-na-escola-leite-de-barros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/648144423925415819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/648144423925415819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/chacina-na-escola-leite-de-barros.html' title='Chacina na Escola Leite de Barros'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TDoQk0SSAeI/AAAAAAAAAG4/w1QtUJBqv7Q/s72-c/2542285915_9dcae4009e.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-2697763831648239719</id><published>2010-07-11T11:23:00.000-07:00</published><updated>2010-07-11T11:31:32.219-07:00</updated><title type='text'>O Blog está de volta (só não sei até quando)</title><content type='html'>Devido ao numero de visitantes que o blog tem apesar de estar sem publicar nada a muito tempo, estou reabrindo o blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, esse blog não será mais o blog da Irmandade das Sombras, mas um espaço para publicação de material sombrio, insolito, surreal, fantástico, enfim um espaço de literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar irei republicar materias antigos postados aqui no blog, para que os novos visitantes venham a conhecer o material dos escritores que já passaram por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também desejo que o espaço torne-se um espaço livre para que todos que quiserem publicar algo, seja um conto, uma poesia ou até mesmo o link de seu blog pessoal, possam publica-lo. Para isso, informo que o e-mail da Irmandade das Sombras está ao lado, caso queiram entrar em contato para quaisquer situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso algum autor se sinta ofendido de ter seu texto republicado entre em contato com o blog para que seu texto seja removido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, desejo que este espaço se torne um espaço livre para publicação de textos, um espaço onde a velha Irmandade possa ser lembrada e que, quem sabe um dia, que o espaço se torne um local de reunião de escritores, leitores ou de quem quiser vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços a todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-2697763831648239719?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/2697763831648239719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/o-blog-esta-de-volta-so-nao-sei-ate.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/2697763831648239719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/2697763831648239719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2010/07/o-blog-esta-de-volta-so-nao-sei-ate.html' title='O Blog está de volta (só não sei até quando)'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-1368193459833677482</id><published>2009-06-29T14:25:00.000-07:00</published><updated>2009-06-29T14:28:14.538-07:00</updated><title type='text'>Em Stand By por Tempo Inderteminado</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Devido a inumeras condições decidi, enquanto mantenedor principal, parar as postagens no blog por tempo inderteminado para reformulações.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Peço a colaboração dos outros autores para que não postem nada por enquanto.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Aos visitantes, o blog segue vivo, então sejam bem vindos sempre&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Abraços!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-1368193459833677482?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/1368193459833677482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/06/em-stand-by-por-tempo-inderteminado.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/1368193459833677482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/1368193459833677482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/06/em-stand-by-por-tempo-inderteminado.html' title='Em Stand By por Tempo Inderteminado'/><author><name>Linx</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-5180664870589521415</id><published>2009-06-17T16:30:00.000-07:00</published><updated>2009-06-17T16:36:30.726-07:00</updated><title type='text'>"I Concurso Literário Contos Grotescos"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/Sjl97Y_rkgI/AAAAAAAAAGo/_uJMlaoqgao/s1600-h/The-Dark-Book.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348444491754476034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/Sjl97Y_rkgI/AAAAAAAAAGo/_uJMlaoqgao/s320/The-Dark-Book.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O site Contos Grotescos (&lt;a href="http://www.contsodeterror.com.br/"&gt;http://www.contsodeterror.com.br/&lt;/a&gt;) está promovendo o “I Concurso Literário ‘Contos Grotescos’ – Prêmio Edgar Allan Pöe”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O concurso é dedicado a escolher obras de Terror, Horror, Suspense e afins inéditas para a elaboração de um antologia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A Inscrição é GRATUITA e há prêmios para os primeiros colocados&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mais informações no link abaixo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.contosdeterror.com.br/concurso"&gt;http://www.contosdeterror.com.br/concurso&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sorte aos participantes!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-5180664870589521415?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/5180664870589521415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/06/i-concurso-literario-contos-grotescos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/5180664870589521415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/5180664870589521415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/06/i-concurso-literario-contos-grotescos.html' title='&quot;I Concurso Literário Contos Grotescos&quot;'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/Sjl97Y_rkgI/AAAAAAAAAGo/_uJMlaoqgao/s72-c/The-Dark-Book.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-8985824332999054110</id><published>2009-06-13T12:30:00.000-07:00</published><updated>2009-06-13T12:33:42.460-07:00</updated><title type='text'>O Retrato Oval</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GDnNVjJ0a6k/SjP_CBtkrSI/AAAAAAAAAUo/19pGgGTxKiM/s1600-h/21976925_Franz_von_Stuck.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346897592903314722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 296px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GDnNVjJ0a6k/SjP_CBtkrSI/AAAAAAAAAUo/19pGgGTxKiM/s320/21976925_Franz_von_Stuck.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Conto clássico do mestre Poe (e um dos meus favoritos)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Edgar Allan Poe&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O castelo em que o meu criado se tinha empenhado em entrar pela força, de preferência a deixar-me passar a noite ao relento, gravemente ferido como estava, era um desses edifícios com um misto de soturnidade e de grandeza que durante tanto tempo se ergueram nos Apeninos, não menos na realidade do que na imaginação da senhora Radcliffe. Tudo dava a entender que tinha sido abandonado recentemente. Instalamo-nos num dos compartimentos mais pequenos e menos suntuosamente mobiliados, situado num remoto torreão do edifício. A decoração era rica, porém estragada e vetusta. Das paredes pendiam colgaduras e diversos e multiformes troféus heráldicos, misturados com um desusado número de pinturas modernas, muito alegres, em molduras de ricos arabescos doirados. Por esses quadros que pendiam das paredes - não só nas suas superfícies principais como nos muitos recessos que a arquitetura bizarra tornara necessários - , por esses quadros, digo, senti despertar grande interesse, possivelmente por virtude do meu delírio incipiente; de modo que ordenei a Pedro que fechasse os maciços postigos do quarto, pois que já era noite; que acendesse os bicos de um alto candelabro que estava à cabeceira da minha cama e que corresse de par em par as cortinas franjadas de veludo preto que envolviam o leito. Quis que se fizesse tudo isto de modo a que me fosse possível, se não adormecesse, ter a alternativa de contemplar esses quadros e ler um pequeno volume que acháramos sobre a almofada e que os descrevia e criticava.Por muito, muito tempo estive a ler, e solene e devotamente os contemplei. Rápidas e magníficas, as horas voavam, e a meia-noite chegou. A posição do candelabro desagradava-me, e estendendo a mão com dificuldade para não perturbar o meu criado que dormia, coloquei-o de modo a que a luz incidisse mais em cheio sobre o livro. Mas o movimento produziu um efeito completamente inesperado. A luz das numerosas velas (pois eram muitas) incidia agora num recanto do quarto que até então estivera mergulhado em profunda obscuridade por uma das colunas da cama. E assim foi que pude ver, vivamente iluminado, um retrato que passava despercebido. Era o retrato de uma jovem que começava a ser mulher. Olhei precipitadamente para a pintura e ato contínuo fechei os olhos. A principio, eu próprio ignorava por que o fizera. Mas enquanto as minhas pálpebras assim permaneceram fechadas, revi em espírito a razão por que as fechara. Foi um movimento impulsivo para ganhar tempo para pensar - para me certificar que a vista não me enganava -, para acalmar e dominar a minha fantasia e conseguir uma observação mais calma e objetiva. Em poucos momentos voltei a contemplar fixamente a pintura. Que agora via certo, não podia nem queria duvidar, pois que a primeira incidência da luz das velas sobre a tela parecera dissipar a sonolenta letargia que se apoderara dos meus sentidos, colocando-me de novo na vida desperta. O retrato, disse-o já, era de uma jovem. Apenas se representavam a cabeça e os ombros, pintados à maneira daquilo que tecnicamente se designa por vinheta - muito no estilo das cabeças favoritas de Sully. Os braços, o peito, e inclusivamente as pontas dos cabelos radiosos, diluíam-se imperceptivelmente na vaga mas profunda sombra que constituía o fundo. A moldura era oval, ricamente doirada e filigranada em arabescos. Como obra de arte, nada podia ser mais admirável que o retrato em si. Mas não pode ter sido nem a execução da obra nem a beleza imortal do rosto o que tão subitamente e com tal veemência me comoveu. Tão-pouco é possível que a minha fantasia, sacudida da sua meia sonolência, tenha tomado aquela cabeça pela de uma pessoa viva. Compreendi imediatamente que as particularidades do desenho, do vinhetado e da moldura devem ter dissipado por completo uma tal idéia - devem ter evitado inclusivamente qualquer distração momentânea. Meditando profundamente nestes pontos, permaneci, talvez uma hora, meio deitado, meio reclinado, de olhar fito no retrato. Por fim, satisfeito por ter encontrado o verdadeiro segredo do seu efeito, deitei-me de costas na cama. Tinha encontrado o feitiço do quadro na sua expressão de absoluta semelhança com a vida, a qual, a princípio, me espantou e finalmente me subverteu e intimidou. Com profundo e reverente temor, voltei a colocar o candelabro na sua posição anterior. Posta assim fora da vista a causa da minha profunda agitação, esquadrinhei ansiosamente o livro que tratava daqueles quadros e das suas respectivas histórias. Procurando o número que designava o retrato oval, pude ler as vagas e singulares palavras que se seguem: «Era uma donzela de raríssima beleza e tão adorável quanto alegre. E maldita foi a hora em que viu, amou e casou com o pintor. Ele, apaixonado, estudioso, austero, tendo já na Arte a sua esposa. Ela, uma donzela de raríssima beleza e tão adorável quanto alegre, toda luz e sorrisos, e vivaz como uma jovem corça; amando e acarinhando a todas as coisas; apenas odiando a Arte que era a sua rival; temendo apenas a paleta e os pincéis e outros enfadonhos instrumentos que a privavam da presença do seu amado. Era pois coisa terrível para aquela senhora ouvir o pintor falar do seu desejo de retratar a sua jovem esposa. Mas ela era humilde e obediente e posou docilmente durante muitas semanas na sombria e alta câmara da torre, onde a luz apenas do alto incidia sobre a pálida tela. E o pintor apegou-se à sua obra que progredia hora após hora, dia após dia. E era um homem apaixonado, veemente e caprichoso, que se perdia em divagações, de modo que não via que a luz que tão sinistramente se derramava naquela torre solitária emurchecia a saúde e o ânimo da sua esposa, que se consumia aos olhos de todos menos aos dele. E ela continuava a sorrir, sorria sempre, sem um queixume, porque via que o pintor (que gozava de grande nomeada) tirava do seu trabalho um fervoroso e ardente prazer e se empenhava dia e noite em pintá-la, a ela que tanto o amava e que dia a dia mais desalentada e mais fraca ia ficando. E, verdade seja dita, aqueles que contemplaram o retrato falaram da sua semelhança com palavras ardentes, como de um poderosa maravilha, - prova não só do talento do pintor como do seu profundo amor por aquela que tão maravilhosamente pintara. Mas por fim, à medida que o trabalho se aproximava da sua conclusão, ninguém mais foi autorizado na torre, porque o pintor enlouquecera com o ardor do seu trabalho e raramente desviava os olhos da tela, mesmo para contemplar o rosto da esposa. E não via que as tintas que espalhava na tela eram tiradas das faces daquela que posava junto a ele. E quando haviam passado muitas semanas e pouco já restava por fazer, salvo uma pincelada na boca e um retoque nos olhos, o espírito da senhora vacilou como a chama de uma lanterna. Assente a pincelada e feito o retoque, por um momento o pintor ficou extasiado perante a obra que completara; mas de seguida, enquanto ainda a estava contemplando, começou a tremer e pôs-se muito pálido, e apavorado, gritando em voz alta 'Isto é na verdade a própria vida!', voltou-se de repente para contemplar a sua amada: - estava morta!»&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-8985824332999054110?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/8985824332999054110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/06/o-retrato-oval.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/8985824332999054110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/8985824332999054110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/06/o-retrato-oval.html' title='O Retrato Oval'/><author><name>Linx</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GDnNVjJ0a6k/SjP_CBtkrSI/AAAAAAAAAUo/19pGgGTxKiM/s72-c/21976925_Franz_von_Stuck.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-108353260646747463</id><published>2009-05-31T12:53:00.000-07:00</published><updated>2009-05-31T13:01:29.492-07:00</updated><title type='text'>Versos Inscritos numa Taça Feita de um Crânio</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GDnNVjJ0a6k/SiLhumHS9UI/AAAAAAAAAT4/XrcV6a8d9F0/s1600-h/Cranio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342080298636211522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 232px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GDnNVjJ0a6k/SiLhumHS9UI/AAAAAAAAAT4/XrcV6a8d9F0/s320/Cranio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Uma das minhas poesias preferidas do mestre Byron (que eu não lembro se já postei nesse blog rs - se postei vale a pena postar de novo rs).&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Lord Byron&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não, não te assustes: não fugiu o meu espírito&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vê em mim um crânio, o único que existe&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do qual, muito ao contrário de uma fronte viva,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo aquilo que flui jamais é triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vivi, amei, bebi, tal como tu; morri;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que renuncie e terra aos ossos meus&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enche! Não podes injuriar-me; tem o verme&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lábios mais repugnantes do que os teus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Onde outrora brilhou, talvez, minha razão,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para ajudar os outros brilhe agora e;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Substituto haverá mais nobre que o vinho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se o nosso cérebro já se perdeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bebe enquanto puderes; quando tu e os teus&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já tiverdes partido, uma outra gente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Possa te redimir da terra que abraçar-te,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E festeje com o morto e a própria rima tente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E por que não? Se as fontes geram tal tristeza&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Através da existência -curto dia-,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Redimidas dos vermes e da argila&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao menos possam ter alguma serventia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-108353260646747463?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/108353260646747463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/05/versos-inscritos-numa-taca-feita-de-um.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/108353260646747463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/108353260646747463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/05/versos-inscritos-numa-taca-feita-de-um.html' title='Versos Inscritos numa Taça Feita de um Crânio'/><author><name>Linx</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GDnNVjJ0a6k/SiLhumHS9UI/AAAAAAAAAT4/XrcV6a8d9F0/s72-c/Cranio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-3763167282153128388</id><published>2009-05-17T11:54:00.000-07:00</published><updated>2009-05-17T11:57:25.554-07:00</updated><title type='text'>A Fortuna Maldita</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GDnNVjJ0a6k/ShBeCVQun2I/AAAAAAAAAQg/rcvD2GZmPr0/s1600-h/Fire_Eye%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336868952594095970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GDnNVjJ0a6k/ShBeCVQun2I/AAAAAAAAAQg/rcvD2GZmPr0/s320/Fire_Eye%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Linx&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;— Puta que pariu!&lt;br /&gt;O grito ecoou por toda aquele velho quarto. Por mais que R. suspeitasse que houvesse realmente algo de valor dentro daquele casarão abandonado, não podia crer que era tanto. E menos ainda podia crer que havia conseguido achar.&lt;br /&gt;Muito se falava a respeito da fortuna que o velho B. havia escondido em algum lugar do seu casarão, mas eram poucos os com coragem de entrar ali (diziam que a casa era amaldiçoada) e os intrépidos caçadores de tesouros que se arriscavam a entrar por mais que vasculhassem a casa toda, ninguém jamais havia encontrado uma pista, mas agora ele o encontrara, o baú, cheio de jóias e barras de ouro.&lt;br /&gt;— Estou rico!&lt;br /&gt;Ele gritava e coxeava pelo aposento com uma criança. Estava em êxtase.&lt;br /&gt;— Deve ter uma fortuna aqui! Disse ele tirando um punhado das jóias do baú. tenho que tira-lo daqui&lt;br /&gt;R. pegou em uma das argolas laterais do baú e se pôs a arrasta-lo para fora. Ninguém havia vindo com ele e como não pensava agora em dividir aquele ouro, acharia um jeito de leva-lo até sua caminhonete estacionada na frente do casarão, coloca-lo na caçamba e leva-lo até sua casa, onde de lá realizaria os tramiteis legais.&lt;br /&gt;— O que é isso?&lt;br /&gt;R. parou no meio do caminho e viu algo que lhe chamou a atenção; um livro velho, em cima de um móvel. Decidiu recolhe-lo antes de ir embora e pondo num dos seus bolsos&lt;br /&gt;Apesar de sua perna direita não ajudar muito (uma pedra havia caído em cima dela a uns três anos - e ele esperava uma prótese até hoje), ele conseguiu quase levando seus músculos a estafe, colocar o ouro na caçamba de seu carro.&lt;br /&gt;— Estou rico, estou rico! R. falava baixinho e ria sem parar. Adeus vida de pobre pé rapado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Senhor, seu uísque.&lt;br /&gt;— Sim, agora volte pro seu trabalho&lt;br /&gt;— Sim senhor. Disse ele abaixando a cabeça&lt;br /&gt;— Ande lesma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haviam se passado cerca de um ano e agora R. não era mais aquela caçador de tesouros manco, mas sim um dos homens mais ricos de todo pais e famosos do pais.&lt;br /&gt;Logo após sua descoberta a noticia logo se espalhou pela região e em pouco tempo pelo pais todo e suas extravagâncias logo começaram a virar capa de revistas e jornais.&lt;br /&gt;Suas primeiras providencias foram corrigir algumas marcas que a vida havia lhe deixado, se submetendo por varias cirurgias plásticas. Além disso colocou próteses feitas do ouro que ele havia encontrado no seu fêmur e radio (radio que ele quebrou ao tentar tirar o baú de cima de seu carro), e trocou todos seus dentes já apodrecidos por próteses em ouro.&lt;br /&gt;A casa onde ele achou o baú foi inteiramente reconstruída, passando por cima até mesmo do patrimônio nacional que havia tombado aquela casa, sendo acrescentada um grande garagem inclusive que ele encheu de carros importados.&lt;br /&gt;Além de sua gastança desenfreada com essa casa, carros, jóias entre outros ele também era conhecido por armar escândalos; brigas embebedado, grandes orgias com atrizes do mundo pornográfico e rachas com seus carros – em um ou dois deles resultado em morte de pessoas inocentes – obviamente encobertas).&lt;br /&gt;Seu temperamento que já era arrogante, se tornou insuportável e por isso ele vivia praticamente sozinho naquela mansão, a não ser pelos seus inúmeros empregados (muitas delas obrigadas a satisfazer seus desejos sórdidos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Já arrumou meu quarto e meu banho?&lt;br /&gt;— O senhor já vai se deitar?&lt;br /&gt;— E o que você tem haver com isso seu imbecil&lt;br /&gt;— Nada senhor&lt;br /&gt;— Então ande, arrume tudo lá sua lesma. Ou quer ser despedido?&lt;br /&gt;— Não senhor. Já estou indo&lt;br /&gt;— Vai suma. E rápido que quando eu chegar lá quero tudo pronto&lt;br /&gt;— Sim senhor&lt;br /&gt;— Cambada de inúteis!&lt;br /&gt;R. se levantou com dificuldade e foi até seu aposento. Tentou ir o mais rápido possível, para tentar pegar tudo ainda por terminar, mas ao chegar nos seus aposentos seu empregado já lhe esperava com a porta aberta&lt;br /&gt;— Pronto senhor. Mais alguma coisa?&lt;br /&gt;— Não suma logo seu imbecil&lt;br /&gt;— Sim senhor&lt;br /&gt;O emprego então esperou R. entrar e fechou a porta, seguindo pelo corredor até seu quarto proferindo em voz baixa diversos palavrões. R. enquanto isso acabava de tomar seu banho e já estava indo se deitar.&lt;br /&gt;Aquela noite estava quente e isso fez R. acordar no meio da noite, já sem sono. Ficou deitado um tempo, mas não conseguia pregar o olho. Decidiu fazer algo para passar o tempo e ver se o sono chegava. Ligou a televisão, mas nela nada parecia lhe interessar, desligando ela logo em seguida.&lt;br /&gt;Deitou-se de lado e viu em cima de seu criado-mudo aquele velho livro que ele havia achado junto com sua fortuna.&lt;br /&gt;Ele nunca havia se interessado em sequer abrir aquele livro depois de ter sua fortuna nas mãos, mas como aquela noite parecia não passar decidiu abri-lo e ver do que se tratava.&lt;br /&gt;Lendo um pouco do conteúdo, viu que não se tratava de um livro, mas sim de um diário, o diário do velho B.&lt;br /&gt;Nele o velho contava muitas historias e contava como havia feito sua fortuna, passando por cima de muitos a matando diversas pessoas. Quanto mais ele lia, mais ele via o porque de tanta gente temer aquela casa, pois a cada pagina a historia daquele velho senhor parecia piorar e ele parecia cada vez mais doentio.&lt;br /&gt;Ao chegar na ultima pagina ele se deparou com um relato desesperado:&lt;br /&gt;“Não agüento mais, isso já está ficando insuportável. Eles agora estão em todas as partes a toda hora. Vejo hoje que o que fiz foi algo imperdoável e que essa maldição nunca vai ter fim. Escrevo aqui e peço a pessoa que encontrar meus rabiscos que não façam uso nem sequer de um vintém de minha fortuna pois nela está contida a maldição que me condenou e que eu criei com meus infames atos covardes pelo qual adquire toda essas jóias e dobrões de ouro...”&lt;br /&gt;A relato terminava ai, mas pela caligrafia no fim da frase. Podia-se presumir claramente que ele continuaria a escrever, mas não conseguiu.&lt;br /&gt;— Velho caduco. Disse R. sorrindo. Já devia estar maluco esse porra.&lt;br /&gt;R. ficou um tempo rindo sozinho, mas logo o sono veio e ele adormeceu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O que?&lt;br /&gt;R. acordou assustado com um barulho de porta rangendo. Ao abrir os olhos reparou que sua porta estava aberta e uma luz vinha do corredor. Tateou o chão em busca de seu chinelo e decidiu ver o que acontecia, pois ele tinha certeza que havia apagado todas as luzes e fechado a porta, já que seu sono só vinha com todas as luzes apagadas.&lt;br /&gt;— Deve ter sido um daqueles empregados inúteis. Bando de idiotas!&lt;br /&gt;Ao sair do seu quarto e olhar seu extenso corredor viu algo no fundo dele que parecia ser uma criança.&lt;br /&gt;— Hei quem é você? Espere, volte!&lt;br /&gt;A criança correu em direção a escada descendo ela rapidamente. R. a seguiu correndo o máximo que podia. Desceu as escadas rapidamente e viu a criança olhando para o lado de fora em frente a porta principal aberta. Ao ver que ele havia chegado ela aponta para fora. R. vai em sua direção temeroso e para ao seu lado.&lt;br /&gt;— Meu Deus!&lt;br /&gt;Por um breve momento seu corpo ficou paralisado e suas pernas tremeram. Do lado de fora de sua casa estavam depostos centenas de corpos de pessoas, todas aparentemente mutiladas, pois seus braços, pernas e vísceras estavam espalhados por todos os lugares.&lt;br /&gt;— O que é isso?&lt;br /&gt;— Foi seu ouro que fez. Disse a criança olhando para ele.&lt;br /&gt;— Não! Não! Eu não fiz nada!&lt;br /&gt;— Seu ouro nos matou...&lt;br /&gt;Ao pronunciar essas palavras o pescoço da criança começou a se abrir e derramar uma imensa quantidade de sangue vermelho vivo&lt;br /&gt;— Veja o que seu dinheiro fez. Disse ela com uma voz como de alguém que se afoga. Veja!&lt;br /&gt;— Não!&lt;br /&gt;— Esse dinheiro é maldito e te levara com ele ao inferno&lt;br /&gt;— Não!&lt;br /&gt;O grito acompanhou o brusco acordar dele.&lt;br /&gt;— Foi só um sonho. Foi só um sonho. Deus que susto&lt;br /&gt;Um sorriso amarelo brotou de seus lábios. Mas por mais que ele acreditasse que aquilo apenas tinha sido um sonho, fruto da leitura do relato apavorante do diário de B., no fundo sabia que havia algo de errado. Decidiu que não pensaria nisso aquele dia; precisava de uma massagem e um bom uísque só isso.&lt;br /&gt;Tateou então o chão em busca de seu chinelo e o calçou antes de se levantar e ir até o banheiro tomar uma bom banho de hidromassagem.&lt;br /&gt;Após seu longo banho, pôs um belo terno e segui de carro até uma casa de massagem. Pensou que podia passar o dia lá e só voltar pra sua casa para dormir, pois hoje aquela casa lhe parecia um tanto assustadora.&lt;br /&gt;Por mais que tivesse num de seus lugares favoritos, cercado por mulheres lindas, aquele sonho lhe perturbava muito. Algo lhe dizia que aquilo tinha um fundo de realidade, mas não seria um sonho idiota que o faria desistir de sua boa vida; “se o velho fez a fortuna matando pessoas, o problema foi dele, eu só quero saber de curtir minha grana.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Senhor pode me dar um trocado? Disse um velho senhor cutucando o vidro de seu carro importado na frente de sua casa&lt;br /&gt;— Não tenho e vai trabalhar seu vagabundo&lt;br /&gt;— Não posso senhor, eu perdi uma perna&lt;br /&gt;— E o que eu tenho a ver com isso seu vagabundo?&lt;br /&gt;— Porque foi seu dinheiro que fez isso!&lt;br /&gt;A fisionomia do senhor mudou de uma profunda tristeza para o profundo ódio, adquirindo um olhar extremamente diabólico&lt;br /&gt;— Seu doente! Maluco! Sai daqui&lt;br /&gt;— Eu quero o que me pertence!&lt;br /&gt;— Filho de uma puta!&lt;br /&gt;O carro de R. acelerou o mais rápido que podia até sua garagem. Fechou a porta desesperado e subiu ao hall correndo.&lt;br /&gt;— Preciso de um uísque.&lt;br /&gt;— Eu quero o que é meu!&lt;br /&gt;— Não!&lt;br /&gt;R. olhou para o lado e lá estava aquele senhor, mas agora acompanhado de outros vinte homens, todos sem pernas ou braços, sujos de terra e sangue, com farrapos rasgados. Na frente deles aquele menino de ontem.&lt;br /&gt;— Você virou um sujeito arrogante e enriqueceu em cima de nossas vidas. Agora viemos buscar nosso ouro que você nos roubou&lt;br /&gt;— Vocês são só um sonho! Não existem&lt;br /&gt;— Me de o que me pertence!&lt;br /&gt;Os homens quase que pularam de seus lugares em direção a R. que tentou fugir subindo as escadas. No fim dela quando ele se virou em direção ao corredor que dava ao seu quarto viu todos aqueles homens parados ali, um monte deles para cada lado. Eles avançaram em cima dele o cercando por todos os lados&lt;br /&gt;— Nos dê o que ele roubou!&lt;br /&gt;— Não... não!&lt;br /&gt;Um deles enfiou a mão no antebraço de R. e abriu ele com suas unhas. R. gritou o mais alto que podia. Outros dois também levaram a mão aquele braço,competindo entre eles.&lt;br /&gt;— Parem!&lt;br /&gt;— Queremos o que é nosso!&lt;br /&gt;Outros dois começaram a forçar a boca de R. até expô-la completamente e começaram e tentar rançar seus dentes com suas unhas. R. tentava se mexer, mas era contido por eles e por mais que tentasse gritar ou morder eles seguravam sua boca com muita força. Agora lagrimas já cobriam todo seus rosto e escorria muito sangue de sua boca.&lt;br /&gt;— Ah!&lt;br /&gt;O grito mal saiu; outros cinco tentavam abrir sua perna a mordidas e unhadas. Dilaceravam a carne, tentando expor aquele osso de ouro, o arrancando logo em seguida. Sua boca mal continha dentes, pois a maioria já havia sido arrancada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Senhor!&lt;br /&gt;O mordomo deu um grito alto e apavorado ao ver seu patrão deitado no chão em cima de uma poça de sangue. Sua boca estava aberta e dela vazava uma enorme quantidade de sangue, assim como um de seus antebraços e pernas totalmente mutilados.&lt;br /&gt;Após esse incidente a casa foi queimada em meio a um abaixo assinado da população local e o terreno coberto com sal. Até hoje ao se passar ali em frente pode-se ver aquele enorme terreno carbonizado e muitos afirmam que a noite ainda se ouvem gritos desesperados de dor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-3763167282153128388?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/3763167282153128388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/05/fortuna-maldita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/3763167282153128388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/3763167282153128388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/05/fortuna-maldita.html' title='A Fortuna Maldita'/><author><name>Linx</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GDnNVjJ0a6k/ShBeCVQun2I/AAAAAAAAAQg/rcvD2GZmPr0/s72-c/Fire_Eye%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-7988842227985434929</id><published>2009-05-17T07:37:00.000-07:00</published><updated>2009-05-17T07:43:12.120-07:00</updated><title type='text'>Coleção de dedos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XZFrTDS2BXo/SChwVfPCYmI/AAAAAAAAAFw/WeHrPe1diMQ/s320/Dedo+cortado.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 232px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZFrTDS2BXo/SChwVfPCYmI/AAAAAAAAAFw/WeHrPe1diMQ/s320/Dedo%2Bcortado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Era fim de tarde,o sol não aparecera o dia inteiro e agora uma chuva fina caia esfriando a cidade.As pessoas se acotovelavam nas ruas,lotavam os onibus,congestionavam o trânsito com seus carros,era a fuga de todo final de dia com cada um querendo chegar o mais depressa em sua casa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Andavam como animais que pressentem os perigos da noite,se aglomeravam em busca de proteção.Perto da entrada para o metrô a confusão era ainda maior,a massa compacta de pessoas tentava descer as escadas sem se desgrudar,todos correndo,todos com receio de tudo.Em meio aos adultos cansados um grupo de crianças em idade escolar também seguia.Eram cinco,com suas mochilas coloridas cheias de personagens de desenho animado,seus rostinhos inocentes mostravam sorrisos não tão inocentes,todas entre 6 e 8 anos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A chuva começou a piorar,agora eram gotas grossas e contínuas que caiam.A multidão farejava o predador,em meio ao ruido de buzinas,conversas e celulares um grito.Um mulher caiu de joelhos no meio da massa,segurava a mão que sangrava profusamente,dois homens pararam para ajuda-la e então se horrorizaram,onde antes haviam cinco belos dedos agora só restavam quatro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A multidão se comprimiu mais,um homem gritou e se abaixou,ouviu-se uma risada infantil.O cheiro de sangue misturava-se ao de chuva,as pessoas olhavam ao redor procurando o agressor,o predador.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais um grito e outra pessoa abaixada,outro dedo decepado,as mochilas coloridas se movimentavam rápido e a massa agora corria assustada descendo as escadas em alta velocidade.Pessoas que caiam eram pisoteadas,outras eram chutadas e rolavam as escadas coalhadas de gente.As risadas infantis eram altas,mas não tão altas que não desse pra ouvir as sirenes e foi ai que tudo parou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As mochilas sumiram na multidão,os policiais só encontraram vítimas...Mais tarde atrás de uma lixeira num beco qualquer as cinco crianças olhavam seus troféus.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A garotinha loira estendeu o belo dedo de mulher onde se via um anel ensanguentado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu peguei o mais bonito... - Ela dizia satisfeita.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um garoto negro exibiu as mãos cheias de dedos decepados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Mas eu peguei mais que todo mundo... - Ele ria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Parem de rir e guardem nossos brinquedos,mamãe me bate se eu me atraso para o jantar... - Disse um garoto que parecia ser o lider tirando um tijolo da parede proxima e escondendo sua cota de dedos ali.Os outros o imitaram.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Então está combinado...Amanhã vamos ao terminal de ônibus e vocês vão ver como é bem mais dificil cortar orelhas... - Falou uma garota oriental rindo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todos riram,um sorriso nem tão inocente...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-7988842227985434929?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/7988842227985434929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/05/colecao-de-dedos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/7988842227985434929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/7988842227985434929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/05/colecao-de-dedos.html' title='Coleção de dedos'/><author><name>Hell</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_vLKfGgaWfVs/SfO7yG0B_NI/AAAAAAAAAAM/YZZQ3XetSGk/S220/Hell+482.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XZFrTDS2BXo/SChwVfPCYmI/AAAAAAAAAFw/WeHrPe1diMQ/s72-c/Dedo%2Bcortado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-3526247572440931367</id><published>2009-05-01T15:37:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T15:43:26.633-07:00</updated><title type='text'>Obsessão</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GDnNVjJ0a6k/Sft66zfhQNI/AAAAAAAAAPY/g0rrkviZiuo/s1600-h/1170456652_sata_gustave_dore.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330989734596526290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 305px; CURSOR: hand; HEIGHT: 290px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GDnNVjJ0a6k/Sft66zfhQNI/AAAAAAAAAPY/g0rrkviZiuo/s320/1170456652_sata_gustave_dore.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uma Poesia sombria do mestre Baudelaire&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Grandes bosques, de vós, como das catedrais,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Sinto pavor; uivais como órgãos; e em meu peito,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Câmara ardente onde retumbam velhos ais,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;De vossos De profundis ouço o eco perfeito.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Te odeio, oceano! Teus espasmos e tumultos,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Em si minha alma os tem; e este sorriso amargo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Do homem vencido, imerso em lágrimas e insultos,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Também os ouço quando o mar gargalha ao largo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Me agradarias tanto, ó noite, sem estrelas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Cuja linguagem é por todos tão falada!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;O que procuro é a escuridão, o nu, o nada!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Mas eis que as trevas afinal são como telas,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Onde, jorrando de meus olhos aos milhares,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Vejo a e olharem mortas faces familiares.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-3526247572440931367?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/3526247572440931367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/05/obsessao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/3526247572440931367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/3526247572440931367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/05/obsessao.html' title='Obsessão'/><author><name>Linx</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GDnNVjJ0a6k/Sft66zfhQNI/AAAAAAAAAPY/g0rrkviZiuo/s72-c/1170456652_sata_gustave_dore.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-6636682652379316804</id><published>2009-04-29T17:50:00.000-07:00</published><updated>2009-04-29T18:21:36.539-07:00</updated><title type='text'>O jeito é matar</title><content type='html'>&lt;a href="http://img211.imageshack.us/img211/2871/comporta03.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 242px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://img211.imageshack.us/img211/2871/comporta03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;  Ela sorriu e ele também.Era tão bonito,tudo era tão bonito...Aquela pequena padaria de esquina,a mesa verde de ferro fundido,as florezinhas azuis pintadas na xicara dela,a maneira que ela segurava a xicara,era quase...Poético...&lt;br /&gt; Ele olhava totalmente absorvido nela,sabia que estava com cara de idiota mas naquele momento,sinceramente...Não lhe importava.&lt;br /&gt;  Ela queria o mundo e ele queria somente a ela.Ela era a flor,ele os espinhos.Queria estar em todos os lugares,a todo tempo,em todas as conversas,vendo-a,tocando-a,respirando o ar dela.E ela a suspirar,a passar as mãos pelos cabelos longos,aqueles aneis ruivos...Cor de sangue...De sangue.&lt;br /&gt;  Ele notou então que a queria demais...Se anulava por ela,se feria por ela,se dividia por ela e por ela sumia.Viu tarde demais que abandonara a faculdade,assim como seu emprego promissor,abandonara os amigos,a familia...Enfim tudo.Mergulhara nela e a deixara ser ele.Percebeu que as paredes de seu quarto eram forradas de fotos dela,percebeu no meio de suas roupas uma mecha do cabelo dela cortada sabe Deus quando...Tinha até um lencinho dela,meio manchadinho do sangue dela no dia que a xicara de florezinhas azuis quebrara...Quando fora isso?&lt;br /&gt;  Ela queria o mundo...Ele queria não querê-la mais...Mas agora era tarde,ela era a vida e só acabaria quando a vida deixasse de existir.Viu sua saída,sua luz no fim do túnel...Matá-la,sim matá-la,porque apenas matando-a ele voltaria a existir,ele poderia viver de novo de luto pelo amor,odiando o amor,desistindo do amor e sendo feliz.FELIZ!!&lt;br /&gt;  Em um acesso de alegria ele rasgou as fotos das paredes,queimou a mecha do cabelo dela,se jogou no chão em meio a confusão e riu...Riu a tarde toda.&lt;br /&gt;  Deu um jeito de copiar a chave da casa dela,tinha anotado em uma agenda toda a rotina dela,sabia de cada um de seus passos,cada um de seus horários...Foi simples seguir seu plano...&lt;br /&gt;  Ele entrou pelas 6:00 da tarde,na vizinhança ninguém o estranhou,estavam acostumados a vê-lo com ela.Acharam normal...&lt;br /&gt;  Dentro da casa ele ligou o som,colocou cd's que ambos gostavam,abriu as cortinas,arrumou o que ela deixara bagunçado,fez o capuccino que ela tanto tomava na padaria de esquina.Sentou no sofá e esperou...Ela que não chegava...Se atrasara 10 minutos...Não faria diferença...Morreria do mesmo jeito...&lt;br /&gt;  O mal foi a curiosidade...Nunca estivera no quarto dela...Queria tanto tanto....Tentou se conter e não pode,abriu a porta cor de creme e entrou.Quase morreu de infarto.&lt;br /&gt;  As paredes eram forradas com fotos dele,fotos do dia dele.Ele no banho,ele dormindo,ele estudando,ele tomando café na cozinha pequena do seu apartamento,ele tirando fotos dela,ele no carro,ele parado numa rua...Ele,ele,ele...&lt;br /&gt;  Ele olhava o quarto todo sem entender,parecia tão irreal...Olhou o chão e viu mais fotos,viu também as cartas que ele escrevia mas nunca mandava e que pensava ter jogado no lixo.Viu a letra miuda dela espalhada em suas fotos,dizia a mesma coisa "te amo".Cem,mil,um milhão de vezes repetida.Ele se apoiou na parede arfando...Aquilo era loucura...Loucura...Sentiu medo e desmaiou com uma pancada na cabeça.&lt;br /&gt;  Acordou preso a cama,ela estava ao seu lado,o rosto manchado de lágrimas,o cabelo em desordem.&lt;br /&gt;- Você não podia ter visto...Eu tentei...Tentei que você não soubesse... - Ela dizia andando pelo quarto,arrancando as fotos e jogando no chão.Tirou do armário uma camisa dele e cheirou,beijou,passou-a pelo corpo. - É que eu te amo tanto tanto...Mas preciso viver entende?Por favor,você precisa entender!Eu não vivo mais!&lt;br /&gt;  Ela jogou a camisa no chão e começou a jogar alcool em tudo,estava insana,repetia que precisava viver.Ele compreendia e também chorava...Sabia o que iria acontecer...Ele mesmo planejara...Ele fora pego em sua propria armadilha...Não ia adiantar nada pedir e nem implorar por sua vida,ele sabia o que ela sentia,sabia que ela não iria parar...Porque ele também não pararia.&lt;br /&gt;- Vai doer,mas vai passar...E ai estaremos livres...Ta?Eu te amo... - Ela sussurrou no ouvido dele e depois o beijou na boca.&lt;br /&gt;  Saiu do quarto jogando um fosforo aceso no chão,ela ainda viu as primeiras labaredas.Mas o inferno quem presenciou foi ele...Sentiu o fogo lhe consumir a carne,lhe arrancar a pele...Viu todo seu corpo se encher de bolhas,se sentiu sufocar pela fumaça.&lt;br /&gt;  Morreu em extrema agonia sabendo que agora ela queria o mundo...E ele não estaria lá para impedir...O amor não passava...O amor não passava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;" Isso não é amor, é uma perseguição...Você vai onde eu vou,até na contramão..."&lt;/em&gt; 2ois&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-6636682652379316804?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/6636682652379316804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/04/o-jeito-e-matar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/6636682652379316804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/6636682652379316804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/04/o-jeito-e-matar.html' title='O jeito é matar'/><author><name>Hell</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_vLKfGgaWfVs/SfO7yG0B_NI/AAAAAAAAAAM/YZZQ3XetSGk/S220/Hell+482.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-5415620864881135215</id><published>2009-04-26T14:39:00.000-07:00</published><updated>2009-04-26T14:59:03.933-07:00</updated><title type='text'>Begotten</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_GDnNVjJ0a6k/SfTZHt_MnEI/AAAAAAAAAOo/P5rLk8SSI0c/s1600-h/begotten.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 217px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_GDnNVjJ0a6k/SfTZHt_MnEI/AAAAAAAAAOo/P5rLk8SSI0c/s320/begotten.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329122985713114178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Por Linx&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma epifania da criação"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Começo a postar hoje aqui no blog resenhas de assuntos interessantes a arte sombria (e comunico aos outros autores que fiquem a vontade para postar também)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Begotten (Estados Unidos da América, 1991, Direção: E. Elias Merhige) é um filme que podemos considerar sem rótulo (alias minto, um rótulo cabe muito bem a ele: Sombrio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma Epifania da Criação como li em um site, um experimento sombrio, um filme para poucos, acho que podemos defini-lo assim. Presico dizer que é um filme dificil de entender, que não tem nada a ver com as produções Hollywoodinas e que provavelmente se você tiver a mente fechada você não vai gostar? O que me leva a um dificil dilema; descreve-lo. Bem tentarei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme, apesar de ter sido feito em 1991 é em preto e branco, alias melhor que isso, pois as imagens são taõ envelhecidas que dá a impressão de se assistir o filme mais antigo do mundo (alias a proposta do diretor é que o filme parecesse como algo tão antigo quanto a criação). Não há diálogos e os poucos sons que se houvem não passam de ruídos. Por esse meio o diretor desenrrola uma série de cenas chocantes, dando pouco fio de história ao expectador, ficando nós, meras testemunhas, a merce de sua sombriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, o filme inspira e te faz repensar a vida de uma forma que você não é mais o mesmo após assistir e é muito dificil você esquece-lo e não ficar com ele na cabeça durante um bom tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem que tal um pouco da história? Deus está numa cabana se mutilando e após sua morte uma mulher surge. Essa é a Mãe Natureza, que debraçada sobre Deus masturba seu cadáver e com seu esperma se fecunda dando origem a um ser fraco e raquitico que fica vulnerável a uma horda de seres sem face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou com vontade? Pois bem o que espera! rs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ai fica minha dica. Caso você seja um bitolado em filmes americanos que precisam te contar a história com todos os detalhes para você entender algo, fica maravilhado com Slasher que esgotam até a última gota sua franquia e clichês imbecis, esqueça esse artigo. Caso você tenha a mente aberta e tenha a vontade de ver algo novo, pois bem esse filme é para você. Se você é iniciado no gênero e ainda não viu, bem o que está esperando!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-5415620864881135215?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/5415620864881135215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/04/begotten.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/5415620864881135215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/5415620864881135215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/04/begotten.html' title='Begotten'/><author><name>Linx</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GDnNVjJ0a6k/SfTZHt_MnEI/AAAAAAAAAOo/P5rLk8SSI0c/s72-c/begotten.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-3340773394999254610</id><published>2009-04-25T18:25:00.000-07:00</published><updated>2009-04-26T12:56:07.844-07:00</updated><title type='text'>Garota Perfeita</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_GDnNVjJ0a6k/SfS8SX1kVoI/AAAAAAAAAOY/XE5jk0F87-Y/s1600-h/p20059-blood-girl-mobile-wallpaper.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_GDnNVjJ0a6k/SfS8SX1kVoI/AAAAAAAAAOY/XE5jk0F87-Y/s320/p20059-blood-girl-mobile-wallpaper.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329091282908501634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Hell&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era como se ela não fosse vista, as pessoas passavam por ela e lhe sorriam mas na verdade não a enxergavam. Dia após dia ela via as pessoas passarem, lhe olharem como um bicho em exposição.&lt;br /&gt;Algo devia estar errado, por que não era lhe permitido sentir? Por que não lhe era permitido pensar por si? Por que não lhe era permitido sentir o que todos sentem quando estão vivos?&lt;br /&gt;Suas mãos tocaram o vidro da vitrine, algo tinha que estar errado. Ela bateu uma vez, ninguém lhe deu atenção, continuaram a passar como se nada tivesse acontecido.&lt;br /&gt;Ela bateu de novo, com um pouco mais de força,ainda assim nada... Tentou gritar mas desistiu quando lembrou que os vidros eram a prova de som. Deitada em sua cama macia de cetim vermelho ela chorou, ela queria apenas sair, ela queria apenas viver... Não entendia por que isso lhe era negado.&lt;br /&gt;Novo dia, mesma rotina. Uma menina passou pela vitrine e lhe olhou fixamente, ela tentou sorrir, ser simpática, talvez a menina lhe tirasse dali. Não, a mãe acabou por levar a menina embora. Ela sentou no chão e em um acesso de raiva destruiu alguns objetos de sua prisão.&lt;br /&gt;Ela não tinha família, não tinha amigos, por que? Ela era igual aos outros que passavam la fora, mas não vivia como eles.&lt;br /&gt;Um dia um homem entrou em sua vitrine, ele trazia um cartaz vermelho na mão. Ela avançou sobre ele tentando perguntar por que estava ali, por que não podia viver, por que e por que... Ele recuou com medo, ela o prendeu, tentou lhe falar mas sua voz não saia. Por que? Por que? Ele não parava quieto, ela teve que segura-lo um pouco mais forte, só queria explicações, respostas a tantos por quês.&lt;br /&gt;Ele agora começava a arranha-la, seu olhar tinha um desespero que ela não entendia, olhou para suas mãos, elas estavam cobertas de um liquido vermelho, o que era aquilo? Era tão bonito, tão brilhante... Ela tentou perguntar ao homem o que era mas ele tinha dormido, ela lhe deu alguns tapas esperando que ele acordasse mas apenas sujou o rosto dele de vermelho... Tão bonito...&lt;br /&gt;Ela começou a abrir mais o buraco que lhe havia feito no peito, ali dentro mais e mais vermelho. Quente, lindo, vibrante. Ela esfregou o vermelho pelo corpo e magicamente as pessoas pararam para olha-la. As pessoas agora a olhavam com interesse.&lt;br /&gt;Sim, finalmente era notada. Ela sorriu passando mais do vermelho mágico pelo corpo, caminhou até a vitrine, as pessoas se afastaram com uma expressão que ela não entendeu.&lt;br /&gt;Ela tentou faze-los voltar, mas eles se afastaram mais. Ela arrebentou o vidro correndo atrás deles, precisava ser notada, precisava.&lt;br /&gt;Derrubou uma mulher no chão, a pegou pelos cabelos e lhe abraçou forte. Aos poucos o crânio duro foi ficando macio, ela sentiu seus braços molhados. A cabeça da mulher era uma mera massa disforme, ela foi atrás das outras pessoas.&lt;br /&gt;Atenção, só precisava de atenção, e aquele liquido vermelho lhe proporcionava isso, precisava de mais, muito mais.&lt;br /&gt;Na vitrine o vento virou o cartaz vermelho que dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Boneca Cynthya, todo amor ao seu alcance”&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-3340773394999254610?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/3340773394999254610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/04/garota-perfeita.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/3340773394999254610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/3340773394999254610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/04/garota-perfeita.html' title='Garota Perfeita'/><author><name>Hell</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_vLKfGgaWfVs/SfO7yG0B_NI/AAAAAAAAAAM/YZZQ3XetSGk/S220/Hell+482.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GDnNVjJ0a6k/SfS8SX1kVoI/AAAAAAAAAOY/XE5jk0F87-Y/s72-c/p20059-blood-girl-mobile-wallpaper.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-7251000739686842613</id><published>2009-04-17T16:58:00.000-07:00</published><updated>2009-04-17T17:08:22.594-07:00</updated><title type='text'>O Escolhido</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SekZpAZK-OI/AAAAAAAAAGY/JxcWMsJmLDM/s1600-h/damien_a_profecia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325816226613229794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 210px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SekZpAZK-OI/AAAAAAAAAGY/JxcWMsJmLDM/s320/damien_a_profecia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Estou meio sem material para postar por isso posto algo meu mesmo rs&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Linx&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;“Quem tiver sabedoria que calcule o número da besta, pois é um numero de homem e seu numero e seiscentos e sessenta e seis”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Apocalipse de São João&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Cinco minutos...&lt;br /&gt;L. olhava no relógio sem parar, estava extremamente ansioso. Suas pernas mal paravam no lugar e ele começava a suar.&lt;br /&gt;Seis meses, era o que ele havia esperado, seis longos meses para que ela aceitasse sair com ele, mas agora ele estava lá, com sua melhor roupa, segurando um CD que ela disse ser de sua banda favorita (que por sinal ele odiava - mas passou a tentar gostar) na frente daquele shopping a esperando.&lt;br /&gt;Seus olhos corriam todos os rostos que passavam, procurando o rosto de sua amada. Aquele rosto...&lt;br /&gt;Devia ser o rosto mais lindo que ele havia posto os olhos. Parecia de um anjo, esculpido pelas mãos do próprio Deus. Aquele rosto que fez ele se apaixonar perdidamente desde a primeira vez que o viu. Agora ele o procurava no meio da multidão, já meio que desesperado pois via em seu relógio que ela devia estar ali já faziam dez minutos.&lt;br /&gt;— Ela deve ter desistido... não! Pare de ser pessimista! Ela virá. Afinal coisas acontecem, ônibus quebram, essas coisas...&lt;br /&gt;Mas algo no fundo dizia que ela não viria. Bem lá no fundo ele sabia que aquilo tinha sido uma idiotice, afinal porque ela viria? Porque ela iria se encontrar com ele? Tantos porque ela escolheria justamente ele?&lt;br /&gt;— Não passo de um idiota...&lt;br /&gt;Seus pensamentos otimistas logo começaram a sumir de vez quando ele se voltou ao relógio e viu que já passaram meia hora do combinado.&lt;br /&gt;— Melhor eu ir... não quero ficar aqui como idiota.&lt;br /&gt;L. se virou e seguiu a passos longos e olhos já quase cheios de lagrimas nos olhos a direção de sua casa.&lt;br /&gt;— L.!&lt;br /&gt;Seus olhos se voltaram a uma voz que gritou seu nome atrás dele. Seu coração quase que arrebentou seu esterno quando ele viu ela ali parada vestindo uma blusa rosa e uma calça jeans, com um lindo sorriso&lt;br /&gt;— Onde você vai?&lt;br /&gt;— Eu...&lt;br /&gt;— Tava indo embora? Ia me abandonar? Disse ela sorrindo&lt;br /&gt;— Não...eu só achei que...&lt;br /&gt;Ela correu de onde estava e seguiu em sua direção.&lt;br /&gt;— Desculpa o atraso. Disse ela coçando a cabeça. Eu me perdi!&lt;br /&gt;— Tudo bem. Disse ele limpando seu rosto&lt;br /&gt;— Então... Oi! Disse ela espontaneamente sorrindo&lt;br /&gt;— Oi. Disse ele esboçando um sorriso tímido&lt;br /&gt;— Bem, que tal irmos ao shopping. Aqui é chato&lt;br /&gt;— É...&lt;br /&gt;Suas mãos se encontraram. O coração dele batia acelerado, suas mãos suavam, era como um sonho. Ela olhava ao longe, como que procurasse alguma coisa, e nos seus lábios um sorriso quase que sarcástico começava a brotar.&lt;br /&gt;— Seu otário! Disse ele dando um soco em L.&lt;br /&gt;Todos a sua volta riam, inclusive D., a garota que ele tanto amava.&lt;br /&gt;— Achou realmente que a D. ia sair com você seu otário?&lt;br /&gt;Seus olhos se enchiam de lagrimas. Como ela pode?&lt;br /&gt;— Vamos ensinar ele H., vamos por esse idiota no lugar dele&lt;br /&gt;— É boa idéia. Disse um outro&lt;br /&gt;— Mas... D. começou a dizer algo. Não machuquem muito&lt;br /&gt;Todos deram uma longa gargalhada.&lt;br /&gt;— Não se preocupe. Disse um deles beijando D. Só uns socos nada mais&lt;br /&gt;— Ah tudo bem então. Disse ela sorrindo. Amorzinho é só brincadeirinha&lt;br /&gt;Os quatro chegaram mais perto de L. Um deles o empurrou o fazendo cair no chão, enquanto os outros começaram a chuta-lo&lt;br /&gt;— Parem pelo amor de Deus. Disse L. chorando&lt;br /&gt;— Ah ele começou a chorar. Disse um deles, despertando uma gargalhada geral&lt;br /&gt;— Ah amor não se preocupe, quando eles acabarem ele lhe dou seu tão sonhado beijinho. Disse D. que observava tudo&lt;br /&gt;— Não parem... por favor&lt;br /&gt;Os chutes voltaram, dessa vez com mais intensidade. L. chorava e gritava por piedade e com isso os garotos apenas aumentava a força do chute.&lt;br /&gt;— Cansei. Disse um deles.&lt;br /&gt;— Será que ele aprendeu onde é o lugar dele?&lt;br /&gt;— Vamos ver. Disse um deles levantando a cabeça de L. do chão. Aprendeu otário? Lugar de gente como você é ai, no chão, em baixo de nós.&lt;br /&gt;O garoto soltou sua cabeça e a deixou cair no chão com força.&lt;br /&gt;— Thau amorzinho. Disse ela dando-lhe um beijo no rosto&lt;br /&gt;— Vamos logo D.&lt;br /&gt;— Já vou. Thau. Disse ela baixo no seu ouvido&lt;br /&gt;— Me dá um beijo aqui gata&lt;br /&gt;“Vai agüentar isso também? Você sabe que pode fazer. Faça-o&lt;br /&gt;— Não...&lt;br /&gt;“Olhe eles indo. Olhe a menina que te fez isso. Olhe! Beijando o cara que te deixou ai esticado no chão. A menina que você dedicou tanto o seu amor, olhe ela ali. Vamos lá fora curtir um pouco...”&lt;br /&gt;— Cale-se!&lt;br /&gt;— Com quem ele ta falando. Disse um deles voltando seu olhar a L. esticado no chão&lt;br /&gt;— Deve ta xingando a gente né&lt;br /&gt;— Se for... vamos lá&lt;br /&gt;Os cinco começaram a voltar na direção de L., que começava a se levantar.&lt;br /&gt;“Eles estão vindo. Vai deixar eles fazerem aquilo tudo de novo?”&lt;br /&gt;Um sorriso leve brotou do rosto de L. Sua fisionomia começou a mudar, de um rosto sofrido a um rosto sádico&lt;br /&gt;— Você ta rindo?&lt;br /&gt;— Acho que aquilo foi só piada pra ele&lt;br /&gt;— Bem vamos mostrar então algo pra fazer ele chorar&lt;br /&gt;Um deles tentou empurrar L. mas suas mãos pararam na frente do peito de L.&lt;br /&gt;— Com mais força. Disse ele com uma voz grossa e fria&lt;br /&gt;Os três se afastaram e o que o empurrava parou na sua frente.&lt;br /&gt;— O que...&lt;br /&gt;— Conhecem o inferno?&lt;br /&gt;— O que ele tá falando? Disse D. já desesperada&lt;br /&gt;— Deve ter batido a cabeça demais. Sai da frente&lt;br /&gt;H. correu de onde estava e empurrou seu amigo para trás.&lt;br /&gt;— Vamos nós dois.&lt;br /&gt;— Nós dois? É muito pouco&lt;br /&gt;L. começou a proferir algumas palavras que H. não conseguia entender. O vento começou a soprar com força, enquanto alguns ruídos eram ouvidos de longe. Nas suas mãos e testas começavam a surgir algo que parecia ser fogo que logo sumiu deixando apenas os números 666 tatuados no lugar&lt;br /&gt;— O que é isso? Disse H. se afastando&lt;br /&gt;— Venham meus queridos&lt;br /&gt;Do meio da escuridão surgiram cerca de oito cães. Eram cachorros maiores do que o normal e não tinha pelos, apenas feridas por todo corpo. De suas bocas babavam algo que parecia ser sangue e nas suas patas algo que parecia barro seco.&lt;br /&gt;— Meu Deus!&lt;br /&gt;— Ataquem&lt;br /&gt;Todos correram desesperados. Os cães de onde estavam como que dando pulos saíram atrás de todos.&lt;br /&gt;— Deus! Me solta!&lt;br /&gt;Os cães comiam rapidamente aqueles garotos. Suas carnes eram dilaceradas pelos seus dentes afiados em meio a seus gritos de dor e desespero. O sangue jorrava por todo o chão. Mas D. ainda permanecia intacta, olhando tudo, imóvel deitada no chão&lt;br /&gt;— Queria apreciar bem de perto.&lt;br /&gt;— Quem é você?&lt;br /&gt;— Eu? Eu era. E você também&lt;br /&gt;L. fez um sinal fazendo com que os cães abandonassem suas carcaças já quase nos ossos e viessem ao lado de L.&lt;br /&gt;— Bem devagar...&lt;br /&gt;Os cães saíram do lado dele e começaram a morder o corpo de D.&lt;br /&gt;— Pare pelo amor de Deus. Disse ela gritando, com seu rosto já todo escorrido de lagrimas&lt;br /&gt;— Deus? Que Deus? Disse ele sorrindo&lt;br /&gt;— Não! Não! Não... seu corpo perdeu suas forças e a dor a fez desmaiar&lt;br /&gt;Os cães a mordiam com toda força arrancando agora pedaços de seu corpo. Um deles então levou até as mãos de L. sua cabeça&lt;br /&gt;— Realmente você era linda&lt;br /&gt;— Pelo jeito você aceitou seu destino. Disse um homem colocando a mão em seu ombro&lt;br /&gt;— Sim. Cansei de ver esses ai me humilhando. Disse ele chutando os pedaços dos corpos. Alias cansei de todos, acho que vou mandar mais uns hoje para você Lúcifer&lt;br /&gt;— Seria muito bom meu caro&lt;br /&gt;Os dois se viraram deixando aqueles cães terminarem de comer o resto de carne que ainda continham nos ossos. Agora que o escolhido havia entendido seu propósito na terra, eles tinham uma longa noite pela frente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;PS 1: Caso você tenha alguma material e queria contribuir ao blog, ficarei feliz em postar. O blog ainda segue a filosofia da Irmandade e por isso é livre a postagem de material a todos (ou seja você manda, eu posto e o público julga - aqui não há senhores da verdade que julgam o que é bom ou não e espero que não existam nunca por aqui). Pra quebrar um galho, caso você tenha um endereço, eu faço um merchã básico e o deixo nos recomendados rs (pode mandar o link sem material que eu o deixo nos recomendados mesmo assim rs)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;PS 2: O contador aparece para vocês ? rs. Acho que ele está com defeito rs&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;PS 3: Obrigado a todos que passarão e que passarem no blog e em especial aos seguidores do blog&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;PS 4: O que vocês acham da proposta da Irmandade? (Sim penso em reabri-la um dia, só preciso de gente que abrace a causa)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-7251000739686842613?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/7251000739686842613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/04/o-escolhido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/7251000739686842613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/7251000739686842613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/04/o-escolhido.html' title='O Escolhido'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SekZpAZK-OI/AAAAAAAAAGY/JxcWMsJmLDM/s72-c/damien_a_profecia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-5939428611395385996</id><published>2009-04-12T11:47:00.000-07:00</published><updated>2009-04-12T12:02:32.664-07:00</updated><title type='text'>Reformulações</title><content type='html'>Cerca de dois anos e meio atrás um grupo de escritores de terror de um site de literatura da internet fundaram um grupo literário chamado Irmandade das Sombras, uma confrária literária que tinha a idéia de agregar escritores tidos como "sombrios". O espaço era livre, sem líderes ou qualquer tipo de hierarquia, todos eram bem vindos, desde que respeitassem o estilo e os outros membros e todos tinham voz e vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de oito dias depois esse espaço foi fundado com a idéia de ser um blog comum, tão livre quando nossa confraria, onde postariamos (e postamos sim!) material de todos ou que fosse de interesse comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os anos passaram e nosso idela foi se perdendo, se deturpando, até chegar no fim de nossa Irmandade. A maioria (alias acho que todos com excessão do que vos fala rs) não estava satisfeita com o a Irmandade do jeito que era, queriam algo além, algo mais "profissional". Houveram brigas, desentendimentos e enfim acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei um tempo fora do mundo virtual e fora do mundo literário, mas logo voltei e tentei novamente levantar a Irmandade, mas logo vi-me sem apoio e por algum tempo lutei, mas hoje venho aqui dizer que a Irmandade entra num Stand By sem previsão de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manterei o blog sim, postarei quando puder e estou de braços abertos a contribuições e dicas, pois querendo ou não esse espaço existe e é bem visitado, então não há motivo para sua destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também manterei meu sonho de uma confraria literária livre a todos, sem hierarquias ou disputas por poder, uma irmandade para todos como a Irmandade das Sombras sempre foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, encerro por aqui e espero que aos que passem me entendam e caso queiram, meu contanto está no blog e enfim estamos ai rs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a todos que visitam o blog, aos seguidores (Átila, Filipinha, Mário e D., não conheço vocês, mas obrigado! rs) e a todos que pertenceram a Irmandade que por mais que esteja afastado ainda considero vocês grandes pessoas e escritores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linx&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-5939428611395385996?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/5939428611395385996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/04/reformulacoes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/5939428611395385996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/5939428611395385996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/04/reformulacoes.html' title='Reformulações'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-8565186710759923082</id><published>2009-04-04T13:36:00.000-07:00</published><updated>2009-04-04T13:57:02.492-07:00</updated><title type='text'>Do Além</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SdfJhqRZjxI/AAAAAAAAAGM/x29gMj0xbDk/s1600-h/14985_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320943064881663762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SdfJhqRZjxI/AAAAAAAAAGM/x29gMj0xbDk/s320/14985_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ainda na luta de manter o sonho da nossa Irmandade voltar a vida, tento ainda manter vivo o nosso blog. Hoje posto um conto do mestre Lovecraft, um dos meus favoritos e que inspirou um dos melhores Sci Fi de todos os tempos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por H. P. Lovecraft&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horrível, para além de qualquer concepção, foi a mudança por que passou meu melhor&lt;br /&gt;amigo, Crawford Tillinghast. Eu não o vira desde aquele dia, dois meses e meio antes,&lt;br /&gt;quando ele me falou da meta em direção à qual suas pesquisas físicas e metafísicas se&lt;br /&gt;encaminhavam e quando respondeu à minha demonstração de espanto e medo expulsando-me de seu laboratório e de sua casa num estouro de raiva fanática. Eu sabia que ele agora passava a maior parte do tempo fechado em seu laboratório no sótão com aquela maldita máquina elétrica, comendo pouco e afastado até dos próprios criados, mas não pensara que um período tão breve de dez semanas pusesse alterar e desfigurar de tal maneira uma criatura humana. Não há prazer em ver um homem garboso tornar-se magro de repente, e é pior ainda quando a pele flácida começa a amarelar ou a acinzentar, os olhos fundos, esgazeados, brilhando de modo sobrenatural, a testa enrugada e coberta de veias, e as mãos trêmulas e contorcidas. E se, adicionado a isso, houver um desalinho repulsivo, uma desordem louca do vestir, moitas de cabelos escuros esbranquiçados na raiz, e uma sombra de barba não aparada sobre um queixo que sempre fora cuidadosamente barbeado, o efeito cumulativo será chocante. Mas esse era o&lt;br /&gt;aspecto de Crawford Tillinghast na noite em que sua mensagem pouco coerente me trouxe até sua porta depois de semanas de exílio. Tal era o espectro que tremia enquanto me fazia entrar, uma vela na mão, a olhar furtivamente por sobre o ombro, como se receoso de coisas invisíveis na casa antiga e solitária, situada ao fundo da Benevolent Street.&lt;br /&gt;Para Crawford Tillinghast, ter um dia estudado ciência ou filosofia fora um erro. São&lt;br /&gt;coisas que deveriam ser deixadas para o investigador impessoal e frio, pois oferecem duas alternativas igualmente trágicas ao homem de sentimento e ação: desespero, se fracassa em sua busca, e terrores indizíveis e inimagináveis, se obtém sucesso. Tillinghast fora presa uma vez do fracasso, da reclusão e da melancolia; mas agora eu sabia, entre receios repelentes de minha parte, que ele era presa do sucesso. De fato, eu o tinha alertado, duas semanas antes, quando aventou, num ímpeto, a história do que estava prestes a descobrir. Tornara-se vermelho e excitado, falando num tom de voz muito alto e antinatural, embora sempre pedante. “O que sabemos”, ele dissera, “sobre o mundo e o universo ao nosso redor? Nossos meios de receber impressões são absurdamente escassos, e nossas noções dos objetos que nos cercam são infinitamente estreitas. Vemos as coisas somente na medida em que somos construídos para vê-las e não podemos fazer idéia alguma de sua natureza absoluta. Com cinco débeis sentidos, queremos compreender o cosmos ilimitadamente complexo, enquanto outros seres, com uma gama de sentidos diferente, mais ampla ou mais possante, não apenas poderiam ver de modo diferente as coisas que vemos, como também ver e estudar mundos inteiros de matéria, energia e vida que jazem próximos de nós, mas que não podem ser detectados com os sentidos que temos.&lt;br /&gt;Sempre acreditei que tais mundos estranhos e inacessíveis existem colados aos nossos cotovelos, e agora creio que encontrei um modo de romper as barreiras. Não estou blefando. Dentro de vinte e quatro horas aquela máquina sobre a mesa gerará ondas que agirão sobre órgãos ignorados de sentidos que existem em nós como vestígios atrofiados ou rudimentares. Essas ondas abrirão para nós inúmeros panoramas desconhecidos do homem e muitos desconhecidos de qualquer coisa que consideramos como vida orgânica. Haveremos de ver aquilo para o qual os cachorros uivam na escuridão, aquilo para o qual os gatos levantam suas orelhas após a meia noite. Veremos essas coisas e outras coisas que nenhuma criatura que respira jamais viu. Vamos saltar sobre o tempo, o espaço e as dimensões e, sem mover nossos corpos, espiar o fundo dacriação.”&lt;br /&gt;Quando Tillinghast disse essas coisas, não disfarcei, pois conhecia-o bem o suficiente para ter muito mais receio do que admiração; mas ele era um fanático e expulsou-me da casa. Agora ele não era menos fanático, mas seu desejo de falar sobrepujara o ressentimento, e ele me escrevera num tom imperativo, com uma caligrafia quase ilegível. Quando penetrei na casa desse amigo tão subitamente metamorfoseado numa gárgula vacilante, infectou-me o terror que parecia espreitar em meio a todas as sombras. Era como se as palavras e crenças expressas dez semanas antes se encarnassem na escuridão que cercava o pequeno círculo de luz da vela, e&lt;br /&gt;senti-me mal diante da voz oca e alterada de meu anfitrião. Desejei que os criados estivessem por perto e não gostei quando ele disse que todos tinham deixado a casa havia três dias. Pereceu estranho que o velho Gregory, ao menos, pudesse desertar de seu senhor sem dizer isso a um amigo tão próximo como eu. Era ele que me dava toda a informação que tive sobre Tillinghast depois que, furioso, este me expulsou.&lt;br /&gt;No entanto, logo obriguei meus medos a se subordinarem à minha curiosidade e&lt;br /&gt;fascinação. O que é que Crawford Tillinghast queria de mim agora eu podia até conjeturar, mas de que ele tinha algum segredo ou descoberta estupenda para revelar, disso eu não duvidava.&lt;br /&gt;Antes eu protestara contra sua perquirição indiscreta do impensável, e agora que ele&lt;br /&gt;evidentemente tivera algum tipo de sucesso eu quase compartilhava seu espírito, por mais terrível que pudesse ser o custo da vitória. Seguindo a luz vacilante da vela que a mão daquela paródia trêmula de homem segurava, subi em direção à escuridão vazia da casa. A eletricidade parecia ter sido desligada, e quando perguntei ao meu guia ele disse que era por um motivo definido.&lt;br /&gt;“Seria demais… Eu não ousaria”, ele continuava a murmurar. Notei em especial esse seu&lt;br /&gt;novo hábito de murmurar, pois não era do seu feitio falar sozinho. Entramos no laboratório no sótão, e observei aquela detestável máquina elétrica a cintilar com uma luminosidade doentia, sinistra, violeta. Estava conectada a uma potente bateria química, mas não parecia receber corrente, pois eu me lembrava de que em seu estágio experimental ela tinha roncado e ciciado quando posta em ação. Em resposta à minha pergunta, Tillinghast sussurrou que esse brilho permanente não era elétrico em nenhum sentido que eu pudesse entender. Ele me fez sentar próximo à máquina, de modo que ela ficou à minha direita, e acionou um comutador que ficava por baixo de uma profusão de bulbos de vidro. Os estralejos usuais começaram, tornaram-se um gemido, e terminaram num rumor monótono e tão suave que dava impressão de retornarem ao silêncio. Entrementes a luminosidade aumentou, diminuiu, até assumir uma tonalidade pálida e inusitada ou uma mistura de cores que eu não poderia situar ou descrever. Tillinghast tinha estado a me observar, notando minha expressão de perplexidade.&lt;br /&gt;“Sabe o que é isso?”, murmurou, “Isso é ultravioleta”. E gargalhou ao ver a minha&lt;br /&gt;surpresa. “Pensou que o ultravioleta era invisível, e é – mas você pode vê-lo e a muitas outras coisas agora. Ouça-me! As ondas dessa coisa estão despertando em você mil sentidos adormecidos – sentidos que você herdou de éons de evolução, desde o estado dos elétrons errantes até o estado da humanidade orgânica. Eu vi a verdade, e pretendo mostrá-la a você. Faz idéia de como ela se parece? Vou dizê-lo a você.” Aqui, Tillinghast se sentou também, de frente para mim, segurando sua vela e olhando-me perversamente nos olhos. “Seus órgãos sensórios existentes – ouvidos primeiro, suponho – captarão muitas das impressões, pois estão intimamente conectados com os órgãos adormecidos. Então haverá outros. Já ouviu falar da glândula pineal? Rio-me dos ingênuos endocrinologistas, pretensiosos e comparsas iludidos dos freudianos. Essa glândula é o órgão sensório por excelência – eu o descobri. É como uma visão,&lt;br /&gt;afinal, e transmite imagens visuais ao cérebro. Se você é normal, esse será o modo como você obterá a maior parte... Refiro-me à maior parte da evidência do além.”&lt;br /&gt;Olhei em volta o imenso sótão com a parede alta ao sul, obscuramente iluminada por raios que os olhos cotidianos não poderiam ver. Os cantos mais distantes eram pura sombra, e o lugar inteiro mergulhava numa irrealidade nevoenta que obscurecia sua natureza e convidava a imaginação ao simbolismo e à fantasmagoria. Durante o longo intervalo em que Tillingthast permaneceu em silêncio, tive um devaneio de estar num incrível e vasto templo de deuses há muito desaparecidos, num edifício vago de inúmeras colunas de pedra negra que se elevavam de um piso de lajes úmidas até alturas de nuvens que ficavam para além da minha visão. A imagem me pareceu bastante vívida por algum tempo, mas gradualmente deu lugar a uma concepção mais horrível – aquela da solidão extrema e absoluta do espaço infinito, inescrutável e silencioso. Parecia haver um vazio e nada mais, e senti um medo infantil que me fez sacar do&lt;br /&gt;bolso junto ao peito um revólver que passei a carregar desde que fora assaltado em East Providence. Então, das mais distantes regiões do remoto, o som deslizou suavemente para dentro da existência. Era infinitamente débil, sutilmente vibrante, e inequivocamente musical, mas continha um não sei quê de indizivelmente selvagem que fazia com que o seu impacto parecesse uma tortura delicada de todo o meu corpo. Vieram-me sensações que eram como se alguém pisasse vidro moído no chão. Simultaneamente, desenvolveu-se alguma coisa como um sopro frio, que aparentemente passava por mim vindo do som distante. Enquanto, sem fôlego, aguardava, percebi que tanto o som quanto o vento estavam aumentando, o efeito assemelhandose ao de ter sido atado a um par de trilhos no caminho de uma gigantesca locomotiva que se&lt;br /&gt;aproximasse. Comecei a falar a Tillinghast e, quando o fiz, todas as impressões incomuns se desvaneceram abruptamente. Vi apenas o homem, as máquinas cintilantes e o cômodo penumbroso. Tillinghast ria de um jeito repulsivo para o revólver que eu sacara quase inconscientemente, mas pela sua impressão compreendi que ele tinha visto e ouvido tanto quanto eu, se não muito mais. Murmurei o que eu tinha experimentado, e ele me instruiu para que permanecesse o mais quieto e receptivo possível.&lt;br /&gt;“Não se mova”, advertiu, “pois nesses raios tanto podemos ver quanto ser vistos. Eu lhe disse que os servos foram embora, mas não lhe disse como. Foi aquela governanta de cabeça dura; ela acendeu as luzes no térreo depois que eu avisei para não fazer isso, e os arames captaram vibrações empáticas. Deve ter sido amedrontador – pude ouvir os gritos daqui de cima, a despeito de tudo o que via e ouvia vindo de outra direção, e mais tarde foi pavoroso encontraraqueles montes vazios de roupas por toda a casa. As roupas da senhora Updike estavampróximas do comutador de luz da sala – eis como eu soube que ela o fizera. Pegou-os a todos. Mas, desde que não nos movamos, estamos razoavelmente seguros. Lembre-se de que estamos lidando com um mundo medonho no qual somos praticamente indefesos... Fique quieto!” O choque combinado da revelação e da intimação abrupta deu-me um tipo de paralisia, e&lt;br /&gt;no terror minha mente se abriu de novo para as impressões que vinham do que Tillinghast chamou de “além”. Um vórtice de som e movimento me envolvia agora, imagens confusas surgindo diante de meus olhos. Eu via os contornos imprecisos do cômodo, mas de algum ponto do espaço parecia jorrar uma coluna fervilhante de formas irreconhecíveis ou de nuvens, penetrando no teto sólido num ponto adiante, à minha direita. Então vislumbrei o templo – como efeito novamente, mas desta vez os pilares subiam em direção a um oceano aéreo de luz, o qual despejava um raio de luz ofuscante por todo o caminho da coluna de nuvens que eu vira antes. Depois disso, a cena tornou-se quase inteiramente caleidoscópica, e na profusão de visões, sons e&lt;br /&gt;impressões sensoriais não identificadas, senti que estava prestes a me dissolver ou, de algum modo, a perder a forma sólida. De um determinado lance eu hei de me lembrar para sempre. Pareceu-me ter visto, por um instante, uma nesga de estranho céu noturno repleto de esferas cintilantes e rodopiantes, e quando desapareceu vi que os sóis brilhantes formavam uma constelação ou galáxia de forma definida, sendo essa forma o rosto distorcido de Crawford Tillinghast. Noutra ocasião, senti que as coisas imensas e animadas se arrastavam para além de mim e às vezes caminhavam ou vogavam através do meu corpo supostamente sólido, e pensei ter visto Tillinghast olhar para elas como se seus sentidos mais bem treinados pudessem captálas&lt;br /&gt;visualmente. Lembrei-me do que ele dissera acerca da glândula pineal e me perguntei o queele via com esse olho sobrenatural.&lt;br /&gt;De súbito, senti-me também possuído por uma espécie de visão aumentada. Por cima e ao&lt;br /&gt;longo do caos luminoso e sombrio se elevava uma imagem que, embora vaga, continha&lt;br /&gt;elementos de consistência e permanência. Era de fato algo familiar, pois a parte incomum estava superposta à cena comum e terrestre, tal como uma imagem de cinema se pode projetar sobre a cortina pintada de um teatro. Vi o laboratório do sótão, a máquina elétrica e a forma indistinta de Tillinghast em frente a mim, mas de todo o espaço não ocupado por objetos familiares sequer amenor porção estava vaga. Formas indescritíveis, vivas ou não, se misturavam numa desordem repulsiva, e perto de cada coisa conhecida havia mundos inteiros de entidades alienígenas e ignotas. Igualmente, parecia que todas as coisas conhecidas entravam na composição de outras&lt;br /&gt;coisas desconhecidas e vice-versa. Mais à frente, entre os objetos vivos, havia monstruosidades pretas, semelhantes a medusas, que estremeciam languidamente com as vibrações da máquina. Manifestavam-se numa profusão nauseante, e eu vi, para o meu horror, que se imbricavam, que eram semifluidas e capazes de passar através umas das outras e daquilo que conhecemos como sólidos. Essas coisas jamais paravam; antes: pareciam flutuar sempre com algum propósito maligno. Às vezes, davam mostras de devorar-se umas às outras, o atacante lançando-se sobre sua vítima e instantaneamente fazendo-a desaparecer de vista. Trêmulo, entendi o que tinha feito desaparecer os infelizes criados, e não podia expulsar a coisa de minha mente enquanto lutava para observar outras propriedades do mundo, há pouco tornado visível, que existe incógnito à nossa volta. Mas Tillinghast tinha estado a me observar e agora falava.&lt;br /&gt;“Você as vê? Você as vê? Vê as coisas que flutuam e se precipitam à sua volta a cada&lt;br /&gt;momento de sua vida? Vê as criaturas que formam o que os homens chamam de ar puro e de céu azul? Não tive sucesso em romper a barreira, não mostrei a você mundos que os outros homens jamais chegaram a ver?” Ouvi seu grito através do horrível caos e olhei para a face selvagem que tão ofensivamente se colava à minha. Seus olhos eram poços de chamas e me fitavam com aquilo que – logo entendi – era apenas o mais profundo ódio. A máquina ronronava de maneira horrorosa.&lt;br /&gt;“Pensa que essas coisas rastejantes arrebataram os criados? Tolo, são inofensivas! Mas os criados desapareceram, não é? Você tentou me impedir, você me desencorajou quando precisei de cada gota de incentivo que pudesse obter. Você teve medo da verdade cósmica, seu maldito covarde, mas agora eu o peguei! O que foi que levou os criados? O que os fez berrar tão alto?... Não sabe, hein? Logo, logo saberá. Olhe para mim – ouça o que eu digo. Supõe você que existem mesmo tais coisas como tempo e magnitude? Acredita mesmo que existem tais coisas como forma e matéria? Eu lhe digo, você atingiu profundidades que o seu pequeno cérebro não pode conceber. Vi para além das fronteiras do infinito e arrastei demônios das estrelas... Conduzi as sombras que perambulam de mundo para mundo para semear a morte e a loucura... O espaço me pertence, está me ouvindo? As coisas estão à minha caça agora – as coisas que devoram e dissolvem –, mas eu sei como ludibriá-las. É a você que elas pegarão, como fizeram com os criados... Está tremendo, caro senhor? Eu lhe disse que era perigoso mover-se, coloquei-o a salvo dizendo que se mantivesse quieto – salvei-o para ter mais visões e para me ouvir. Se você tivesse se movido, eles já teriam se atirado sobre você há muito tempo. Não se preocupe, não vão machucá-lo. Não machucaram os criados – foi apenas ver que os fez berrar daquele jeito. Meus bichinhos não são bonitos, pois vêm de lugares onde os padrões estéticos são... muito diferentes. Eu quase os vi, mas soube como parar. Você é curioso? Sempre soube que você não era um cientista. Tremendo, hein? Tremendo de ansiedade para ver as últimas coisas que descobri. Por que não se move, então? Cansado? Bem, não se preocupe, amigo, pois elas estão vindo… Olhe, olhe, amaldiçoado, olhe… Está bem em cima do seu ombro esquerdo.”&lt;br /&gt;O que falta contar é bem pouco, e vocês talvez já tenham sabido por meio dos jornais. A polícia ouviu um tiro na velha casa de Tillinghast e nos encontrou lá – Tillinghast morto, e eu, inconsciente. Prenderam-me, porque o revólver estava em minha mão, mas soltaram-me dentro de três horas, pois descobriram que foi a apoplexia que acabou com Tillinghast e viram que meu tiro tinha sido disparado contra a máquina perversa que agora jaz irremediavelmente destroçada no chão do laboratório. Não contei muito do que vi, pois temi que o coronel ficasse cético, mas, pela descrição evasiva que dei, o médico me disse que, sem dúvida, eu tinha sido hipnotizado pelo louco vingativo e homicida.&lt;br /&gt;Quem dera eu pudesse acreditar no médico. Seria bom para os meus nervos se eu pudesse&lt;br /&gt;pôr de lado o que agora tenho de pensar sobre o ar e o céu que me envolvem e que estão acima de mim. Nunca me sinto sozinho e confortável, e um senso horrível e arrepiante de perseguição às vezes me invade quando esmoreço. O que me impede de acreditar no médico é apenas este fato: que a polícia nunca encontrou os corpos dos criados que, segundo dizem, Crawford Tillinghast assassinou. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-8565186710759923082?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/8565186710759923082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/04/do-alem.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/8565186710759923082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/8565186710759923082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/04/do-alem.html' title='Do Além'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SdfJhqRZjxI/AAAAAAAAAGM/x29gMj0xbDk/s72-c/14985_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-6938177835303887774</id><published>2009-03-15T08:46:00.000-07:00</published><updated>2009-04-04T13:33:57.207-07:00</updated><title type='text'>Sexto Soneto Sagrado</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SdfEKBSxrAI/AAAAAAAAAGE/wWIckrybizg/s1600-h/muerte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320937161186454530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 277px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SdfEKBSxrAI/AAAAAAAAAGE/wWIckrybizg/s320/muerte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Uma poesia sombria para quebrar o gelo da falta de postagens rs&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por John Donne&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tradução de Jorge de Sena&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não te orgulhes, ó Morte, embora te hão chamado&lt;br /&gt;poderosa e terrível, porque tal não és,&lt;br /&gt;já que quantos tu julgas ter pisado aos pés,&lt;br /&gt;não morrem, nem de ti eu posso ser tocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do sono e paz que sempre a teu retrato é dado,&lt;br /&gt;muito maior prazer se tira em teu revés,&lt;br /&gt;pois que o justo ao deitar-se com tua nudez,&lt;br /&gt;ossos te deita e não seu esprito libertado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrava és de suicidas, e de Reis, da Sorte;&lt;br /&gt;Venenos, guerras, doenças são teus companheiros;&lt;br /&gt;magias nos dão sonos bem mais verdadeiros,&lt;br /&gt;melhores do que o teu golpe. Porque te inchas, Morte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despertamos no Eterno um breve adormecer,&lt;br /&gt;e a morte não será, que Morte hás-de morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ah e fiquem no aguardo, a Irmandade das Sombras logo estará de volta!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-6938177835303887774?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/6938177835303887774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/03/sexto-soneto-sagrado.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/6938177835303887774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/6938177835303887774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/03/sexto-soneto-sagrado.html' title='Sexto Soneto Sagrado'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SdfEKBSxrAI/AAAAAAAAAGE/wWIckrybizg/s72-c/muerte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-6045367710377901380</id><published>2009-03-07T15:04:00.000-08:00</published><updated>2009-03-07T15:16:29.463-08:00</updated><title type='text'>O Coração Denunciador</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SbMAOdzYfDI/AAAAAAAAAF8/KnRu-7a2skA/s1600-h/connected-graphics_1068778a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310588634118257714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 229px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SbMAOdzYfDI/AAAAAAAAAF8/KnRu-7a2skA/s320/connected-graphics_1068778a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para começar essa nova fase do blog deixo a vocês um dos meus contos favoritos do mestre Edgar Allan Poe&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;É verdade! Tenho sido e sou nervoso, muito nervoso, terrivelmente nervoso! Mas, por&lt;br /&gt;que ireis dizer que sou louco? A enfermidade me aguçou os sentidos, não os destruiu,&lt;br /&gt;não os entorpeceu. Era penetrante, acima de tudo, o sentido da audição. Eu ouvia todas&lt;br /&gt;as coisas, no céu e na terra. Muitas coisas do inferno ouvia. Como, então, sou louco?&lt;br /&gt;Prestai atenção! E observai quão lucidamente, quão calmamente vos posso contar toda a&lt;br /&gt;estória.&lt;br /&gt;É impossível dizer como a idéia me penetrou primeiro no cérebro. Uma vez concebida,&lt;br /&gt;porém, ela me perseguiu dia e noite. Não havia motivo. Não havia cólera. Eu gostava do&lt;br /&gt;velho. Ele nunca me fizera mal. Nunca me insultara. Eu não desejava seu ouro. Penso&lt;br /&gt;que era o olhar dele! Sim, era isso! Um de seus olhos se parecia com o de um abutre. . .&lt;br /&gt;um olho de cor azul-pálido, que sofria de catarata.&lt;br /&gt;Meu sangue se enregelava sempre que ele caía sobre assim, e assim, pouco a pouco, bem&lt;br /&gt;lentamente, fui-me decidindo a tirar a vida do velho e assim libertar-me daquele olho para&lt;br /&gt;sempre.&lt;br /&gt;Ora, aí é que está o problema. Imaginais que sou louco.&lt;br /&gt;Os loucos nada sabem. Deveríeis, porém, ter-me visto. Deveria ter visto como procedi&lt;br /&gt;cautamente! Com que prudência...com que previsão. . . com que dissimulação lancei&lt;br /&gt;mãos à obra!&lt;br /&gt;Eu nunca fora mais bondoso para com o velho do que durante a semana inteira antes de&lt;br /&gt;matá-lo. E todas as noites, por meia-noite, eu girava o trinco da porta de seu quarto e&lt;br /&gt;abria-a…oh, bem devagarinho. E depois, quando a abertura era suficiente para conter&lt;br /&gt;minha cabeça, eu introduzia uma lanterna com tampa toda velada, bem velada, de modo&lt;br /&gt;que nenhuma luz se projetasse para fora, e em seguida enfiava a cabeça. Oh, teríeis rido&lt;br /&gt;ao ver como a enfiava habilmente!&lt;br /&gt;Movia-a lentamente. . . muito… muito lentamente, a fim de não perturbar o sono do&lt;br /&gt;velho. Levava uma hora para colocar a cabeça inteira além da abertura, até podê-lo ver&lt;br /&gt;deitado na cama. Ah! Um louco seria precavido assim? E depois quando minha cabeça&lt;br /&gt;estava bem dentro do quarto, eu abria a tampa da lanterna cautelosamente. . - oh, bem&lt;br /&gt;cautelosamente! Sim, cautelosamente (porque a dobradiça rangia) . . . abria-a só até&lt;br /&gt;permitir que apenas um débil raio de luz caísse sobre o olho de abutre. E isto eu fiz&lt;br /&gt;durante sete longas noites. . . sempre precisamente a meia-noite. . . e sempre encontrei o&lt;br /&gt;olho fechado. Assim, era impossível fazer a minha tarefa, porque não era o velho que me&lt;br /&gt;perturbava, mas seu olho diabólico. E todas as manhãs, quando o dia raiava, eu&lt;br /&gt;penetrava atrevidamente no quarto e falava-lhe sem temor, chamando-o pelo nome com&lt;br /&gt;ternura e perguntando como havia passado a noite. Por aí vedes que ele precisaria ser um&lt;br /&gt;velho muito perspicaz para suspeitar que todas as noites, justamente as doze horas, eu&lt;br /&gt;o espreitava, enquanto dormia.&lt;br /&gt;Na oitava noite, fui mais cauteloso do que de hábito ao abrir a porta. O ponteiro dos&lt;br /&gt;minutos de um relógio mover-se-ia mais rapidamente do que meus dedos. Jamais, antes&lt;br /&gt;daquela noite, sentira eu tanto a extensão de meus próprios poderes, de minha&lt;br /&gt;sagacidade. Mal conseguia conter meus sentimentos de triunfo. Pensar que ali estava eu,&lt;br /&gt;a abrir a porta, pouco a pouco, e que ele nem sequer sonhava com os meus atos ou&lt;br /&gt;pensamentos secretos…Ri entre os dentes, a essa idéia, e talvez ele me tivesse ouvido,&lt;br /&gt;porque se moveu de súbito na cama, como se assustado. Pensais talvez que recuei? Não!&lt;br /&gt;O quarto dele estava escuro como piche, espesso de sombra, pois os postigos se achavam&lt;br /&gt;hermeticamente fechados, por medo aos ladrões. E eu sabia, assim, que ele não podia ver&lt;br /&gt;a abertura da porta; continuei a avançar, cada vez mais, cada vez mais.Já estava com a&lt;br /&gt;cabeça dentro do quarto e a ponto de abrir a lanterna, quando meu polegar deslizou sobre&lt;br /&gt;o fecho de lata e o velho saltou na cama, gritando:Quem está aí?&lt;br /&gt;Fiquei completamente silencioso e nada disse. Durante uma hora inteira, não movi um&lt;br /&gt;músculo e, por todo esse tempo, não o ouvi deitar-se de novo. Ele ainda estava sentado&lt;br /&gt;na cama, à escuta; justamente como eu fizera, noite após noite, ouvindo a ronda da morte&lt;br /&gt;próxima.&lt;br /&gt;Depois ouvi um leve gemido e notei que era o gemido do terror mortal. Não era um gemido&lt;br /&gt;de dor ou de pesar.. . oh, não! Era o som grave e sufocado que se ergue do fundo da alma&lt;br /&gt;quando sobrecarregada de medo. Bem conhecia esse som. Muitas noites, ao soar meianoite,&lt;br /&gt;quando o mundo inteiro dormia, ele irrompia de meu próprio peito, aguçando, com&lt;br /&gt;seu eco espantoso, os terrores que me aturdiam. Disse que bem o conhecia. Conheci&lt;br /&gt;também o que o velho sentia e tive pena dele, embora abafasse um riso no coração. Eu&lt;br /&gt;sabia que ele ficara acordado desde o primeiro leve rumor, quando se voltara na cama.&lt;br /&gt;Daí por diante, seus temores foram crescendo. Tentara imaginá-los sem motivo, mas não&lt;br /&gt;fora possível. Dissera si mesmo: "É só o vento na chaminé…ou é só um rato andando pelo&lt;br /&gt;chão", ou "foi apenas um grilo que cantou; um instante só. Sim ele estivera tentando&lt;br /&gt;animar-se com estas suposições, mas tudo fora em vão. Tudo em vão, porque a Morte,&lt;br /&gt;ao aproximar-se dele, projetara sua sombra negra para a frente, envolvendo nela a vítima.&lt;br /&gt;E era a influência tétrica dessa sombra não percebida que o levava a sentir - embora não&lt;br /&gt;visse nem ouvisse -, a sentir a presença de minha cabeça dentro do quarto.&lt;br /&gt;Depois de esperar longo tempo, com muita paciência, sem ouvi-lo deitar-se, resolvi abrir&lt;br /&gt;um pouco, muito, muito pouco, a tampa da lanterna. Abri-a - podeis imaginar quão&lt;br /&gt;furtivamente - até, que por fim, um raio de luz apenas, tênue como o fio de uma teia de&lt;br /&gt;aranha, passou pela fenda e caiu sobre o olho de abutre.&lt;br /&gt;Ele estava aberto. . . todo, plenamente aberto. . . e, ao contemplá-lo a minha fúria&lt;br /&gt;cresceu. Vi-o, com perfeita clareza, todo de um azul-desbotado, com uma horrível película&lt;br /&gt;a cobri-lo, o que me enregelava até a medula dos ossos. Mas não podia ver nada mais da&lt;br /&gt;face ou do corpo do velho, pois dirigira a luz, como por instinto, sobre o maldito lugar.&lt;br /&gt;Ora, não vos disse que apenas é super acuidade dos sentidos aquilo que erradamente&lt;br /&gt;julgais loucura? Repito, pois, que chegou a meus ouvidos um som baixo, monótono,&lt;br /&gt;rápido como o de um relógio quando abafado em algodão. Igualmente eu bem sabia que&lt;br /&gt;som era. Era o bater do coração do velho. Ele me aumentava a fúria como o bater de um&lt;br /&gt;tambor estimula a coragem do soldado.&lt;br /&gt;Ainda aí, porém, refreei-me e fiquei quieto. Tentei manter tão fixamente quanto pude a&lt;br /&gt;réstia de luz sobre o olho do velho. Entretanto, o infernal tã-tã do coração aumentava. A&lt;br /&gt;cada instante ficava mais alto, mais rápido, mais alto, mais rápido! O terror do velho&lt;br /&gt;deve ter sido extremo! Cada vez mais alto, repito a cada momento!&lt;br /&gt;Prestais-me bem atenção? Disse-vos que sou nervoso, sou. E então, àquela hora morta da&lt;br /&gt;noite, o bater tão estranho excitou em mim um terror incontrolável. Contudo, por alguns&lt;br /&gt;minutos mais, dominei-me e fiquei quieto. Mas o bater era cada vez mais alto. Julguei&lt;br /&gt;que o coração ia rebentar. E, depois, nova angustia me aferrou: o rumor poderia ser&lt;br /&gt;ouvido por um vizinho! A hora do velho tinha chegado! Com um alto berro, escancarei a&lt;br /&gt;lanterna e pulei para dentro do quarto.&lt;br /&gt;Ele guinchou mais uma vez.. uma vez só. Num instante, arrastei-o para o soalho e virei a&lt;br /&gt;pesada cama sobre ele. Então sorri alegremente por ver a façanha realizada. Mas,&lt;br /&gt;durante muitos minutos, o coração continuou a bater, com som surdo. Isto, porém, não&lt;br /&gt;me vexava. Não seria ouvido através da parede. Afinal cessou.O velho estava morto.&lt;br /&gt;Removi a cama e examinei o cadáver. Sim, era uma pedra, morto como uma pedra.&lt;br /&gt;Coloquei minha mão sobre o coração e ali a mantive durante muitos minutos. Não havia&lt;br /&gt;pulsação. Estava petrificado. Seu olhos não mais me perturbariam.&lt;br /&gt;Se ainda pensais que sou louco, não mais o pensareis, quando eu descrever as sábias&lt;br /&gt;precauções que tomei para ocultar o cadáver. A noite avançava e eu trabalhava&lt;br /&gt;apressadamente, porém em silêncio. Em primeiro lugar, esquartejei o corpo. Cortei-lhe a&lt;br /&gt;cabeça, os braços e as pernas.Arranquei depois três pranchas do soalho do quarto e&lt;br /&gt;coloquei tudo entre os vãos. Depois recoloquei as tábuas, com tamanha habilidade e&lt;br /&gt;perfeição que nenhum olhar humano - nem mesmo o dele - poderia distinguir qualquer&lt;br /&gt;coisa suspeita. Nada havia a lavar…nem mancha de espécie alguma. . nem marca de&lt;br /&gt;sangue. Fora demasiado prudente no evitá-las. Uma tina tinha recolhido tudo… ah, ah,&lt;br /&gt;ah!&lt;br /&gt;Terminadas todas essas tarefas, eram já quatro horas. Mas ainda estava escuro como se&lt;br /&gt;fosse meia-noite. Quando o sino soou a hora, bateram à porta da rua. Desci a abri-la, de&lt;br /&gt;coração ligeiro, pois que tinha eu agora a temer? Entraram três homens, que se&lt;br /&gt;apresentaram, com perfeita mansidão, como soldados de polícia.&lt;br /&gt;Fora ouvido um grito por um vizinho, durante a noite. Despertara-se a suspeita de um&lt;br /&gt;crime. Tinha-se formulado uma denúncia à polícia e eles, soldados, tinham sido&lt;br /&gt;mandados para investigar.&lt;br /&gt;Sorri, pois. . . que tinha eu a temer? Dei as boas-vindas aos cavalheiros. O grito, disse&lt;br /&gt;eu, fora meu mesmo, em sonhos. O velho, relatei, estava ausente, no interior. Levei meus&lt;br /&gt;visitantes a percorrer toda a casa. Pedi-lhes que dessem busca completa. Conduzi-os,&lt;br /&gt;afinal, ao quarto dele.&lt;br /&gt;Mostrei-lhes suas riquezas, em segurança, intactas. No entusiasmo de minha confiança,&lt;br /&gt;trouxe cadeiras para o quarto e mostrei desejos de que eles ficassem ali, para descansar&lt;br /&gt;de suas fadigas, enquanto eu mesmo, na desenfreada audácia de meu perfeito triunfo,&lt;br /&gt;colocava minha própria cadeira propriamente sobre o lugar onde repousava o cadáver da&lt;br /&gt;vítima.&lt;br /&gt;Os soldados ficaram satisfeitos. Minhas maneiras os haviam vencido. Sentia-me&lt;br /&gt;singularmente à vontade. Sentaram-se e, enquanto eu respondia cordialmente,&lt;br /&gt;conversaram coisas familiares. Mas dentro em pouco, senti que ia empalidecendo e&lt;br /&gt;desejei que eles se retirassem. Minha cabeça doía e parecia-me ouvir zumbido nos&lt;br /&gt;ouvidos; eles, porém, continuavam sentados e continuavam a conversar. O zumbido&lt;br /&gt;tornou-se mais distinto; continuou e tornou-se ainda mais perceptível.&lt;br /&gt;Eu falava com mais desenfreio, para dominar a sensação; ela, porém, continuava e&lt;br /&gt;aumentava sua perceptibilidade. . . até que, afinal, descobri que o barulho não era dentro&lt;br /&gt;dos meus ouvidos.&lt;br /&gt;É claro que então a minha palidez aumentou. Mas eu falava ainda mais fluentemente e&lt;br /&gt;num tom de voz muito elevada. Não obstante, o som se avolumava... E que podia eu fazer&lt;br /&gt;era um som grave, monótono, rápido... muito semelhante ao de um relógio envolto em&lt;br /&gt;algodão. Respirava com dificuldade... e no entanto, os soldados não o ouviram. Falei mais&lt;br /&gt;depressa ainda, com mais veemência. Mas o som aumentava constantemente. Levanteime&lt;br /&gt;e fiz perguntas a respeito de ninharias, num tom bastante elevado e com violenta&lt;br /&gt;gesticulação, mas o som constantemente aumentava. Por que não se iam eles embora?&lt;br /&gt;Andava pelo quarto acima e abaixo, com largas e pesadas passadas, como se excitado até&lt;br /&gt;a fúria pela vigilância dos homens; mas o som aumentava constantemente. Oh, Deus!&lt;br /&gt;Que poderia eu fazer? Espumei. . . enraivecido.. . praguejei! Fiz girar a cadeira sobre a&lt;br /&gt;qual estivera sentado e arrastei-a sobre as tábuas, mas o barulho se elevava acima de&lt;br /&gt;tudo e continuamente aumentava. Tornou-se mais alto. . . mais alto… mais alto! E os&lt;br /&gt;homens continuavam ainda a passear, satisfeitos e sorriam. Seria possível que eles não&lt;br /&gt;ouvissem? Deus Todo-Poderoso! Não, não! Eles suspeitavam! Eles sabiam! Estavam&lt;br /&gt;zombando do meu horror! Isto pensava eu e ainda penso. Outra coisa qualquer, porém,&lt;br /&gt;era melhor que aquela agonia!&lt;br /&gt;Qualquer coisa era mais tolerável que aquela irrisão! Não podia suportar por mais tempo&lt;br /&gt;aqueles sorrisos hipócritas! Sentia que devia gritar ou morrer, e agora de novo... escutai...&lt;br /&gt;mais alto... mais alto... mais alto…mais alto!…&lt;br /&gt;- Vilões! - trovejei. - Não finjam mais! Confesso o crime! Arranquem as pranchas! Aqui,&lt;br /&gt;aqui! Ouçam o batido do seu horrendo coração!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-6045367710377901380?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/6045367710377901380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/03/o-coracao-denunciador.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/6045367710377901380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/6045367710377901380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/03/o-coracao-denunciador.html' title='O Coração Denunciador'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SbMAOdzYfDI/AAAAAAAAAF8/KnRu-7a2skA/s72-c/connected-graphics_1068778a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-6492340886401213154</id><published>2009-03-01T16:03:00.001-08:00</published><updated>2009-03-01T16:16:11.600-08:00</updated><title type='text'>A Irmandade das Sombras Novamente se Levanta!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SaslRP3ghYI/AAAAAAAAAFs/ktSDPMv5pes/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308377564033615234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 298px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SaslRP3ghYI/AAAAAAAAAFs/ktSDPMv5pes/s320/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sim senhoras e senhores, a Irmandade das Sombras está viva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos nos reestruturando aos poucos, mas logo estaremos de volta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que acessaram o blog nos últimos tempos peço desculpas pela nossa ausência, pois passamos por fases difíceis (alias ainda passamos) e por um momento chegamos até mesmo a morrer, mas como a Fenix nós renasceremos das cinzas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardem!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-6492340886401213154?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/6492340886401213154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/03/irmandade-das-sombras-novamente-se.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/6492340886401213154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/6492340886401213154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2009/03/irmandade-das-sombras-novamente-se.html' title='A Irmandade das Sombras Novamente se Levanta!'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SaslRP3ghYI/AAAAAAAAAFs/ktSDPMv5pes/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-492196819169110673</id><published>2008-08-16T13:10:00.001-07:00</published><updated>2009-03-01T16:36:20.109-08:00</updated><title type='text'>É Inevitável...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SKc1br6GJKI/AAAAAAAAADY/PoguiIo9ar4/s1600-h/P_Avareza.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235211841600627874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SKc1br6GJKI/AAAAAAAAADY/PoguiIo9ar4/s320/P_Avareza.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Charlise de Orleans &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;É inevitável a sensação de mais...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É inevitável a sensação de buscar...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É inevitável a sensação de ganhar...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É inevitál a vontade de vencer...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É mais inevitável ainda a vontade de estar no poder...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vontade de vencer e ganhar...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É inevitável a sensação de poder sobre si mesmo....&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É inevitável a vontade de sair, fugir, sumir...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É inevitável também a espera....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É inevitável a perda...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É inevitável esquecer...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É inevitável querer,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É inevitável saber fazer...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É inevitável acontecer...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É inevitável perder...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É ainda pior que a demora, pior que a derrota,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É ainda pior que os males, a tortura da vida...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É ainda pior não poder decidir...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É anda pior não saber como, onde e porque...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É ainda pior batalhar e tudo se resumir a pó...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É inevitável o egoísmo,a traição a mentira...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É inevitável ir além...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É inevitável a curiosidade sobre o que a vida pode oferecer...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porém...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É inevitável,imprevisto...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passivo, terrível... doloroso...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Demoníaco, prazeroso,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Devagar,rápido,quisto...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É inevitável a morte... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-492196819169110673?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/492196819169110673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2008/08/inevitvel.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/492196819169110673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/492196819169110673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2008/08/inevitvel.html' title='É Inevitável...'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SKc1br6GJKI/AAAAAAAAADY/PoguiIo9ar4/s72-c/P_Avareza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-6472283496652167190</id><published>2008-08-08T13:30:00.000-07:00</published><updated>2008-08-08T17:47:33.759-07:00</updated><title type='text'>SOMBRIAS ESCRITURAS ENTREVISTA PAULO SORIANO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SJyt65xrfXI/AAAAAAAAADQ/AKYFDLTHdNs/s1600-h/logo_soriano.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232248094550883698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 381px; CURSOR: hand; HEIGHT: 115px; TEXT-ALIGN: center" height="71" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SJyt65xrfXI/AAAAAAAAADQ/AKYFDLTHdNs/s320/logo_soriano.jpg" width="480" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Entrevista retirada do site&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;SOMBRIAS ESCRITURAS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.sombriasescrituras.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;www.sombriasescrituras.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em entrevista ao site &lt;strong&gt;Sombrias Escrituras&lt;/strong&gt;, Paulo Soriano fala sobre seus contos e seu trabalho realizado no site Contos Grotescos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S.E.- Soriano, é com prazer que o tenho aqui no site, grande contista e amigo. E por falar em contos, poderia começar nossa entrevista falando sobre os motivos que o fizeram se interessar mais por contos de terror? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;P.S.- &lt;em&gt;O prazer é todo meu! Fico honrado com o convite. É muito bom estar aqui nas Sombrias Escrituras. Quando eu era criança, costumava assistir aos filmes de terror que passavam na extinta TV Tupi e na então incipiente TV Globo. Dentre outros, eram exibidos na telinha os bons e velhos filmes produzidos pela Hammer, estrelados por Vincent Price, Peter Lore , Christopher Lee e Peter Cushing. Eu adorava aquilo. Depois vieram as leituras, em especial Edgar Allan Pöe, William Peter Blatty, Sheridon Le Fanu e Stevenson. Quando me pus a escrever contos, não deu outra: só saía terror...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S.E.- Sabemos que no cinema e na literatura existem o terror psicológico, o macabro, o violento, etc... E em seus contos? Qual lado do terror você procurar mais explorar? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;P.S.- &lt;em&gt;Acho que o que escrevo está mais para o horror. Escrevo para que as pessoas leiam e digam: que horrível! Gosto também do elemento trágico no horror. Um certo conto meu já pôs mais de uma pessoa pra chorar. Mas o que eu gosto mesmo é de uma surpresinha no final, ou de uma reviravolta no enredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;S.E.- Você também mantém um site, o "Contos Grotescos", que divulga contos de escritores dedicados ao gênero do horror e da fantasia. Como surgiu esse site e como vem sendo o desenvolvimento do mesmo por parte dos escritores participantes? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;P.S.- &lt;em&gt;Bem, tudo começou quando pedi a um amigo e colega de trabalho, Waldir Santos, para revisar alguns dos meus contos. Ele gostou muito e criou uma comunidade no Orkut, “Escreva mais contos, Paulo Soriano”. Atendendo a pedido de amigos, criei uma “home page” no Yahoo, na qual publiquei algumas narrativas. Daí para o “site” foi um pulo. Hoje, o “site” conta com um grande número de colaboradores. Tenho exemplos de muitas pessoas que foram incentivadas a produzir narrativas de horror e fantasia acessando e lendo os Contos Grotescos, o que é mais que gratificante. E creio, também, que o “site” está conseguindo cumprir o seu desiderato: ser um veículo de publicação de novos talentos que não conseguem publicar em papel.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;S.E.- Existe também a "Irmandade das Sombras", que de acordo com seu site, é uma confraria literária que reúne vários colaboradores contistas de horror e fantasia. Fale mais sobre essa Irmandade... seus feitos, blog, publicações etc... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;P.S.- &lt;em&gt;A Irmandade das Sombras é uma confraria de escritores amadores criada por Linx e Rogério Silvério de Farias, cujo objetivo é cultivar e disseminar o gênero fantástico. Dela faço parte, com muito orgulho, desde o dia de sua criação. A confraria se reúne no “site” Recanto das Letras e, graças a colaboração de todos, dispomos de um blog (&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.recantodassombras.blogspot.com/" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;www.recantodassombras.blogspot.com&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;) e já publicamos uma antologia de contos, pela editora Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Atualmente, a Irmandade das Sombras mantém uma revista literária, a IS Magazine, periódico eletrônico ancorado no “ site” Contos Grotescos e que, atualmente, já vai em seu terceiro número. No futuro, deveremos publicar, também, antologias em “e-book”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;S.E.- Seu site, Contos Grotescos, atualmente, possui mais de trezentos contos. Qual sua visão em relação às publicações de textos na internet, suas implicâncias para nossa literatura, o que se ganha e o que se perde com essa liberdade digital? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;P.S.- &lt;em&gt;Acho que a “internet” é uma grande conquista. Certa vez registrei que, no Brasil, fazemos uma constatação amarga e iniludível: o livro é um objeto de luxo, ao alcance de muito poucos. A evolução tecnológica na produção de livros é inversamente proporcional ao acesso da população a eles. É dizer, as editoras publicam ótimos exemplares, cada vez mais belos e sofisticados, para uma casta privilegiada: a dos que podem, sem sacrifício, desembolsar de 60 a 100 reais por uma brochura de trezentas a quatrocentas páginas. Ao seu turno, é tarefa quase impossível publicar no Brasil. Em se tratando de ficção, o mercado editorial vale-se essencialmente de traduções de autores estrangeiros consagrados. A "internet" vem a ser, assim, de fato, uma ferramenta poderosa para disseminação de textos e idéias. Não houvesse tal ferramenta e, certamente, os meus contos não seriam conhecidos por mais de uma dúzia de pessoas. Assim como eu, muitos outros autores se valem do meio cibernético para divulgação de sua obra, formando uma extensa malha de difusão e assimilação da literatura. E há ainda sítios especializados na divulgação de trabalhos literários, como é o caso do Recanto das Letras, que congrega autores – profissionais ou não – das mais variadas tendências. Creio que com a “internet” não há o que se perder. Todos têm a ganhar, autores ou leitores. O que se pode afirmar é que, como toda mídia, a eletrônica tem suas exigências e especificidades; cumpre ao autor se adaptar a elas.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;S.E.- O terror como inspiração literária, no seu caso, vem de quais fontes?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;P.S.- &lt;em&gt;Sobretudo de Allan Pöe. Mas exercem-me, também, influências autores que não se dedicaram - ou pouco se dedicaram - ao gênero, como Eça, Alexandre Herculano e Emily Brontë. Mais recentemente, e com menor intensidade, posso citar a influência de autores como Bierce, Lovecraft e King.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;S.E.- Além da literatura, existe outra forma que você gosta ou gostaria de se expressar?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;P.S.- &lt;em&gt;Não, não há. No passado, gostava de desenhar e de pintar. Hoje em dia não tenho mais paciência. E, recentemente, descobri que estou enxergando muito mal...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;S.E.- Quando começamos a ler seus contos, uma espécie de feitiço, lentamente, nos toma a atenção e nos deixamos absorver pela leitura. Como você inicia a criação de seus textos, e como se desenrola o processo de criação até o desfecho? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;P.S.-&lt;em&gt; É verdade? Não sabia! Fico feliz com isso. Bem, na maioria das vezes elaboro os meus contos deitado, esperando o sono chegar. Sofro de uma insônia terrível desde a adolescência. Assim, para induzir-me ao sono, fico criando histórias em minha mente. As palavras vão surgindo, as imagens vêm chegando. Muitas vezes, quando resolvo ir ao computador, a narrativa já está praticamente pronta em minha cabeça. Outras vezes, descarto sumariamente a história. Atualmente, por exemplo, estou induzindo o sono com uma história em que, no futuro, cientistas conseguiram criar uma espécie de intersecção no espaço-tempo. Através dessa intersecção, eles verificam que, na realidade, Jesus morreu na cruz, mas não ressuscitou. Concluíram que esta verdade seria um duro golpe para a civilização ocidental. Então eles interferem na linha espaço-temporal, alterando o passado e a ajustando à tradição cristã: antes que a morte de Jesus advenha, os cientistas injetam no Salvador uma espécie de droga que o deixa em estado similar ao da catalepsia. Jesus é dado por morto e sepultado. Mas ao final do terceiro dia... ainda não sei como vai acabar. Talvez hoje, antes de dormir, conclua a história, que, aliás, já está descartada. Mas nem sempre é assim. Não poucas vezes me sento ao computador, com a cabeça completamente vazia e, em vinte ou trinta minutos, tenho uma história pronta. Como eu sou muito ansioso e impaciente, as minhas histórias saem sempre de chofre. Jamais escreverei um romance.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;S.E.- Você tem muitos fãs. Já pensou no lançamento de um livro de contos seus para breve? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;P.S.- &lt;em&gt;Outra coisa que não sabia... Eu tenho fãs! Coisa difícil para um escriba criticado justamente pela linguagem “difícil”, que afasta muitos leitores. Bem, já pensei, sim. O problema é que não consigo elaborar uma seleção de contos para publicação. Por mais que eu tente, não sei o que incluir e o que deixar de fora. Tenho a idéia de publicar contos ambientados na Idade Média (eis aí a influência de Eça e de Herculano). Mas não sei se a idéia irá vingar. King disse certa vez que o pior crítico do autor é o próprio autor. Acho que ele tem razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;S.E.- Obrigado pela atenção, Soriano, seja sempre bem-vindo em Sombrias Escrituras. E para finalizar, deixe seu recado pois o espaço é seu! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;P.S.- &lt;em&gt;Eu agradeço às Sombrias escrituras por esta oportunidade. O cronista João Costa escreveu, com pertinência, e eu gosto sempre de frisar, que "é provável que não haja gênero literário de mais difícil construção e, não obstante, de maior tendência para ser intelectualmente discriminado quanto o sobrenatural. Muitos críticos consideram tal gênero um exercício intelectual de segunda ordem, aquém da profundidade e complexidades necessárias para, a partir dele, elaborar-se um verdadeiro clássico literário..." Pois bem, digo aos leitores de Sombrias Escrituras que não se deixem seduzir pelos críticos preconceituosos: continuem fãs do fantástico. Com isso, só temos a ganhar. E muito. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-6472283496652167190?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/6472283496652167190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2008/08/sombrias-escrituras-entrevista-paulo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/6472283496652167190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/6472283496652167190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2008/08/sombrias-escrituras-entrevista-paulo.html' title='SOMBRIAS ESCRITURAS ENTREVISTA PAULO SORIANO'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SJyt65xrfXI/AAAAAAAAADQ/AKYFDLTHdNs/s72-c/logo_soriano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-277965326381278472</id><published>2008-08-08T12:39:00.000-07:00</published><updated>2008-08-08T12:47:11.412-07:00</updated><title type='text'>O VISITANTE DO ESCURO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SJyiprL9ssI/AAAAAAAAADI/1nvAPxrVTeQ/s1600-h/shadow032706f.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232235703948915394" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SJyiprL9ssI/AAAAAAAAADI/1nvAPxrVTeQ/s320/shadow032706f.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O VISITANTE DO ESCURO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Um conto de Henry Evaristo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os livros eram a única companhia de Mendel no escritório da administração. Não gostava da sensação de solidão que o lugar impingia-lhe e muito menos da determinação da direção para que mantivesse as luzes externas apagadas a fim de surpreender algum invasor. Para diminuir a irritação pensava insistentemente no salário e nas horas extras que receberia com as quais poderia finalmente pegar um ônibus e ir passar o natal com seus filhos no estado vizinho; ademais, era o segundo emprego fixo que arranjava em mais de cinco anos; mas o primeiro no turno da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não lhe bastasse o fato de seu ofício macabro situar-se às margens de uma estrada que, à medida que o sol se punha, ia se tornando cada vez mais perturbadoramente deserta, ainda lhe apetecia deveras a leitura de textos terríficos tais como A SOMBRA DO DESCARNADO e O ANDARILHO DA NOITE, ambos romances medonhos de seu escritor favorito, o canadense Norbert Durand.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua função era guardar o estabelecimento não permitindo a ação dos vândalos e ladrões de túmulos que vinham agindo desmesuradamente nos últimos dias desde que o vigia anterior demitira-se sem mais explicações. Para isso, a parede central da sala de madeira nos fundos do terreno contava com uma enorme janela que possibilitava uma visão privilegiada do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite em específico as leituras apavorantes que fizera desde cedo o obrigaram, por volta das 23 horas, a cerrar as pesadas cortinas que ladeavam a vidraça de sua janela de vigília. É que a combinação entre os horrores que lia compulsivamente nas páginas amareladas e a visão das lápides imersas nas trevas da noite do lado de fora não estavam lhe fazendo bem aos nervos. Mais de uma vez tivera que interromper a leitura para, de lanterna em punho, dar uma olhada nas imediações por causa de estranhos ruídos que notara em meio ao gemido do vento invernal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez imaginara ter ouvido demasiados latidos de cães das redondezas e, lá fora, chegou mesmo a ter que espantar alguns que se aglomeravam em frente a um portão lateral. A entrada dava acesso diretamente para algumas covas simples no final do cemitério, onde o terreno entrava em franco declive ao se encaminhar para onde eram enterrados os indigentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda interrupção em sua leitura foi provocada por sons distantes de batidas surdas que alguém parecia estar desferindo insistentemente em alguma superfície resistente. Às implicações desta possibilidade ele preferiu renunciar e resolveu não sair de dentro da saleta. Todavia, a partir daí, manteve-se involuntariamente alerta e não esqueceu de trancar bem a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava quase que totalmente absorto novamente em seu passatempo quando, de repente, avistou com o canto do olho um vulto escuro passar correndo bem diante à janela. Ergueu-se de um salto e sacou o revolver. Tremia. Lentamente dirigiu-se até a porta, mas, logo depois, desistiu e resolveu dar uma espiada para fora através da vidraça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproximou-se da superfície fria, e olhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não avistou absolutamente nada e ficou cismando se não deveria parar de ler aquelas coisas por aquela noite. Foi quando o animal saltou da escuridão quase se chocando contra a janela. Mendel se jogou para trás e se deixou cair sobre a cadeira que ocupava antes. Por um momento sua visão se embaralhou de tanto medo. Depois viu, do lado de fora, um grande cão marrom, de orelhas em pé, que fitava para o lado de dentro ofegante e amedrontado. Arfava de tal maneira que era possível ver seus pelos se agitando sobre a pele. Imediatamente Mendel lembrou-se da passagem que as chuvas torrenciais da semana anterior haviam aberto num trecho do muro setentrional do cemitério. Elas não davam passagem a nenhum homem, mas poderiam ser perfeitamente caminho para um exemplar daqueles. Aquilo o acalmou e retirou a aura de "coisa sobrenatural" que o cão já estava assumindo na mente afetada do pequeno vigia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, algo parecia estar brutalmente errado com a cena. Aquele animal estava mortalmente amedrontado e olhava alucinadamente para dentro do posto de vigília, para os olhos de seu único ocupante. E aproximou-se da janela, pouco antes de desaparecer na noite, como que a implorar que lhe abrissem a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É de grande porte, como um Mastiff." Pensou Mendel. "Do que teria medo afinal?". Resolveu afastar o pensamento e voltar a sua leitura. O pobre bicho já deveria estar longe. Com certeza retornara para a estrada, pois o ouvira emitir um ganido curto em algum lugar oculto de sua visão. "Provavelmente arranhou o lombo" Pensou. "Ao se arrastar de volta pela passagem estreita por onde entrou".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixou novamente a cabeça e recomeçou. Desta vez, no entanto, demorou bastante a conseguir atingir o mesmo nível de concentração com que iniciara seu turno. A noite ao redor de seu posto assumira uma outra conotação em sua mente. Para ele aquele maldito cemitério bem poderia estar sendo visitado pela entidade que vagava por aquelas estradas. Dizia-se que já fora avistada centenas de vezes pelas cercanias. Ninguém poderia afirmar o que era, e ele mesmo não acreditava em assombrações. Muitos juravam que se tratava de um vampiro; outros a chamavam de demônio. E muitos sujeitos de fora já haviam visitado a região com suas máquinas para tentar encontrar alguma coisa concreta, mas nunca obtiveram êxito algum. Em fim, para Mendel, até aquela noite, as lendas locais nunca tinham tomado tanta consistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De sua cadeira de madeira, com os livros de Durand em sua frente, Mendel passou a imaginar o que faria se de repente a tal fera surgisse rosnando em sua janela. Como aquele estranho cão, ela o olharia nos olhos, mas depois, em vez de desaparecer, se jogaria contra o vidro até conseguir entrar para arrancar fora suas entranhas. Não pôde mais fitar aquele quadro negro; levantou-se, correu até as cortinas e as fechou depressa evitando a todo custo olhar para a escuridão do lado de fora. Tinha a todo o momento a impressão de estar ouvindo um ganido de dor canino que viesse de algum lugar nos fundos do cemitério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois foi até o banheiro. Precisava aliviar a bexiga da pressão que ali surgira. Abriu o zíper, segurou a ponta do cinto para não molhar e soltou o fluxo que lhe oprimia o baixo-ventre. Nem bem começara ouviu um baque violento contra a vidraça que o fez virar-se de súbito para fora do minúsculo compartimento, sacar sua arma e disparar aleatoriamente atingindo a única lâmpada que servia de iluminação para o lugar onde estava. A sala mergulhou imediatamente numa escuridão ainda maior do que aquela tão terrível que dominava o mundo do lado de fora. E Mendel ficou paralisado de medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arma tremia loucamente em sua mão. Seu instinto de sobrevivência lhe ordenava que disparasse contra qualquer coisa que se movesse à sua frente. E ele, com seus olhos contraídos de pavor, via pouco ou quase nada em meio a escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mendel era novato. Naquela situação não lembrava mais do que lhe fora dito quando de sua contratação na semana anterior. Não lembrava do interruptor que acendia as luzes exteriores; não lembrava sequer do telefone na parede atrás da porta do banheiro. Lembrou-se, no entanto, e devido à urgência da luz, da lanterna guardada na última gaveta de sua mesa. Ia avançar para lá quando, de súbito, a vidraça estourou com um novo impacto, e se estilhaçou em mil pedaços cortantes que saltaram para o espaço interior com rapidez assassina. Fixaram-se em toda parte, espetando papéis em cima da mesa, rasgando as páginas amareladas dos livros de Durand e atingindo um dos olhos do vigia em desespero. Mas os estilhaços não adentraram o modesto escritório sozinhos. Em meio a nuvem mortal tombou inerte ao soalho de madeira uma massa meio disforme de carne lacerada e ossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mendel jogara-se para o lado de dentro do banheiro após sentir o impacto do objeto cortante em seu olho esquerdo e agora estava dominado por uma dor aguda enquanto ficava cada vez mais banhado em sangue. Mesmo assim pôde notar que partes das cortinas que não haviam sido dilaceradas continuavam baixas e que, apesar do vento do lado de fora, não podia ver objetivamente o que havia por lá. Olhou para frente em direção ao cadáver ensangüentado que jazia a poucos metros de onde estava e reconheceu, por entre a turvação que afetava sua visão, o cão marrom que havia visto pouco antes. Estava comido, devorado parcialmente. Mendel percebeu que sua cabeça estava aberta e lhe faltavam coisas lá dentro. No entanto, alguns de seus membros ainda se moviam em espasmos curtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lentamente tentou se locomover procurando fazer o mínimo de barulho possível, mas esbarrou em um monte de vidros quebrados que lhe abriram um corte profundo em uma das mãos. Ele gritou de dor, foi inevitável, e seu grito chamou a atenção da coisa que estava do lado de fora, pois os frangalhos das cortinas se ergueram até quase descobrir uma silhueta alta e magra que se recortava contra a fina luminosidade do nevoeiro que se formara com a chegada da madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mendel soltara sua arma com o impacto que sofrera. Não podia atirar naquilo que estava prestes a entrar em sua sala. Não podia fugir no escuro sem nada enxergar que fosse muito além de uma nuvem vermelha em seus olhos. Resignado, prendeu a respiração e esperou que o que quer que fosse se revelasse por inteiro - e o conduzisse a uma horrenda alvorada de medo e dor. Foi então que veio a voz e a visão que o enlouqueceram. Do lado de fora, erguendo os restos de tecido da cortina da janela, estava um homem de terno - um terno simples, escuro, discreto; a vestimenta padrão com a qual enterravam os mais humildes da região. Tinha a pele amarelada e falou com uma voz que não podia vir de um ser vivo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estou com fome! Estou com fome! Dê-me meu cão!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mendel perdeu os sentidos e assim foi encontrado na manhã seguinte pelos zeladores. A polícia foi chamada e os agentes passaram muitos dias tentando entender o que se passara. Apesar dos danos na estrutura física do escritório e no corpo do funcionário, nada indicava a presença de uma segunda pessoa no local durante a noite em questão. Ele e o cadáver semi-devorado do cão foram encontrados a meio caminho dos fundos do cemitério, no lugar em que o terreno se tornava descendente e levava à ala onde eram enterrados os indigentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou-se que o vigia enlouquecera de repente e causara tudo ao local e a si mesmo. Inclusive, num ato de extrema insanidade, teria matado e devorado o cão de rua. Argumentou-se que seus ferimentos teriam sido feitos pelo animal em desespero a lutar pela vida; mas quem quer que o visitasse em seu quarto acolchoado no sanatório municipal, e conseguisse observar mais detalhadamente, poderia jurar que as marcas que se espalhavam por seu corpo, em lugares que ele mesmo jamais poderia alcançar, eram de grandes dentadas humanas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-277965326381278472?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/277965326381278472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2008/08/o-visitante-do-escuro.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/277965326381278472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/277965326381278472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2008/08/o-visitante-do-escuro.html' title='O VISITANTE DO ESCURO'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SJyiprL9ssI/AAAAAAAAADI/1nvAPxrVTeQ/s72-c/shadow032706f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-459391995939782969</id><published>2008-07-26T13:38:00.000-07:00</published><updated>2008-07-26T13:42:50.062-07:00</updated><title type='text'>O Nascimento de Charlise</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SIuMObIcPLI/AAAAAAAAACo/jxaUlO0AaKo/s1600-h/Bloody_Demon_Women.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SIuMObIcPLI/AAAAAAAAACo/jxaUlO0AaKo/s320/Bloody_Demon_Women.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227425971922812082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Charlise de Orleans&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aline ainda estava atônita olhando áquela carta. Tinha acabado de sair desiludida da sala do comissário Lucio Ferreira, que mais uma vez disse que sua mãe não deixou pistas, e foi para nunca ser encontrada. Até sua mãe? Até ela se fora com aquele monstro.... O casamento com Charles era uma fuga daquele inferno, mas até ele aquele infeliz a tinha abandonado..... Eu não era perfeita? Não é isso que diziam? Linda pura e imaculada? De que me adiantou tudo isso? Me diz Deus.....De que me adiantou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20/05/06&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;" Honra a teu pai e tua mãe, porque este é o primeiro mandamento com promessa "Efésios 6:1&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãos trêmulas passeam por aquele papel, olhos vermelhos e lacrimejantes ávidamente buscam as entrelinhas....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá minha querida Aline...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto tempo minha querida..desde que viajei não pude falar com você...Tudo bem eu entendo,não tive as melhores despedidas..mas você precisa entender.Depois do tudo que aconteceu eu precisava ir embora,sim eu deveria ter me despedido de você e não simplismente ter ido embora na calada da noite,sei que pode ser difícil para você,afinal tens apenas 16 anos,acabou de ser largada no altar,mas está de você enfrentar a vida,querida esqueça o que passou,o meu namorado apenas me amava,ele nunca te faria mal.Tente esquecer o que você acha que ele fez,minha filha,eu não te abandonei como você pensa,apenas fui atrás do meu destino,filha responda as minhas cartas,não se torne uma pessoa revoltada com a própria sorte,a vida é assim mesmo,eu tinha que correr atrás da minha felicidade,e você não podia me separar dele,eu o amo,e por isso te deixei aos cuidados das irmãs do orfanato,sei que você está sendo bem tratada,quem sabe um dia agente se encontra,e eu te conto tudo,não se zange comigo,o Luís também te ama,por isso ele te tratava com carinho,não queria que você saísse,que você namorasse(afinal ele tinha razão, olha o que o Charles fez),ele ficava tão preocupado,que quando eu saía,lembra que ele dormia com você?Tudo para não me preocupar,lembra que quando você ficava doente,ele te dava remédios,dormia ao seu lado na cama,e você dormia como um anjinho?Dormia horas e horas?Era ele que te levava na escola,e você nem ia pra aula,ele te levava até a porta e você não ia.O Luís sempre me dizia que te largava na escola,e não sabía porque você estava com tanta falta.Você era muito rebelde,acusava o Luís de coisas horríveis,e eu não podía mais aguentar,então escolhi ficar com ele e hoje estou muito feliz,viajamos o mundo e espero um dia poder te ver de novo,só se você prometer aceitar o Luís,porque sem ele eu naõ fico,não posso ficar sem ele,ele é minha vida.Você entende não é?Espero sua resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo bem carinhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS:O Luís manda um beijo bem no fundo do seu coração,não sei o que isso quer dizer mas ele disse que você sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua Mãe....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desesperada, e sem rumo, Aline parte para o rio próximo a cidade... Atordoada por aquela carta, as palavras não saíam de sua cabeça....Torpes e sem sentido,...... Zonza, Aline cai no chão.... Uma raiva sem tamanho a toma.... Começa a dizer palavras sem sentido....Porque?? Eu não era a perfeita?? Tão linda e pura.... Perfeita para o filho do prefeito?? Linda e virgem para o amante da minha mãe? Ótima aluna para a única escola maldita da vila.... A melhor devota da igreja.. Invejada pela minha pureza... Pelos meus belos olhos... E para que? Para que tanta servidão?? Tanta perfeição...Como dizia minha vó, fui amaldiçoada pela beleza, esquecida por Deus e maldita pelos homens.. Mas nunca mais... Nunca! Qualquer pessoa irá se atrever no meu caminho....Nunca... Isso eu garanto... Porque desta vida eu não pertenço mais... Então atordoada pela sua maldição, Aline se atira no lago... vestida de noiva, com pedras amarradas em sua cintura... Fechou os olhos, e sentiu a água gelada cobrindo....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E bradando do céu.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha Cara Aline.... não desprezeis sua vida.... Vejo em você uma vocação, um dom,um chamado,algo que eu já não posso mais exercer, venha minha querida, saia da água...Aline sai da água, e para diante do ser á sua frente...Primeiro seu nome será Charlise... Após meus testes.. você será o que quiser, e com a mente mais poderosa do mundo, pronta?Sim!Que comece a metamorfose....Apesar das dores e sofrimentos, os ferimentos abertos, o sal em suas feridas davam agonia, porém com as mão atadas, era impossível coçar e resfriar... Mas mesmo assim eu não desistia, deveria ir até o fim, apesar de todos os cortes proferidos em meu corpo, ainda havia mais a cortar, sem contar os açoites diários, era um tormento...Mas era só um teste, ela me queria, e eu ainda mais ser Charlise...Depois dos testes físicos, agora era os psicológicos....Eu deveria ficar trancada em um cubículo, e tentar achar uma saída, porém, além de trancada a porta, havia sensores de movimentos.... Para cada mexida, um açoite era disparado nas minhas costas....Após dias nesta batalha.... Quase morta,quase viva,moribunda,febril,sangrando.... Ela voltou.... Apenas me disse:Você está pronta para seu mortal destino....Com os cumprimentos de&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nêmesis, a inevitável.....&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-459391995939782969?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/459391995939782969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2008/07/o-nascimento-de-charlise.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/459391995939782969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/459391995939782969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2008/07/o-nascimento-de-charlise.html' title='O Nascimento de Charlise'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SIuMObIcPLI/AAAAAAAAACo/jxaUlO0AaKo/s72-c/Bloody_Demon_Women.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-6414972172707021484</id><published>2008-06-05T20:17:00.000-07:00</published><updated>2009-03-01T16:10:43.947-08:00</updated><title type='text'>O TEMPLO DE HAZAAD</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://home.earthlink.net/~angeldancer27/_uimages/TheCastleRuins.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O TEMPLO DE HAZAAD&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Por: Henry Evaristo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sempre me senti atraído pelo insólito. Quanto jovem despendia horas a fio absorto na tarefa de garimpar nas bibliotecas de meus familiares todos os livros que abordassem temas assombrosos e fantásticos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo naquele universo me interessava profundamente e meus esforços para tocá-lo, de qualquer forma, tornaram-se cada vez mais veementes com o passar dos anos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A herança recebida de um tio tirou-me da miséria em que a morte de meus genitores me deixara e com trinta e cinco anos eu soube, pela primeira vez, o que era a liberdade financeira quase sem limites. Minha ânsia pelo inusitado que existe nas entrelinhas do mundo, podada durante os últimos anos pelas dificuldades financeiras e pelo trabalho que tinha para manter a casa apenas com meus ganhos com aulas particulares, cresceu desmesurada e diretamente proporcional à fortuna que, de repente, eu vira depositada em minha conta no banco. Eu, como único sobrinho do velho Santmartin, herdara-lhe a fortuna.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No início limitei-me a importar tudo o que eu sempre sonhara em livros e artefatos relativos ao mundo da magia, do ocultismo, da demonologia e da bruxaria. Tudo o que podia encontrar eu imediatamente adquiria. Enchi a casa com volumes antigos e raros, e outros materiais com os quais um verdadeiro conhecedor do assunto poderia realizar qualquer tipo de ritual.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com o avançar dos dias tornei-me ainda mais recluso do que de costume e raras eram às vezes em que os outros me avistavam pálido a vagar pelas ruas da vizinhança. Até mesmo as visitas ao meu estabelecimento preferido, na avenida leste, ficaram restritas a no máximo um domingo por mês. Passei a entender que para manter-me puro como mandavam as lições dos tomos dos mestres eu deveria ser capaz de produzir, num ambiente adequado às especificações dos ensinamentos, todos os meus alimentos. Tornei-me ferrenho vegetariano e a higiene absoluta para mim passou a ser uma obsessão. Chegava a tomar oito banhos por dia até mesmo nas temperaturas abaixo de zero de nosso inverno. Lia por seis e às vezes até oito horas ininterruptas. Nos intervalos, quando os olhos ardiam e ficavam vermelhos, corria ao laboratório que construí para tentar por em prática a teoria que aprendera. Depois comia plantas e ervas exóticas importadas do oriente e cultivadas, com todas as adaptações climáticas necessárias, em uma estufa que erigi no quintal. À noite o telhado da mansão era frequentemente visitado por minha figura esguia e mortiça, pois eu havia lido no APOCALIPSE DAS CRIATURAS, o terrível grimório do turco Hazaad — o qual eu adotara como meu principal objeto de estudo — que a luz da lua era energética para o mago e que este poderia ler no brilho das estrelas o destino de todos os homens.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dois anos se passaram até que meus estudos me apontaram outro caminho. As leituras dos antigos livros e mapas, e peças raras trazidas de países distantes, me levaram à conclusão de que nada mais profundo eu poderia aprender e conquistar a partir do interior das paredes de minha própria casa. Era preciso aventurar, ir mais fundo na busca pelas informações; para penetrar nos confins absolutos do indizível, eu precisava viajar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim conheceu minha presença alta e magra a cidade de Istambul no verão de 1937. Lá deixei que toda a força dos ensinamentos do mestre Hazaad tomasse conta e já não agia mais em respeito a meu corpo e minha mente. Acreditava que todos os meus passos eram guiados para algum desígnio oculto por uma força consciente que estava, para além da minha própria ânsia em seguir em frente, me orientando para um destino mágico. Em minha inocência humana, cria piamente que poderia desvendar e vislumbrar mistérios nunca antes conhecidos ou vistos por nenhum outro intelecto desta terra.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Minhas buscas em velhas bibliotecas e sítios históricos levaram-me às ruínas do lugar habitado pelo mestre turco no século IX. Era, naquele tempo, um espaço afastado das zonas urbanas. Isolado por mais de trezentos quilômetros que avançavam para dentro de uma vasta região desértica. Quando me vi sozinho em meio às colunas do que no passado deveria ter sido um imenso templo goético(1), e enquanto ainda podia ver a silhueta recortada contra o poente do homerm esquálido que me trouxera ali em seus camelos cansados, senti que finalmente estava diante de algo profundo e do qual já não podia me esquivar de qualquer forma. Era o espectro obscuro que eu tanto perseguira que se apresentava para mim por entre aquelas ruínas ancestrais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a despeito de toda a exaltação e curiosidade, não foi sem uma pontada de relutância no coração que arrisquei os primeiros passos no interior do terreno acidentado. As imensas colunas rochosas amontoavam-se de uma forma inexplicavelmente incômoda para mim e os ângulos em que se haviam retorcido as gigantescas barras de aço que sustentavam um portão, como que meio viradas para o lado de fora, causavam-me um terror que ainda naquele momento era totalmente injustificado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por muitas horas vaguei por entre os resquícios daquele sítio antiqüíssimo e deixei-me levar pelos ares de outras eras. Conforme avançava pelos restos de largos corredores e galerias gigantescas não podia deixar de imaginar o tipo de conhecimento que um dia fora produzido no interior daquelas paredes. Imagens de épocas passadas se formavam em minha mente a todo instante e eu quase podia testemunhar os milhares de homens e mulheres miseráveis que corriam à suas portas em busca de algum tipo de solução em suas vidas ou em fuga das lâminas intolerantes dos maometanos(2). De repente senti-me rodeado pela própria história da magia quando a natureza era um bem comum e controlável; quando a riqueza a partir do nada era um sonho possível e quando todo o mal podia ser feito ou desfeito com o auxílio dos gênios. De alguma forma maravilhosa a luminosidade solar que penetrava por entre as frestas nas rochas formava barras translúcidas dançantes em frente a meus olhos e, em relances breves, eu podia até mesmo vislumbrar pequenas formas divergentes do vento que se contorciam na luz. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Eu os vejo!” Gritei para o vazio das paredes destruídas. “Os demônios da poeira!”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E aquelas coisas estavam em toda parte. Dos recantos mais próximos e mais distantes, e até mesmo do fundo da terra escura, pareciam rir para mim, e me chamar. Era a jornada de minha vida; onde me seriam revelados os arcanos mais secretos. A cultura banida da terra a ferro e fogo pelo poder secular cristão; o conhecimento dos antigos que foi extirpado em toda a sua plenitude do inconsciente do mundo pelo império da razão e pelas amargas religiões dos homens.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Largar-me inteiramente ao poder daqueles pequenos seres para que eles me conduzissem ao meu destino era o que eu queria mas, ao mesmo tempo, crescia ainda mais em mim um sentimento de alarme ante a tudo o que me cercava. Os espaços escuros por entre as ruínas titânicas passavam a representar perigo crescente em meu imaginário e não foi apenas uma vez, antes do fim, que achei ter visto um brilho anormal que me espreitava como os olhos de algum animal raivoso em meio às trevas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois, quando tornei a procurar os seres da luz, encontrei-os parados e amontoados a um canto bem iluminado. Não havia mais em seus rostinhos miúdos e afogueados o sorriso de outrora e muitos olhavam assustados para algum ponto acima de minha cabeça. Foi um movimento de pequenas pedras rolando que fez com que eu me voltasse para trás. Não vi mais nenhum sinal de movimento naquele interior e a escuridão, que antes se mantinha escondida e tímida, a tudo inundou com um ardor avassalador. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De repente me vi só, em pé, em frente a um pavor gigantesco e escuro que me fitava do alto de um paredão com muitos metros de altura. E a cada gesto seu, a claridade solar se curvava e minguava até desaparecer por completo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não era um homem em absoluto. Antes era um resumo de homem; e do lugar onde deveria estar sua cabeça pendia para fora, projetando-se no ar, um imenso apêndice esverdeado cuja extremidade trazia um par de olhos amarelados que me fitavam horrivelmente graves. Seu tórax era forte, viril, como o de alguma potestade mitológica e abaixo da cintura, entre um par de pernas vigorosas que mais pareciam pilares de mármore escuro, balouçava a um estranho vento simum(3) um imenso falo, como uma grande cauda frontal, que se comportava como serpente ensandecida por um ódio tal que tentava, vez por outra, atacar as pernas da aparição que a continha com suas tremendas mãos musculosas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Era ele, tenho certeza! Era Hazaad, o mestre dos magos negros do oriente que me fitava do interior daquela forma medonha. Sei disso porque ouvi seus gemidos dentro de minha cabeça; ecoando como o grito nefasto que deve subir dos intestinos do inferno para aqueles que o procuram. E senti que suas mãos, aquelas mãos que antes tentavam conter a coisa gotejante que lutava por sua carne, agora se insinuavam dentro de mim, acariciando asquerosamente meus órgãos mais vitais, tentando sair e formando erupções em minha pele.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ali, naquele templo amaldiçoado perdi toda a minha convicção. No lugar onde o mal permaneceu aprisionado até aqueles dias eu falhei como mago. Cai de joelhos e pedi clemência e este meu ato provocou risadinhas histéricas por todo o recinto. Ainda pude ver os pequenos demônios da poeira rastejando de volta para seus buracos infectos agora com aparências bem diferentes daquelas com as quais me receberam. Como bandos de insetos imundos, se esconderam novamente em suas tocas decepcionados ao entenderem que não era eu, ainda, aquele que levaria o poder de seu mestre para o mundo exterior.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois tudo se acalmou e apenas o uivar do vento quente do deserto fustigando as velhas ruínas chegou a meus ouvidos. Tudo estava como era antes e aquela quietude oprimiu meu coração de tal maneira que saí correndo do velho templo sem nem mesmo pensar na direção que tomaria. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi um grupo de nômades que me encontrou vagando desorientado pelas areias, à noite, já quase a morrer de frio. É a eles que devo minha vida. A eles e a meu instinto humano de preservação. Mas receio que coisas muito mais sérias estiveram em jogo naquele dia no templo de Hazaad e, se não fui eu seu novo discípulo no mundo dos homens para pregar e espalhar seu mal sobre esta terra, seu velho e hediondo templo ainda está lá, solitário em meio à vastidão desértica, esperando por outro estudioso mais temerário que aceite ser tocado daquela forma pelas mãos asquerosas do mal absoluto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(1) - Goético: referente à Goécia, termo com o qual se desginava a magia negra na Grécia antiga e durante a idade média.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) - Maometanos - Como eram conhecidos os seguidores de Maomé, os muçulmanos, nos textos mais antigos sobre o Islamismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3) - Vento simum - vento extremamente forte, mais comum no deserto do Saara, que provoca enormes tempestades de areia.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-6414972172707021484?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/6414972172707021484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2008/06/o-templo-de-hazaad.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/6414972172707021484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/6414972172707021484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2008/06/o-templo-de-hazaad.html' title='O TEMPLO DE HAZAAD'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/TFix4pZ0RXI/AAAAAAAAAJY/e2VJyoFsiBA/S220/necronomicon2.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35210217.post-6912780667495412066</id><published>2008-06-05T14:14:00.000-07:00</published><updated>2008-06-05T14:20:30.980-07:00</updated><title type='text'>Samantha</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SEhXq6JLb7I/AAAAAAAAACg/UVsjwRXFThQ/s1600-h/samantha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208509363727855538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_i9hYCn5l0Ms/SEhXq6JLb7I/AAAAAAAAACg/UVsjwRXFThQ/s320/samantha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um dos meus contos favoritos...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dedico esse conto a Samantha, cujo nome inspirou esse conto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Oi!&lt;br /&gt;A voz angelical de Samantha penetrou pelos corredores até a cozinha onde seu tio bebia um copo de uísque vagabundo sem gelo.&lt;br /&gt;— Entre meu bem, estou na cozinha&lt;br /&gt;Samantha era uma menina de 16 anos, mas com certeza podia se passar por 18 ou talvez 20 se quisesse, se não fosse claro por sua voz doce de menina. Isso talvez fosse o que mais atormentasse e excitasse seu tio que tinha por ela um desejo quase incontrolável.&lt;br /&gt;Ao adentrar no recinto onde estava seu tio, ela já pulou em cima dele lhe dando um abraço apertado, enquanto sue tio tentava não demonstrar sua ereção.&lt;br /&gt;— Vim te ver titio!&lt;br /&gt;— Nossa! Estava mais que desconcertado. Que bom!&lt;br /&gt;— Vim em má hora?&lt;br /&gt;— Claro que não meu amor, claro que não. Ele se levantava rápido, enquanto ela descia de seu colo. E então quer alguma coisa?&lt;br /&gt;— Sim!&lt;br /&gt;— Água ou suco?&lt;br /&gt;— Um beijo. Sua voz era recheada de desejo&lt;br /&gt;— O que? Ele tremia&lt;br /&gt;— Um beijo ué.&lt;br /&gt;— Um beijo Samantha... Disse ele vermelho de vergonha de seus próprios pensamentos.&lt;br /&gt;— Vai anda!&lt;br /&gt;— Bem... Ele a beija na testa. Pronto então&lt;br /&gt;— Não se faz de bobo. Ela se aproxima. Aqui. Ela aponta a boca. Eu quero aqui...&lt;br /&gt;— Samantha!&lt;br /&gt;O tio recua assustado. Anda alguns passos para trás, caindo depois de algumas passadas na parede dos fundos. Sua cabeça parece girar e ele tem vontade de gritar. A situação parece tê-lo feito entrar num mundo surreal, cujas regras ele desconhece&lt;br /&gt;— Assustado? Diz ela com a cabeça inclinada o olhando&lt;br /&gt;— O que você tem? Diz ele depois de um curto silêncio&lt;br /&gt;— Eu? Porque? Eu estou bem. Só quero beijar seus lábios, só isso titio. Ele sente certo sarcasmo em meio as palavras frívolas da garota&lt;br /&gt;— Samantha ouça o que diz! Ele já não sabe o que dizer e parece que seu desejo aumenta a cada palavra e ele sente o impulso bestial de agarra-la&lt;br /&gt;— Estou ouvindo e a mim soa normal. Uma menina que deseja um beijo e quem sabe algo mais... Ela enrola o cabelo, seus olhos estão repletos de luxúria&lt;br /&gt;— Samantha pelo amor de Deus. Suas mãos cobrem a cabeça abaixa agora. Ele não quer olha-la e agora somente deseja que sua mente apague a imagem de sua sobrinha nua&lt;br /&gt;Samantha está parada diante do tio sorrindo, em um silêncio atormentador. O tio parece fazer uma prece em voz baixa, esperando que quando abrir os olhos tudo tenha se resolvido. Um longo silêncio, tão longo que o tio não mais agüenta ficar de olhos fechados&lt;br /&gt;— Samantha... Ele abre os olhos devagar, jogando seu corpo contra a parede e fechando os olhos com força ao ver a visão de sua sobrinha nua a sua frente&lt;br /&gt;— Que foi titio não gostou?&lt;br /&gt;— Para samantha! Gritou seu tio desesperado&lt;br /&gt;— Parar com o que? Eu nem comecei&lt;br /&gt;O tio se pressionava contra a parede, abrindo os olhos esporadicamente. Samantha, com um olhar luxurioso se aproximava devagar, cantado uma antiga canção de roda.&lt;br /&gt;Seu tio então abre os olhos e estanca a imagem de Samantha parada a sua frente. Ela então se abaixa e beija de leve os lábios do tio, deitando no chão em seguida.&lt;br /&gt;— Vem titio. Seus dedos corriam o próprio corpo&lt;br /&gt;As mãos de Samantha pegavam nas mãos do tio e as levavam ao seu corpo. Seu tio tentava resistir, mas o impulso era muito forte. Ele desejou aquela garota por muito tempo e agora ele a teria, aquilo era quase irresistível. Ele tinha sonhado com aquela cena durante muitas noites, desejando vê-la assim, deitando o chamando de titio...&lt;br /&gt;— Vem titio, vem...&lt;br /&gt;— Menina safada!&lt;br /&gt;Seu tio joga-se em cima dela tirando as calças com fúria. seus lábios encontram os dela, beijando-a furioso. Os gritos e gemidos podiam ser ouvidos de longe, enquanto os dois transavam furiosos no chão da cozinha.&lt;br /&gt;Num suspiro final o corpo do tio cai por cima de sua sobrinha exausto.&lt;br /&gt;— Foi bom titio? Diz ela sarcástica&lt;br /&gt;— Meu Deus... Ele balbucia arrependido. O que eu fiz? Como pude?&lt;br /&gt;— Ai titio para de ser bobo. Diz ela saindo debaixo dele. Diz como se também não quisesse&lt;br /&gt;— Do que você está falando? Ele começa a se assustar com o cinismo da sobrinha&lt;br /&gt;— Você sempre me quis, me desejou com todas as suas forças, ou não?&lt;br /&gt;— Eu...&lt;br /&gt;— Não negue, você não pode, ou pode? Ela fala com uma voz cada vez mais sarcástica&lt;br /&gt;— Não... Ele balbucia vencido&lt;br /&gt;— Até fez um pacto com o diabo&lt;br /&gt;— Do que você está falando? Ele recua assustado&lt;br /&gt;— Gosta de se fazer de bobo né? Sua voz agora é mais arrogante e com um tom furiosos. Sabe do que eu falo&lt;br /&gt;— Não, não sei! Ele grita assustado, cada vez mais desesperado com aquilo&lt;br /&gt;— Ontem seu desgraçado! Deixa de se fazer de idiota! Ela agora grita, cada vez mais alto e cheia de ódio, num tom de quem cobra uma promessa&lt;br /&gt;— Eu não fiz nada! ele grita e se levanta, suspendendo sua roupa e se cobrindo desesperadamente rápido&lt;br /&gt;— Filho da puta! Covarde! Você me prometeu a alma em troca de uma transa com sua sobrinha! Sua voz parece ter ficado mais grave e mais furiosa, seu rosto se transfigura num semblante sombrio horrendo e tétrico&lt;br /&gt;— Para Samantha! O que está fazendo! Para agora, eu to mandando! Seus gritos são vacilantes e o medo começa a lhe congelar o sangue nas veias&lt;br /&gt;— Gritou para todos ouvirem. Gritou feito um louco! “Eu quero possuir minha sobrinha e só o que eu quero, depois o diabo pode até ficar com minha alma imunda, eu não ligo, dou-lhe a alma em troca de uma transa...”&lt;br /&gt;— Com minha sobrinha... Completou o tio caindo no chão atônito.&lt;br /&gt;— Isso, muito bem. Ela bate palmas, agora já de pé e vestida. Sua voz já não é mais a de Samantha e seu rosto está transfigurado numa figura que lembra somente o rosto angelical de sua sobrinha.&lt;br /&gt;— Não...&lt;br /&gt;— Bem meu caro te dei o que queria, agora me dê o que eu quero. Disse ela calma e serena&lt;br /&gt;— Não, eu não quis...&lt;br /&gt;— Agora já é tarde. Devia ter mais cuidado com o que promete&lt;br /&gt;A voz da sobrinha ecoa pela sala. Seu tio então sente algo vindo dos pés, um frio insuportável, que logo toma conta de todo seu corpo. Sua respiração fica difícil e sua visão começa a embaçar. Ele luta para manter seus olhos abertos, focando-se na imagem de sua sobrinha que aos poucos começa a se transformar na figura de um homem de terno branco, que o olha sorrindo. Seu corpo então desfalece e seus olhos não mais se abrem&lt;br /&gt;— Seja bem vindo. Diz ele sarcástico&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A todos que passarem por aqui: A Irmandade das Sombras ainda Vive e creia; Você ainda vai Ouvir Falar Muito nela!!!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;LINX&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35210217-6912780667495412066?l=recantodassombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://recantodassombras.blogspot.com/feeds/6912780667495412066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2008/06/samantha.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/6912780667495412066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35210217/posts/default/6912780667495412066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://recantodassombras.blogspot.com/2008/06/samantha.html' title='Samantha'/><author><name>Irmandade das Sombras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11916974875792786040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='1
